Ministério da Agricultura amplia os períodos de vazio sanitário da soja para 2022

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria nº 516 que estabelece os períodos de vazio sanitário para cultura da soja que deverão ser seguidos pelos estados produtores em todo o país durante o ano de 2022. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

O vazio sanitário é o período contínuo, de no mínimo 90 dias, em que não pode plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. O objetivo é reduzir ao máximo possível o inóculo da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.

“O vazio sanitário da soja é uma medida consolidada, que já vinha sendo adotada por 14 estados produtores de soja nos últimos anos. No entanto, para reforçar a sua importância e aumentar os seus efeitos, o Mapa ampliou sua abrangência para 21 unidades da federação, além de aumentar o período mínimo obrigatório de ausência de plantas semeadas ou voluntárias no campo de 60 para 90 dias”, explica a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

A soja é o principal produto de exportação brasileira, e atingiu, em 2021, uma produção de 134 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A ferrugem asiática é considerada uma das mais severas doenças que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde o fungo foi relatado em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

Confira os períodos de vazio sanitário para a cultura da soja:

Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja

Instituído pela Portaria nº 306/2021, o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) visa o fortalecimento do sistema de produção agrícola da soja, congregando ações estratégicas de defesa sanitária vegetal com suporte da pesquisa agrícola e da assistência técnica na prevenção e controle da praga.

As ações no âmbito do programa são coordenadas pelo Ministério da Agricultura, mas a fiscalização e demais procedimentos são de competência dos estados.

Pelo segundo ano consecutivo, plantadeira da Case IH recebe prêmio internacional de inovação

Desenvolvida no Brasil, a plantadeira Fast Riser 6100 conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio internacional AE50. Desta vez, foi o modelo de 3 seções, lançado em 2021, que foi reconhecido pela ASABE (American Society of Agricultural and Biological Engineers – Sociedade Americana de Engenheiros Agrícolas e Biológicos) por suas inovações agrícolas. O sistema patenteado de distribuição de peso nas asas que oferece emergência uniforme das plantas (quando as sementes são plantadas de forma homogênea) é o destaque da plantadeira fabricada na unidade da CNH Industrial de Piracicaba (SP).

A entidade norte-americana leva em consideração os produtos que economizam tempo dos produtores e reduzem custos, ao mesmo tempo que aumentam a segurança do usuário. Anualmente, a ASABE premia 50 produtos com inovações mais significativas nas áreas de engenharia e tecnologia para as áreas agrícolas, alimentares e biológicas. A premiação ocorre há 36 anos e considera produtos fabricados em todo o mundo. Além da Fast Riser, a Case IH conquistou outros dois prêmios.

“É muito importante para a Case IH receber novamente o reconhecimento de um prêmio que prestigia produtos inovadores e com foco em produtividade, dois pilares essenciais para a marca. A Fast Riser com 3 seções possui as mesmas tecnologias da versão maior, o que consideramos uma revolução no plantio de alta performance”, comenta Rodrigo Alandia, diretor de Marketing de Produto da Case IH para a América Latina.

Sucesso nas versões de 48 a 61 linhas de 5 seções, a plantadeira dobrável da Case IH foi lançada com 3 seções, nas versões de 27, 36 e 40 linhas, em junho do 2021. Os novos modelos contam com a melhor transportabilidade do mercado e proporcionam emergência das plantas realmente uniforme, da primeira à última linha.

Mais sobre a plantadeira

Os modelos de 27, 36 e 40 linhas da Fast Riser possuem as mesmas tecnologias da versão maiores de 48 e 61 linhas, porém se destacam por trazerem flexibilidade e facilidade na hora do transporte. “Dobrável, fica com largura de transporte de 3,2m em apenas 1 minuto. Sem precisar sair da cabine, o operador aciona o modo de transporte e pode seguir para o destino dentro da fazendo ou até mesmo rodovia, com segurança e muita agilidade”, comenta André Peres, gerente de Marketing de Produto da Case IH.

