Produção goiana de girassol deve aumentar 65,1% na Safra 2022/2023

A produção de girassol deve registrar o maior aumento percentual entre as culturas de grãos em Goiás na Safra 2022/2023. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que as lavouras goianas — atualmente em fase de semeadura — devem entregar 36 mil toneladas da oleaginosa, aumento de 65,1% em relação ao volume produzido na Safra 21/22.

O novo relatório também revisa para cima a estimativa da produção total de grãos no Estado. A projeção agora é de um total de 31,7 milhões de toneladas, contra 31,5 milhões de toneladas na rodada anterior, divulgada em fevereiro. Em relação à safra passada, o avanço é de 9,8%. Há expectativa de aumento também para área plantada total (1,4%) e produtividade (8,3%).

No caso do girassol, o levantamento da Conab indica uma tendência de retração (-3,8%) da área plantada no Estado. A redução, provocada pelo avanço do milho de segunda safra, é compensada pela produtividade. O rendimento médio das lavouras goianas deve aumentar 71,2%, saltando de 0,8 tonelada por hectare na safra anterior para 1,4 tonelada por hectare na atual. Para a Safra 22/23, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) estabeleceu prazo até 31 de março para semeadura do girassol. De acordo com a Portaria nº 01/2022, a colheita deve ser realizada até 15 de julho.

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“As chuvas estão caindo em bons volumes e na hora certa. Isso ajuda muito a cultura do girassol e também as outras culturas. A agricultura goiana como um todo registra uma perspectiva positiva neste ciclo”, avalia o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça. Segundo a Conab, além do girassol, há projeção de aumento de produção para o milho (+29,2%), o sorgo (+6,8%), o feijão (+2,1%) e o algodão (+1,5%). A tendência para o trigo é de estabilidade e para a soja, de leve recuo (-0,6%). O arroz tem estimativa de queda (-10,9%).

Tomate

Outro indicador importante para o setor, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também divulgado nesta quinta-feira, indica que Goiás deve seguir líder isolado na produção de tomate em 2023. Mais uma vez, o Estado deve ser a única unidade federativa a superar a marca de um milhão de toneladas do fruto. O órgão estima que a produção goiana será de 1,3 milhão de toneladas, o que representa um crescimento de 11,6% em volume, na comparação com 2022. A área plantada deve atingir 13,6 mil hectares (+8,5%), com rendimento médio de 93,8 toneladas por hectare (+2,9%).

Ainda de acordo com o IBGE, os dados levantados em fevereiro indicam que Goiás registrará aumento na produção de uva em 2023. A estimativa é de crescimento de 11,1% em produção, alcançando volume de 2,1 mil toneladas. A área plantada deve crescer 6,8% em relação a 2022. Para a produtividade, a expectativa é de alta de 4,0%.

Afinal, o que é fertilizante?

por Valter Casarin*

O fertilizante nada mais é do que um alimento para as plantas e tem a tarefa de ajudar os agricultores a produzir o alimento necessário para a crescente população mundial. Para atender essa necessidade, já que os vegetais – de uma maneira geral – precisam de 17 nutrientes essenciais para sobreviver e crescer, é primordial, após cada colheita, adicionar o fertilizante para devolver esses nutrientes ao solo.

Nitrogênio, fosfato, potássio são os três elementos que mais contribuem para o bom rendimento das culturas e a produção sustentável de alimentos; e  esses nutrientes estão presentes na composição dos fertilizantes. Diante disso,  é com a quantidade e o equilíbrio dos nutrientes no solo que as plantas terão o seu desenvolvimento realizado de forma saudável.

Por isso, é importante que o suprimento, contendo os minerais, seja feito em função da necessidade de cada vegetal. Uma vez que esses nutrientes são extraídos do solo durante cada estação de produção (safra), os campos devem ser enriquecidos com a adição de adubos, seja na forma de fertilizante mineral ou orgânico. Vale lembrar que adubos e fertilizantes são sinônimos.

