Máquinas New Holland dão a largada na colheita do arroz no Rio Grande do Sul

A New Holland participará da 26ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz no Rio Grande do Sul, entre os dias 18 e 20 de fevereiro, em Alegrete (500km de Porto Alegre). Considerado o maior evento da América Latina no setor arrozeiro, esta edição espera receber dez mil pessoas. A colheitadeira CS660 dará a largada na solenidade da Abertura Oficial, dia 20, que é organizada pela Federarroz e Associação dos Arrozeiros de Alegrete, com o apoio do Sindicato Rural de Alegrete.

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Colheitadeira CS660 Arrozeira em campo (Foto: Divulgação)

Junto com a concessionária Super Tratores e com os produtores gaúchos, a New Holland acompanha a evolução da colheita mecanizada na região e, segundo Eduardo Nicz, gerente Comercial, a marca fortalece sua participação no estado em eventos deste porte. “Não podemos ficar de fora da abertura oficial, mostrando a grandeza da lavoura arrozeira do estado, bem como a qualidade da produção gaúcha, que vem conquistando mercados e ganhando terreno no cenário nacional e internacional”, destaca Nicz.

Além da colheitadeira da linha CS, também os tratores, as plantadeiras e os sistemas de agricultura de precisão serão as tecnologias em exposição. Nos três dias de evento, a concessionária e a fábrica terão especialistas em produto para atender os produtores no local.

Colheitadeira CS660

A CS660, desenvolvida para o produtor do Rio Grande do Sul, tem motor de 280 cv de potência e opera, em condições ideais, com plataformas de 20 e 25 pés, rígidas ou com esteiras. O tanque graneleiro tem capacidade para nove mil litros.

A melhor capacidade operacional na cultura de arroz só é possível porque a CS660 oferece uma configuração especial para trabalhar na colheita do grão, com rodado duplo na frente, que permite maior força de tração, especialmente nos terrenos alagados dos arrozeiros.

Equipada com o sistema Maxitorque, a CS660 tem maior torque de acionamento do batedor. Em caso de patinagem da correia em decorrência do grande volume de material a ser processado, o Maxitorque aumenta a tração desse equipamento, fazendo com que o sistema funcione normalmente.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura.

Japão quer investir em projetos agrícolas no Matopiba

Brasil e Japão vão assinar no final deste mês um memorando de cooperação para agricultura e alimentação com base em estudos e projetos para viabilizar investimentos japoneses na região do Matopiba. A área está situada nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e vem se destacando na produção de grãos, como soja, milho, algodão e arroz.

A assinatura ocorrerá durante encontro em Palmas (TO), no próximo dia 29, e contará com a presença da ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e do vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Hiromichi Matsushima.

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Japão vai assinar memorando com o Brasil para desenvolver iniciativas na região

 

O memorando será assinado durante o Seminário Brasil – Japão: intercâmbio econômico e comercial em agricultura e alimentos. Trata-se de um evento que apresentará para executivos das empresas japonesas com atuação no Brasil e em fundos de investimento japoneses as oportunidades oferecidas pelo agronegócio brasileiro, com destaque para o Matopiba. Na oportunidade, também será anunciada a criação da Frente Municipalista dos Prefeitos da região do Matopiba.

Reunião bilateral

Paralelamente ao seminário, ainda no dia 29, será realizada uma reunião bilateral sobre temas sanitários e fitossanitários. No dia 1º de março (terça-feira), os japoneses vão fazer uma visita técnica a empreendimentos do agronegócio e conhecer as potencialidades da região.

Exportações do agronegócio cresceram 8,7% em volume em janeiro deste ano

O volume das exportações brasileiras do agronegócio aumentou 8,7% em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2015. O número consta da balança comercial dos primeiros 31 dias de 2016, divulgada pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em valores, o desempenho do comércio exterior do setor teve retração.

