Safra: Conab e IBGE divulgam estimativa de produção

A previsão da segunda maior colheita de grãos do Brasil, com uma produção de 232,6 milhões de toneladas, está mantida neste 8º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa de área é também destaque, com a entrada de números das culturas de inverno e outras, podendo se tornar a maior da série histórica, ou seja, 61,5 milhões de hectares.

Apesar do decréscimo de 2,1% em comparação à safra passada, que chegou a 237,7 milhões de toneladas, o número é bem elevado em relação à média de produção nacional, em condições atmosféricas normais. Na comparação com a pesquisa do mês de abril, a estimativa total da safra mostra um aumento de 1,3%, ou cerca de 3 milhões de toneladas.

Os maiores volumes são da soja, responsável pelo bom desempenho produtivo e cujo avanço da colheita vem confirmando a boa produtividade, e do milho total. A leguminosa registra 117 milhões e o cereal 89,2 milhões de toneladas. Já o milho segunda safra responde por 70% de sua colheita (62,9 milhões de t), cabendo ao milho primeira safra 26,3 milhões de t.

Na sequência de aumento da produção deste levantamento, vem o algodão em pluma, com um volume de 1,9 milhão de toneladas, algo em torno de 27% a mais que a safra anterior. O feijão segunda safra também registra bom desempenho, com um aumento de 10,2% e colheita de 1,32 milhão de toneladas.

Área – O término do plantio das culturas de segunda safra, a estimativa de área de plantio para o feijão e as culturas de inverno sinalizam um crescimento de área, a maior da série histórica, ou seja, 61,5 milhões de hectares, com um incremento de 1,1%. Na ordem crescente de ganho absoluto da área plantada, vem a soja com 1,2 milhão de hectares, o algodão (236,8 mil ha) e o feijão segunda safra (132,6 mil ha). Com os aumentos, a área total da soja ficou em 35,1 milhões de hectares e em seguida o feijão segunda safra (1,6 milhão ha) e o algodão (1,2 milhão ha).

IBGE

A quarta estimativa de 2018 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 230,0 milhões de toneladas, 4,4% inferior à de 2017 (240,6 milhões de toneladas), uma redução de 10,6 milhões de toneladas.

A estimativa da área a ser colhida foi de 61,2 milhões de hectares, acréscimo de apenas 28 739 hectares (ou 0,0%) frente à área colhida em 2017. Em relação à estimativa de março (229,3 milhões de toneladas), a produção aumentou 0,3%, ou 712.428 toneladas, e a área caiu 0,1% ou 45.024 hectares. Somados, o arroz, o milho e a soja são 92,9% da estimativa da produção e 87,0% da área a ser colhida.

Em relação a 2017, houve alta de 2,6% na área da soja e reduções de 7,3% na área do milho e de 3,5% na área de arroz. Já a produção de soja deve alcançar seu recorde histórico com 115,6 milhões de toneladas, 0,6% maior que no ano passado, enquanto milho e arroz devem cair 13,0% e 6,8%, respectivamente.

Entre as Grandes Regiões, a produção apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste (100,9 milhões de toneladas), Sul (77,6 milhões de toneladas), Sudeste (23,1 milhões de toneladas), Nordeste (19,6 milhões de toneladas) e Norte (8,7 milhões de toneladas).

Diferença de metodologia

Os números divulgados regularmente pela Conab e pelo IBGE são parecidos, mas a pesquisa do IBGE se refere ao ano fiscal. Já a da Conab abrange o chamado ano-safra, que vai de abril a março do ano seguinte.

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. A outra pesquisa é o Levantamento da Safra de Grãos, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Os dados, embora com resultados muito próximos ou convergentes, refletem as diferenças das metodologias adotadas pelas duas instituições. As discrepâncias também têm a ver com critérios para a amostragem e com a época em que se faz o levantamento nos locais amostrados.

O IBGE trabalha com anos civis, enquanto a Conab pesquisa o ano-safra, que vai de abril a março do ano seguinte, no Centro-Sul. O IBGE também inclui, nos levantamentos, culturas que não integram as pesquisas da Conab.

Desta forma, o levantamento IBGE abrange 26 produtos, entre cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale).

Já a pesquisa da Conab inclui algodão, amendoim, arroz, feijão, milho, soja, aveia, canola, centeio, cevada, sorgo, girassol, mamona, trigo e triticale.

Para a Conab, a formulação do método de cálculo dos custos de produção tem o objetivo de determinar o custo médio por unidade de comercialização. A pesquisa inclui sementes, grãos e caroços, como algodão herbáceo, arroz irrigado e arroz de sequeiro.

O LSPA/IBGE é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por meio de comissões municipais e regionais, consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias e, depois, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias.

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