A plantadeira dobrável conta ainda com dois reservatórios de sementes com capacidade de até 4.000kg e apenas dois pontos de engraxamento. “Um dos pilares do Agronomic Design é a disponibilidade do equipamento ao agricultor. Tendo uma excelente capacidade dos tanques de sementes e a facilidade de manutenção, o produtor tem a maior disponibilidade da plantadeira, estando muito mais tempo no campo plantando e com muito menos paradas para abastecimento e manutenção”, explica Peres.

Um grande destaque da Fast Riser é o sistema patenteado de distribuição de pesos nas asas, que proporciona precisão absoluta na profundidade de semente em todas as linhas. A região central das plantadeiras dobráveis concentra cerca de 70% do peso do equipamento. Por isso, o sistema hidráulico de distribuição de peso automático distribui de forma automática o peso às laterais da plantadeira, garantindo que todas as linhas da plantadeira tenham o mesmo peso de contato com o solo. O resultado é: total uniformidade de profundidade de sementes e, consequentemente, emergência de 98% das plantas em apenas 3 dias.

Sobre a Case IH

A Case IH coloca a tecnologia ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e café, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores auto propelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da marca a melhor opção do plantio à colheita. A Case IH é uma marca da CNH industrial. Mais informações podem ser encontradas no site caseih.com.br.

Foto: Divulgação

Brasil bate recorde histórico com mais de US$ 1,21 bilhão em exportação de frutas em 2021

O Brasil alcançou recorde histórico de exportação de frutas em 2021, apontam os dados apresentados no Boletim Hortigranjeiro 2022, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No ano, as exportações brasileiras de frutas foram superiores tanto em volume quanto em receita. O faturamento superou US$ 1,21 bilhão, sendo 20,39% acima do computado até dezembro de 2020. O volume total de frutas frescas enviadas ao exterior foi de 1,24 milhão de toneladas, superior em 18,13% em relação ao mesmo período do ano anterior,

Dentre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2021 estão: mangas, com US$ 248 milhões e 20% do total exportado no período; melões, com US$ 165 milhões e 14% de participação; uvas, com US$ 155,9 milhões e 13%; nozes e castanhas, com US$ 151,9 milhões e 13%; limões e limas, com US$ 123,8 milhões e 10% de participação.

As exportações das frutas nacionais em 2021 tiveram como principais destinos a União Europeia (48%), os Estados Unidos (16%), o Reino Unido (14%), a Argentina (4%) e o Canadá (3%).

O coordenador-geral de Estatística e Análise Comercial da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, Gustavo Cupertino, destaca que alguns fatores favoreceram o crescimento das exportações. “Possivelmente, a retomada da economia mundial e a procura por alimentação saudável em um ambiente de pandemia. Além disso, temos que destacar a qualidade dos produtos brasileiros, bem como a proximidade do maior comprador”.   

Para o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen, o aumento nas exportações indica uma recuperação. “A demanda internacional aquecida, o clima favorável para a produtividade e a qualidade de diversas culturas foram fundamentais para que as vendas de frutas para o mercado externo ultrapassassem a marca de 1 milhão de toneladas. Também é importante destacar que este novo recorde não se deu apenas com a recuperação dos mercados já existentes, mas também com a abertura de novos mercados – resultado dos trabalhos de novos acordos bilaterais liderados pelo Ministério”. Desde 2019, já foram abertos mais de 150 novos mercados externos para produtos agropecuários.

Vem aí o leilão Nelore BRGN da Embrapa 2022

com informações da Embrapa Cerrados

Os pecuaristas interessados em adquirir a genética de bovinos Nelore BRGN da Embrapa já podem se programar: o próximo Leilão Nelore BRGN da Embrapa Cerrados (DF) será realizado nos dias 17 e 18 de fevereiro de forma totalmente on-line pelo site da Multleilões. Serão ofertados 190 animais, sendo 81 touros jovens e 49 fêmeas Nelore BRGN (registrados ou controlados) no dia 17, às 19h30; além de 34 machos e 26 fêmeas comerciais no dia 18, às 10h.