A vantagem dos fertilizantes minerais é que eles podem ser aplicados em quantidades ajustadas para atender às necessidades específicas das culturas e proteger o meio ambiente. Eles também podem complementar o uso de adubos orgânicos, para garantir um suprimento equilibrado de nutrientes. Essa é a forma de administrar o equilíbrio no suprimento para evitar o excesso ou a falta destes essenciais elementos no solo.

Assim sendo, os fertilizantes são um ingrediente chave usado pelos agricultores na produção de nossos alimentos. Eles permitem produzir mais nas atuais terras agriculturáveis, evitando a abertura de novas áreas, contribuindo decisivamente com a redução do desmatamento de florestas.

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Nesse sentido, as empresas que fabricam o adubo ou fertilizante, são uma parte importante na cadeia de produção de alimentos e têm papel fundamental no uso responsável de seus produtos, além de apoiar os esforços para manter a preservação do meio ambiente.

E a indústria, junto com os agricultores, têm uma tarefa importante, haja visto que até 2050, a produção global de alimentos precisará aumentar em 70%. Sem adubação, essa produção corresponderia à metade da produção atual. Essa condição dá ao produtor rural a necessidade de produzir mais sem, no entanto, ter condições de explorar novas áreas. Caberá ao uso de fertilizantes a missão de ajudar o solo a permanecer produtivo para que a produção agrícola acompanhe o crescimento populacional em todo o mundo.

Com esse cenário, o Brasil se transformou de importador para um grande exportador de alimentos. Essa mudança está relacionada a grande transformação tecnológica na agricultura brasileira, dentre essas, o uso de fertilizantes tem enorme contribuição. Os fertilizantes são essenciais para a agricultura sustentável, bem como para a produção de energia, fibras ​​e alimentos necessários para a demanda da crescente população.

Sobre a NPV

A NPV – Nutrientes para a Vida – nasceu com objetivo de melhorar a percepção da população urbana em relação às funções e os benefícios dos fertilizantes para a saúde humana. Braço da fundação norte-americana NFL – Nutrients For Life – no Brasil, a NPV trabalha baseada em informações científicas. O uso de fertilizantes de forma responsável e correta é o caminho para oferecer à sociedade oportunidade para maior segurança alimentar e qualidade nutricional dos alimentos e, sobretudo, produzindo de forma sustentável e com total respeito ao ambiente. Nutrir o solo, através dos fertilizantes, é a forma mais sensata de produzir alimentos em quantidade e qualidade para as pessoas, além de valorizar a preservação de nossas florestas.

A missão da NPV é esclarecer e informar a sociedade brasileira, com base em estudos científicos, sobre a importância e os benefícios dos fertilizantes na produção e qualidade dos alimentos, bem como sobre sua utilização adequada.

A NPV tem sua sede no Brasil, é mantida pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e operada pela Biomarketing. A iniciativa conta ainda com parceiros como: Esalq/USP, IAC, UFMT, UFLA e UFPR.

*Engenheiro agrônomo, mestre em Solos e Nutrição de Plantas e doutor em Ciência do Solo. É professor universitário, consultor e palestrante.

VLI abre mais de 100 vagas para a carreira de maquinista

A VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – está com 111 vagas abertas para a carreira de maquinista. Desde total, 15 são para trainee de maquinista de viagem e as demais para trainee operacional. Os selecionados participarão de um processo de formação para atuarem na operação da empresa, que incentiva e promove diversas capacitações para que seus empregados possam trilhar uma carreira de sucesso. Os cargos estão espalhados por municípios de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Goiás, Maranhão e Distrito Federal.

Segundo a supervisora de Atração e Seleção da VLI, Tatiana Crepalde, trata-se de um programa de formação de profissionais para a área operacional da companhia. Ela explica que a formação será tanto teórica, quanto prática.  O programa para trainee operacional terá uma formação teórica de, aproximadamente, 152 horas, além de outras 440 horas de operação assistida. E o de trainee de maquinista de viagem terá uma formação teórica de 226 horas, mais 668 de operação assistida.