Segundo a SRI, as exportações de produtos agropecuários somaram US$ 4,98 bilhões em janeiro deste ano. O valor é 11,7% inferior aos US$ 5,64 bilhões alcançados no mesmo mês de 2015. “A queda ocorreu mesmo com volume recorde exportado de inúmeros itens”, ressaltou a secretária de Relações Internacionais, Tatiana Palermo. “O decréscimo no valor embarcado ocorreu, sobretudo, por causa da diminuição dos preços médios de exportação dos produtos do setor”.

Ainda de acordo com os números da SRI, as importações também diminuíram, caindo de US$ 1,24 bilhão em janeiro de 2015 para US$ 913,09 milhões no mês passado. É o menor valor importado desde 2010 para os meses de janeiro, conforme a secretaria.

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Carne suína, celulose, milho e farelo de soja foram destaques dos embarque do setor (Foto: Divulgação)

Os dados divulgados pelo Mapa mostram também que o saldo comercial da balança do agronegócio foi de US$ 4,07 bilhões em janeiro deste ano. Esse resultado foi US$ 332,20 milhões inferior ao registrado no mesmo mês de 2015.

No mês passado, os cinco primeiros setores exportadores do agronegócio em valores foram carnes (18,6% do total embarcado), produtos florestais (16,2%), cereais, farinhas e preparações (16%), complexo soja (12,5%) e complexo sucroalcooleiro (9,8%). Essas cinco cadeias produtivas, destaca a SRI, foram responsáveis por 73,1% do valor total exportado em janeiro de 2016.

Em volume exportado, as carnes de frango, bovina e suína tiveram, respectivamente, crescimento de 14,8%, 10% e 65,3% em janeiro deste ano. Os mercados que mais contribuíram para o crescimento da carne suína foram Hong Kong, China, Cingapura e Argentina.

Recordes

O mês passado registrou ainda quantidade recorde de exportação de celulose para janeiro. Os embarques totalizaram 1 milhão de toneladas.

O milho foi outro produto que registrou recorde em volume para o mês de janeiro, com 4,46 milhões de toneladas. O Brasil também teve volume recorde de farelo de soja embarcado no mês passado, com 1,18 milhão de toneladas.

Entre os países, o maior importador de produtos do agronegócio brasileiro em janeiro passado foi a China. As exportações para o país asiático subiram de US$ 377,19 milhões em igual mês de 2015 para US$ 523,84% milhões em janeiro de 2016 (+38,9%). A participação do país subiu para 10,5% no mês. Outros países também tiveram expansão: França (+63,6%), Egito (+54%), Japão (+52,3%), Argentina (+7,2%) e Tailândia (+1,6%).

Agricultores de Pernambuco realizam o sonho de viver da agricultura irrigada

O sonho de viver da própria terra agora é realidade para cerca de 200 moradores dos assentamentos Sol Nascente e Massangano, situados no entorno do perímetro irrigado Nilo Coelho, no município de Petrolina. As comunidades não possuíam concessão da Codevasf para utilização da água dos canais de irrigação do perímetro irrigado, localizado no semiárido pernambucano.

Odair José dos Santos mora no assentamento Sol Nascente e sempre sonhou em retirar o sustento da família da agricultura familiar. Ele mora com a esposa e cinco filhos em uma propriedade de três hectares. Ter água para irrigar as suas terras sempre foi um sonho do produtor. “O nosso sonho sempre foi trabalhar com a terra, retirar o sustento da nossa família do nosso próprio trabalho. Eu quero produzir pinha, caju, e goiabada, pra ajudar na alimentação da minha família”, conta.

Recentemente, os moradores dos assentamentos Sol Nascente e Massangano receberam da Codevasf a concessão de água proporcional a dois hectares por família. Até então elas só tinham acesso à água para uso doméstico. Agora, as comunidades terão água suficiente para irrigar até 80 hectares. “Hoje foi um dia muito importante para o assentamento Sol Nascente porque nós estamos com 5 anos de espera na luta. Foi mais uma vitória que nós conseguimos. Agora nós vamos conseguir crédito no banco e iniciar a irrigação”, conta o produtor.

