Mercado internacional para exportação de produtos de origem animal registra crescimento em 2020

Em 2020, foram abertos 24 novos mercados para exportação apenas de produtos de origem animal para consumo humano e produtos para a alimentação animal. Além disso, houve a reabertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina brasileira. Os dados estão no 9º relatório de atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

“Isso demonstra que, mesmo durante a pandemia, o trabalho realizado pelo setor produtivo e pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) manteve-se forte. A exportação para mais de 180 países demonstra a robustez do serviço oficial brasileiro”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lucia Viana.

Para que um mercado seja aberto, as autoridades sanitárias dos países importadores avaliam o serviço oficial brasileiro, o que muitas vezes ocorre por meio de missões internacionais que auditam o serviço de inspeção e os estabelecimentos produtores. Além disso são negociados entre as autoridades sanitárias brasileira e dos países importadores modelos de certificados sanitários internacionais contendo os requisitos sanitários exigidos pelos países.

Durante este ano, as tratativas para que essas missões pudessem ser viabilizadas foram realizadas por meio de videoconferência. No período de julho a novembro, por exemplo, foram avaliados 54 estabelecimentos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal para verificar o atendimento de requisitos específicos para habilitação para exportar seus produtos para o mercado chinês.

Abates – Estão registrados no SIF 3.342 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal.

No mês de novembro foram realizados 48 turnos adicionais de abate que foram requisitados de forma emergencial pelos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos registrados junto ao SIF.

Em novembro, não foi registrada nenhuma paralisação de atividades de abatedouros frigoríficos sob inspeção federal por motivos relacionados a ocorrência de Covid-19.

Conab estima produção de cana-de-açúcar próxima de recorde

O volume de cana estimado para a atual safra é de 665,105 milhões de toneladas, muito próximo do recorde de 665,6 milhões de toneladas colhidas em 2015/16. Na comparação com a temporada passada, o crescimento é previsto em 3,5%.

A estimativa é do 3º Levantamento da Safra 2020/21 de Cana-de-Açúcar, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Do total de cana, 53,8% devem ser destinados à produção de 29,8 bilhões de litros do biocombustível, enquanto que o açúcar absorverá 46,2% da atual colheita, devendo gerar 41,8 milhões de toneladas de açúcar.

A produção de cana varia em função do clima de cada região. No Sudeste,  principal região produtora do país, o incremento da produção deve ser da ordem de 5,2%, alcançando 436,4 milhões de toneladas. São Paulo e Minas Gerais são os grandes destaques da região. Já o Centro-Oeste deve produzir 0,5% a menos,  totalizando 139,8 milhões de toneladas; o Sul deve ter redução, de 2,7%, com a colheita estimada em 34,5 milhões de toneladas.

Já o Nordeste, favorecido pelo clima,  deve aumentar em 3,6% a oferta de cana, que chegaria a 50,9 milhões de toneladas. O Norte, responsável por menos de 1% da produção nacional, deve ter aumento de 2,2%, com sua produção subindo para 3,6 milhões de toneladas.

O boletim da Conab destaca a produção de derivados da cana e também a geração de etanol de milho. A produção total de etanol, proveniente de cana e de milho, deve chegar a 32,8 bilhões de litros, o que representará diminuição de 7,9% em comparação com a safra anterior. O etanol de cana-de-açúcar deve ter queda de 12,3%, limitando-se a 29,8 bilhões de litros, enquanto o de milho deve crescer 80,3%, alcançando 3 bilhões de litros.

A geração de etanol anidro de cana-de-açúcar, utilizado na mistura com a gasolina, deverá diminuir em 5,6%, ficando em 9,5 bilhões de litros, ao passo que o anidro de milho está estimado em 932,9 milhões de litros, com 130,2% a mais do que o produzido na safra anterior.

Para o etanol hidratado de cana-de-açúcar, a estimativa de produção é de 20,3 bilhões de litros, com redução de 15,1%, e, para o hidratado de milho, de 2,1 bilhões de litros, aumento de 64,4% sobre a temporada 2019/20.

Mercado – A exportação de açúcar segue aquecida desde o começo do ano. No acumulado de abril a novembro, houve aumento de 79,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. As atuais 23,7 milhões de toneladas já embarcadas superam em cerca de 25% o total da safra passada inteira (abr/19 a mar/20). A expectativa é que seja superado o recorde de 2016/17, quando o Brasil exportou 28,3 milhões de toneladas.

