Seis dicas para conseguir o desempenho máximo do seu maquinário agrícola durante o plantio

As tecnologias agregadas aos equipamentos de hoje, se bem usadas, garantem alta produtividade, mesmo ante às adversidades naturais do campo

A safra brasileira de grãos em 2021/2022 deve alcançar a marca de 271,8 milhões de toneladas, um aumento de 6,4% em comparação ao ciclo anterior, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas os produtores não têm tempo de comemorar esses bons números e já precisam planejar o plantio para a próxima safra. Os meses de outubro e novembro, na grande maioria das regiões brasileiras, abrigam a época de plantio para culturas de grande importância econômica ao nosso agro: milho, soja, feijão, arroz, e fora dos grãos, a cana-de-açúcar.

O início da plantação depende do clima típico de cada região e também de fenômenos meteorológicos que variam a cada ano, como por exemplo, o La Niña, que deve afetar lavouras no Brasil até o fim do ano. Para contornar todas essas adversidades, os produtores utilizam a tecnologia agregada aos maquinários agrícolas para garantir alta produtividade. Entretanto, o problema é que o mau uso, a falta de orientação técnica e alguns descuidos com a manutenção, fazem com que essas máquinas não entreguem 100% do que poderiam.

À convite da nossa reportagem, o gerente corporativo de agricultura de precisão da Pivot Máquinas Agrícolas e Sistemas Irrigação, José Henrique Castro Gross, traz seis dicas sobre o uso do maquinário agrícola durante o plantio. O grupo goiano, que possui lojas em Goiás, Minas Gerais, Bahia e Tocantins, é representante oficial no Brasil da Case IH, líder mundial em maquinário agrícola.

1 – Regulagem correta – Um erro bastante comum cometido ao se usar o maquinário nessa época de plantio é a falta de ajuste das passadas nas plantadeiras para grãos. A regulagem correta da plantadeira evita problemas como baixa germinação, falhas no estande, entre outros erros que prejudicam o desenvolvimento e a produtividade da safra. A dica do consultor é sempre seguir rigorosamente o que prevê o manual do maquinário e a medida que for fazer o plantio em outra área e de outro tipo de semente, conferir a regulagem correta.

2 – Equipamentos com tamanhos diferentes – Outra dificuldade comum, segundo o José Henrique, é saber como colocar dois equipamentos de plantio com tamanhos diferentes para trabalhar na mesma área. O especialista da Pivot explica que se não houver a devida orientação técnica do fornecedor do equipamento, o problema pode trazer perda de área plantada e competição de plantas.

3 – Capacitação – Tenha o máximo de pessoas treinadas para operar as máquinas. Essa é outra dica dada por José Henrique, que também orienta o agendamento desse treinamento com a concessionária fornecedora, de preferência, um mês antes do início das operações de plantio. “É preciso capacitar todos os funcionários que ficam à frente do plantio, tanto operadores como coordenadores”, ressalta.

4 – Analise o solo antes – Para uma área que está sendo usada pela primeira vez para plantio ou após muito tempo sem uso, a orientação de José Henrique é buscar os serviços de um especialista para a emissão de um relatório sobre o solo. Segundo ele, um solo argiloso ou arenoso, por exemplo, pode influenciar na profundidade do plantio.  “Esse relatório técnico do solo é bastante importante para que o cliente tome decisões mais assertivas em relação a área, lembrando que quem vai definir onde melhorar a área será o cliente. Nós consultores de maquinário e o agrônomo iremos ajudá-lo a entender as informações geradas para que ele tome a decisão final”, explica.

5 – Cuidado ao mudar a cultura – Quando o produtor resolve mudar de cultura, o especialista da Pivot dá outra dica importante em relação ao uso do maquinário no período de plantio. “Nesse caso, é importante ficar atento ao tipo de disco de semente utilizado e demais ajustes de vácuo e distribuição da semente no solo”, pontua.

6 – Manutenção em dia – Outra dica é para o momento de arar e adubar o solo. Nesse caso, a orientação é ficar atento ao estado dos discos e ajustes em relação ao trator, para poder evitar desgastes prematuros. Para isso, o especialista da Pivot explica que é fundamental estar com o calendário de manutenção do maquinário em dia. Ele ainda completa: “é preciso ficar atento à mecanização dos equipamentos, utilizar mapas tanto de taxa variável no momento da incorporação de solo para melhorar os nutrientes do solo”.

