Os órgãos interessados em receber sementes da agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), já podem apresentar os planos de distribuição para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As demandas devem ser entregues nas superintendências regionais da Companhia até o dia 26/04. Por meio do PAA, a Conab adquire sementes com o objetivo de estimular a produção de alimentos e ajuda outros segmentos com a doação das sementes para o cultivo.
Neste ano, tanto os órgãos demandantes quanto os agricultores precisam ficar atentos às mudanças nos normativos. Agora, as propostas devem incluir no mínimo três opções de sementes por produto apresentado e a instituição precisa informar como fará o armazenamento e a logística de distribuição das sementes adquiridas.
Por sua vez, as cooperativas e associações que fornecerão as sementes precisam apresentar os testes de qualidade do produto a ser adquirido durante a execução da proposta, e não mais no momento da apresentação do projeto. “Outra mudança importante é a necessidade do pequeno produtor e da organização fornecedora estarem cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican)”, explica a superintendente de Suporte à Agricultura Familiar da Conab, Kelma Cruz. “Esse registro garante mais agilidade e transparência na execução das operações e aumenta a segurança na aplicação dos recursos públicos”.
O cadastro no Sican é feito de maneira eletrônica e pode ser acessado pelo site da Conab. Para se inscrever é necessário informar dados básicos como endereço, telefone, e-mail, entre outros. “Quem tiver dificuldade e precisar de apoio para realizar o cadastramento, pode procurar auxílio da Conab nos estados”, confirma Kelma.
Com orçamento inicial previsto em R$ 5 milhões, os planos de distribuição serão classificados de acordo com a participação de públicos prioritários do programa, além do nível de articulação com outras políticas públicas e do valor de cada projeto. Nesse item específico, propostas de até R$ 350 mil recebem pontuação máxima. Também terão pontuação diferenciada os projetos com ações que priorizem a entrega de sementes nos municípios do Semiárido, em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo governo federal.
A ação é executada com recursos do Ministério da Cidadania. Todas as regras estão disponíveis de forma mais detalhada nas Superintendências Regionais da Conab e na página da Companhia na internet.
Por meio desta modalidade, o PAA permite a compra de sementes de cooperativas e outras organizações formalmente constituídas que detenham a DAP Jurídica. Após, as sementes são destinadas aos órgãos demandantes que possuem programas, projetos ou ações com agricultores familiares que estão iniciando o processo produtivo e precisam de incentivo. As sementes adquiridas devem cumprir as normas vigentes de qualidade, certificação ou cadastro, do agricultor e de sua organização.
Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina continua expandindo seus mercados internacionais. O mês de março foi marcado pela alta nos embarques para a China, a retomada do mercado russo e o crescimento nas vendas para o Japão. Como resultado, o estado exportou 29,7 mil toneladas de carne suína, faturando mais de US$ 57,8 milhões – um aumento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2018.
“A qualidade dos produtos catarinenses e o cuidado com a sanidade animal, fazem do estado o maior exportador de carne suína do país. Hoje 55% das exportações brasileiras de carne suína têm origem em Santa Catarina. Podemos nos orgulhar em dizer que a produção catarinense é capaz de competir nos mercados mais exigentes do mundo”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.
No último mês, Santa Catarina exportou 29,7 mil toneladas de carne suína, 16,2% a mais do que no ano anterior e 6,3% a mais do que em fevereiro. As exportações geraram receitas que passam de US$ 57,8 milhões, uma alta de 13,4% em relação a março de 2018 e de 10,3% na comparação com fevereiro. Os bons números são resultado do aumento nas vendas para os principais países importadores.
A China segue como o maior comprador da carne suína produzida em Santa Catarina e a tendência é de que as compras aumentem ainda mais nos próximos meses. “A suinocultura chinesa vem atravessando uma séria crise, decorrente da ocorrência de mais de uma centena de focos de peste suína africana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima uma queda de 5% na produção chinesa de carne suína em 2019. Com isso, alguns analistas acreditam que o país pode dobrar o volume de carne suína importada”, explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl.
Em março, 40% das exportações catarinenses do produto foram para abastecer o mercado chinês. No último mês, os chineses compraram 12 mil toneladas de carne suína, gerando receitas de mais de US$ 23,8 milhões – um aumento de, respectivamente, 23,6% e 21% em relação a março de 2018.
Rússia
Aos poucos, a Rússia retoma as importações de carne suína, que ficaram suspensas de novembro de 2017 a novembro de 2018. No último mês, esse foi o quarto maior destino para o produto catarinense, com 1,86 mil toneladas e US$ 4,7 milhões de faturamento. Lembrando que o mercado russo já foi o principal comprador da carne suína catarinense, chegando a 102,1 mil toneladas em 2017.