“Essa é uma importante porta de entrada na VLI. Valorizamos a diversidade e, aqui, proporcionamos uma jornada de aprendizado. Parte dessas vagas são destinadas exclusivamente a mulheres, negros e pessoas com deficiência (PCDs). Desde o início, mesmo durante a fase de desenvolvimento e capacitação, as pessoas já são contratadas pelo regime celetista e passam a integrar o quadro de empregados da empresa. A expectativa é de que todos já estejam efetivados ainda no primeiro semestre deste ano.”, ressalta Crepalde.

Requisitos

Os candidatos precisam ter ensino médio completo, morar na cidade para a qual pretende a vaga ou ter disponibilidade para mudança, bem como ter flexibilidade para trabalhar em regime de escala e turno. Os interessados têm até o dia 17 de março para se inscreverem pela página de carreira da empresa.

Os novos colaboradores terão como benefícios vale-refeição ou vale-alimentação; vale-transporte ou ônibus fretado (dependendo da localização em que irá trabalhar); assistência médica e odontológica; plano de previdência complementar; participação nos lucros e resultados; Gympass (plataforma de academias, com foco em sua saúde e bem-estar); desenvolvimento profissional (por meio da Universidade Corporativa); cesta de Natal; auxílio-creche ou auxílio-babá; além de uma rede de descontos em várias lojas, restaurantes, salões e outros.

Formação

Para tornar-se um maquinista, os profissionais podem começar na VLI em cargos como trainee operacional ou trainee de maquinista. Em ambas as posições, há um investimento nos desenvolvimentos técnico, teórico e prático destes profissionais. O período de formação pode variar de seis a oito meses, entre operação assistida e ações teóricas e práticas. Ao final, são realizadas práticas assistidas com o objetivo de validar o conhecimento adquirido e, conforme o desempenho, o empregado poderá tornar-se um maquinista.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Por três anos consecutivos presente no ranking 100 Open Corps – que reconhece o estímulo à inovação aberta –, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Foto: Divulgação / VLI

Moqueca fica entre os melhores pratos de frutos do mar do mundo

com informações do Ministério do Turismo

Mais um sabor do Brasil ultrapassou as fronteiras nacionais. A moqueca, que assume versões diferentes dependendo do local que é preparada teve destaque no ranking “50 Melhores Classificados Pratos de Frutos do Mar no mundo em 2023” (50 Best Rated Seafood Dishes in the World) da Taste Atlas.

A versão baiana conquistou o 18º lugar, com avaliação 4,6/5,0. O clássico é um ensopado de frutos do mar, com peixes brancos, camarões ou outros frutos do mar combinados com leite de coco, óleo de dendê, suco de limão e vários vegetais, como pimentão vermelho e amarelo, tomate, cebolinha, alho, cebola e às vezes gengibre. Esse prato é costumeiramente servido com arroz e farofa, com um pouco de coentro picado.

Já a moqueca que percorre outras regiões do Brasil conseguiu a 29ª posição no ranking, com nota 4,5/5,0. O prato utiliza a mesma base de alimentos, mudando temperos e forma de cozinhar, como por exemplo, feita em tachos de barro tradicionais.

Foto: Marcelo Moryan / MTur

A iguaria foi transportada para o Brasil há mais de 300 anos. Os portugueses trouxeram cocos para o país e os africanos introduziram o óleo de palma na culinária brasileira.

Em recente enquete do Ministério do Turismo (MTur) nas redes sociais, a moqueca foi a grande vencedora, passando até a feijoada, eleita como a receita que não poderia faltar à mesa de um turista. Siga o MTur nas redes e acompanhe as novidades.

Gastronomia brasileira em destaque

A gastronomia brasileira é um dos atrativos responsáveis por motivar turistas do mundo inteiro. Não é à toa que o país já conquistou diversas posições em rankings da Taste Atlas.

