A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2022 com um volume recorde de 263 milhões de toneladas. Caso a estimativa se confirme, a safra será 3,8% superior à registrada em 2021, de 253,2 milhões de toneladas. O dado é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A previsão de maio é 0,6% maior do que a estimada pela pesquisa de abril, de 261,5 milhões de toneladas.
A alta em relação a 2021 deve ser puxada principalmente pelas safras de milho, que devem fechar o ano em 112 milhões de toneladas, um crescimento de 27,6% na comparação com o ano anterior.
“A colheita da segunda safra está começando agora e as condições climáticas são boas, especialmente em Mato Grosso e Paraná, que são os principais produtores desse grão”, informou o pesquisador do IBGE Carlos Alfredo Guedes.
O trigo é outra lavoura que deve ter aumento na produção este ano, com uma alta de 13,6% na comparação com o ano passado. Segundo Guedes, o aumento esperado tem relação com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Os dois países são grandes exportadores do produto.
“Isso fez os produtores brasileiros expandirem as áreas de plantio. Se tiver uma boa condição climática, a produção deve ser recorde em 2022”, explica.
A área colhida do produto deve crescer 2,1% no ano, enquanto o rendimento médio de produção por hectare deve ter aumento de 11,3%.
Mesmo assim, o pesquisador acredita que o Brasil ainda precisará importar o produto, uma vez que a produção nacional de trigo deverá ficar em 8,9 milhões de toneladas, abaixo da demanda interna de 12 milhões.
Outras lavouras importantes com previsão de alta na produção são o feijão (15%), algodão herbáceo (15,2%), aveia (8,2%) e sorgo (19,2%).
Já a principal lavoura do país, a soja, que está com sua colheita praticamente finalizada, deve fechar 2022 com uma produção de 118,6 milhões, 12,1% abaixo do ano anterior. O arroz também deve ter queda no ano, de 8,6%.
Outras lavouras
Além dos cereais, leguminosas e oleaginosas, o IBGE também faz estimativas para outras safras importantes para o país, como o café, que deve crescer 7,8%, e a cana-de-açúcar, que deve ter alta de 19,2%. São esperados aumentos ainda para as safras de banana (1,6%) e laranja (2,3%).
Devem ter quedas as produções de batata-inglesa (5,1%), mandioca (2,3%), tomate (7,9%) e uva (11,8%).
A safra de grãos brasileira 2021/2022 deve alcançar 271,3 milhões de toneladas, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa, que faz parte do 9º levantamento da safra divulgado pela empresa, aponta ainda um ganho de 15,8 milhões de toneladas na comparação com a safra de 2020/2021.
Segundo a Conab, esse aumento na produção é explicado por um melhor desempenho do milho que apresentou crescimento de 32,3%, mesmo com as perdas causadas pelo comportamento climático e o baixo índice pluviométrico na Região Centro-Sul.
“O comportamento climático e o baixo índice pluviométrico, sobretudo na Região Centro-Sul, causaram perdas significativas nas culturas de milho e de soja, como já estamos anunciando há muito tempo. Inicialmente prevíamos uma produção total de uma safra de 288,6 milhões de toneladas e em função desse fator climático hoje temos uma redução, mas comparando a safra 2020/2021, tivemos um aumento de 6,2%, ou seja de 15,8 milhões de toneladas”, disse o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, durante a apresentação do levantamento.
De acordo com a Conab, a área plantada, na atual safra, é estimada em 73,7 milhões de hectares, crescimento de 5,7% se comparada à safra 2020/21. Os maiores incrementos são observados na soja, 4,6%, ou 1,8 milhão de hectares e, no milho, 8,6% ou 1,7 milhão de hectares.
O levantamento mostra ainda que, no final de maio, as culturas de primeira safra estavam com a colheita praticamente finalizada, as de segunda safra em fase inicial de colheita e as de terceira safra, juntamente com as culturas de inverno, em fase de semeadura.
Na avaliação de Ribeiro, o resultado final vai depender do clima nos próximos meses. “O resultado final do volume desta safra ainda depende do comportamento climático, fator preponderante para o desenvolvimento das culturas”, disse Ribeiro.
A Conab informou que, para o milho, é esperada uma produção total de 115,2 milhões de toneladas, elevação de 32,3% em comparação com a safra 2020/21. O levantamento mostra que a primeira safra já está em fase final de colheita e a segunda safra, em fase inicial. Já a terceira safra teve o plantio finalizado na segunda quinzena de abril.