Foto: Divulgação

Com importação de 550 mil toneladas de café por ano, porto de Antuépia-Bruges reforça papel estratégico para os cafeicultores brasileiros

Para os produtores de cafés brasileiros, que pretendem exportar os produtos para o mercado internacional, a fusão dos portos de Antuérpia e Zeebrugge, realizada no primeiro semestre deste ano, reforçou ainda mais o papel estratégico da entrada do produto na Europa. O Antuérpia-Bruges, na Bélgica, é o maior porto importador do continente, com volume de 550 mil toneladas de café por ano e 800 mil metros quadrados de armazém.

“Vale destacar que os armazéns de cafés são todos alfandegários, então os produtores podem agendar o estoque de café, o que significa que eles não têm uma obrigatoriedade de iniciar o processo de importação. Isso funciona como uma zona franca virtual, ou seja, o produtor não paga imposto, até nacionalizar. Então, pode comprar um container e ir nacionalizando aos poucos conforme as vendas vão acontecendo”, Matheus Dolecki. representante da América Latina e Relações Internacionais do Porto da Antuérpia.

Entre as vantagens que a fusão possibilita é a fácil disseminação dos produtos para o mercado europeu, o maior consumidor de cafés do mundo, responsável por 1/3 do consumo mundial, tendo como principais destinos Alemanha, Itália e Bélgica. O Antuérpia-Bruges possui conectividade marítima com mais de mil portos, além de estar localizado estrategicamente no entroncamento das principais rodovias para difusão do produto pelos países europeus, da proximidade com aeroporto e malha ferroviária. Trata-se também de um porto de containers, por isso, a tradição na exportação de café.

“Nosso objetivo é colocar os produtores de café em contato com as empresas de logística que operam no nosso porto. É importante que eles façam chegar seus produtos no mercado internacional, através de uma cadeia logística eficiente”, acrescenta Dolecki.

Segundo Henrique Rabelo, consultor do porto Antuérpia-Bruges, a fusão de dois portos foi motivada pelas infraestruturas complementares que podem facilitar também a transição energética na Bélgica. O país tem a intenção de se tornar um hub de energia verde.

Foto: Divulgação / Porto de Antuérpia-Bruges

“Representamos a empresa que faz a gestão do porto e desenvolve a atividade reguladora e disciplinar, opera o porto, além de ser a proprietária do espaço permitindo a instalação de armazéns, permitindo não apenas que os negócios aconteçam, mas que a comunidade prospere”, ressalta Rabelo. Vale destacar que o porto funciona por meio de concessões privadas. As licenças são administradas pela autoridade portuária.

A importância estratégica do porto para as exportações brasileiras de café foi tema da palestra Porto de Antuérpia-Bruges: porto de entrada e distribuição dos cafés brasileiros na Europa, a primeira apresentação da 10ª edição da Semana Internacional do Café, nesta quarta-feira (16/11). A palestra ainda destacou que o Brasil exportou, apenas em 2020, 933 mil toneladas de café para a União Europeia, o equivalente a 32% do total do produto consumido no continente.

Considerado o principal evento da cafeicultura nacional e um dos mais importantes do mundo, a SIC acontece entre os dias 16 e 18 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Mais informações sobre a programação e o credenciamento estão no site https://semanainternacionaldocafe.com.br/.

Sobre a SIC

A Semana Internacional do Café (SIC) é uma iniciativa do Sistema FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária / MG), da Café Editora, do Sebrae e do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa/MG).

Realizada desde 2013 em Belo Horizonte, a SIC tem como foco o desenvolvimento do mercado brasileiro e a divulgação da qualidade dos cafés nacionais para o consumidor interno e países compradores, além de potencializar o resultado econômico e social do setor. Em 2020, primeiro ano da pandemia, a SIC 100% digital foi um grande sucesso. Teve 25 mil acessos, de 58 países e mais de 70 horas de conteúdo e 176 palestrantes com grande relevância no mercado nacional e internacional.