Segundo o pesquisador Claudio Magnabosco, os animais são da mais recente safra de melhoramento genético do centro de pesquisa. Os touros foram classificados como Superiores e Elite no Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), promovido pela Embrapa Cerrados. “São touros genotipados, com avaliação genômica, e que tiveram destaque nas provas de eficiência alimentar e/ou no TDTJ a pasto. Temos, portanto, diversos touros para compor qualquer plantel de rebanho P.O. (puro de origem) ou comercial do Brasil”, afirma.

Ele destaca que, entre os machos ofertados, há dois touros de repasse, sendo que o touro Supremo da Cerrados foi usado nas duas últimas estações de monta e ambos compõem a reserva genética da Embrapa. “Inclusive, o Supremo da Cerrados já deixou progênie (filhos) avaliada e comprovada geneticamente”, informa.

Quanto às fêmeas ofertadas, Magnabosco chama a atenção para as novilhas precoces, grande parte já prenhas, que também integram a reserva genética da Empresa, além de vacas muito longevas, com habilidade materna e características reprodutivas comprovadas.

Para o pesquisador, a expectativa é de que o leilão deste ano seja o melhor já promovido pela Embrapa Cerrados, considerando a qualidade do material genético Nelore BRGN. “A ideia é sempre ofertar animais de mérito genético superior, preservando características tradicionais e toda a funcionalidade que sempre caracterizou o Nelore BRGN, como a profundidade de costelas, o comprimento de corpo, o grande equilíbrio costela-perna e a alta fertilidade. Aliado a isso, animais superiores em características inovadoras como maciez da carne e eficiência alimentar”, comenta.

Magnabosco destaca ainda que o leilão traz como inovação o lançamento de novos índices bioeconômicos de seleção disponibilizados pela ANCP: “São índices que avaliam os animais quanto ao mérito genético, porém considerando cada sistema especifico de produção (cria, recria e terminação), atuando assim, como ferramentas de seleção e comercialização por objetivo econômico e produtivo”, explica o pesquisador.

O edital e as fotos dos animais serão disponibilizados na página da Multleilões a partir do dia 7 de fevereiro. Para efetuar os lances nos animais, é preciso realizar o cadastro na página da empresa. Mais informações pelos telefones: (61) 3465-2542 / 2203 / 2074.

Sobre a genética BRGN

Desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde 2000, a marca Brasil Genética Nelore (BRGN) é reconhecida pelo diferencial na raça Nelore, oferecendo ao mercado animais mochos com a rusticidade necessária às condições do Bioma Cerrado, além de características econômicas que garantem mais produtividade e rentabilidade aos pecuaristas, visando à eficiência de produção e à redução do ciclo de produção.

O rebanho BRGN está entre os 14% melhores animais avaliados pelo Programa Nelore Brasil, da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), no índice Mérito Genético Total Econômico (MGTe). Ele foi formado buscando suprir a demanda por reprodutores de mérito genético superior e capazes de produzir progênies (descendentes) com alto desempenho e ganho em peso, qualidade de carne e carcaça, precocidade e fertilidade sexual. Os animais são criados a pasto e se adaptam aos períodos de seca prolongada do Cerrado, desde que haja oferta de forragem. O registro e o controle do rebanho são feitos pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).

Com um rigoroso programa de seleção baseado em critérios ligados à lucratividade da atividade pecuária, o Nelore BRGN é aprimorado a cada ano pela Embrapa Cerrados, com o apoio de parceiros técnicos e comerciais. A seleção tem focado, mais recentemente, em duas características inovadoras: a maciez da carne e a eficiência alimentar (consumo de alimento em relação ao desempenho), ambas avaliadas genomicamente, em parceria com a ANCP.