As vendas externas de etanol tiveram aumento de 49,2% no comparativo com igual período da safra passada, beirando a 2,2 bilhões de litros. Já a importação de abril a novembro diminuiu 65,1%, ficando em apenas 306 milhões de litros. A justificativa é a desvalorização do real frente ao dólar, mesmo diante de uma redução de 14,3% na produção do biocombustível e no consumo interno, devido à pandemia do Coronavírus.

Programa BNDES Crédito Rural já aprovou R$ 1,3 bilhão para o agronegócio em 2020

O apoio do BNDES ao setor agropecuário por meio do Programa BNDES Crédito Rural atingiu R$ 1,3 bilhão em financiamentos neste ano. Já foram concedidos empréstimos a 2.900 produtores por meio de mais de 4.000 operações. Criado em março, com o objetivo de garantir perenidade na oferta de crédito para investimento a produtores rurais, o Programa conta exclusivamente com recursos próprios do BNDES. Ele é destinado à aquisição de máquinas e equipamentos e a projetos de investimento do setor, podendo ser acessado em qualquer época do ano.

A concessão do financiamento ocorre por via indireta, por meio de agentes financeiros credenciados. Entre eles estão bancos comerciais, bancos de desenvolvimento, agências de fomento, bancos de montadoras, bancos cooperativos e cooperativas de crédito. O prazo de quitação pode chegar a 15 anos, com uma taxa de juros final prefixada ou pós-fixada, de acordo com o interesse do cliente e com a finalidade do financiamento. O programa não impõe restrições quanto ao porte do beneficiário, não possui limite de financiamento e pode apoiar até 100% dos itens financiáveis.

Por ter disponibilidade contínua de recursos e estar aberto a solicitações durante todo o ano, o BNDES Crédito Rural complementa os Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), também operacionalizados pelo BNDES. Os PAGFs ficam atrelados ao limite orçamentário definido pelo Ministério da Economia e alguns deles já estão com os protocolos para o ano safra corrente encerrados, ou seja, tiveram novas contratações suspensas. O programa do BNDES, portanto, amortece os efeitos decorrentes do esgotamento de recursos dos PAGFs, atuando como uma fonte complementar de oferta de crédito para desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro.

Apoio real na produção de chás – A ação do BNDES no financiamento ao crédito rural ajuda empreendedores como o casal Cleberson e Maria Sandeski, de Imbituva (PR). Eles enfrentaram um recuo na demanda de seus produtores e tiveram de se reinventar ao vender os chás da sua empresa, a  João de Barro,  diretamente para o produtor final com o apoio do BNDES.

“O produto estava embalado e pesado, pronto para despacharmos. Mas a pessoa disse que não poderia ficar com o produto”, explica Maria. “Aquele produto virou adubo”, lembra. Após o tombo, a empresa conseguiu, junto à Cresol, financiamento para comprar uma estufa. “Como somos pequenos produtores, não temos recursos para investir, por isso a tomada de crédito foi muito importante”, ressalta Cleberson.

Como solicitar – Para ter acesso ao BNDES Crédito Rural, basta procurar um agente financeiro credenciado que informará a documentação necessária e negociará as garantias.

Sobre o BNDES – Fundado em 1952 e atualmente vinculado ao Ministério da Economia, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira. Suas ações têm foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. O Banco oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, além de linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano. Em situações de crise, o Banco atua de forma anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia.

Linha de crédito para recuperação de cafezais aumenta para R$ 160 milhões

Foi ampliada dos atuais R$ 10 milhões para R$ 160 milhões a linha de crédito para financiar a recuperação dos cafezais com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A medida foi aprovada em reunião virtual do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo o Ministério da Economia, a medida foi justificada pelos efeitos negativos de eventos climáticos adversos, basicamente falta de chuva e altas temperaturas, que atingiram os cafezais entre os meses de março e outubro de 2020 nas principais regiões produtoras do país, o que comprometeu a produtividade da safra a ser colhida em 2021, com possibilidade de afetar também a safra 2022. A suplementação foi realizada mediante remanejamento de parte dos recursos destinados a linhas de operações de comercialização, financiamento para aquisição de café e capital de giro.

“Como essa linha de crédito tem por finalidade financiar a recuperação de lavouras de café danificadas por chuvas de granizo, geadas, vendavais ou outros fenômenos climáticos, a ampliação desse recurso é bastante oportuna em virtude das intempéries climáticas ocorridas nos cafezais brasileiros, sobretudo déficit hídrico”, destaca o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Silvio Farnese.

