Abertas inscrições para o Prêmio Rural Sustentável

Estão abertas e vão até o dia 15 de outubro as inscrições gratuitas ao Prêmio Rural Sustentável – Sustentabilidade para o Desenvolvimento Rural. A premiação total atingirá R$ 450 mil, dividida entre as categorias previstas. A iniciativa é voltada aos beneficiários do Projeto Rural Sustentável com a finalidade de reconhecer e disseminar os exemplos de boas práticas e tecnologias aplicadas à agricultura de baixo carbono em Unidades Demonstrativas e Multiplicadoras cadastradas no projeto com o objetivo de promover o desenvolvimento e a redução da pobreza no meio rural.

Podem concorrer produtores, técnicos e instituições (ATERs) devidamente cadastrados no projeto que tenham Unidades Demonstrativas (UDs) e/ou Unidades Multiplicadoras (UMs) aprovadas. Na categoria de produtores e técnicos serão contempladas práticas, inovações tecnológicas ou gerenciais ou ações de regularização ambiental da propriedade com vistas à conservação dos recursos naturais, sejam florestais, hídricos, pedológicos, paisagísticos.

Os técnicos podem ainda concorrer nas categorias conservação, geração de trabalho e renda, experimentação, inclusão de gênero, além de envolvimento familiar e gênero. As ATERs (entidades) concorrerão nas subcategorias vinculação e continuação de políticas públicas e incentivo às práticas cooperativistas.

O objetivo do Projeto Rural Sustentável é melhorar a gestão da terra e das florestas por agricultores nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, visando a conservação da biodiversidade e proteção do clima.

A divulgação dos resultados do Prêmio Rural Sustentável – Sustentabilidade para o Desenvolvimento Rural será publicado na internet, no dia 30 de novembro de 2018.

Os prêmios recebidos deverão ser investidos em bens ou ações ligadas direta ou indiretamente na geração de renda e sustentabilidade no meio rural, considerando as peculiaridades locais. Deverá ser apresentado junto à inscrição do prêmio, a Proposta de Aplicação dos Recursos, que deverá conter o detalhamento de como o benefício será investido. A premiação será dada com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O Prêmio é fruto de cooperação técnica, que tem como o executor e gestor financeiro o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A Cooperação Técnica é financiada pelo Fundo Internacional para o Clima (International Climate Fund – ICF) do Ministério da Agricultura do Governo Britânico (DEFRA) tendo como parceiro o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O IABS (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade) é a instituição que realiza os serviços de execução e operacionalização de atividades administrativas e logísticas do projeto.

Para mais informações acesse o regulamento do prêmio.

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OIC decide promover ações para evitar queda de preços do café

A queda dos preços pagos aos cafeicultores no mercado mundial foi o principal tema da 122ª Sessão do Conselho da Organização Internacional do Café (OIC), realizada em Londres. O secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, que representou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na reunião, disse que os níveis de preços recebidos pelos produtores têm caído nos últimos dois anos, ficando muitas vezes abaixo dos custos de produção em alguns países, o que compromete a sustentabilidade econômica da produção nesses locais.

Para evitar prejuízos maiores, a OIC aprovou propostas como o desenvolvimento de um plano de comunicação global voltado aos consumidores, contemplando a realidade econômica do setor cafeeiro (do produtor ao consumidor final). Também está prevista a intensificação do diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva e o intercâmbio de iniciativas nacionais de políticas públicas que promovam a sustentabilidade, assim como a inclusão da promoção do consumo como diretriz de todos planos de ação da entidade.

A reunião abordou ainda temas, como o empoderamento das mulheres na atividade cafeeira; fontes de financiamento e participação de recursos de fundos de investimentos na produção sustentável do café; tecnologias de automação e conectividade nas diferentes etapas da cadeia do café; orçamento, execução e alocação de recursos, pelos diferentes países exportadores e importadores de café.

Foram eleitos o presidente e vice-presidente do Conselho da OIC, respectivamente, Stefanie Küng (Suíça) e Deny W. Kurnia (Indonesia) e os representantes nos comitês técnicos. A delegação brasileira foi chefiada pelo embaixador do Brasil Hermano Telles Ribeiro, representante permanente do Brasil junto aos Organismos Internacionais sediados em Londres.

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