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A edição de 10 anos tem patrocínios master das marcas Nescafé e Nespresso e do Sistema Ocemg; diamante, da 3 Corações; prata, da Sicoob; e bronze, da Melitta e da Syngenta.

Serviço: Semana Internacional do Café 2022

De 16 a 18 de novembro, no Expominas (MG)

Av. Amazonas, 6.200, Belo Horizonte.

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Conab estima safra de grãos em 313 milhões de toneladas: aumento da área plantada da soja deve impulsionar a produção

com informações da Agência Brasil

A safra de grãos 2022/2023 deve chegar a uma produção de 313 milhões de toneladas, um aumento de 15,5% em relação ao resultado obtido no último ciclo, o que representa quase 42 milhões de toneladas a mais. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o crescimento reflete uma estimativa de elevação na área plantada da soja.

No geral, a área semeada no país deverá chegar a 76,8 milhões de hectares, ante aos 74,5 milhões de hectares cultivados em 2021/2022, como mostra o 2º Levantamento de Grãos da Safra 2022/23, divulgado hoje pela Conab.

De acordo com o órgão, o aumento na área plantada é explicado, entre outros fatores, pelo avanço da agricultura em áreas de pastagens degradadas, ou ainda da opção dos produtores pela soja em detrimento a outras culturas devido a melhor rentabilidade. A projeção é que cerca de 43,2 milhões de hectares em todo país sejam destinados para a semeadura da soja.

Com uma produtividade esperada em 3.551 quilos por hectare, a estimativa é que a produção fique em torno de 153,5 milhões de toneladas. O plantio da safra 2022/2023 da oleaginosa alcança 57,5% da área prevista após um início lento por conta de chuvas localizadas em alguns estados.

Para o milho, a expectativa da Conab é que a produção total seja de 126,4 milhões de toneladas. Na primeira safra do cereal há redução de 3,1% na área a ser cultivada, atribuída à elevação dos custos de produção e à alta pressão da ocorrência de cigarrinha, uma praga que afeta as lavouras.

A Conab também prevê uma redução de área para o arroz e o feijão. No caso do arroz, a maior queda se dá em área de plantio sequeiro, que não necessita de irrigação constante. Com uma área estimada em 1,5 milhão de hectares e uma produtividade média de 7.012 kg por hectare, a safra do cereal está estimada em 10,6 milhões de toneladas. Já para o feijão, a diminuição deve chegar a 2,7% na área total prevista a ser semeada, somando todos os ciclos da cultura. Ainda assim, a produção total da leguminosa no país é estimada em 2,9 milhões de toneladas.

Trigo

Entre as culturas de inverno, a Conab destaca a previsão de safra recorde de trigo. A expectativa é que os agricultores colham 9,5 milhões de toneladas do grão nesta safra, valor 23,7% maior que o ciclo anterior. Segundo o órgão, o bom resultado deverá ser obtido mesmo com a redução de produtividade das lavouras no Paraná, prejudicadas por excesso de umidade, registrado ao longo de setembro e outubro deste ano, o que tende também a diminuir a qualidade do produto colhido.

“A situação adversa no estado paranaense foi compensada pelas condições climáticas favoráveis no Rio Grande do Sul, com rendimentos obtidos acima de 55 sacas por hectare e boa qualidade do grão colhido”, explicou a Conab.

Consumo e estoques

Neste levantamento, a Conab prevê uma queda do consumo nacional de arroz em relação ao volume divulgado no levantamento anterior, saindo de 10,8 milhões de toneladas para 10,6 milhões de toneladas na safra 2022/23. “Isso ocorre em razão da perspectiva de recuperação econômica, dado o fato de o arroz possuir uma elasticidade-renda negativa”, diz a Conab.

Além disso, diante de um cenário de menor disponibilidade do grão e tendência de melhores preços internos, as estimativas de exportação também diminuíram em relação ao primeiro levantamento, sendo estimadas em 1,3 milhão de toneladas. Com isso, a perspectiva é de leve retração do estoque de passagem (entre safras), para 2 milhões de toneladas ao final de 2023.

Para o trigo, a expectativa é de encerramento da safra com estoque de passagem de 1,3 milhão de toneladas, estimativa 11,58% maior que a de outubro.