Japão
O grande destaque do mês de março foi o Japão, que ampliou as compras em 208,5%. Santa Catarina exportou 1,4 mil toneladas para aquele país no último mês. “Os volumes ainda são pequenos, mas o mercado japonês é uma grande conquista para Santa Catarina. Esse é o país mais exigente do mundo para a importação de carnes, o que demonstra a qualidade e a credibilidade da produção catarinense”, destaca o secretário Ricardo de Gouvêa.
Acumulado do ano
De janeiro a março de 2019, Santa Catarina respondeu por 54% das exportações brasileiras de carne suína. Foram 83,2 mil toneladas embarcadas, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2019. Em faturamento o crescimento é de 9%, chegando a US$ 157,4 milhões.
Diferenciais da carne suína catarinense
A sanidade agropecuária é o grande diferencial de Santa Catarina. O estado se mantém como única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil, além de zona livre de peste suína clássica, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal. É esse status sanitário que garante o acesso aos mercados mais exigentes.
Gera empregos, aquece a economia, promove a recuperação de áreas florestais e, ainda, é gostoso e saudável. O cacau é uma das grandes promessas de crescimento do setor agrícola no Brasil e, consequentemente, de promoção de desenvolvimento regional, o que motivou a criação da Rota do Cacau. Atualmente, 90% da produção nacional está concentrada nos estados da Bahia e do Pará. O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) identificaram o potencial dessas regiões e disponibilizam apoio técnico para estruturar a cadeia produtiva local por meio do Programa Rotas de Integração Nacional.
No Brasil, o cultivo concentra-se, principalmente, em dois polos: Litoral Sul da Bahia, que abrange 26 municípios na Mata Atlântica; e Transamazônica, englobando 11 cidades paraenses na região da Floresta Amazônica. O Pará vem surpreendendo e ultrapassou a Bahia, até então líder na produção. Em 2016, foram 117 mil toneladas de cacau produzido em aproximadamente 170 mil hectares no estado paraense. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o País é o 7º maior exportador do produto no mundo. A agregação de valor do cacau supera 2.000% desde a amêndoa até o chocolate e a cadeia produtiva movimenta R$ 20 bilhões no território nacional.
O objetivo do MDR é impulsionar a produção em sistemas agroflorestais (SAFs) e contribuir com a produção de riqueza – bens e serviços – e sustentabilidade das regiões. A atividade gera emprego, especialmente na agricultura familiar e extrativista em regiões de baixa renda. A secretária nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano, Adriana Melo, explica que as Rotas de Integração Nacional são estratégia fundamental da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e contribuem com o desenvolvimento e inclusão socioeconômica de municípios menos desenvolvidos. “As Rotas atuam na estruturação produtiva e na integração econômica das regiões. Com isso, ampliamos nossa participação nos mercados nacionais e internacionais de produção, consumo e investimento”, destaca a secretária.
A Fazenda Panorama, localizada na cidade de Uruará – região do Xingu, Polo Transamazônica (PA) -, está na Rota do Cacau e conquistou, recentemente, o primeiro e segundo lugares na categoria Blend no I Concurso Nacional de Qualidade do Cacau Especial do Brasil. A avaliação considerou dezenas de detalhes e aspectos das amêndoas e o produto paraense se destacou pela qualidade e paladar. Para Helton Gutzeit, neto do pioneiro na produção de cacau na região, e que hoje está no comando da produção na Panorama, os prêmios servem de incentivo e inspiração aos outros produtores paraenses. “É como se reconquistássemos nossa autoestima e voltássemos a acreditar em nosso potencial. Com isso, pretendemos crescer e incentivar, cada vez mais, os produtores da região a divulgarem nosso cacau, brasileiro e paraense”, destaca.
Tecnologia e sustentabilidade no campo
O consumo do cacau no mundo cresce mais rápido que a capacidade de produção da matéria-prima. O produto tem, portanto, grande potencial de importação e exportação. E a boa notícia é que o Brasil possui todos os elos da cadeia produtiva cacaueira e do chocolate, desde a produção de amêndoas, passando pelo processamento, até chegar à produção do chocolate.
Segundo Vitarque Coelho, coordenador de Sistemas Produtivos e Inovativos do MDR, as Rotas de Integração disponibilizam apoio técnico para que produtos de grande potencialidade em determinadas regiões possam ter a produção ampliada ainda mais e com qualidade. “As Rotas promovem capacitações; possibilitam acordos de cooperação com universidades para difusão de conhecimento e tecnologias; contribui com a organização dos agricultores familiares, empresários e órgãos públicos e privados de fomento ao desenvolvimento. É fundamental disponibilizarmos esse planejamento e mão de obra capacitada no campo, na indústria e serviços”, destaca.
