Banco do Nordeste oferta crédito para exportação

O Banco do Nordeste possui linha de crédito específica para fomentar a exportação da produção industrial e agroindustrial e atividades comerciais das empresas de todos os portes sediadas nos nove Estados da Região, norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. A instituição financia até 100% do valor das necessidades de crédito, limitadas a R$ 100 milhões, de acordo com a localização e o faturamento anual dos empreendimentos.

O programa Nordeste Exportação – Fomento às Exportações Regionais (NExport) utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que tem taxas de juros diferenciadas, sem vinculação a variação da taxa de câmbio. A linha financia aquisição de matérias-primas e insumos utilizados no processo produtivo, mercadorias, máquinas, veículos utilitários, aeronaves, embarcações e equipamentos para revenda no mercado externo.

O Banco do Nordeste também financia gastos gerais para o funcionamento de empreendimentos com atividades voltadas ao comércio exterior, como folha de pagamento, contas de água e energia, combustíveis, lubrificantes, material de expediente e limpeza, despesas com manutenção de veículos, máquinas e equipamentos, postagem, frete, aluguel e condomínio. Os prazos para pagamento são de até 12 meses.

Somente em 2018, as empresas da Região já obtiveram R$ 105 milhões para exportação pelo NExport.

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Conab realiza leilão para troca de arroz destinado à doação internacional

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, no dia 24/09, um leilão de venda de arroz em casca a granel e compra simultânea de 1,08 mil toneladas do produto beneficiado, ensacado e estufado em contêineres. O objetivo é atender à demanda da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, que utilizará o produto em doações humanitárias internacionais.

Essa modalidade consiste na venda de uma quantidade maior de arroz in natura e sua troca pelo produto beneficiado, em quantidades proporcionais. A vantagem deste tipo de leilão é a agilidade na operação, pois o arroz já chega ensacado e pronto para ser doado. Os fornecedores encaminham diretamente no local definido no edital, que neste caso será no porto de Rio Grande/RS. O prazo máximo de entrega do produto é 13/02/19 e a previsão de saída para embarque é dia 21 do mesmo mês.

Os interessados em participar deverão estar devidamente cadastrados perante a bolsa de mercadorias por meio da qual pretendam realizar a operação e possuir cadastro em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores, entre outras exigências. Esta operação é autorizada por leis federais , as quais permitem que o governo federal doe estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional, desde que o abastecimento interno não seja afetado. A ação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, no âmbito do Programa Mundial de Alimentos.

Clique aqui para saber mais detalhes desta operação.

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Brasil conclui a segunda maior safra de grãos com 228,3 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos fecha o ciclo 2017/2018 com produção estimada em 228,3 milhões de toneladas. O número confirma a colheita como a segunda maior do país, atrás apenas que a registrada na safra passada. A área manteve-se próxima à estabilidade, com ligeira alta de 1,4%, passando de 60,9 milhões de hectares para 61,7 milhões de hectares. Os dados estão no 12º levantamento da safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A soja segue como importante destaque entre as culturas analisadas, apresentando crescimento de área e produtividade. O espaço destinado ao grão nas lavouras cresceu, sobretudo, em áreas destinadas à produção de milho 1ª safra, devido a melhor rentabilidade ao produtor. Além disso, as condições climáticas foram favoráveis à cultura, apesar de a estiagem ter atrasado o plantio. Com isso, a oleaginosa registrou produção recorde, chegando a uma colheita de 119,3 milhões de toneladas.

Com o mercado favorecendo ao produtor, o algodão é outro destaque positivo nesta safra. E com uma área plantada de 1,17 milhão de hectares, o que representa um crescimento de aproximadamente 25%, e uma produtividade (algodão em caroço) de 4.267 quilos por hectare, o produto registra produção de 5 milhões de toneladas.

O desempenho da safra atual só não foi melhor devido à produtividade que registrou queda em nível nacional de 5,2%, impulsionada, principalmente, pelo desempenho do milho segunda safra em quase todas as regiões brasileiras. Segundo análise da Conab, o atraso no plantio da soja fez com que os agricultores perdessem a janela ideal para plantar, o que gerou impacto direto na produtividade. Além disso, a área destinada para o grão também diminuiu, uma vez que as condições de mercado não estavam tão favoráveis como em outros anos.