No caso do milho colhido na safra 2021/22 ainda em comercialização, os dados de suprimento e consumo continuaram estáveis em relação ao levantamento anterior. Por outro lado, os estoques de passagem foram ajustados para 7,6 milhões de toneladas, dado o aumento nas estimativas de exportação para 38,5 milhões de toneladas e o aumento das importações para 2,5 milhões de toneladas.

Já sobre a produção de 2022/23, a perspectiva é de aumento em torno de 6,2% no consumo interno e projeção de continuidade de demanda externa aquecida pelo cereal, o que, em conjunto com uma maior produção brasileira, tende a resultar numa elevação de 16,9% nos embarques, com uma previsão de exportação em 45 milhões de toneladas.

Para a safra 2022/23 de soja, não houve alterações significativas em relação ao estimado no mês anterior. Em razão do aumento de área e produção, as estimativas de perdas e sementes aumentaram 27 mil toneladas (0,7%) e as expectativas de exportações foram atualizadas para 96,4 milhões de toneladas. Houve, entretanto, redução dos estoques finais para a safra 2022/23 em consequência dos menores estoques esperados para a safra 2021/22.

As estimativas do algodão também permaneceram estáveis nesse segundo levantamento. O destaque é a elevação de 3,73% dos estoques finais, em virtude da perspectiva de elevação da produção.

Foto: CNA / Wenderson Araújo / Trilux

Brasil ampliou em 3% sua capacidade de armazenagem agrícola

com informações da Agência Brasil

A capacidade de armazenagem agrícola no país chegou a 188,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2022, um crescimento de 3% em relação ao segundo semestre de 2021. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o número de estabelecimentos que armazenam produtos agrícolas cresceu 2,2% do segundo semestre de 2021 para o primeiro semestre deste ano, totalizando 8.378. Os dados de Mato Grosso não foram coletados devido a dificuldades operacionais, mas a capacidade do estado foi estimada com base nas informações fornecidas no primeiro semestre do ano passado.

Os silos predominam no país, com capacidade útil de 96,1 milhões de toneladas, seguidos pelos armazéns graneleiros, com 70 milhões de toneladas, e armazéns convencionais, estruturais e infláveis, 22,6 milhões de toneladas.

Entre os estados, o Rio Grande do Sul tem o maior número de estabelecimentos (2.183), enquanto o Mato Grosso tem a maior capacidade de estocagem (46,9 milhões de toneladas).

O total de produtos estocados no fim do primeiro semestre chegou a 65,5 milhões de toneladas, uma alta de 10,5% em relação ao armazenado no fim do primeiro semestre de 2021, de 59,2 milhões de toneladas. Em relação aos cinco principais produtos agrícolas estocados nas unidades armazenadoras, que representam 95,8% do total, os maiores volumes são a soja (35,3 milhões de toneladas), milho (19,3 milhões), arroz (5,1 milhões), trigo (2,3 milhões) e café (800 mil).

Foto: Claudio Neves / Portos do Paraná

Safra de trigo bate recorde e cresce 199,5% nos últimos anos

O trigo tem sido a grande aposta nacional. Com o avanço das tecnologias de plantio e o mercado mundial em alta, o mapa da produção vem se transformando. Segundo a Companhia Naci, a safra plantada do último inverno já está com 30,6% da colheita realizada, podendo chegar a 9,3 milhões de toneladas, cerca de 20% superior à última safra.

De 2017 a 2022, a safra cresceu 199,5% em volume e 58,2% em área plantada. De acordo com o especialista Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, uma das maiores empresas de fertilizantes do Brasil, “a alta se deve às novas tecnologias de manejo, juntamente à participação dos fertilizantes especiais (solo, folha e tratamento de sementes), assim garantindo o aumento do teto produtivo das culturas voltado ao abastecimento do consumo interno”.

Segundo a consultoria COGO Inteligência em Agronegócio, a área plantada deve ser a maior desde o começo do Mercosul, em 1990, quando atingiu 3,3 milhões de hectares. O preço do cereal no mercado nacional e internacional acima de US$8 por bushel animou os produtores e impulsionou esse crescimento.