Para dar andamento à disponibilidade do crédito para os produtores o mais rapidamente possível, o Ministério da Agricultura receberá, até 4 de dezembro deste ano, demandas das instituições financeiras interessadas em operacionalizar os recursos, por meio do endereço eletrônico funcafe@agricultura.gov.br

“É uma forma de atender a atual situação das lavouras que sofreram adversidades por causa da redução das chuvas e altas temperaturas entre os meses de março e outubro deste ano, nas regiões produtoras de café, como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, além do Paraná”, explica Farnese. O diretor alerta que os efeitos climáticos podem comprometer a produtividade da safra 2021, e até mesmo impactar na de 2022.

Com a suplementação de recursos, será possível atender até 50 mil hectares de café atingidos pela seca, mitigando parte das dificuldades financeiras dos produtores.

A importância da nutrição e manejo de galinhas poedeiras nos resultados da produção de ovos

com informações da LN Comunicação

O brasileiro está consumindo mais ovos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a média de consumo em 2019 era de 235 ovos por pessoa. Este ano deve atingir 250, 8,5% a mais que o ano passado. Com o cenário promissor, o produtor tem investido mais na produção de suas galinhas poedeiras para atender a demanda de mercado.

Um dos pilares que sustenta o desempenho ideal destes animais é a nutrição, que hoje representa em torno de 70% dos custos de produção.  “É importante que o criador ofereça uma nutrição adequada e realize um manejo eficiente, para que não comprometa a qualidade e nem a quantidade de produção do plantel. Sem estes dois fatores alinhados, o criador corre risco ter redução de qualidade até a parada da produção de ovos”, alerta Letícia Lopes da Rocha, coordenadora de produtos e trade marketing da Guabi Nutrição e Saúde Animal.

É importante que o ambiente da granja forneça temperaturas dentro da zona de conforto dos animais e que não ocorra variações térmicas bruscas para garantir o bem-estar e o estímulo ao consumo de alimento. O ideal é que as galinhas em período de postura recebam entre 14 e 15 horas de luz por dia e tenham livre e amplo acesso a água fresca.

Para um desempenho saudável, a galinha precisa receber uma dieta que atenda suas exigências nutricionais, mas há pontos importantes que os produtores devem ficar mais atentos, como:

Cálcio – Os minerais de maneira em geral são essenciais para uma nutrição balanceada e consequentemente uma produtividade eficiente. No caso das aves de postura, o cálcio tem uma grande importância por estar relacionado com a formação da casca.  Portanto para obter uma produção efetiva e de qualidade na casca, os níveis de cálcio da dieta devem ser em torno de 3,25 a 3,75%.

Proteína – Ao contrário do que muitos pensam, uma dieta com altos níveis proteicos não irá trazer nenhuma vantagem na produtividade das aves. “O indicado é que seja fornecida uma quantidade adequada de proteína na dieta, que geralmente é em torno de 16 a 17%. Níveis excessivos de proteína, além de elevar seu custo, irá afetar negativamente o metabolismo das aves por aumentar não só o índice calórico alimentar como a excreção de ácido úrico.  E para ter este acréscimo na excreta de ácido úrico, as aves precisam ingerir mais água o que gera o amolecimento de suas fezes”, comenta Letícia.

Outra dica que a especialista traz é a criação livre de galinhas, o ‘cage-free’ ou ainda o ‘free-range’, que estão cada vez mais comuns por garantir o bem-estar do animal e valorizar o preço do produto. Nestes modelos de criação geralmente é realizada a complementação da dieta com folhagens, legumes, sementes e grãos variados, que resultam em produto diferenciado e muitas vezes em uma coloração da gema mais alaranjada devido à presença de carotenoides em muitos desses alimentos.

“Antigamente eram utilizados pigmentantes artificiais nas rações para alcançar a coloração de gema desejada. Mas, hoje, já existem rações que possuem em sua formulação substâncias que agem como pigmentantes naturais e que ajudam a entregar uma coloração de gema diferenciada”, finaliza Letícia.

Guabi Nutrição e Saúde Animal

A Guabi Nutrição e Saúde Animal é uma empresa que há mais de 46 anos se dedica ao desenvolvimento e fabricação de produtos de alta qualidade, voltados para o bem-estar de todo o ciclo: animais, produtores, criadores e consumidor final. Investe na qualidade dos insumos e tecnologias de ponta que garantam o melhor resultado, e é hoje uma das maiores empresas de nutrição e saúde animal do país. Tem forte atuação em todos os estados brasileiros e exportações frequentes para mais de 30 países. Atualmente, a Guabi possui cinco unidades fabris distribuídas pelo Brasil, além de dois Centros de Distribuição localizados na região Nordeste e de seu Escritório Nacional, em Campinas/SP.