A Embrapa Cerrados conta atualmente com cerca de 130 matrizes jovens e genotipadas, sendo 12 delas doadoras de embriões, com produção de 100 filhos por ano. Os tourinhos gerados pelas matrizes participam anualmente dos Testes de Desempenho de Touros Jovens, promovidos pelo Centro de Desempenho Animal (CDA), área promotora de inovação (API) do centro de pesquisas em parceria com a Associação Goiana de Criadores de Zebu (AGCZ). Os animais classificados como Elite e Superior são submetidos à avaliação de eficiência alimentar. As novilhas BRGN, além da avaliação da eficiência alimentar, são submetidas ao desafio de precocidade sexual, que busca identificar animais com potencial para essa característica.

Para democratizar a genética BRGN entre os pecuaristas, os animais mais bem classificados nos testes de desempenho e de eficiência alimentar são oferecidos em leilões de genética avaliada e aprovada, realizados em Goiás e no Distrito Federal. Os animais que não participam dos testes, mas apresentam avaliação genética positiva, são ofertados em leilões da raça promovidos pela Embrapa Cerrados.

Foto: Kiko Catelli / Divulgação

Brasil exporta 78% mais peixes em 2021 do que no ano anterior

com informações da Embrapa Pesca e Aquicultura

As exportações da piscicultura brasileira continuam crescendo fortemente. Boletim periódico elaborado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) indica que ano passado o país exportou 78% a mais que em 2020. Em dinheiro, foram U$ 20,7 milhões contra U$ 11,7 milhões em 2020. E em quantidade, os números foram 9,9 mil toneladas em 2021 e 6,7 mil toneladas no ano anterior; crescimento também significativo de 49%.

“Esse forte aumento das exportações verificado em 2021 reflete uma tendência de crescimento que vem acontecendo nos últimos anos. Particularmente em 2021 houve uma influência do dólar valorizado e também uma retração da demanda no mercado interno, o que fez com que algumas empresas orientassem suas vendas para o exterior”, explica Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura na área de economia aquícola.

Comparando-se os dois crescimentos – 78% no volume em dinheiro e 49% na quantidade –, percebe-se que o valor médio do peixe brasileiro exportado foi maior ano passado do que em 2020. Segundo Manoel, “isso se deu principalmente devido ao crescimento das vendas de filés congelados, que aumentaram 573% em 2021. Esse produto possui o segundo maior valor agregado entre os produtos da piscicultura, após os filés frescos”.

Os principais destinos do peixe brasileiro exportado em 2021 foram os Estados Unidos (com 64% de participação), a Colômbia (com 9%) e a China (com 8%). Ou seja, esses três países foram responsáveis por importar 81% do peixe que o Brasil vendeu para o exterior no ano passado. Detalhando as exportações para os Estados Unidos, as principais categorias foram peixes inteiros congelados (com U$ 6,2 milhões), filés frescos ou refrigerados (com U$ 5 milhões) e filés congelados (com U$ 2 milhões).

A liderança dos Estados Unidos parece incontestável e dificilmente mudará, na visão do pesquisador: “apesar de haver uma tendência de diversificação dos destinos, é pouco provável que isso (alteração no principal comprador) aconteça no médio prazo. A reabertura do mercado europeu, fechado para as exportações brasileiras de pescado desde 2018, será fundamental para a ampliação dos destinos”.

Tilápia segue protagonista – A tilápia permanece como a espécie mais exportada pelo país, além de liderar a produção nacional. Em 2021, foram 8,5 mil toneladas exportadas, gerando um volume de U$ 18,2 milhões. Em valores financeiros, a espécie respondeu por 88% das exportações brasileiras de peixes em 2021. No segundo lugar, estão os curimatás, com 9% e U$ 1,8 milhão.