“Se mantivermos o ritmo de investimentos e aprimoramento de técnicas agrícolas com desenvolvimento tecnológico, novos recordes de safra serão batidos. Isso consolida a posição de destaque do Brasil no mercado global de produção de alimentos e segurança alimentar”, conclui Sodré.

OCDE: Brasil envia memorando inicial de adesão

com informações da Agência Brasil

O processo de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) teve mais um passo concluído. O governo brasileiro encaminhou ao organismo internacional, que reúne as economias mais industrializadas do planeta, o memorando inicial, que servirá de base para avaliar o alinhamento do país aos compromissos do grupo.

Enviado por carta com data de 30 de setembro, o memorando foi detalhado em cerimônia no Palácio do Planalto. A entrega do documento estava prevista no roteiro de adesão do Brasil ao grupo, aprovado pela OCDE em junho.

Com 1.170 páginas, o memorando avalia o grau de alinhamento das legislações, das políticas e das práticas do país candidato aos padrões estabelecidos pela OCDE em 32 diferentes setores. Entre as áreas analisadas, estão comércio, investimento, economia digital, saúde, educação, meio ambiente, concorrência, turismo e energia nuclear.

O nível de cumprimento de cada uma das 230 normas da OCDE foi analisado, das quais 208 são indispensáveis para o ingresso na organização. Segundo o governo brasileiro, o país aderiu a 108 normas e está em processo de adesão a mais 45.

“O memorando inicial servirá de base para as futuras discussões técnicas do grupo de trabalho junto à organização. O Brasil busca aliar-se ao que há de mais moderno no mundo e aos países desenvolvidos”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Para o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, o Brasil tem a ganhar com a entrada na OCDE, processo que leva décadas. “O adensamento das relações com a OCDE, uma vez que culmine com o ingresso do Brasil na organização, vão ajudar-nos a lidar com os nossos gargalos e as nossas deficiências, o famoso custo-Brasil”, declarou.

Também presente à solenidade, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a adesão à OCDE ajudará o Brasil a consolidar-se como uma das principais economias do planeta. Segundo ele, o processo abre caminho para acesso a organismos internacionais importantes, como um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“O Brasil, depois do fim do processo de acesso, será o único país ao mesmo tempo na OCDE, no G20 [grupo das 20 maiores economias do planeta] e no Brics [grupo que reúne países emergentes]. Isso abre caminho para que o país, quem sabe, possa entrar no Conselho de Segurança das Nações Unidas [de forma permanente]”, acrescentou o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Processo – Em janeiro deste ano, o Brasil recebeu a carta-convite para dar início ao processo de acessão à OCDE. Além do Brasil, a organização fez o convite a cinco países: Argentina, Peru, Romênia, Bulgária e Croácia.

O país apresentou um plano de adesão, que foi aprovado pela OCDE em junho. O cronograma previa a entrega do memorando antes do fim do ano. O trabalho de análise do alinhamento do Brasil às normas da OCDE envolveu 972 técnicos do governo federal de 26 ministérios.

Sem prazo definido, o processo de adesão à OCDE acabará quando, concluídas as revisões técnicas e outras discussões, o Conselho do órgão decidir estender o convite formal ao Brasil para aceder à organização. Segundo o governo, a convergência aos padrões da OCDE é parte de ampla estratégia de fortalecimento da inserção do Brasil no exterior.

Inovação e tradição ajudam a obter bons resultados na produção

De acordo com a mais recente Pesquisa Agrícola Municipal divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a área plantada em Mato Grosso do Sul cresceu 7,5%, equivalente a 6,4 milhões de hectares no último ano. O valor da produção agrícola do estado chegou a R$ 44 bilhões, o montante representa aumento de 60,7%. O avanço foi impulsionado pela soja, que atingiu colheita recorde de 12,23 mi/ton e teve aumento de 110% no valor da produção, se comparado a 2020 (R$ 14,30 bi).

Esse avanço se dá graças ao trabalho de agricultores como o experiente João Puliezes Merlo. O produtor de 69 anos, cultiva soja e milho em dois mil hectares, entre área própria e arrendada. Além disso, realiza a criação de aproximadamente 600 cabeças na fazenda, localizada no município de Douradina, cerca de 40 km de Dourados/MS.