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Plano Nacional de Florestas Plantadas: meta é aumentar área de plantio nos próximos dez anos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou a Portaria 3.086, que abre Consulta Pública do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (PlantarFlorestas). O objetivo é receber contribuições da sociedade civil para implementar o programa, que tem ações previstas para os próximos dez anos.

O PlantarFlorestas tem como meta aumentar em dois milhões de hectares a área de cultivos comerciais. Atualmente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área cultivada chega a 10 milhões de hectares, principalmente com eucalipto, pinus e acácia. As florestas plantadas estão localizadas principalmente em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

O coordenador-geral de Florestas e Assuntos de Pecuária, da Secretaria de Política Agrícola, João Salomão, explica que o documento apresenta um diagnóstico do setor, com os principais aspectos ambientais, sociais e econômicos. “Ao final de 2014, o tema voltou à responsabilidade do Mapa, atendendo principalmente demanda do setor produtivo, uma vez que o plantio é uma atividade de produção”, diz Salomão. “E o escopo do decreto, assinado ao final daquele ano, previa um plano nacional para a próxima década. Assim, foram ouvidas todas as demandas dos integrantes da Câmara Setorial de Florestas Plantadas, de associações estaduais e entidades e a Embrapa finalizou o documento que agora vai para consulta pública”, explica ele.

O segmento também tem grande participação na balança comercial. Em 2017 as exportações só ficaram atrás do complexo soja, de carnes e do setor sucroalcooleiro. De acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), o país lidera o ranking de produtividade florestal, com média de 35,7 m³/ha/ano, o que representa quase duas vezes mais do que a produtividade dos países do hemisfério norte. A área com florestas plantadas ocupa apenas 1% da área do país, mas é responsável por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais.

Ainda de acordo com dados da IBÁ, o valor da produção florestal atingiu R$ 18,5 bilhões em 2016 e gera 510 mil empregos diretos.

O Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas ficará em consulta pública durante 30 dias, e as sugestões podem ser enviadas por e-mail.

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Mais de 98% do rebanho foi imunizado contra aftosa na primeira etapa de vacinação

A primeira etapa da campanha de vacinação deste ano contra a febre aftosa, realizada em maio, imunizou 197,87 milhões de animais no país, atingindo cobertura vacinal de 98,33% do rebanho de bovinos e bubalinos. Nesta fase, o número de animais envolvidos era de 201,2 milhões. Os números foram divulgados pela Divisão de Febre Aftosa e outras Doenças Vesiculares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Desde o encerramento da etapa de maio que o Mapa e os serviços veterinários oficiais intensificaram a busca pelos produtores inadimplentes que ainda não vacinaram seus rebanhos, para aumentar a cobertura vacinal.

A previsão é que na segunda etapa da campanha de vacinação, que na maioria dos estados começará em 1º de novembro, a imunização envolva 100 milhões de animais da faixa etária de até 24 meses, que recebem a dose a cada seis meses.

Em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declarou oficialmente o Brasil como País Livre da Febre aftosa com vacinação. O estado de Santa Catarina tem o status de livre da doença sem vacinação.

Depois do reconhecimento do país pela OIE, o próximo passo é ampliar a zona livre de febre aftosa sem vacinação, até maio de 2023, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

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Na segunda etapa, que começará em 1º de novembro, a imunização deve envolver 100 milhões de animais com idade de até dois anos (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

Valor da Produção Agropecuária é de R$ 563,5 bilhões

Em 2018, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) está estimado em R$ 563,5 bilhões, 2,2% menor que o de 2017 (R$ 575,9 bilhões). As lavouras tiveram redução de 0,6% e a pecuária de 5,3%, em relação ao ano passado.

Os produtos com melhor desempenho são algodão, com aumento real de 43,2%, cacau (28,6%), café (8,5%), soja (9,8%), tomate (17,2%) e trigo (62,3%). Esses seis produtos representam 37,6% do VBP. Algodão e soja apresentam destaques recordes de valor na série analisada, desde 1990. Ambos são beneficiados por preços mais elevados do que em 2017, e recordes de produção.

De acordo com José Garcia Gasques, coordenador de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, isso faz com que estados líderes nesses produtos, como Mato Grosso e Bahia, apresentem resultados excepcionais de faturamento neste ano.

Há um grupo de produtos que apresenta resultados desfavoráveis no comparativo com o ano passado. Entre estes encontram-se arroz, com queda real do valor de 20,8%, cana-de-açúcar (-7,3%), feijão (-29,1%), laranja (-19,6%), mandioca (-15,8%), e milho (-9,4%). Todos esses tiveram redução acentuada de preços e quantidades produzidas.