O analista em desenvolvimento regional da superintendência da Codevasf em Petrolina, Jeremias Lustosa, explica os trâmites realizados pelos técnicos e engenheiros da empresa para efetivação da concessão. “Nós fizemos estudos de solo para verificar se o solo é irrigável, observamos a disponibilidade de água na região e, a partir daí foram criadas associação de produtores legalmente constituídas, para concessão da água aos assentados. Assim, a Codevasf iniciou um novo modelo de irrigação na região”, ressalta Lustosa.

A Codevasf também realiza estudos em outros 5 assentamentos da região. A expectativa é que cerca de 490 famílias sejam beneficiadas pela ação.

Levantamento da Conab confirma recorde de produção agrícola

A safra brasileira de grãos 2015/2016 deve chegar a 210,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,3% sobre a safra anterior. Os números foram divulgados na última semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em relação à estimativa do mês passado para a safra atual, houve uma pequena queda de 206,5 mil toneladas, sobretudo por causa da soja. Segundo a Conab, a falta de chuva no Mato Grosso afetou a produção da oleaginosa.

De acordo com o diretor de Política Agrícola e Informações da estatal, João Marcelo Intini, os técnicos da Conab já acompanhavam o desenvolvimento da lavoura na região desde dezembro do ano passado e constataram que a escassez hídrica afetou principalmente o plantio da soja precoce e trouxe a redução da produtividade. No entanto, o grão continua com o indicativo de uma safra recorde de 100,9 milhões de toneladas.

As condições climáticas para o Matopiba (formado pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) – quinta maior região produtora do país – são favoráveis para a produção de soja, milho, arroz e algodão. Segundo Intini, em algumas áreas o volume de chuva foi expressivo (entre 400 e 900 milímetros) e levou à melhoria da qualidade das lavouras.

Condições climáticas

As chuvas ocorridas no Nordeste em janeiro também contribuíram para o aumento no volume de oferta de água e consequentemente favoreceram o plantio.

O diretor da Conab salienta que as condições são propícias à finalização da primeira safra, bem como para a implantação da segunda safra que acontece com as culturas de milho e feijão.

“Esse é o cenário desejado: chuvas regulares e a distribuição da precipitação nas regiões produtores, condições de mecanização na lavoura e o câmbio favorável vão continuar criando oportunidades para o agricultor investir na segunda safra. Os produtores estão apostando em sementes de ciclo mais curto e de variedade resistentes as variações do clima,” disse Intini.

A expectativa para o plantio da safrinha de milho (segunda safra) é muito boa, na avaliação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar. “Com câmbio bom, a gente vai produzir mais e exportar mais em volume, o que aumenta a receita e rentabilidade do agricultor.”

Oferta de alimentos

Durante a entrevista coletiva, a Conab também informou que não há risco de desabastecimento de alimentos no Brasil. “Está descartado qualquer problema na oferta de grãos neste momento e ao longo deste ano. O país dispõe de estoques de passagem e de políticas que favorecem o equilíbrio entre as exportações e importações. O governo está acompanhando a qualidade dos alimentos que vamos colher frente às condições climáticas, principalmente nas plantações de arroz e feijão,” assinalou o diretor de Política Agrícola e Informações da empresa.

Intini acrescenta que o plantio de feijão ocorre em praticamente todos os estados brasileiros e durante todo o ano. “E a cultura do arroz está sendo beneficiada agora com a diminuição das precipitações no Rio Grande do Sul, que vai iniciar a colheita neste mês de fevereiro. Em algumas regiões gaúchas, cerca de 7,5 mil hectares, ainda haverá plantio tardio do arroz,” acrescentou.

O governo estima que as importações cheguem a 1 milhão de toneladas de arroz. “Também estamos monitorando as culturas de inverno (entre elas, o trigo), que vão entrar no calendário agrícola nos próximos meses”, observou Intini.