Produtos agropecuários respondem por 21% da movimentação dos portos brasileiros

A participação dos produtos agropecuários na movimentação de cargas nos portos brasileiros passou de 16% em 2019 para 21% em 2020, apesar das medidas de enfrentamento da pandemia de COVID-19. Até o mês passado, a circulação de produtos agropecuários chegou a 175 milhões de toneladas. Os dados se referem aos primeiros dez meses dos dois anos. Nesse período, a movimentação total de cargas nos portos brasileiros foi de 850 milhões de toneladas. Essa quantidade é 3,7% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

As informações formam as análises compiladas no Boletim Logístico, divulgado esta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo foi feito com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) até o terceiro trimestre de 2020.

O Brasil possui 34 portos públicos e 147 terminais de uso privado (TUP), responsáveis pela movimentação marítima e fluvial de 80% das mercadorias consumidas diariamente. De toda a movimentação, 65,5% são realizadas nos TUP’s e 34,5% nos portos organizados.

Os dados do Boletim Logístico revelam o impacto dos produtos agrícolas nas exportações brasileiras. Até o mês passado, o setor registrou um superávit na balança comercial de US$ 75,5 bilhões: US$ 85,8 bilhões (exportações) e US$ 10,4 bilhões (importações). Segundo o Ministério da Economia, em outubro, as exportações brasileiras atingiriam US$ 210,7 bilhões, sendo que a participação do agronegócio chegaria a metade desse total.

No setor agropecuário, o complexo soja tem o maior valor acumulado de todas as cadeias – 39,2% do total -, seguido pelas carnes com 16,4%. Confira aqui a íntegra do Boletim Logístico.

IBGE prevê safra de 253,2 milhões de toneladas para 2021, com alta de 0,5% frente a 2020

A primeira estimativa da produção nacional de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas para 2021 prevê uma safra de 253,2 milhões de toneladas, com alta de 0,5% (ou mais 1,248 milhão de toneladas) em relação a 2020.

Já a estimativa de outubro para a safra de 2020 alcançou 252 milhões de toneladas, 4,4% superior à obtida em 2019 (241,5 milhões de toneladas). A área a ser colhida foi de 65,3 milhões de hectares, aumento de 2,1 milhões de hectares (3,3%) frente à área colhida em 2019. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 87,1% da área a ser colhida.

Em relação 2019, houve acréscimos de 3,5% na área do milho (aumentos de 2,8% no milho 1ª safra e de 3,8% no milho 2ª safra); de 3,5% na área da soja e de 0,1% na área do algodão herbáceo, ocorrendo queda de 1,1% na área de arroz.

Quanto à produção, houve altas de 7,1% para a soja, de 7,8% para o arroz e de 0,3% para o milho (crescimento de 2,5% no milho de 1ª safra e decréscimo de 0,5% no milho 2ª safra). Já a produção de algodão herbáceo cresceu 2,5%.

Estimativa de Outubro para 2020 : 252 milhões de toneladas

Variação safra 2020 / safra 2019: 4,4% (10,5 milhões de toneladas)

Variação safra 2020 / 9ª estimativa 2020: 0,1% (296,1 mil toneladas)

Em outubro de 2020, o IBGE realizou o primeiro prognóstico de área e produção para a safra de 2021. A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas em 2021 deve somar 253,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação a 2020, ou 1.248.158 toneladas.

O aumento da produção deve-se, principalmente, à maior produção prevista para a soja (4,6% ou 5.595 972 toneladas) e para o milho 1ª safra (1,7%% ou 445.305 toneladas). Aguarda-se declínios da produção do milho 2ª safra (-5,4% ou 4.000.364 toneladas), do arroz (-2,4% ou 260.586 toneladas), do algodão herbáceo (-11,9% ou 837.892 toneladas), do feijão 1ª safra (-2,2% ou 28.521 toneladas), do feijão 2ª safra (-4,5% ou 45.444 toneladas) e do feijão 3ª safra (-6,5% ou 38.634 toneladas).

Com relação à área prevista, apresentam variações positivas a soja em grão (1,2%), o milho em grão 1ª safra (1,7%) e o milho em grão 2ª safra (1,0%), e variações negativas para o algodão herbáceo em caroço (-8,6%), o arroz em casca (-1,1%), o feijão 1ª safra (-0,3%), do feijão 2ª safra (-3,1%) e do feijão 3ª safra (-4,9%).