Como a safra de verão representa quase a totalidade da produção de grãos e já se encontra finalizada segundo a Conab, poucas alterações deverão existir ainda durante este ano, explica o coordenador geral do Mapa.

Na pecuária, todos os itens estão com valores inferiores aos de 2017. Os preços reais encontram-se em níveis menores que no ano passado, principalmente em suínos (-19,2%), frango (-6,3%), leite (-5,2%) e ovos (-11,5%). Preços internacionais mais baixos e redução do consumo interno, são apontados por Gasques como principais fatores que estão afetando o comportamento desse segmento.

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Algodão, cacau, café, soja, tomate e trigo representam 37,6% do valor

 

Conab realiza leilão de troca de arroz para doação internacional à Gaza

O Brasil doará cerca de 8 mil toneladas de arroz beneficiado para Gaza. A operação será feita por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que vai realizar um leilão no próximo dia 22/08 para trocar o arroz em casca pelo produto beneficiado, ensacado e pronto para seguir viagem.

Nessa modalidade, a Companhia concede uma quantidade maior de arroz in natura na troca pelo produto beneficiado, com percentual de troca informado em até dois dias úteis antes do leilão. Com esta iniciativa, a operação torna-se mais ágil, uma vez que o arroz chega pronto para ser doado. Os fornecedores encaminham diretamente no local definido no edital, que neste caso será no porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com prazo no período entre o dia 6 de outubro de 2018 a 13 de fevereiro de 2019.

A ação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores e toda a ajuda humanitária destinada à região será de responsabilidade do Programa Mundial de Alimentos.

Esta ação da Conab é autorizada pelas Leis nº 12.429, de 20 de agosto de 2011, nº 12.688, de 18 de julho de 2012, e nº 13.001, de 20 de junho de 2014. Ela permite que o Governo Federal doe estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional, desde que o abastecimento interno não seja afetado.

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Produtores contratam quase R$ 12 bi no primeiro mês do plano agrícola

No primeiro mês do calendário agrícola safra 2018/2019, agricultores tomaram junto aos bancos R$ 11,65 bilhões, 48% a mais do em julho de 2017 (R$ 7,9 bilhões). Os empréstimos que registraram maior aumento na contratação foram os destinados ao custeio, quando os produtores se preparam para o plantio da safra agrícola. Essas operações atingiram R$ 8,37 bilhões ante R$ 5,23 bilhões da temporada anterior, em alta de 60%.

Os financiamentos para investimento também cresceram, saltando de R$ 1,42 bilhão em julho de 2017 para R$ 1,46 bilhão neste ano, com acréscimo de 3%. Os programas de investimento apresentaram expressivo aumento, mais do que dobrando o volume de recursos contratados, sendo que o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) aumentou de R$ 1 milhão para R$ 27 milhões.

As contratações de industrialização (agroindústrias, como de processamento) saíram de R$ 4 milhões para R$ 57 milhões. Os empréstimos de comercialização registraram 6% de aumento. Essa rubrica cresceu de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,25 bilhão.

No que se refere às fontes de financiamento, os recursos oriundos da poupança rural aumentaram em todas as finalidades, sendo de 58% no custeio, 37% na comercialização e 30% nos investimentos. E os recursos obrigatórios reduziram 29% para o custeio e aumentaram 23% para comercialização.

Os recursos das LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio), direcionados para o crédito rural, tiveram redução de 47%, passando de R$ 1,5 bilhão para R$ 805 milhões.

O desempenho positivo das contratações de crédito rural na atual temporada resultou em desembolso relativo de 6% referente ao total dos recursos disponibilizados pelo Plano Agrícola e Pecuário 2018/19 (R$ 191,1 bilhões).

Os dados constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da atual safra, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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Plano Agrícola: financiamento para construção e ampliação de armazéns subiu de R$ 1 milhão para R$ 27 milhões

Conab divulga lista de produtos com descontos da PGPAF para agosto

Neste mês, 16 produtos receberão bônus de descontos para o financiamento junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os destaques são para o feijão caupi, 68,05% (MT), 53,07% (MA) e 48,47% (TO), maracujá, 55,47% (SE), babaçú (amêndoa), 50,66% (TO) e cará/inhame 47,01% (ES).