Com relação às categorias de produto de tilápia exportadas, as principais foram o peixe inteiro congelado (com U$ 6,7 milhões) e o filé fresco ou refrigerado (com U$ 5,4 milhões). Juntas, as duas categorias responderam por 67% do volume financeiro movimentado pela tilápia brasileira no exterior no ano passado.

Os preços médios por kg dessas duas categorias foram, respectivamente, U$ 2,18 no terceiro trimestre e U$ 2,36 no quarto trimestre na tilápia inteira congelada e U$ 6,81 em ambos os trimestres no filé fresco ou refrigerado. Esse último produto é o que conseguiu maior preço no período.

O Mato Grosso do Sul, com 37% do volume financeiro movimentado, e o Paraná, com 34%, foram os principais estados exportadores de tilápia no ano passado. E as categorias de produto mais exportadas por eles foram os filés frescos ou refrigerados no caso do Mato Grosso do Sul e os peixes inteiros congelados no caso do Paraná.

Publicação trimestral – Os números divulgados pelo Informe do Comércio Exterior têm como fonte o Comex Stat, portal do Ministério da Economia que divulga estatísticas relacionadas a comércio exterior. Editado a cada três meses, o informativo começou no início de 2020 e já cobre dois anos completos, incluindo 2021. Esta é a oitava edição.

A publicação é resultado do BRS Aqua, o principal projeto da Embrapa na área de aquicultura, e compõe o Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura, o CIAqui, também resultado do mesmo projeto. O BRS Aqua envolve mais de 20 Unidades e cerca de 270 empregados da Embrapa, além de bolsistas. Destacam-se o forte caráter estruturante do projeto (por meio dele, a empresa está aumentando sua infraestrutura de pesquisa em aquicultura) e a formação de recursos humanos especializados em aquicultura, sobretudo em função das bolsas disponibilizadas.

Circuito de Negócios Agro Banco do Brasil oferece crédito itinerante

O Banco do Brasil (BB) montou agências móveis que percorrerão todas as regiões do país para oferecer crédito para pequenos produtores rurais, informou o presidente do banco, Fausto de Andrade Ribeiro, em entrevista para o programa A Voz do Brasil. Chamada de Circuito de Negócios Agro 20/22, a terceira edição da iniciativa percorrerá cerca de 600 municípios brasileiros e oferecerá R$ 1,5 bilhão em diferentes linhas de crédito para estimular a aquisição de máquinas e insumos agrícolas para produtores de pequeno porte.

Valor da Produção Agropecuária de 2021 atinge R$ 1,129 trilhão

Em 2021, o  Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) atingiu R$ 1,129 trilhão, 10,1% acima do valor alcançado em 2020 (R$ 1,025 trilhão). De acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, as lavouras somaram R$ 768,4 bilhões, o equivalente a 68% do VBP e crescimento de 12,7% na comparação com 2020; e a pecuária, R$ 360,8 bilhões (32% do VBP) e alta de 4,9%.

A nota técnica informa que o bom desempenho do agro ocorreu mesmo diante da falta de chuvas, seca e geadas em regiões produtoras.

Os produtos com melhores resultados no VBP foram: soja, R$ 366 bilhões; milho, R$ 125,2 bilhões; algodão, R$ 27,6 bilhões; arroz, R$ 20,2 bilhões; cacau, R$ 4,2 bilhões; café, R$ 42,6 bilhões; trigo, R$ 12,5 bilhões; carne bovina, R$ 150,9 bilhões; carne de frango, R$ 108,9 bilhões; e leite, R$ 51,8 bilhões. Juntos, responderam por 76% do VBP do ano passado.

“Três fatores podem ser citados como impulsionadores desse crescimento – preços favoráveis, quantidades produzidas e o mercado internacional que em geral tem sido favorável para vários desses produtos. O mercado internacional e os preços foram os mais relevantes desses fatores”, destaca a nota técnica.