Essa 1ª estimativa para a safra a ser colhida em 2021 é passível de retificações nos dois próximos levantamentos, em novembro e em dezembro, assim como durante o acompanhamento das safras que será feito durante todo o ano de 2021.

Safra 2020 deve chegar a 252 milhões de toneladas, com alta de 4,4%

A estimativa de outubro para a safra de 2020 alcançou 252 milhões de toneladas, 4,4% superior à obtida em 2019 (241,5 milhões de toneladas).

Para a soja, foi obtida uma produção de 121,5 milhões de toneladas. Para o milho, uma produção de 100,9 milhões de toneladas (26,6 milhões de toneladas de milho 1ª safra e 74,2 milhões de toneladas de milho 2ª safra). O arroz teve uma produção de 11,1 milhões de toneladas e, o algodão, de 7,1 milhões de toneladas.

Em relação ao mês anterior, houve aumentos nas estimativas da produção do milho 1ª safra (0,5% ou 119.752 toneladas), do milho 2ª safra (0,4% ou 276.896 toneladas), do feijão 1ª safra (0,2% ou 2.488 toneladas), da soja (0,1% ou 114.003 toneladas).

Por outro lado, ocorreram declínios da produção do algodão herbáceo (-0,2% ou 10.812 toneladas), do feijão 3ª safra (-0,6% ou 3.468 toneladas), do feijão 2ª safra (-1,6% ou 16.474 toneladas), da uva (-3,2% ou 45.527 toneladas), da cevada (-5,8% ou 24.098 toneladas), do trigo (-6,3% ou 429.081 toneladas) e da aveia (-9,5% ou 98.769 toneladas).

Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,9%, seguido pelo Paraná (16,0%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (8,0%) e Minas Gerais (6,3%), que, somados, representaram 80,0% do total nacional. Com relação à participação das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (47,5%), Sul (29,1%), Sudeste (10,1%), Nordeste (8,9%) e Norte (4,4%).

Entre as regiões, o Centro-Oeste, com 119,8 milhões de toneladas (47,5%), lidera com maior volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, seguido pelo Sul com 73,3 milhões de toneladas (29,1%), Sudeste, com 25,6 milhões de toneladas (10,2%), Nordeste, com 22,4 milhões de toneladas (8,9%) e Norte, com 11,0 milhões de toneladas (4,4%). A produção total de grãos apresentou variação anual positiva para quatro regiões, sendo negativa apenas para a Sul (-4,7%).

Banco do Brasil reforça linhas de crédito rural com R$ 1 bilhão

O Banco do Brasil anunciou a disponibilização de R$ 1 bilhão para reforçar suas linhas de crédito rural voltadas ao financiamento de máquinas e equipamentos agropecuários. A contratação utilizará recursos próprios da poupança rural, com taxa de 7,5% a.a. e prazo de até seis anos. O valor complementa volumes inicialmente disponibilizados para a Safra 2020/201, que já desembolsou R$ 9,1 bi em operações de investimento agropecuário – 27% a mais que o mesmo período da safra anterior.

Para o vice-presidente do BB, João Rabelo, a alocação de recursos adicionais para investimentos em maquinários busca ampliar o apoio do Banco ao agronegócio brasileiro. “O nosso objetivo é atender a uma demanda crescente do setor, dinamizando a cadeia produtiva das empresas fabricantes e revendas e contribuindo para a transformação tecnológica no campo”, acrescenta.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, considera que os recursos extra representam uma excelente notícia para os produtores rurais que, “com muita confiança no Brasil, têm aplicado e demandado mais recursos e terão a tranquilidade para continuar investindo”.

Conab confirma maior produção de grãos da história na safra 2020/21, com 268,9 milhões de toneladas

De acordo com o 2º Levantamento da Safra de Grãos 2020/2021, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deverá alcançar a produção de 268,9 milhões de toneladas de alimentos, que representa 11,9 milhões de toneladas ou 4,6 % a mais do que a temporada de 2019/2020. Em relação ao volume estimado no mês passado, houve aumento de 269 mil toneladas. Com este resultado, o Brasil caminha para bater novo recorde.