A Fazenda Panorama, construída por uma família alemã que já está na quarta geração, se destaca pela produção de um cacau de qualidade, diferenciado pela fermentação e pela variedade de aromas. O fruto paraense possui, ainda, teor mais alto de manteiga, o que em termos de qualidade o iguala ao padrão do mercado internacional. Esse diferencial se dá, principalmente, pelo fato de o cacau amazônico estar em seu bioma de origem e na linha do equador.
Segundo Helton Gutzeit, a fazenda possui mais de 2 mil hectares de terras férteis, 12 funcionários fixos e 30 famílias que vivem e cultivam cacau na Agrovila. São produzidas em torno de 400 toneladas ao ano, sendo que o quilo é vendido por cerca de R$ 8 reais. “O cacau pode ser uma grande alavanca no desenvolvimento do Pará e uma alternativa para desenvolver a Amazônia de forma sustentável, já que seu cultivo pode recuperar áreas degradadas. É uma forma, também, de reduzir o êxodo rural, uma vez que é uma cultura perene e mantém as pessoas durante bastante tempo nesta tradição”, destaca Gutzeit.
A sustentabilidade no cultivo do fruto é graças ao sistema de plantio denominado Cabruca – 65% sol e 35% sombra das plantas, o que garante a utilização de árvores e replantio. Dessa forma, não é necessário fazer nenhum tipo de desmatamento e, ainda, promove a recuperação e reflorestamento de áreas degradadas.
Rotas de Integração Nacional
As Rotas de Integração Nacional são redes interligadas de Arranjos Produtivos Locais (APLs) que promovem inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade de empreendimentos associados, a partir da coordenação de ações coletivas e iniciativas de agências de fomento. Atuam de acordo com diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e são parte das estratégias do MDR para inclusão produtiva e o desenvolvimento de regiões de regiões.
Ministério do Desenvolvimento Regional implementa ações para estruturar produção agrícola e gerar emprego e renda nas regiões
O sucesso de uma lavoura depende do uso de sementes de alta qualidade. De acordo com especialistas, o uso de sementes de alto vigor proporciona acréscimos de até 35% no rendimento dos grãos em relação ao uso de sementes de baixo vigor.
Sementes de boa procedência e certificadas resultam em plântulas fortes e vigorosas, e, como consequência, a lavoura terá menos problemas com a incidência de plantas daninhas, menor necessidade de herbicidas, o que garante uma lavoura com maior desempenho de plantas e maior produtividade.
De acordo com Clênio Silva, gerente de Produção da Dois Marcos, sementes de alta qualidade proporcionam velocidade de emergência das plântulas (vigor) e do desenvolvimento da lavoura. “Além disso, as lavouras oriundas dessas sementes sofrem menos impactos proporcionados por possíveis intempéries climáticas, e também se tem uma garantia de população ideal para lavoura, consequentemente, ocorre um aumento na produtividade dos grãos”, afirma.
Para ele, na hora de escolher as sementes, o produtor deve estar atento e exigir alto padrão de vigor e germinação nos lotes de sementes adquiridos, além de confiança no produtor e revendedor das sementes.
Já para Jhonatan de Lima, diretor comercial da FT Sementes, o ideal, além de o produtor observar a origem da semente, que deve possuir altas taxas de vigor, ele deve estar atento “à germinação e sanidade, bem como garantias de purezas física e varietal”.
Ainda de acordo com o diretor, a importância de uma boa semente na hora do plantio está no potencial fisiológico na semeadura.“A qualidade é essencial para maior porcentagem, uniformidade e velocidade da emergência de plântulas nas lavouras de soja, aspecto fundamental, que contribui para que sejam alcançados altos níveis de produtividade”, explica.
Planalto Central – A região do Distrito Federal, que possui índices significativos de produtividade, reúne condições importantes para se produzir sementes de alto desempenho, como a altitude acima de 1.000 m, temperaturas amenas no final do ciclo da cultura e a baixa umidade relativa do ar durante o período de armazenamento, o que favorece a qualidade do material produzido.
Para o produtor Paulo Jacó, que cultiva soja, milho e sorgo em uma área de 100 hectares na região do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF), o mais importante em uma semente é o vigor. “Germinar, qualquer semente germina, mas o diferencial é o vigor da semente, que irá gerar bons resultados, como planta forte, robusta, de qualidade e boa produtividade”, garante.
Mercado – O mercado de sementes no Brasil movimenta R$ 10 bilhões ao ano, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), e abriga a terceira maior indústria do mundo, atrás de Estados Unidos e China, indústria esta considerada uma das responsáveis pelo aumento da produtividade no País.
Além de grandes empresas privadas que dominam uma boa fatia desse mercado, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é detentora de um amplo programa de melhoramento genético e participa, ao longo dos anos, do mercado de genética vegetal, inserindo, por meio de sementes e propágulos, as cultivares desenvolvidas pelos programas de melhoramento da empresa. Além disso, tem contribuído de forma significativa para a construção da liderança do Brasil em agricultura tropical.