VBP 2022

Para este ano, as perspectivas de produção do agro permanecem positivas, com valor estimado de R$ 1,162 trilhão, 2,9% acima do obtido em 2021. “Continuam boas as chances para algodão, café, milho, soja, trigo e produtos da pecuária, especialmente carnes bovina e de frango. Também não devemos ter problemas de abastecimento interno e externo, pois como mencionado as previsões são de safra elevada de grãos e oferta satisfatória de carnes”, avaliam os técnicos.

O que é o VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano, correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais. O valor real da produção é obtido, descontada da inflação, pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Exportações do agronegócio batem recorde em dezembro e no ano de 2021

As exportações do agronegócio alcançaram valores recordes para o mês de dezembro passado e também para o ano de 2021. Foram US$ 9,88 bilhões, valor recorde para os meses de dezembro: 36,5% superior aos US$ 7,24 bilhões de 2020. Em 2021, o total exportado com o agronegócio resultou em US$ 120,59 bilhões, alta de 19,7%, em relação ao ano anterior, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Embarques em dezembro/2021

O mês de dezembro de 2021 teve desempenho favorável devido ao forte aumento dos preços dos produtos exportados (22,5%) e, também, da expansão do volume destas exportações (11,4%).

Além dos preços elevados, houve recorde no volume exportado pelo Brasil no agronegócio (15,62 milhões de toneladas). De acordo com os analistas da SCRI, os destaques foram para soja em grãos (2,71 milhões de toneladas; +889,5%); farelo de soja (1,72 milhão de toneladas; +82%); celulose (1,64 milhão de toneladas; +28,8%); e carnes (667 mil toneladas; +3,3%).

Com este cenário, preços elevados e aumento do volume exportado, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras voltou a crescer. Em dezembro de 2020, as exportações do agro foram responsáveis por 39,2% do valor total vendido ao exterior, e, em dezembro de 2021, a participação alcançou 40,6%.

Exportações em 2021

As exportações do agronegócio brasileiro somaram valor recorde em 2021: US$ 120,59 bilhões (+19,7%). Somente os meses de janeiro e fevereiro deste ano não registraram recordes, explicados pela forte queda da quantidade exportada de soja em grão nesses meses, em virtude do baixo estoque de passagem em 2020, e do atraso no plantio da safra 2020/2021 (seca), com posterior atraso nas áreas de colheita em decorrência das chuvas.

A partir de março, a soja em grãos é exportada influenciando no resultado total observado. O crescimento das exportações brasileiras do agronegócio ocorreu em função do aumento do índice de preços dos produtos (+21,2%), enquanto o volume embarcado se reduziu (-1,2%), conforme nota publicada pela secretaria.

Apesar do recorde nas exportações, as vendas externas de produtos do agronegócio representaram 43% das exportações brasileiras em 2021, participação 5,1 pontos percentuais inferior à verificada em 2020.

Prognóstico para safra 2022 recua, mas mantém patamar recorde com 277,1 milhões de toneladas

com informações do IBGE

A safra nacional deve atingir mais um recorde em 2022. Após três anos seguidos batendo recordes, a última estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, mostra que a produção agrícola pisou no freio em 2021, fechando o ano com um total de 253,2 milhões de toneladas, 0,4% abaixo da de 2020. Mas o estudo também aponta que, para 2022, o prognóstico é de um novo recorde, de 277,1 milhões de toneladas, apesar de ter havido um leve recuo em relação ao prognóstico anterior.

“Ao contrário da safra de 2021, quando houve atraso no plantio, na safra de 2022, a soja, principal produto das lavouras brasileiras, foi semeada antecipadamente e de forma acelerada, na maior parte das regiões produtoras do país, por conta dos elevados volumes de chuvas ao longo do mês de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Isso deve ampliar a janela de plantio das culturas de 2ª safra e beneficiar essa produção”, assinala o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

Ele destaca, no entanto, que houve impactos climáticos provocados por áreas de instabilidade nos estados do Nordeste e Sudeste, por conta da Zona de Convergência intertropical, e efeitos do fenômeno “La Ninã” nos estados do Sul, que já começam a interferir nos cultivos a campo.