Nascido e criado na fazenda, o produtor atualmente se dedica a gerência da fazenda auxiliando os filhos em um processo de sucessão, e para isso, está sempre de olho nas novas tecnologias acompanhando as novidades do mercado. “Hoje as ferramentas tecnológicas são muito importantes, por isso buscamos sempre maquinários modernos, melhores plantadeiras, e também produtos que nos ajudem a ser mais eficientes e ter mais resultados”, diz.

Para otimizar sua produção, Merlo, planta braquiária consorciada com o milho safrinha. Com a estratégia ele otimiza o tempo, pois quando o cereal é colhido, o pasto já está quase pronto para receber o gado. “Com essa estratégia além de ganharmos tempo, melhoramos a qualidade do solo utilizando a rotação com a pecuária. “Quando voltamos com a soja, o solo está muito mais preparado”, reforça Merlo.

Outro grande segredo do produtor é que ele está sempre de olho nas inovações, porém não dispensa a tradição quando o assunto é qualidade. Ele utiliza há 10 anos a mesma semente de braquiária. A espécie  escolhida é a Ruziziensis, da Soesp. Essa semente tem a tecnologia Advanced, ou seja, um tratamento industrial para garantir sua blindagem, com a aplicação de dois fungicidas e um inseticida à superfície das sementes. O controle de qualidade da Soesp Advanced assegura um valor cultural (pureza e viabilidade) muito alto nas sementes de Brachiaria spp. e Panicum spp.

Esta característica indica maior confiabilidade no plantio, reduzindo as chances de perdas em campo. Essa excelente média ajuda a garantir a formação de uma pastagem homogênea, contribuindo para o aumento da produtividade do rebanho e otimizando a produção da fazenda como um todo.

O produtor teve conhecimento da tecnologia de sementes blindadas por meio da revenda Agro Jangada, que há mais de 12 anos atende Merlo. “Tive acesso às sementes Soesp Advanced por meio da Jangada, é um produto que entrega resultados, por isso já são 10 anos utilizando e garantindo pastos de qualidade e alto valor nutricional ao gado”, acrescenta.

Uma década de história

No último ano a tecnologia Advanced completou 10 anos, como marco desse momento, a Soesp acaba de lançar uma nova embalagem que está mais moderna, nas cores preto, prata e cinza. Também houve uma pequena mudança no logo do produto.

Segundo Felipe Parron, analista de marketing da Soesp, nas próximas semanas os produtores de todo o Brasil vão poder ver de perto a nova embalagem. “A Advanced desenvolvida pela Soesp revolucionou o plantio de forrageiras e hoje é referência no mercado. Para comemorar essa década de sucesso a embalagem recebeu esse update, se modernizou junto com o agro. O tratamento Soesp Advanced dentro dela continua sendo a melhor opção porque agiliza o plantio, é compatível com máquinas a lanço, em linha, aéreo e é perfeito para ILPF”, destaca.

A Soesp faz investimentos pesados em tecnologia que garantem a produtividade no campo que apenas as suas sementes podem proporcionar. A empresa conta com pontos de vendas espalhados por todo o Brasil e em mais de 20 países. “O produtor pode contar com o suporte especializado de nossa equipe de engenheiros agrônomos e zootecnistas treinados para um atendimento técnico e personalizado. Seguimos trabalhando levando aos produtores inovação, dentro e fora da embalagem dos nossos produtos”, finaliza Parron.

Soesp – A Sementes Oeste Paulista está sediada em Presidente Prudente (SP) e há 36 anos atua no mercado oferecendo sementes de pastagem. Sua matriz conta com infraestrutura voltada à produção, beneficiamento, comercialização e desenvolvimento de novas tecnologias, tanto para pecuária como para agricultura de baixo carbono. A empresa desenvolveu a tecnologia Soesp Advanced, uma semente diferenciada no mercado, que traz diversos benefícios no plantio e estabelecimento do pasto, além de se adequar perfeitamente ao sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Carne moída: novas regras para produção, embalagem e armazenamento são aprovadas

Foi publicada a Portaria nº 664 que aprova o regulamento técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) da carne moída. A norma entra em vigor a partir de 1º de novembro para estabelecimentos e indústrias produtores de carne moída que sejam registrados junto ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) e ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA).