A nova estimativa considera a recuperação da produtividade das culturas da soja e do milho primeira safra. Ambas foram severamente prejudicadas pela estiagem em 2019, sobretudo no Rio Grande do Sul. Apesar do atraso das chuvas neste ano, os produtores aceleraram o ritmo e, até a última sexta-feira (04/11), o plantio alcançava 55% da área estimada, contra 56% no mesmo período da safra passada. O milho primeira estava em 54%, contra 42% há um ano. O plantio do arroz também estava adiantado, com 67% até o dia 6, bem superior aos 53% da safra anterior.

Outro fator que contribui para o recorde é o aumento na área plantada. Este ano, a previsão é de que sejam cultivados 67,1 milhões de hectares, 1,8% a mais que na safra passada. Isso faz com que a área plantada também seja recorde.

A produção de soja deve alcançar 135 milhões de toneladas, confirmando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa. A área de cultivo está estimada em 38,2 milhões de hectares. A safra total de milho também deverá ser a maior da história, com produção estimada em 104,9 milhões de toneladas, colhidas em 18,4 milhões de hectares (área total).

Quanto à produção de feijão, somando-se as três safras, a estimativa é de 3,1 milhões de toneladas com área total de 2,9 milhões de hectares. O algodão em pluma deve chegar a 2,7 milhões de toneladas, com área de 1,6 milhão hectares, enquanto a produção de arroz sequeiro somada à de arroz irrigado deverá ficar em 11 milhões de toneladas, obtidas em 1,7 milhão de hectares.

Em relação ao trigo, cerca de 80% da colheita da safra 2020 já foi concluída. O volume de produção está estimado em 6,4 milhões de toneladas, com 2,3 milhões de hectares cultivados.

Exportação – Mesmo com as dificuldades causadas pela pandemia de COVID-19, as exportações da pluma de algodão caminham para ser recordes. Até outubro deste ano, o total exportado foi de 1,4 milhão de toneladas, 31% a mais do que o acumulado do mesmo período no ano passado. Em relação ao milho, para o ano safra atual, foi mantida a previsão de exportações em 34,5 milhões de toneladas. Ainda em outubro, os embarques foram de 5,1 milhões de toneladas, redução de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para a soja, a expectativa de venda para o mercado externo está em torno de 82,7 milhões de toneladas para este ano, sendo que já foram exportados no período de janeiro a outubro 81,4 milhões de toneladas. Para o próximo ano, são esperadas cerca de 85 milhões de toneladas, o que representaria aumento de 2,78%.

Ministério do Desenvolvimento Regional reconhece emergência no Amapá, afetado por apagão após tempestade de raios

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu situação de emergência no Amapá, após ocorrência de tempestade com raios que causou incêndio em uma subestação de Macapá e gerou um apagão na maior parte das cidades do estado.

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) por procedimento sumário – quando o desastre, público e notório, é considerado de grande intensidade. Com isso, o governo estadual poderá acessar recursos federais para ações de socorro e assistência à população e para o restabelecimento dos serviços essenciais em áreas afetadas.

O ministro Rogério Marinho determinou a ida ao Amapá do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, para prestar apoio ao governo estadual e aos municípios afetados, além de estar em contato com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, oferecendo apoio da Defesa Civil para as medidas de restabelecimento.

Lucas acompanha presencialmente o trabalho do comitê de crise, montado pelo estado. “Definimos objetivos e estamos colaborando com a preparação dos planos de trabalho para a liberação de recursos”, descreveu. “Também estamos assessorando a Defesa Civil estadual nas ações de resposta ao desastre”, informou.

O comitê de crise estabeleceu como objetivos operacionais a solicitação de apoio federal, a contratação de geração de energia emergencial para infraestruturas críticas, a logística de distribuição de água potável, a aquisição de combustível para alimentação de geradores de energia contratados, a aquisição de hipoclorito para distribuição à população e o gerenciamento de compras.

O governador Waldez Góes assinou decreto estadual que estabeleceu situação de emergência no Amapá. Treze dos 16 municípios estão sem energia e, consequentemente, sem fornecimento de água e oferta regular de serviços de telecomunicações por conta do apagão que atinge o estado desde a última terça-feira (03/11).

Em Macapá, só há energia em serviços essenciais, como hospitais. A Prefeitura Municipal decretou estado de calamidade pública. Falta água encanada, água mineral, gelo e a maioria dos postos de gasolina não tem gerador e não consegue operar.

Apoio federal

Para obter auxílio material e financeiro da Defesa Civil Nacional, municípios e estados devem elaborar um plano de trabalho e encaminhar ao MDR. A partir dessas informações, equipes técnicas da Sedec avaliam as necessidades e o volume de recursos para o atendimento das demandas.