Em relação ao arroz, a produção será menor que a da safra passada. A queda estimada é de 9,9%. Com isso a safra deve ficar em 10,6 milhões de toneladas, das quais 9,8 milhões são de cultivo irrigado e 0,8 milhões com o plantio sequeiro.
“As condições climáticas de maio foram favoráveis para a conclusão da colheita na maioria dos estados, mas houve um excesso de chuvas no Nordeste, que tem prejudicado o avanço da colheita”, diz o levantamento.
A soja também terá uma queda na produção, disse a Conab. A produção estimada é 10,1% menor em relação à safra anterior e deve ficar em 124,3 milhões.
Já as safras de feijão e de algodão terão aumento em relação à safra anterior. Na de feijão, a Conab estima um aumento de 6,6% em relação à safra anterior, com a produção ficando em 3,1 milhões de toneladas.
A safra de algodão deve ter um crescimento de 19,3%, favorecida, em parte, pelas condições climáticas e pelo aumento na área plantada. A estimativa é que a safra seja de 2,82 milhões de toneladas de pluma. A colheita foi iniciada em maio e ganhará escala em junho.
Já as culturas de inverno, como aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale estão em fase de plantio, mas ainda apresentam uma plantação incipiente e devem somar pouco mais de 10 milhões de toneladas, das quais 8,4 milhões de toneladas para o trigo e 1,2 milhão para a aveia.
O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. O dado foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, o PIB totalizou R$ 2,2 trilhões, em valores correntes, no primeiro trimestre do ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, a economia do país cresceu 1,7%. Os dados também mostram um crescimento de 4,7% no acumulado de 12 meses.
Setores
O setor de serviços impulsionou o crescimento do primeiro trimestre deste ano, na comparação com o quarto trimestre de 2021. O setor cresceu 1%. A indústria teve variação de 0,1%. A agropecuária recuou 0,9% no período.
Sob a ótica da demanda, a alta do PIB no período foi puxada pelo consumo das famílias, que subiu 0,7%. O consumo do governo variou 0,7%, enquanto que a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, caiu 3,5%.
No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 5%, enquanto as importações caíram 4,6%.
O Brasil é um dos países que possui a cerveja mais barata do mundo. De um total de 195 países, o Brasil está entre os 10 primeiros no ranking mundial.
É o que revela um estudo divulgado pela plataforma de desconto Cupom Válido com dados da Numbeo e Statista sobre o custo médio da cerveja nas capitais dos países. No estudo, foi utilizado o dólar como moeda para a comparação do poder de paridade de compra entre os diferentes países.
O custo médio da cerveja no Brasil foi de U$1,38. Isso representa um valor 66% menor que a média mundial, com um custo de U$4,06 para uma cerveja de 500 ml.
No país, meio litro de cerveja custa U$1,38, enquanto em Dubai custa quase 10 vezes mais (Foto: Unsplash)
As cervejas mais caras e mais baratas
A região do Oriente Médio e da Escandinávia estão no topo do ranking com as cervejas mais caras do mundo. O país que fica em primeiro colocado é o Emirados Árabes Unidos. Aqui, é preciso desembolsar nada menos que U$10,89 por uma única cerveja de 500ml.
Do outro lado do ranking, temos a Etiópia, que possui a cerveja mais barata do mundo – apenas U$0,75. A Zâmbia e Vietnã ficam em segundo e terceira posição, com U$0,87 e U$0,88, respectivamente.
Ao levar em consideração os países da América Latina, somente a Colômbia possui a cerveja mais barata que o Brasil, com o custo médio de U$1,06.
Brasil é o 3º país que mais consome cerveja no mundo
Com 7% do consumo mundial, o Brasil é o terceiro país que mais consome cerveja no mundo. O país só fica atrás da China e Estados Unidos, com 27% e 13%, respectivamente.
A Skol é a cerveja mais vendida no Brasil, seguida pela Brahma e Antarctica. A Schin e Itaipava, ficam em quarto e quinto lugar.
Ao levar em consideração os fatores para a decisão de compra da uma cerveja pelos brasileiros, o sabor fica em primeiro lugar, seguido do preço, e por fim o tipo da cerveja.