Essa subvenção serve como base para os pagamentos de agosto. O percentual é definido de acordo com o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Governo Federal concede esse benefício quando o valor de mercado dos produtos contemplados no PGPAF fica abaixo do preço de garantia.

O Pronaf é um financiamento disponibilizado para implantação, ampliação ou modernização da estrutura de produção, beneficiamento, industrialização e de serviços no estabelecimento rural ou em áreas comunitárias rurais próximas, visando à geração de renda e à melhora do uso da mão de obra familiar.

Os descontos valem do dia 10 de agosto até 9 de setembro deste ano.

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O mundo precisa da agricultura brasileira

por José Zeferino Pedrozo*

A agricultura brasileira se expande, adota cada vez mais tecnologia e busca a sustentabilidade. Essa é uma das leituras possíveis do Censo Agropecuário recém-concluído pelo IBGE. Hodiernamente, 41% do território brasileiro são utilizados para a produção de alimentos, entre lavouras, pastagens, matas naturais e matas plantadas que somam 350 milhões de hectares. Figurando como modelo de harmonia entre produção e respeito ambiental, Santa Catarina tem 183.000 estabelecimentos rurais ativos que ocupam 6,4 milhões de hectares. A importância do setor primário barriga-verde é inquestionável e representa 29% do PIB estadual.

A agricultura está mais moderna, tecnificada e empresarial em face de maiores investimentos. A frota de tratores empregada nos campos, por exemplo, cresceu quase 50% desde 2006. A área irrigada aumentou 52% em relação ao último censo e a irrigação é utilizada por 10% dos 5,1 milhões de estabelecimentos rurais do País. O campo registra maior aporte de tecnologia, com mais de 1,4 milhão com acesso à internet.

O levantamento revela, ao lado das potencialidades, algumas deficiências, como o envelhecimento da população rural, fenômeno que vem sendo tratado em Santa Catarina com programas de qualificação e requalificação da família rural. Por outro lado, cooperativas e sindicatos mantêm programas de valorização dos jovens e estímulo para retorno ou permanência no campo.

Em todo o mundo a agricultura merece prioridade total em razão da segurança alimentar que cada Nação persegue: não há paz social e desenvolvimento econômico sem fartura com preços acessíveis. Nesse aspecto, o Brasil é um paradigma internacional. Em 2017, por exemplo, os alimentos contribuíram fortemente para os baixos índices inflacionários. Entretanto, os alimentos pesarão um pouco mais no bolso dos consumidores brasileiros em 2018 em razão da valorização da soja e do milho, principais insumos da nutrição animal. Essa situação tende a pressionar para cima os preços das carnes, principalmente no segundo semestre. Outros produtos básicos (arroz, feijão, hortifrutigranjeiros) também tendem a subir moderadamente. A quebra da safra da Argentina e a guerra comercial entre os EUA e a China, entre outros fatores, valorizaram esses grãos. Entretanto, a lenta recuperação da economia brasileira dificultará a alta de preços no varejo.

A contribuição da agricultura fortalece o Brasil na sétima posição – de acordo com o Fundo Monetário Internacional – no ranking mundial sobre as quinze maiores economias do mundo no quesito PIB/Paridade Poder de Compra (PPC), em bilhões de dólares. O FMI projeta que até o ano de 2050 o País se transformará na sexta potência mundial. Um dos mais robustos pilares será o agronegócio, eterno responsável por superávit na economia e pelo aumento no PIB (volume do agronegócio projetado) que em 2018 deve chegar em 3,17%.

Aumentar a produção interna bem como a exportação de commodities agrícolas é um desafio complexo, porque é necessário que seja realizado de forma sustentável, com a estrita observância da legislação ambiental. Mas esse caminho é imperioso, pois a nova projeção de demanda de alimentos, fibras e bioenergia até o ano 2050 (elaborada pela FAO e pela ONU) não pode jamais dispensar o concurso da produção brasileira no mercado mundial.

O mundo precisa da agricultura brasileira para a segurança alimentar do Planeta. O produtor e o empresário rural precisam de um ambiente amigável, por isso, o Estado brasileiro, no cumprimento de suas funções de incentivo e planejamento, deve oferecer segurança jurídica e outras formas de apoio para as atividades econômicas que se situam no multifacetado universo do agronegócio. A agricultura e o agronegócio merecem uma política de Estado permanente e não apenas políticas transitórias de governo.

*Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC).