Governo anuncia recursos para o pré-custeio da safra

O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 12 bilhões para o pré-custeio da safra agrícola 2017/2018, 20% a mais do que o valor destinado no ano anterior à aquisição antecipada de insumos.

O volume de crédito ofertado pelo Banco do Brasil é oriundo de captações próprias da Poupança Rural e de Depósitos à Vista. Os recursos estão disponíveis a médios produtores por meio do Pronamp, o Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais, com taxas de 8,5% ao ano e teto até R$ 780 mil. Os demais produtores rurais acessam o crédito com encargos de 9,5% ao ano até o teto de R$ 1,32 milhão por beneficiário.

A antecipação dos financiamentos de custeio se destina a culturas da safra de verão 2017/2018, como soja, milho, arroz e café, e permite melhores condições aos produtores para o planejamento de suas compras junto aos fornecedores. Além disso, contribui para o incremento das vendas de sementes, fertilizantes e defensivos.

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Safra de café 2017 pode chegar a 47 milhões de sacas

Em 2017, a safra de café deve atingir entre 43,65 e 47,51 milhões de sacas de 60 kg do produto. A estimativa, que tem como base a soma das espécies arábica e conilon, consta no primeiro levantamento da safra, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O estudo prevê uma redução entre 15 e 7,5%, em relação ao mesmo período do ano passado, que totalizou a produção de 51,37 milhões de sacas.

O café do tipo arábica – que domina o plantio das lavouras no país, com 80% do total produzido – deve encolher entre 19,3 e 12,7%. Estima-se que sejam colhidas entre 35,01 e 37,88 milhões sacas. Isso se deve ao ciclo de bienalidade negativa do grão.

Já a produção de conilon, 20%% do volume total de café no país, está estimada entre 8,64 e 9,63 milhões de sacas. Esse registro apresenta crescimento de 8,1 a 20,5% na comparação com a safra de 2016.

Os números se devem à recuperação da produtividade nos estados da Bahia e de Rondônia, bem como ao processo de maior utilização de tecnologia do café clonal e mais investimentos nas lavouras.

Plantio – A área total plantada no país tem expectativa de aumento de 0,2% em relação a 2016, devendo chegar a 2,23 milhões de hectares. No entanto, prevê-se uma redução de produtividade em termos gerais entre 12,6 e 4,9%, podendo situar-se entre 23,02 e 25,05 sacas por hectare. O arábica, que mais sofre a influência do ciclo atual de baixa bienalidade, deve ter produtividade entre 23,48 e 25,40 sacas por hectare.

No caso do conilon, espécie mais rústica e tolerante às pragas, deve recuperar parte do potencial de produtividade, variando de 21,33 e 23,78 sacas por hectare, com ganhos entre 13,4 e 26,5%. Por outro lado, há previsão de uma diminuição de 4,7% na área em produção por problemas climáticos pontuais, como seca e má distribuição de chuvas por três anos consecutivos no Espírito Santo, maior produtor da espécie no país.

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Garantia-Safra beneficia 73 mil agricultores do Nordeste atingidos pela seca

Mais de 73 mil agricultores vão receber o pagamento do Garantia-Safra neste mês de janeiro relativo à safra 2015/2016. Foram contemplados 91 municípios nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe. O Garantia-Safra, coordenado pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead), contempla agricultores com renda familiar de até 1,5 salário mínimo/mês, que tenham aderido ao programa e possuam Declaração de Aptidão ao Pronaf.

O benefício é liberado por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, sempre que problemas climáticos provoquem perda de safra superior a 50%. Cada agricultor recebe R$ 850,00, divididos em cinco parcelas de R$ 170,00. Os recursos são do Fundo Garantia-Safra, constituído por recursos da União, dos estados, municípios e pela contribuição individual dos agricultores que aderiram ao programa.

De acordo com o Roberto Henrique do Prado, coordenador substituto do Garantia-Safra, o ano-safra 2015/2016 foi de muita seca e prejudicou muitos produtores do Nordeste. “O Garantia pode beneficiar 70% ou mais dos agricultores aderidos. Com este ano, já se acumulam cinco anos safra de estiagem na região do semiárido e, como consequência, cinco safras com grande número de agricultores familiares sendo cobertos pelo seguro”, informou.

O ano-safra 2015/2016 já está em reta final. Para o próximo ano-safra são 1.350.000 cotas e os pagamentos serão no valor de R$ 850,00 aos agricultores que tiverem perda de suas safras. Até o momento, 596.547 agricultores de 742 municípios já fizeram adesão ao Garantia-Safra 2016/2017.

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Valor da Produção de 2016 fecha em R$ 527,9 bilhões

O ano de 2016 encerrou com Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 527,9 bilhões, 1,8% abaixo do valor de 2015, que foi de R$ 537,5 bilhões. As lavouras tiveram redução no valor de -1% e a pecuária, de -3,2%. Nas lavouras, houve retração de valor da produção de milho, algodão e tomate. Na pecuária, pesaram mais as carnes bovina e suína e o leite, afetados pelos preços mais baixos. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com a análise do coordenador-geral de Estudos e Análises da secretaria do Mapa, José Garcia Gasques, o aspecto mais marcante do ano que encerrou foram as secas que afetaram diversas atividades, especialmente no Cerrado e na região Nordeste. Os levantamentos de safras da Conab indicaram redução da safra de grãos da ordem de 21,1 milhões de toneladas em relação a 2015, e o IBGE registrou queda de produção de 25,7 milhões de toneladas de grãos. Foi a maior quebra de safra que esses órgãos registraram nos últimos 40 anos.

O melhor desempenho do ano foi apresentado por um grupo no qual destacam-se a banana com aumento no VBP de 50,1%, batata-inglesa, 26,1%, café, 20,8%, feijão, 26,2%, trigo, 28,7% e maçã, 13,2%. Na pecuária, os destaques são para a carne de frango, 3% de aumento no VBP, e ovos, 4,8%.

Entre as atividades que tiveram redução do VBP, destacam-se o algodão, – 12,1%, amendoim, – 11,3%, arroz, -9,5%, cacau, – 14,7%, cebola, -11,3%, fumo – 29,1%, laranja, -11,4%, mamona, -41,0%, tomate, -47,9% e uva, -13,4 %. Outros tiveram também redução de valor como o milho e mandioca, porém em grau menor. Na pecuária, reduções ocorreram na carne bovina, -5,6%, carne suína, 10,7% e no leite, 7,8%.

Os dados por Região mostram que o Sul continua liderando o valor da produção, com R$ 155,78 bilhões, seguida pelo Sudeste, R$ 145,61 bilhões, Centro-Oeste, R$ 145,38 bilhões, Nordeste, R$ 42,44 bilhões, e finalmente, Norte, R$ 32, 15 bilhões. Pela primeira vez nestes últimos quatro anos, o faturamento do Sudeste é maior do que o do Centro-Oeste. “Esta alteração de posição ocorreu principalmente pelo bom resultado de Minas Gerais com o café Arábica”, ressalta Gasques.

Os resultados por Unidades da Federação ressaltam perdas acentuadas de faturamento no Piauí, e na Bahia, ambas afetadas pelas secas que atingiram as lavouras de soja, de milho e de algodão.

Previsão para VBP 2017

Para 2017, os primeiros resultados mostram previsão de faturamento de R$ 545 bilhões, refletindo a melhoria de resultado da maior parte das atividades das lavouras e da pecuária. Entre as lavouras há forte crescimento do valor esperado de soja, milho, cana de açúcar, feijão, algodão. As projeções para a pecuária são mais modestas.

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Condições climáticas favoráveis elevam alerta para monitoramento da ferrugem em MS, PR e RS

O Consórcio Antiferrugem publicou um comunicado alertando produtores e técnicos para as condições climáticas favoráveis ao aparecimento de ferrugem asiática da soja. De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Rafael Soares, o clima tem sido favorável à ferrugem nas lavouras de soja no sul do MS, PR e RS. “Isto serve de alerta para os produtores em relação a aplicação de fungicidas, principalmente nas lavouras que estão em fase de fechamento entrelinhas (quando as plantas de soja de uma linha de plantio encostam nas de outra linha) e ainda não fizeram aplicações. Nesse caso, se o clima estiver favorável (alta umidade) e houver relato de ocorrência da doença na região, aplicações de fungicidas recomendados deverão ser feitas”, explicou o pesquisador.

De acordo com as informações divulgadas pelo consórcio, este ano, a predominância do fenômeno climático “La Niña” de fraca intensidade, vem trazendo, de forma geral, maior volume de chuvas e temperaturas mais amenas do que se esperaria para essa época do ano. Especificamente na região Sul, onde poderia se esperar volume de chuvas mais próximos da média histórica ou abaixo dela, até agora a chuva tem caído em abundância e não há previsão de seca. Dessa forma, o clima tem sido favorável ao aparecimento da ferrugem-asiática o que requer maior atenção de técnicos e produtores. O site do Consórcio mantém o acompanhamento permanente da evolução da doença no Brasil.

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Folha de soja com sintoma da ferrugem (Foto: Maurício Meyer)

 

Produção de café bate recorde e supera 51 milhões de sacas

A produção brasileira de café chegou a 51,37 milhões de sacas de 60 quilos em 2016, somados o café arábica e conillon, um acréscimo de 18,8% em relação ao ciclo anterior, quando foram obtidas 43,24 milhões de sacas. O volume representa um recorde histórica no safra.

A maior safra até hoje havia sido registrada em 2014, com 50,8 milhões de sacas. Os números foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu último levantamento da safra atual.

A área total plantada no país teve redução de 1,1% em relação à 2015, totalizando 2,22 milhões de hectares. No entanto, houve ganho de produtividade. A média de 26,33 sc/ha é 17,1% superior à da safra passada.

As condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras de arábica, aliadas ao ciclo de bienalidade positiva, favoreceram as lavouras e justificam aumento da produtividade na maioria dos estados.

Os maiores ganhos são observados em São Paulo, com 46,7%; Mato Grosso, com 39,4%; e Minas Gerais, com 32,2%.

Café arábica e conillon

O café arábica ainda domina as lavouras de café no país, representando 84,4% da produção total do grão, isto é, 43,38 milhões sacas. O número é 35,4% maior em relação à safra anterior.

O resultado se justifica pelo aumento de 46 mil hectares da área em produção, incluindo a incorporação de novas áreas que se encontravam em formação e renovação, além de condições climáticas mais favoráveis.

A produção do conillon representa 15,6% do total de café do brasileiro, estimada em 7,98 milhões de sacas – redução de 28,6% na comparação com a safra passada.

Houve diminuição de 4% na área em produção e problemas climáticos pontuais, como seca e má distribuição de chuvas por dois anos consecutivos no Espírito Santo, maior produtor de café conilon no país.

Em Rondônia e na Bahia, também produtores da espécie, ocorreu estiagem nas fases críticas das lavouras. Em Rondônia, porém, a quebra de produtividade foi amenizada pela entrada de novas áreas de café clonal, cuja produtividade é superior às tradicionais.

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Volume representa alta de 18,8% na safra, em comparação com a produção de 43,24 milhões de sacas no ciclo anterior (Foto: Divulgação)

Safra de cana-de-açúcar deve aumentar 4,4%

A produção de cana-de-açúcar deverá aumentar 4,4% e chegar a 694,54 milhões de toneladas na Safra 2016/2017, de acordo com o terceiro levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na safra anterior foram colhidas 665,59 milhões de toneladas. A área plantada também está maior, sendo estimada em 9,1 milhões hectares, 5,3% a mais do que na Safra 2015/16, que foi de 8,6 milhões de hectares.

A maior rentabilidade proporcionada pelo açúcar irá repercutir em aumento de 18,9% na produção, devendo alcançar 39,8 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol deve recuar 8,5%, ficando em 27,9 bilhões de litros.

No caso do etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, a produção deverá aumentar 1,5%, alcançando 11,4 bilhões de litros, impulsionado pelo aumento do consumo de gasolina em detrimento do etanol hidratado. Na safra anterior, foram 11,2 bilhões de litros.

O etanol hidratado deverá atingir 6,5 bilhões de litros, com redução de 14,3% ou de 2,8 bilhões de litros, na comparação com a última safra, que chegou a 19,2 bilhões de litros. A redução é explicada pela queda de consumo do combustível.

No Sudeste, é estimado aumento da área plantada. As chuvas atrasaram a colheita da safra anterior ocasionando aumento da quantidade de cana bisada em 7,1% na participação do total da produção. A produtividade foi excelente, na safra anterior, e as expectativas também são boas nesta nova safra.

O Centro-Oeste também deverá apresentar aumento da área. Nessa região, onde a produtividade foi muito positiva na safra anterior, nesta safra, a diminuição da chuva, deve impactar em menor produtividade, na ordem de 9,5%, e em recuo de 3,9%, na produção.

No Nordeste, deve haver diminuição da área de colheita e aumento de produtividade, o que se deve, entre outras coisas, à recuperação em relação ao deficit hídrico da última safra.

A Região Sul apresenta o maior aumento percentual de área plantada. O Paraná deve colher a cana bisada. E a Região Norte, responsável por menos de 1% da produção nacional, deve ter aumento da área cultivada, o que tem acontecido de uns anos para cá. Mas a produtividade tende a cair, em função das condições climáticas.

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Valor Bruto da Produção de 2016 é de R$ 523,6 bilhões

O faturamento da agropecuária é de R$ 523,62 bilhões em 2016. As lavouras tiveram um valor bruto da produção de R$ 340,6 bilhões, e a pecuária, R$ 183 bilhões. Na série iniciada em 1990, o resultado do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2016 é o segundo maior, ficando atrás apenas do ano passado, quando chegou a R$ 533,1 bilhões. O número, referente ao mês de novembro, foi divulgado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“A seca é a principal variável, afetando o valor deste ano”, assinala o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.

O melhor desempenho neste ano é apresentado pela banana, com aumento real de 48,2%. Depois, aparecem o feijão (25,6%), o trigo (25,5%), a batata-inglesa (24,9%), o café (15,9%), a maçã (12,6%) e a soja (1,2%). Na pecuária, destacam-se pelo bom resultado a carne de frango, que teve aumento de valor de 3,4%, e ovos, 3%.

Os produtos que mais tiveram perdas de valor foram o tomate (-49%), mamona, (-41,4%), fumo (- 29%), cacau (-14,5%) uva (-14,2%) amendoim (-13,4%), algodão (-12%), arroz (11,8%), laranja (-11,4%), cebola (-9,2%), mandioca (-7,2%) e milho (- 5,5%). Na pecuária, as quedas ocorreram em carne suína (-11,6%), bovina (-4,7%) e leite (-8,1%).

Apesar de 2016 ter sido bastante afetado por problemas climáticos, os preços agrícolas recebidos pelos agricultores foram para a maioria dos produtos pesquisados mais elevados do que no ano passado. Isso evitou que houvesse redução maior do valor da produção do ano.

Os resultados regionais mostram tendência ocorrida durante o ano, em que o Sul e Centro-Oeste lideram o faturamento da agropecuária no país, com R$ 154,9 bilhões e R$ 143,9 bilhões, respectivamente. A seguir, Sudeste, R$ 142,9 bilhões, Nordeste, R$ 43,2 bilhões e Norte, R$ 31,4 bilhões.

Prognóstico para 2017

“Parece que 2017 será melhor do que este ano”, avalia Gasques. Os resultados de produção divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam safras mais elevadas para o próximo ano. O aumento deve ocorrer especialmente pelos ganhos de produtividade, que estarão em torno de 13%, ressalta o coordenador.

O valor da produção previsto com base nas informações preliminares é de R$ 552, 56 bilhões, 5,5% acima do valor deste ano. As lavouras devem representar R$ 365 bilhões, com destaque para a soja (R$ 118 bilhões) e a pecuária, R$ 187,5 bilhões. Ambas com aumento real expressivo em relação a 2016, conclui Gasques.

Veja aqui e aqui os VPB nacional e regional.