No Brasil, a grande maioria tem preferência em consumir cerveja com embalagem de garrafa (47%), enquanto 39% têm preferência por lata.
No cenário mundial, a Snow é a cerveja mais vendida no mundo, junto com a Tsingtao em segundo lugar (ambas da China). A Bud Light e Budweiser, ambas dos Estados Unidos, ficam em terceiro e quarto lugar. Na quinta posição fica a Skol, do Brasil.
O trabalho no campo é multitarefa. Além das responsabilidades agrícolas, o produtor rural também precisa cuidar da casa onde mora com a família e, entre outras funções, da compra dos insumos para o plantio. Embora esta última ação ainda ocorra presencialmente, com o deslocamento do produtor rural até uma agropecuária – ou várias, no caso de pesquisa de preço – ou quando ele recebe a visita de técnicos agrícolas, a tecnologia vem encurtando distâncias.
Comprar produtos sem sair de casa, por exemplo, não é mais cena de filme futurista ou apenas algo exclusivo de itens básicos do delivery. Na plataforma da Insumo Agrícola, agrotech que coloca agricultores em contato direto com fornecedores, é possível fazer, de graça, uma lista de compras em menos de cinco minutos. Bastam alguns cliques para que o produtor solicite seu pedido para a compra de fertilizantes, defensivos e sementes, itens disponíveis na agrotech.
“À medida que o pai, dono da fazenda, vai passando a gestão para o filho, que é mais moderno, talvez já com algum curso universitário, essa tecnologia vai entrando cada vez mais na rotina da fazenda. Há também os produtores que já vêm utilizando o sistema, por entenderem que é vantajoso”, comenta Luca Olsen, CFO da Insumo Agrícola. O uso da solução aumenta a chance de bons negócios para os produtores, já que permite a comparação de preços, negociação direta com o fornecedor e o recebimento de diversos orçamentos.
“É muito mais simples do que ir de loja em loja, buscando o melhor preço, item por item. Pela plataforma, o produtor tem a chance de [encontrar] diferentes fornecedores de todo o Brasil que poderão entregar [o produto] para ele”, explica Olsen. A lista de compras está disponível no site da Insumo Agrícola, de fácil navegação no computador, notebook e celular. O produtor pode inserir a forma/prazo de pagamento e urgência da resposta da cotação. Também, pode descrever as características do produto, fazer observações em aba específica para isso. Basta preencher alguns dados pessoais para receber as devolutivas e pronto: tudo isso em menos de cinco minutos. “A grande vantagem é que ele pode fazer vários pedidos e receber orçamentos de diferentes fornecedores, pode comparar preços e escolher a melhor opção”. O produtor consegue receber os produtos na porteira de sua fazenda ou pode retirar a compra no galpão do fabricante.
O agronegócio brasileiro movimenta aproximadamente R$ 1 trilhão ao ano, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A solução de pedido de compra é simples e ao mesmo tempo é inovadora, já que faz com que as famílias que gerem as propriedades abram a mente, o coração e a porteira, para novas experiências. “A ideia é otimizar o tempo e ajudar na gestão”, diz o CFO.
A AgroBrasília 2022 terminou no último dia 21 de maio, após cinco dias de programação e negócios. Nesse período, foram registrados R$ 4,6 bilhões em negócios. Participaram da Feira cerca de 520 expositores e passaram pelo Parque Tecnológico Ivaldo Cenci aproximadamente 135 mil pessoas.
Sementes e outros insumos, máquinas, implementos, veículos, genética vegetal e animal, soluções de geração de energia foram alguns dos atrativos disponíveis na Feira, para produtores de todos os portes e segmentos. O potencial das sementes, por exemplo, pôde ser verificado nos plots das empresas de tecnologia vegetal no Parque e por meio dos resultados da Competição de Cultivares de Soja e Milho, divulgados no primeiro dia da AgroBrasília.
Produtores também foram apresentados, por exemplo, a serviços especializados de busca de eficiência energética nas propriedades por meio da instalação de usinas de energia fotovoltaica. As máquinas, tão necessárias ao plantio, foram outro destaque, com muitas novidades de plantadeiras, colheitadeiras, escavadeiras, entre outras, além dos implementos, que tornam o uso das máquinas mais completo.
Além disso, instrumentos da agricultura digital e da agricultura de precisão se sobressaíram – uma das ferramentas desse agro 4.0, o drone, e suas aplicações, foram apresentados em vários momentos da Feira. Havia ainda alternativas para o período de pós-colheita, nas áreas de armazenagem, beneficiamento e movimentação de granéis, e para a gestão da propriedade rural.
A agenda ambiental ditou outros setores da AgroBrasília – foram apresentados bioinsumos; técnicas sustentáveis, a exemplo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – com atividades no campo demonstrativo de cinco hectares no Parque Ivaldo Cenci –, além de todas as tecnologias que racionalizam o uso de insumos, entre eles os defensivos agrícolas.
Agricultores familiares e pequenos agricultores tiveram seu espaço garantido, com muito conteúdo técnico e novidades disponíveis em diversas áreas da Feira, especialmente nos espaços da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF).
A programação técnica também teve vários destaques – fóruns e painéis sobre bioinsumos, uso e conservação do solo, produção de uvas e vinhos no Cerrado, atuação das mulheres no agronegócio, por exemplo, foram bastante prestigiados.
“Finalizamos a AgroBrasília com uma certeza: definitivamente, ela está entre as mais importantes do agro brasileiro. As avaliações de expositores e público, em geral, foram altamente positivas. Ela encanta a todos pelo grande porte, pela excelente organização e tratamento diferenciado a expositores e público em geral, e pela diversidade de tecnologias agropecuárias, pois é o espelho da pujante região do Planalto Central”, declara Ronaldo Triacca, presidente da AgroBrasília.
E a AgroBrasília 2023 já tem data marcada e vai ocorrer no período de 22 a 26 de maio, de segunda a sexta-feira.
Inovação
No último dia da Feira, foram escolhidos e anunciados os vencedores do INOVAAGROBRASÍLIA, o primeiro desafio de soluções tecnológicas – que podem ser produtos, processos ou serviços – voltadas ao Controle Biológico, uma ferramenta importante no manejo fitossanitário das lavouras.
O desafio nacional teve como público-alvo empresários, acadêmicos e pessoas empreendedoras com ideias inovadoras. Um dos objetivos foi trazer para o campo as tecnologias desenvolvidas nesse ecossistema de inovação, como alternativas de manejo fitossanitário das lavouras.
Foram vencedores os seguintes projetos: em 1º lugar ficou a Sardrones, com a proposta de controle biológico com utilização de drones; em 2º lugar, a Moara Bioestimulantes Agroambientais, com o produto Biopro Solo, bactérias solubilizadoras de fósforo e indutoras de resistência à seca para manejo de culturas agrícolas, e em 3º, a Biotecland, com o Primafert, insumo agrícola a base de microalgas.
Composições carregadas com açúcar já estão sendo desembarcadas no Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP), simbolizando o início das movimentações da safra de 2022. Os carregamentos com a commodity partem do Terminal Integrador Uberaba (TIUB), em Minas Gerais, e do Terminal Integrador Guará (TIGU), em São Paulo, e chegam ao Tiplam por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), para serem exportados principalmente para a Ásia e o Oriente Médio.
A grande capilaridade do sistema multimodal gerido pela VLI – empresa de soluções logísticas que integra ferrovias, portos e terminais – permite que o açúcar, captado nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, seja destinado à exportação no complexo portuário de Santos (SP). “O sistema de multimodalidade integrada oferece uma solução logística porta a porta, onde a carga é captada na sua origem. Esse processo nos permite fazer o melhor uso de cada modal de transporte para possibilitar que o transporte da carga seja mais ágil e eficaz”, afirma o gerente Comercial de Açúcar da VLI, Jandher Carvalho.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa para produção de açúcar do Centro-Sul é de 36,4 milhões de toneladas, registrando um aumento de 13,3% em comparação a safra 2021. Os fluxos de açúcar têm início em maio e seguem até o segundo semestre, com picos de volume nos meses de junho, julho e agosto. Para dar vazão aos carregamentos, a companhia utiliza o Corredor Logístico Centro-Sudeste da FCA.
Sobre a VLI
A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Eleita em 2020 e 2021 a empresa mais inovadora do país na categoria “Logística e Transportes” pelo Prêmio Valor Inovação, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Composições carregadas com a commodity, originária de diferentes estados do país, já alcançaram terminais, ferrovias e portos no Sistema Sudeste (Foto: Divulgação)
O Brasil fechou abril com superávit de US$ 19,947 bilhões no acumulado dos quatro primeiros meses do ano. A corrente de comércio atingiu US$ 182,424 bilhões, refletindo a soma de exportações de US$ 101,185 bilhões e importações de US$ 81,238 bilhões. Os quatro valores são os maiores para este período na série histórica, iniciada em 1997. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.
Somente no mês de abril, o superávit foi de US$ 8,15 bilhões e a corrente de comércio alcançou US$ 49,66 bilhões. O saldo foi o segundo maior para meses de abril, perdendo apenas para os US$ 10 bilhões de abril de 2021. Já a corrente bateu o recorde histórico do mês, com 24% de crescimento.
Recorde de exportações
Comparadas ao mesmo mês de 2021, as exportações cresceram 16,7% e somaram US$ 28,90 bilhões. “Esse é o maior valor de exportações já registrado para meses de abril, à frente do de abril do ano passado, que havia sido o recorde anterior. Esse valor foi alcançado principalmente com o aumento dos preços dos bens exportados”, destacou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, em entrevista coletiva.
De acordo com a Secex, os preços dos produtos exportados cresceram 19,9%, enquanto o volume diminuiu 8%. “Essa redução de volume não configura nenhuma tendência. Tivemos um mês com menos dias úteis, com vários feriados, o que afeta o volume embarcado”, explicou Brandão. Ele destacou que a média diária das exportações em abril foi de cerca de US$ 1,5 bilhão, o maior valor da história.
Já as importações subiram 35,7% e totalizaram US$ 20,75 bilhões, também com alta nos preços (+34,4%) e redução no volume (-6,9%). Foi o segundo maior valor para meses de abril atrás apenas de abril de 2013, quando as compras chegaram a US$ 21,8 bilhões.
Indústria de Transformação
As vendas da Indústria de Transformação em abril chegaram a US$ 14,83 bilhões – uma alta de 35% sobre o mesmo período de 2021, pela média diária – e foram as principais responsáveis pelo impulso do valor alcançado pelo País no mês. Os destaques foram as exportações de automóveis e aeronaves, além de carne bovina e carne de aves. Entre os produtos agropecuários, o crescimento das exportações foi de 12,7% no mês, com total de US$ 8,24 bilhões, em movimento puxado por maiores vendas de milho (+655,4%) e café (+53,8%).
Já na Indústria Extrativa, as exportações diminuíram 10,2%, para US$ 5,69 bilhões. O freio veio, principalmente, dos negócios com minério de ferro, que caíram 22,7%. “O minério de ferro alcançou recordes no ano passado, então essa categoria apresenta redução de preços”, frisou o subsecretário. Já no petróleo os embarques caíram 23,1%, enquanto o valor exportado aumentou 3,7%.
No acumulado do ano, as exportações da Agropecuária subiram 38,8% pela média diária, em relação ao mesmo período de 2021, e chegaram a US$ 24,645 bilhões. Também houve crescimento na Indústria de Transformação (+33,4%), que vendeu US$ 53,796 bilhões. As exportações da Indústria Extrativa recuaram (-4,1%) e ficaram em US$ 22,280 bilhões.
Impacto dos preços
Do lado das importações, o mês de abril apresentou aumento de 58,1% nas compras da Indústria Extrativa, refletindo principalmente a alta de 150,2% dos preços internacionais, já que o volume diminuiu 39,7%. Também com impacto dos preços, subiram as compras da Agropecuária (+33%) e da Indústria de Transformação (+35,5%).
Considerando o quadrimestre, o aumento das compras da Indústria Extrativa foi de 136,6%, diante da alta de 121,3% nas cotações internacionais. “Principalmente, de combustível. O Brasil é um grande importador de petróleo e derivado e gás natural”, disse Brandão. O volume importado pelo setor extrativista subiu 28,5%.
Já o volume das compras das outras categorias caiu, tanto na Indústria de Transformação (-4,5%) quanto na Agropecuária (-8,6%), apesar de ambas terem aumentos nos valores importados – de 23,7% e 8,2%, respectivamente.
Destinos e origens
Em abril, a Secex registrou aumento de vendas para Argentina (+47,8%), Estados Unidos (+32,2%) e União Europeia (+24,1%), com reduções para China (-1,3%) e Oriente Médio (-5,1%). No acumulado do ano, as exportações aumentaram para todos os principais parceiros comerciais, com destaque para União Europeia (+36,5%), Estados Unidos (+32,9%), Argentina (+26,6%) e China (+5,3%), além da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que hoje representa 7,5% do comércio exportador brasileiro (+35,9%).
Do lado das importações, em abril, cresceram as compras de todas as principais origens. O aumento foi de 67,9% dos Estados Unidos, de 37,5% da China, de 31,3% da Argentina e de 12,5% da União Europeia. No acumulado do ano, cresceram as compras da China (+34,1%), dos Estados Unidos (+47,3%), da Argentina (+4%) e da União Europeia (+11,6%).
Guerra na Ucrânia
Herlon Brandão explicou que as estimativas dos principais organismos internacionais apontam para redução no comércio internacional, devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia, no Leste Europeu. No Brasil, os impactos foram uma “queda drástica” do comércio bilateral com a Ucrânia e a redução de mais de 30% nas exportações para a Rússia. “Uma desaceleração da economia mundial pode afetar a demanda por produtos brasileiros, mas de uma maneira heterogênea”, salientou.
Isso porque grande parte dos produtos que o Brasil exporta respondem pouco a alterações de renda e quedas do PIB mundial. “Alimentos, por exemplo, continuam sendo consumidos”, pontuou o subsecretário. Como o conflito na região também afetou a oferta mundial de alimentos, ele observa um crescimento mais acentuado das vendas brasileiras de alimentos – principalmente grãos, como milho e soja. O que tende a diminuir são preços de commodities industriais, como já vem ocorrendo com o minério de ferro.
Fertilizantes
Chamou a atenção o fato de que, apesar da guerra, as compras de adubos e fertilizantes da Rússia cresceram 315,9% e chegaram a US$ 526,6 milhões, em abril, com alta de 38,3% na quantidade e de 200,4% no preço. No total do Brasil, foram US$ 2,1 bilhões de compras de fertilizantes, em alta de 318,7% no valor, 81,5% em quantidades e 130,7% em preço.
Segundo a Secex, no ano passado já havia temor de que faltassem insumos para a agricultura, mesmo antes do conflito, e os compradores anteciparam a aquisição desses bens, que estão chegando ao Brasil agora. “Muitos esperariam que fossem cair esses valores, mas não só cresceram, como cresceram muito”, comentou Brandão.
No período de 17 a 21 de maio, ocorre a AgroBrasília, a maior feira agro do Planalto Central voltada a produtores de todos os portes e segmentos. A fim de manter a diversidade da Feira, não poderiam faltar os produtos e serviços voltados aos pequenos e médios produtores e à agricultura familiar. Esse, inclusive, vem sendo um diferencial da AgroBrasília – ser acessível a esses segmentos, que antes quase não frequentavam outras feiras do setor.
Agregar esses perfis resultou em ganhos tecnológicos de conhecimento e sociais para a agricultura do Planalto Central, avalia o presidente da AgroBrasília, Ronaldo Triacca: “Ganhos que podem ser aferidos na maior produtividade das propriedades da região, o que se traduz em maior renda para o produtor, incremento na gestão das empresas rurais, maior empreendedorismo. Além disso, ao mesmo tempo em que contribuiu decisivamente para o crescimento da região central do País, a AgroBrasília colheu frutos desse círculo virtuoso ao tornar-se referência do setor produtivo”.
Triacca ressalta ainda que a Feira conta com a participação de várias instituições voltadas à pesquisa, ao fomento e à extensão, que garantem uma condução adequada da área voltada aos produtores menores.
É o caso do Espaço da Emater-DF, que ocupa 70 mil m² no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, onde ocorre a AgroBrasília. Conduzido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), o espaço é formado pelo Pavilhão de Organizações Sociais, por nove circuitos tecnológicos e por um estande com plantão diário sobre crédito rural. Em 2022, a participação da empresa pública na AgroBrasília será integralmente presencial e a expectativa dela é levar até a Feira cerca de 2,5 mil produtores para participar das atividades. Pelo menos cem técnicos estão envolvidos na ação, desde a mobilização até a recepção das comitivas.
No Pavilhão de Organizações Sociais, serão 16 espaços de comercialização voltados a pequenos empreendedores rurais. A seleção dos produtores/empreendedores é realizada por meio dos escritórios locais. “A AgroBrasília é uma grande vitrine de tecnologias, inovações e também dos produtos que esses produtores levam para comercializar. O pavilhão proporciona geração de renda e oportunidades de demonstração e de divulgação dos produtos feitos por eles”, ressalta Loiselene Trindade, diretora-executiva da Emater-DF.
Os nove circuitos tecnológicos estarão divididos por cadeia produtiva – Agroecologia e Agricultura Orgânica, Avicultura, Bovinocultura, Floricultura, Fruticultura, Gestão Ambiental, Olericultura, Piscicultura e Saneamento Rural. “Neles, serão apresentadas algumas das principais tecnologias desenvolvidas para aumentar e melhorar a produção de alimentos, assim como para melhorar a qualidade de vida dos moradores do campo e garantir a segurança alimentar da população”, afirma Loiselene.
Destacando que a AgroBrasília é um dos eventos mais importantes para a Emater-DF e para a agricultura familiar, a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, pontua que a participação da empresa na Feira amplia o alcance de tecnologias adequadas à pequena produção para os municípios do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). “É uma importante oportunidade de aproximação entre o produtor rural dessa região e as novas tecnologias e políticas públicas para o setor agrícola. Todas as tecnologias que vamos apresentar podem ser adotadas por agricultores familiares, pequenos, médios e grandes”, afirma.
A AgroBrasília é uma realização da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). Além da Emater-DF, apoiam a Feira Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) e Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF).
Confira as novidades que a empresa de extensão rural prepara para a AgroBrasília 2022:
Saneamento rural como parte das boas práticas agrícolas em olericultura
Produção de hortaliças e peixes em aquaponia
Sistemas de bioflocos para criação de peixes
Novas espécies de peixes, como panga
Cultivo de microalgas e uso de energia fotovoltaica para aeradores
Energia fotovoltaica para pequenas propriedades rurais
Uso de drones na aplicação de agrotóxicos
Feira Rural na AgroBrasília
Produção de plantas alimentícias não convencionais (Panc)
Nova tecnologia para produção de biofertilizantes
Manejo da goiaba
Pintura com tinta de terra
Campo agrostológico com demonstração de novas plantas forrageiras para a agricultura familiar, como BRS Kurumi, capiaçu e nova cultivar da forrageira andropogon (BRS Sarandi)
Produção de hortaliças hidropônicas
Boas práticas na coleta de ovos caipira
Agroindústria de ovos: Demonstração de planta pré-elaborada para uma pequena agroindústria
Venha para a AgroBrasília 2022
A AgroBrasília assume em 2022 o formato híbrido. As atividades presenciais ocorrem no Parque Ivaldo Cenci, no PAD-DF (no Km 5 da BR 251, sentido Brasília-DF/Unaí-MG), a cerca de 70 km do aeroporto de Brasília. As atividades virtuais podem ser acompanhadas pela plataforma https://digital.agrobrasilia.com.br/.
O Brasil é o país do agronegócio. Deixando de lado a ideia do pecuarista sentado em seu banquinho de ordenha para tirar leite da vaca, ou do agricultor que faz a coleta manual na horta plantada perto de casa, o agronegócio nacional tem sido rápido em adotar tecnologias que revolucionam o dia a dia do campo e agregam maior robustez ao setor.
O campo acompanha cada vez mais o ritmo dos grandes centros quando o assunto é negócio, o que faz com que o produtor preze por maior agilidade e menor burocracia nos seus processos, buscando por soluções simples e eficazes para gerenciar o dia a dia da fazenda e ter maior retorno financeiro.
Se antes muito da tecnologia se limitava à tela de um computador em um local fixo da fazenda, hoje ela está em sensores espalhados pela propriedade, nos tanques de leite, laboratórios portáteis, e especialmente no smartphone na palma da mão dos peões, técnicos e gerentes que lidam diretamente com as adversidades do campo.
Gestão dinâmica e atenta
Uma boa gestão é a base de sucesso para qualquer fazenda. Foi-se o tempo em que a gestão era feita apenas no escritório da propriedade e através de planilhas, a utilização de softwares cada vez mais modernos vem possibilitando uma gestão mais dinâmica e que acompanha de perto os acontecimentos da propriedade.
De versões para smartphones até modelos que não precisam de internet o tempo todo para funcionar, os softwares têm se reinventado para fornecer ao gerente da fazenda e ao produtor rural informações mais consistentes e que embasam as melhores tomadas de decisão nas esferas nutricional, de sanidade e financeira da propriedade.
Nos softwares mais específicos para a pecuária de corte, além de acompanhar os índices de produtividade, é possível acompanhar estoque de insumos e alimentos, e ter uma visão mais acurada da suplementação mineral para o gado, fator que contribui de forma positiva para maior agilidade no ganho de peso, além de ser possível acompanhar mais de perto a saúde e o bem-estar do plantel como um todo.
Os softwares completos do mercado possibilitam uma visão geral dos processos da fazenda, permitem identificar os pontos que podem ser melhorados e, em alguns casos específicos para pecuária leiteira, comparar os índices próprios com os de outras propriedades de mesmo porte, funcionando como verdadeiro benchmark do setor. Fator este que estimula uma competitividade saudável na pecuária em busca de melhores resultados e maior sustentabilidade.
Diagnósticos na fazenda
É possível dizer que a evolução na medicina veterinária também dita os passos do campo, especialmente da pecuária. Nos últimos anos, grandes e novas empresas se colocaram no ramo do diagnóstico in loco para a detecção de mastites, anemias e outras moléstias que interferem no bem-estar animal, no índice produtivo das fazendas e na qualidade de sua produção.
Reduzindo a distância entre laboratórios e o campo, a utilização de pequenos laboratórios portáteis dentro da propriedade, os chamados SmartLabs, trazem maior agilidade no diagnóstico e na tomada de decisão dos técnicos da fazenda, aumentando os índices de sucesso na recuperação do animal.
Um exemplo bem sucedido no dia a dia do campo é a utilização de testes cromatográficos, que mudam de coloração de acordo com a bactéria específica em crescimento, e dos testes rápidos que podem ser realizados com apenas uma gota de sangue, uma amostra de leite ou uma amostra de fezes do animal. Em poucos minutos, no caso dos testes rápidos, e em 1 dia, no caso dos testes cromatográficos, é possível entender melhor o que se passa com aquele indivíduo e quais as melhores formas de intervir para sua total recuperação e manutenção da sanidade do rebanho.
Pensando além da pecuária e da saúde animal, hoje em dia também é possível fazer diagnósticos de solo, das plantas e dos frutos colhidos nas fazendas, a fim de melhorar os índices de safra e safrinha.
Agilidade para fechar negócios
Com a evolução da conectividade entre as pessoas nos últimos anos, influenciadas especialmente pelo isolamento social, a comunicação mais dinâmica passou a fazer parte da realidade da fazenda, que acompanha cada vez mais o ritmo dos grandes centros, principalmente quando o assunto é fechar negócios.
Levantamentos recentes mostram que cerca de 76% dos produtores rurais passaram a utilizar aplicativos de mensagem instantânea para realizar vendas, fechar contratos e até mesmo pedir crédito, reduzindo a espera e a burocracia dos processos, mas sem abrir mão da segurança.
No caso da pecuária leiteira, por exemplo, a facilidade no crédito e no adiantamento vem respaldada por parcerias entre fintechs e laticínios (que também se beneficiam ao não precisar lidar com a parte financeira).
Algumas fintechs com foco no campo têm suas operações centralizadas em aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, o que facilita essa conexão com o produtor. Além disso, a agilidade do crédito rápido na conta também é um ponto que atrai e agrada o produtor rural, que não precisa se deslocar da propriedade e nem aguardar muitos dias para poder cuidar da saúde financeira de sua propriedade.
Há quem pense que melhor do que isso só se as tecnologias que ajudam o produtor se integrassem, conversassem entre si. E isso não está muito longe de acontecer. Entre tantas fontes de dados importantes na fazenda e a evolução das tecnologias que abrangem o campo como um todo, os ecossistemas tecnológicos já começam a surgir.
Assim como a Rúmina, que engloba soluções tecnológicas de peso como Ideagri, OnFarm, RúmiCash e Bovitech, os ecossistemas fornecem diferentes soluções para o campo, unindo diferentes setores da fazenda com um objetivo comum: uma pecuária mais competitiva, sustentável e lucrativa para o produtor.