Leilão de arroz comercializa 21,55 mil toneladas do produto

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, na última sexta-feira (5/2), pela manhã, dois leilões de venda de arroz em casca, a granel. Nas operações foram comercializadas 21,55 mil toneladas do produto, o que representou uma arrecadação total de R$ 17,2 milhões. Os lotes estão localizados no Rio Grande do Sul. O total ofertado nos dois avisos (12 e 13) foi de 25 mil toneladas.

A data limite para o pagamento do produto adquirido é 16 de fevereiro e sua retirada ocorrerá após a emissão da nota fiscal. O leilão foi destinado a segmentos relacionados à indústria de fabricação de produtos derivados de arroz ou de beneficiamento. Estas operações de arroz dão continuidade à boa gestão dos estoques públicos da Companhia.

Novos mercados: agronegócio brasileiro vai responder por 10% do comércio mundial

A participação do agronegócio brasileiro no comércio mundial saltará de 7,04% para 10% até 2018. A meta foi anunciada nesta sexta-feira (29) pela ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) durante entrevista coletiva à imprensa. O crescimento das exportações do setor, afirmou, será baseado em garantias sanitárias, produtividade e conquista de novos mercados.

Para responder por 10% de todo o comércio agrícola no mundo – que em 2014 alcançou US$ 1,17 bilhão –, o Brasil continuará investindo em negociações comerciais e sanitárias com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75% da atividade comercial mundial.

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Ministra Kátia Abreu apresenta projeções sobre comércio exterior (Foto: Antônio Araújo / Mapa)

Fazem parte desse grupo parceiros tradicionais do Brasil e que compõem o chamado “Big 5”, os cinco maiores importadores de alimentos no mundo: Estados Unidos, União Europeia, China, Rússia e Japão. “Somente essas nações são responsáveis por metade de todas as compras mundiais de produtos agropecuários”, disse a ministra, que ressaltou que o país precisará negociar um “mix” de acordos, tanto sanitários quanto tarifários.

“Estamos com uma agenda bastante arrojada e agressiva para negociar barreiras sanitárias com nossos parceiros, mas isso não exclui a possibilidade de esses mesmos países também firmarem acordos tarifários”, assinalou a ministra. “Nossa perspectiva é bastante real e conservadora para atingir a meta dos 10%.”

Também fazem parte do hall de prioridades mercados ainda pouco acessados, mas que apresentam alto potencial de importação. Um exemplo é a Indonésia, que pode aumentar as compras de produtos brasileiros em 15% até 2018, principalmente de açúcar e soja. Destacam-se ainda a Arábia Saudita (com potencial de crescimento de 12,4%), a Tailândia (11,5%), o Egito (13,6%) e os Emirados Árabes Unidos (10,6%).

Barreiras tarifárias

A ministra apresentou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que mostram que o comércio mundial é feito cada vez mais por meio de acordos comercias, o que indica a necessidade de o Brasil priorizar esse tipo de negociação. Em 1998, 20% do comércio agrícola estava inserido em acordos de tarifas ou de cotas. Em 2009, esse percentual saltou para 40%.

Em comparação com os 22 mercados prioritários mundiais, a média das tarifas brasileiras aplicadas a produtos agropecuários é baixa, de 10%. O pico está em 55%, provocado por apenas dois produtos, coco e pêssego em calda. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram ainda que o Brasil exporta mais para países com média de tarifária menor, com exceção dos Estados Unidos.

Acordos sanitários e fitossanitários

Os acordos sanitários e fitossanitários que serão conduzidos pelo Mapa em 2016 têm potencial para aumentar em US$ 2,5 bilhões ao ano as exportações do agronegócio brasileiro.

O Mapa negocia com parceiros acordos que visam a harmonizar regras e facilitar procedimentos sanitários e fitossanitários, sem envolver tarifas ou cotas comerciais. As negociações concluídas em 2015 representaram potencial anual de US$ 1,9 bilhão em exportações e, para 2016, a expectativa é ainda maior: US$ 2,5 bilhões.