O novo regulamento busca assegurar a inocuidade, a segurança dos produtos e a transparência aos consumidores. “Trata-se de atualizações e melhorias diante da modernização dos processos produtivos e dos procedimentos industriais”, explica a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana.

Entre as novas regras, podemos citar:

– a carne moída deverá ser embalada imediatamente após a moagem

– cada pacote do produto deve ter peso máximo de 1 quilo

– não é permitida a obtenção de carne moída a partir de moagem de carnes oriundas da raspagem de ossos ou obtidas de quaisquer outros processos de separação mecânica dos ossos

– a carne obtida das massas musculares esqueléticas é ingrediente obrigatório na fabricação de carne moída

– a porcentagem máxima de gordura do produto deverá ser informada no painel principal, próximo à denominação de venda

– a matéria-prima para fabricação do produto deve ser exclusivamente carne, submetida a processamento prévio de resfriamento ou congelamento

– é proibida a utilização de carne industrial para a fabricação de carne moída e a obtenção de carne moída a partir de moagem de miúdos

– a carne moída resfriada deverá ser mantida entre 0°C e 4°C e a carne moída congelada à temperatura máxima de -12°C

– o produto não poderá sair do equipamento de moagem com temperatura superior a 7°C e deve ser submetido imediatamente ao resfriamento ou ao congelamento rápido

O regulamento da carne moída foi elaborado em conjunto com as associações do setor produtivo. Os estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento terão o prazo de um ano para adequarem-se às condições previstas na Portaria.

Novo recorde na produção de grãos: Conab prevê 312,4 milhões de toneladas na safra 2022/23

A produção brasileira de grãos pode atingir 312,4 milhões de toneladas na safra 2022/23. Se confirmado, o volume supera em 41,5 milhões de toneladas o recorde obtido na temporada recentemente finalizada, quando foram colhidos 270,9 milhões de toneladas. É o que aponta o 1º Levantamento da Safra de Grãos 2022/23 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o documento, a área destinada para o plantio apresenta um crescimento de 2,9% em relação ao ciclo 2021/22, sendo estimada em 76,6 milhões de hectares. “Vale ressaltar que no Brasil, considerando a sua vasta extensão territorial, há o cultivo de três safras em períodos distintos. Assim, para todas as culturas são utilizados, aproximadamente, 52,6 milhões de hectares”, reforça o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

Dentre os produtos, destaque para soja e milho que juntos devem registrar uma produção de 279,3 milhões de toneladas. No caso da soja, os agricultores brasileiros devem destinar uma área de 42,89 milhões de hectares, um crescimento de 3,4% se comparada com a safra passada. A semeadura do grão ocorre dentro da janela nos principais estados produtores e chega a 4,6% da área, com o maior índice registrado no Paraná (9%), seguido de Mato Grosso (8,9%) e de Mato Grosso do Sul (6%). Com o avanço da área, a estimativa da Conab para a produção da oleaginosa é de 152,4 milhões de toneladas.

Para o milho 1ª safra, é esperada uma redução de 1,5% na área a ser cultivada, devido à elevação dos custos bem como a uma migração para cultivos mais rentáveis. O plantio está avançado no Sul do país, onde as precipitações frequentes e bem distribuídas favorecem o seu desenvolvimento inicial, apesar das baixas temperaturas registradas que retardaram a emergência em algumas regiões. “Nos três estados do Sul, onde a semeadura já está avançada, os produtores estão atentos para possível incidência de ataques de cigarrinha, principalmente com o aumento das temperaturas nos próximos meses”, comenta a superintendente de Informações da Agropecuária da Companhia, Candice Romero Santos.

Mesmo com a menor área, é esperado que a colheita do cereal na primeira safra apresente um aumento de 14,6%, sendo estimada em 28,69 milhões de toneladas. O bom resultado se deve a expectativa de recuperação da produtividade no atual ciclo. Somando as três safras do cereal em toda a temporada 2022/23, a Conab estima uma produção de 126,9 milhões de toneladas.