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Ministério da Agricultura emite alerta sanitário de prevenção à gripe aviária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitiu nesta sexta-feira (09/12) alerta sanitário, por tempo indeterminado, para intensificar as ações de defesa destinadas a prevenir a entrada da gripe aviária no país. Não é a primeira vez que o Mapa emite este tipo de alerta, porque a doença é uma ameaça permanente no mundo. Por ser livre da gripe aviária, o Brasil precisa redobrar seus esforços para proteger a sanidade de seus planteis de aves.

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, os setores público e privado deverão aplicar medidas mais rígidas de controle dos plantéis. “Nossa maior preocupação são as aves migratórias, que vêm ao país para fugir do inverno no Hemisfério Norte. A produção comercial já tem controles sanitários muito rígidos.”

“Todos os integrantes da cadeia produtiva devem estar conscientes do risco e preparados para enfrentá-lo. Qualquer mortalidade alta de aves deve ser imediatamente informada ao serviço veterinário oficial, a fim de que os veterinários possam estar na propriedade num prazo de até 12 horas para começar a investigação”, alerta Guilherme Marques.

Segundo Marques, o Brasil vem fazendo trabalho contínuo de prevenção à gripe aviária, que também oferece risco à saúde humana. Com o alerta, o acesso às granjas (pessoas, animais e veículos) ficará mais rigoroso. Além disso, será intensificado o treinamento das equipes de veterinários. O Mapa também já comprou materiais e equipamentos para situações de emergência e revisou os planos de contenção da doença.

O território brasileiro tem 20 sítios (locais) de monitoramento da entrada das aves migratórias, com vigilância ativa para influenza aviária e doença de Newcastle em aves domésticas residentes ao redor de 10 km desses locais. Nesses lugares também há vigilância passiva para as aves migratórias/silvestres.

Pelo menos 197 espécies de aves podem migrar. Desse total, 53% (104 espécies) se reproduzem no Brasil e 47% (93 espécies) têm sítios de reprodução em outros países.

Abaixo, a íntegra do ofício enviado pelo Mapa às entidades do setor produtivo:

Ofício nº 245/2016/DSA-SDA – MAPA

Brasília, 09 de dezembro de 2016.

ABPA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PROTEÍNA ANIMAL

Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos do MAPA

Conferação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA

Prezados Senhores,

Conforme registro no Sistema Mundial de Informações de Saúde Animal-WAHIS da OIE observa-se, de forma contínua e persistente, a ocorrência de casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade – IAAP em diversos países do mundo.

Particularmente quanto à situação na Europa, destaca-se a ocorrência do vírus cepa H5N8 em aves silvestres e também em alguns plantéis comerciais e de subsistência.

Neste sentido, solicitamos adoção de medidas para reforçar as ações de vigilância, bem como a manutenção adequada dos sistemas de biosseguridade já implantados.

As principais fontes de infecção dos focos notificados à OIE em aves comerciais ou de subsistência têm sido por contato com aves silvestres infectadas. Dessa forma, faz-se necessário uma maior atenção quanto ao isolamento dos plantéis em conformidade com o disposto na Instrução Normativa nº 56, de 4 de dezembro de 2007.

VALERIA BURMEISTER MARTINS, Diretor (a) do Departamento de Saúde Animal – Substituto

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PIB do agronegócio cresceu 3,43% nos primeiros 8 meses de 2016

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 3,43% nos primeiros oito meses de 2016, em comparação com o mesmo período do ano passado. A avaliação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

No levantamento, tanto o setor agrícola quanto o pecuário tiveram valorização real dos preços, fator que tem sido fundamental para o desempenho positivo do agronegócio este ano.

No mês de agosto, especificamente, o setor agrícola cresceu 0,69% e o pecuário 0,72%, fazendo com que o agronegócio tivesse crescimento de 0,7% no período.

De janeiro a agosto de 2016, em comparação ao mesmo período do ano passado, o desempenho foi positivo em todas as áreas avaliadas pelo estudo. No caso da pecuária, o setor de insumos cresceu 1,03%, o primário 0,83%, serviços 0,55% e a indústria 0,37%.

Confira a análise completa no Boletim PIB.

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Estudo mostra que setores agrícola e pecuário tiveram valorização real dos preços (Foto: Abag / Divulgação)