“Há registro de chuvas acima da média na Bahia e Ceará, enquanto nos três estados do Sul e no Mato Grosso do Sul já se observa um menor volume de chuvas, com registro de estiagens severas regionalizadas, o que vem afetando as culturas de verão. Com isso, as novas informações recebidas nesse terceiro prognóstico já apontam um declínio de 0,3%, ou 900,0 mil toneladas, em relação ao que havia sido estimado no prognóstico anterior para este ano”, comenta Barradas.

Mesmo assim, a produção de 277,1 milhões de toneladas em 2022 deverá ser 9,4% superior a de 2021, com 23,9 milhões de toneladas a mais. O aumento deve-se, principalmente, à maior produção de soja (2,5%), de milho (11,2% na primeira safra e 29,4% na segunda), de algodão herbáceo em caroço (4,6%), de sorgo (11,4%) e de feijão (10,8% na primeira safra e 4,6% na segunda).

O volume de produção da soja foi estimado em um novo recorde, de 138,3 milhões de toneladas, devendo representar mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2022. Já a estimativa para a produção de milho é de 108,9 milhões de toneladas, sendo aguardada uma colheita recorde, com a recuperação das lavouras após a grande queda na produção em 2021 por conta do atraso no plantio da 2ªsafra e da falta de chuvas nas principais unidades produtoras.

Por outro lado foram estimados declínios na produção do arroz (-4,9%), do feijão 3ª safra (-0,9%) e do trigo (-7,4%) toneladas. “Apesar da queda, essa produção de arroz deve ser suficiente para abastecer o mercado interno brasileiro”, ressalta Barradas.

Safra de 2021 foi a menor que a de 2020

A estimativa final para a safra de 2021 totalizou 253,2 milhões de toneladas, sendo 0,4% (900,0 mil toneladas) menor que a obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas). Comparada à estimativa anterior, houve alta de 420,6 mil toneladas (0,2%). Arroz, milho e soja responderam por 92,6% da produção e 87,3% da área colhida.

O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,2%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,9%), Paraná (13,1%), Goiás (10,0%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 79,7% do total nacional.

A estimativa da produção apresentou variação anual positiva em três regiões: Sul (5,2%), Nordeste (1,9%) e Norte (11,8%). Já Centro-Oeste (-4,3%) e Sudeste (-4,6%) tiveram queda. O Centro-Oeste produziu 116,5 milhões de toneladas (46,1% do total do país); o Sul, 76,9 milhões de toneladas (30,4%); o Sudeste, 24,6 milhões de toneladas (9,9%); o Nordeste, 23,0 milhões de toneladas (9,1%) e o Norte, 12,3 milhões de toneladas (4,5%).

Sobre o LSPA

Implantado em novembro de 1972 com o propósito de atender às demandas de usuários por informações estatísticas conjunturais mensais, o LSPA fornece estimativas de área plantada, área colhida, quantidade produzida e rendimento médio de produtos selecionados com base em critérios de importância econômica e social para o país. Ele permite não só o acompanhamento de cada cultura investigada, desde a fase de intenção de plantio até o final da colheita, no ano civil de referência, como também o prognóstico da safra do ano seguinte, para o qual é realizado o levantamento nos meses de outubro, novembro e dezembro.

IBGE: inflação oficial fecha 2021 com alta de 10,06%

com informações da Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, apresentou alta de 0,73% em dezembro, acumulando aumento de 10,06% em 2021.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando o IPCA foi de 10,67%.

Com isso, a inflação oficial ficou muito acima da meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano de 2021, cujo teto era 5,25%.

De acordo com o IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelo grupo transportes, que variou 21,03% no acumulado do ano. Em seguida vieram habitação, com alta de 13,05%, e alimentação e bebidas, que aumentou 7,94% em 2021.