AgroBrasília – A Feira Internacional dos Cerrados, que acontecerá em maio, irá trazer as últimas novidades em pesquisas sobre melhoramento genético, além de reunir as maiores empresas do setor. Uma grande oportunidade para os profissionais do agronegócio. “Vamos levar aos nossos clientes o que a Dois Marcos tem de melhor: sementes de alta qualidade e cultivares com alto teto produtivo, e também trocar informações da atualidade com parceiros e clientes”, finaliza Clênio.
com informações da SulGesso e da AgroUrbano Comunicação
Boas práticas agrícolas vêm sendo cada vez mais adotadas pelo fruticultor brasileiro. Com a busca por uma produção sustentável, preservando ao máximo os recursos naturais e aliando a tecnologia à consciência ecológica, o produtor vem posicionando os cuidados com a nutrição do solo como fundamentais para o bom desempenho dos pomares.
Estudos apontam que o sucesso de um pomar está relacionado ao processo de sua implantação, como a escolha da espécie e de sua variedade e, principalmente, o preparo do solo. Como boa parte dos solos do Brasil são ácidos e de baixa fertilidade para a fruticultura, a correção e adubação da terra impactam positivamente na produção. Uma das alternativas mais eficazes para estabelecer o equilíbrio químico do solo é a utilização de fertilizantes minerais à base de sulfato de cálcio (gesso agrícola), que oferecem uma base nutricional superior para a planta.
Alguns experimentos têm comprado a eficácia da utilização do gesso agrícola no solo, especialmente na forma granulada. A SulGesso, empresa catarinense referência em fertilizantes minerais à base de gesso, vem demonstrando os benefícios e resultados atingidos por fruticultores em todo o país, com o produto SulfaCal, o gesso agrícola granulado. O produto é uma fonte de cálcio e enxofre mais acessível e é também 150 vezes mais solúvel que o calcário, atuando em várias camadas do solo e melhorando o ambiente para as raízes. O SulfaCal vem sendo utilizado nos mais diferentes tipos de pomares e os resultados comprovam sua eficácia, tanto na qualidade da planta e fruto, quanto em produtividade.
O engenheiro agrônomo e especialista em solo Eduardo Silva e Silva afirma que, no processo de absorção de nutrientes, frutícolas de clima tropical e de clima temperado, em sua maioria, apresentam o cálcio como segundo ou terceiro nutriente mais importante. Como culturas tropicais podemos citar o citros, o café e a banana e, como culturas de clima temperado, se destacam a maçã, a uva e o pêssego.
“O enxofre, em diversas frutícolas, é mais demandado que o fósforo e o magnésio, figurando como quarto nutriente mais importante nos pomares. Desse modo, o sulfato de cálcio – gesso agrícola – é considerado uma tecnologia de nutrição de planta e condicionamento de solo, tornando-se uma excelente solução para os pomares, que buscam manter ou elevar seus patamares de produtividade, sem perder qualidade. A forma granulada do produto facilita a aplicação e ainda potencializa o ganho do produtor”, explica Silva e Silva.
Na Serra gaúcha, no município de Caxias do Sul, numa das maiores regiões produtoras de maçã do estado, o produtor Moisés André Antonioli dedica 12 hectares para o cultivo de maçãs. Neste espaço, após constatar com análise de solo um nível elevado de alumínio, ele utilizou cerca de 350 kg de SulfaCal por hectare para fazer a adubação. “No fruto tinha algumas doenças com relação à deficiência de cálcio, e usando o gesso melhorou bastante. Quase zeramos os problemas por falta de cálcio e na análise de solo constatamos um aumento de cálcio no solo e quase zerou o alumínio. Deu resultados no solo e nas frutas também, a qualidade do fruto aumentou muito, deu firmeza para a poupa”, conta o produtor.
O cálcio, de modo geral, ao nível de frutos confere consistência à polpa e promove os seguintes benefícios:
redução nas alterações nos tecidos da polpa dos furtos, pela formação de pontos necróticos
Redução da vulnerabilidade às doenças de pós-colheita, devido à formação de cascas mais resistentes
Redução no aparecimento de manchas e rachaduras
Promoção de benefícios às propriedades organolépticas dos frutos
Elevação da qualidade da planta e do fruto, principalmente no pós-colheita
Já o enxofre:
neutraliza o alumínio tóxico quebrando a barreira química do enraizamento
melhora a retenção de frutos
Aumenta o número de frutos por planta
Confere equilíbrio entre acidez e açúcares dos frutos, conferindo-lhes sabor
Na sua ausência além de sintomas nas folhas como cloroses e necroses, os frutos com pouco enxofre podem ter seu crescimento comprometido.
Solo e plantas bem nutridas com cálcio e enxofre auxiliam diretamente na qualidade e produção dos pomares