Importantes produtos para o mercado interno, arroz e feijão também tendem a apresentar queda na área plantada. Ainda assim, a estimativa é de uma produção de arroz em 10,8 milhões de toneladas, enquanto a da leguminosa deve atingir 2,96 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento no país. “O feijão é uma cultura de ciclo curto, o que apresenta uma vantagem para o produtor que consegue adequar o seu plantio dentro de uma janela menor, sem ter que renunciar à produção de outros grãos ainda no mesmo ano-safra. Nesse cenário, o Brasil possui três épocas distintas de plantio, favorecendo assim uma oferta constante do produto ao longo do ano”, destaca o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen.

Para o algodão, a expectativa é que sejam destinados 1,63 milhão de hectares para o cultivo da fibra, crescimento de 1,9% da área semeada na safra 2022/23 quando comparada com a safra anterior, resultando em uma produção da pluma de 2,92 milhões de toneladas.

Para as culturas de inverno, as lavouras se encontram em fase de colheita ou estágio avançado de desenvolvimento. Principal produto semeado, o trigo já está colhido em 22,4% da área plantada no país. Com expectativa de um novo recorde, a Conab projeta a produção do cereal em 9,4 milhões de toneladas, volume 22% maior que na safra anterior.

Mercado

As primeiras projeções da Conab para a safra 2022/23 apontam incremento nos estoques finais de milho (20%), algodão (17%), feijão (31%) e soja (45%) comparados à safra 2021/22. No que se refere ao consumo interno, o levantamento aponta estabilidade no consumo de arroz e feijão, leve incremento na demanda por algodão (2%) e um aumento no consumo de milho e de soja, de 6,2% e 5% respectivamente.

Para o trigo, as estimativas da balança comercial foram ajustadas neste 1º levantamento, reduzindo as importações de 6,3 milhões para 6,1 milhões de toneladas e elevando as vendas externas de 200 mil toneladas para 2,7 milhões de toneladas. Com a consolidação dos dados, o país deve encerrar a safra em agosto de 2023 com estoque de passagem de 1,19 milhão de toneladas.

Para a soja, em 2023, destacam-se as estimativas de exportações do grão em 95,87 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 22,5% em relação ao projetado para 2022. “Este acréscimo é motivado por uma maior oferta brasileira do grão na safra 2022/23, aliado a uma elevação na demanda mundial e a uma previsão de redução das exportações dos Estados Unidos”, reforça o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira. Já para o óleo, a perspectiva é de diminuição das exportações (de 2,1 milhões de toneladas em 2022 para 1,8 milhão de toneladas em 2023), dada a expectativa de maior produção de biodiesel e de que a Argentina retorne com mais força ao mercado exportador de óleo de soja em 2023.

Situação semelhante ocorre com as estimativas de exportação do milho: com a projeção de uma maior produção e de uma demanda externa aquecida, a Conab estima que 45 milhões de toneladas sairão do país via portos, o que representa uma elevação de 21,6% das exportações do cereal em 2023.

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Clima favorável beneficia produção de café: após período de secas e geadas, colheita deve ser de 50,3 milhões de toneladas

A produção de café começa a dar sinais de recuperação após período de secas e geadas. Segundo o Rabobank, em agosto o Brasil exportou 2,8 milhões de sacas de café, 10% a mais que em julho. O clima favorável vem favorecendo a colheita.

Em setembro, a expectativa é que a taxa de produção por tonelada métrica de fertilizante tenha sido de 3,2 sacas por tonelada, aumento de 1,9% em relação ao mês anterior. De acordo com Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, uma das maiores empresas de fertilizantes do Brasil, “a alta se deve não apenas ao clima favorável, mas também à participação dos fertilizantes nas lavouras, enriquecendo e equilibrando o solo”.

Nesta safra, a ausência de chuvas prolongadas favoreceu a lavoura, gerando uma produtividade de floração na região da Alta Mogiana, em São Paulo, e no sul de Minas, afetando beneficamente a produção no país. Os produtores devem colher 50,3 milhões de toneladas, em comparação aos 47,7 milhões do ano anterior.

Para Leonardo, “se mantivermos o ritmo de investimentos, aprimoramento de técnicas agrícolas e desenvolvimento tecnológico, inclusive no manejo e controle de pragas e doenças e utilização de fertilizantes líquidos que entregam alta performance para a agronomia, novos recordes de safra serão batidos. Isso consolida a posição de destaque do Brasil no mercado global de produção de alimentos”.