A pasta projeta para 2016 a conclusão das negociações para exportação de carne suína para a Coreia do Sul, que se alonga há quase sete anos. Vai focar ainda no comércio de frutas para diversos países, como Japão, China e Índia e ainda abrir os mercados do Canadá e do México para a carne bovina in natura brasileira.

A ministra destacou a iniciativa da Junta Interamericana de Agricultura de fazer um acordo para harmonização de procedimentos de ava liação de risco sanitário e fitossanitário entre os 34 países americanos. “Essa proposta, que é muito ambiciosa, vai favorecer o posicionamento conjunto da região em fóruns internacionais e aumentar o fluxo comercial entre as nações.”

Kátia Abreu também falou sobre o acordo de preferências tarifárias que atualmente o Brasil negocia com o México. A lista de ofertas entre os dois países poderá ser ampliada para mais de 5 mil produtos, sendo 673 agrícolas. Destacou também o acordo Mercosul-Índia, que está em negociação.

Mercados considerados pequenos também estão no radar do agronegócio brasileiro, destacou a ministra. “Nenhum país deve ser descartado porque tem pouco consumo. O somatório de cada mercado acaba fazendo a diferença na nossa balança comercial”.

Conab opera leilão para doação de arroz à Faixa de Gaza

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta quarta-feira (27), um leilão de troca de arroz para envio de mil toneladas do produto à Faixa de Gaza. Nesse tipo de operação, a Conab oferece uma quantidade maior de arroz in natura ao adquirente do leilão. Em contrapartida, este fornece o arroz beneficiado e ensacado e se compromete a colocá-lo no navio, localizado no Porto de Rio Grande (RS).

Precio-arroz1O adquirente também se responsabiliza pelas despesas com a mão de obra, taxas de alfândega, entre outras. Esta modalidade permite mais agilidade na operação, uma vez que o arroz destinado à ajuda humanitária já chega pronto para doação. O prazo para entrega do produto no porto de Rio Grande é até dia 15 de março.

A ação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores e o envio do arroz beneficiado para a Palestina será de responsabilidade do Programa Mundial de Alimentos (WFP/PMA). A realização da Conab é autorizada pela Lei 12.429, de 20 de agosto de 2011, a qual permite que o Governo Federal doe estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional, desde que o abastecimento interno não seja afetado.

Prazo de inscrição no CAR termina em maio

Cerca de 258 milhões de hectares foram inscritos no Cadastro Ambiental Rural, o CAR, até dezembro do ano passado. Esse número equivale a quase 65 por cento da área que pode ser cadastrada.

O registro reúne informações ambientais sobre áreas de proteção permanente, reservas legais, florestas, áreas de uso restrito e áreas totais das propriedades rurais em todo o país.

O prazo para que os produtores rurais façam o Cadastro Ambiental Rural termina em 5 de maio. Depois do prazo, as instituições financeiras que oferecem linhas de crédito a produtores rurais passarão a exigir o comprovante do CAR. Quem não fizer o cadastro perderá o acesso a financiamentos, além de ficar ilegal.

Agropecuária se destaca e gera 9,8 mil empregos em 2015

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que a agropecuária gerou 9.821 empregos em 2015. O setor foi o único a apresentar saldo positivo, resultado obtido graças ao aumento da produção e das exportações de produtos agrícolas.

No ano passado, o país aumentou em 7,7% a produção agropecuária na comparação com 2014, alcançando o recorde de 209,5 milhões de toneladas – conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso,a participação do agronegócio na balança comercial brasileira foi recorde, respondendo por 46,2% de tudo o que foi vendido ao exterior.

De acordo com o ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar, o bom desempenho da agropecuária em 2015 mostra que os produtores brasileiros mantêm9012_0_md forte confiança no setor e continuam investindo na produção de alimentos para abastecer o mercado doméstico e ampliar as exportações.

“Nos três primeiros trimestres de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário cresceu 2,1%. Tivemos uma supersafra e exportação recorde. Tudo isso se reverteu em emprego”, destacou Nassar.