Em fevereiro deste ano, três queijos brasileiros foram destaque no ranking “Best Rated CHEESES in the World” (Melhores Classificados QUEIJOS no mundo). O queijo canastra, originário de Minas Gerais conquistou a 11ª posição pelo seu sabor único, misturado a sua maciez e acidez. Em 39ª se destacou o Queijo Coalho, tradicional do Nordeste brasileiro e em 94º lugar o Queijo Minas, presente em todo o país.

Além dos pratos salgados, o brasileiro também se destaca nas sobremesas. Ainda esse ano, o Brasil ganhou espaço no ranking “10 Bolos Mais Bem Avaliados do Mundo”. O pavê ganhou o 3º lugar entre as melhores sobremesas e bolos pela sua combinação perfeita de biscoito, creme, ovos, leite condensado e muito chocolate.

Bioeconomia e hidrogênio verde: Brasil e Alemanha estreitam parceria para estimular a inovação industrial

A Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) assinou um acordo de cooperação com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo, na sigla em alemão) para estimular a cooperação entre os dois países no desenvolvimento de inovação na indústria brasileira. A parceria estreita as relações entre os dois países, de forma a fomentar projetos na área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com foco em bioeconomia e hidrogênio verde, e a conexão entre startups e empresas, especialmente pequenas e médias.

A assinatura ocorreu durante a 39ª edição do EEBA (Encontro Econômico Brasil-Alemanha) 2023, em Belo Horizonte (MG), cujo tema é “Novas abordagens sobre energia, clima e digitalização”. O documento assinado prevê estabelecimento de uma cooperação bilateral para estímulo a projetos na área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). O objetivo é facilitar o acesso aos instrumentos de apoio técnico e financeiro da Embrapii.

“A Embrapii busca realizar ações de cooperação internacional para estimular a inovação em áreas estratégicas. No caso específico da Alemanha, temos o enfoque na bioeconomia, o que está bastante alinhado à agenda de sustentabilidade que, nos anos mais recentes e, de forma mais expressiva em 2023, tem sido uma das prioridades da Embrapii”, destaca Carlos Eduardo Pereira, diretor de Operações da Embrapii.

O acordo prevê também a possibilidade de realização de pesquisas, levantamentos e compartilhamento de informações com o intuito de identificar as principais demandas e necessidades da indústria local, com especial foco em startups e PMEs; assim como desenvolvimento, planejamento e execução de projetos, eventos e iniciativas no âmbito da inovação aberta, promovendo conexões entre empresas, startups e entidades de pesquisa do Brasil e da Alemanha.

“Como representantes da economia alemã no Brasil, entendemos que a parceria com a Embrapii é estratégica para o fortalecimento e aumento de competitividade da indústria brasileira, especialmente pequenas e médias empresas (PMEs), nas áreas de inovação aberta, economia verde e transição energética”, afirmou Manfredo Rübens, presidente da AHK São Paulo e presidente da BASF para a América do Sul.

Foto: Chokniti Khongchum em Pexels.com

Rede Brasileira de Trilhas ganha prêmio internacional

com informações do ICMBio

A Rede Brasileira de Trilhas foi selecionada para receber o Prêmio  Advancing Trails Award na categoria internacional. A Rede Trilhas é resultado da governança do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e trabalho conjunto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Turismo (MTUR).

O prêmio é uma iniciativa da coalizão norte-americana American Trails, criada em 1971 com o nome de National Trails Council. Tem valor simbólico inestimável e é o mais relevante reconhecimento da Rede Brasileira de Trilhas. A American Trails é a maior organização de trilhas do mundo e reúne instituições gestoras de trilhas e de áreas protegidas, profissionais, empresas, voluntários, conservacionistas e usuários.

Conhecidos pelas pegadas amarelas e pretas que conectam unidades de conservação do Brasil, as trilhas são enormes corredores ecológicos que garantem a manutenção da vida selvagem e a melhoria de indicadores ecológicos. O trabalho é realizado por estados, municípios, ONGs e diversos coletivos de voluntários aglutinados pela Rede Trilhas.

A Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (Rede Trilhas) se destaca por estimular a união entre recreação, natureza e turismo. Por isso, foi escolhida para receber o prêmio a ser entregue no International Trails Summit de 2023, que será realizado em Reno, nos Estados Unidos, entre os dias 17 e 20 de abril.

Trilhas em Unidades de Conservação

São mais de 10 mil quilômetros de trilhas espalhadas por centenas de unidades de conservação em todos os biomas terrestres do País e disponíveis em todos os tipos de dificuldade – do iniciante ao avançado e que, conectam e integram a paisagem cênica de ambientes outrora fragmentados.

Diversas unidades de conservação, sejam elas federais, estaduais ou municipais, abrigam trechos das trilhas. São destaques: a Trilha Transmantiqueira, que possui mais de 1000 quilômetros de extensão e passa por unidades de conservação como o Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira e o Parque Nacional do Itatiaia; a trilha Caminhos dos Veadeiros, com 480 quilômetros, na qual é possível visitar unidades como a Área de Proteção do Planalto Central e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros; e a Transcarioca, com 183 quilômetros e que adentra o Parque Nacional da Tijuca.

Sinalização da Trilha Caminho de Veadeiros (Foto: Fernando Tatagiba)

Conab estima safra de grãos em 309,9 milhões de t, influenciada pelo aumento de 20,6% na produção de soja

A produção brasileira de grãos na safra 2022/23 pode chegar a 309,9 milhões de toneladas. Quase metade desse volume total é resultado das lavouras de soja, o que representa uma colheita em torno de 151,4 milhões de toneladas, como mostra o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2022/23, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o volume de soja a ser colhido nesta temporada é 20,6% superior ao registrado no ciclo anterior, o que aponta uma recuperação na produtividade das lavouras que foram atingidas pelas condições climáticas adversas no período de 2021/22.

“A atual estimativa de produção da oleaginosa cresce se comparada com o ciclo passado, mas representa uma variação negativa de 1% em relação ao último anúncio da Conab devido à intensificação, em fevereiro, dos danos causados pela estiagem no Rio Grande do Sul. No entanto, essas perdas foram compensadas, em parte, pelos ganhos observados em Tocantins, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul”, explica o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro.

A colheita avança em todas as regiões produtoras, com percentuais abaixo quando comparados com a safra 2021/22. Esse ritmo mais lento é explicado por motivos distintos, como o excesso de chuvas, que dificulta o tráfego de máquinas nas lavouras. Além das precipitações durante a colheita, é preciso lembrar que em algumas áreas o plantio da soja foi realizado de forma tardia, como em determinados locais produtores de Goiás e do Matopiba, enquanto que em outras regiões houve a ocorrência de temperatura mais baixa o que trouxe impacto no desenvolvimento do grão, alongando o ciclo da cultura.

Esse atraso traz impactos na semeadura do milho 2ª safra, que já tem semeada 63,6% da área prevista para a cultura em todo o país. No mesmo período do ano passado, este índice chegava próximo de 75%. Ainda assim, a Companhia projeta um crescimento na produção de 11,3% podendo chegar a 95,6 milhões de toneladas. “É importante destacar que semear o milho fora da janela ideal pode aumentar os riscos durante o desenvolvimento das lavouras, e não há garantia de como a cultura irá se desenvolver em condições climáticas adversas.”, reforça a superintendente de Informações da Agropecuária da Conab, Candice Romero Santos. Já na primeira safra do cereal, a colheita esperada é de aproximadamente 26,76 milhões de toneladas, 6,9% acima da safra 2021/22.

Outra importante cultura de 2ª safra, o algodão já está completamente semeado. Houve aumento de 4% na área, atingindo 1,66 milhão de hectares. Com isso, a expectativa é que a colheita da pluma atinja 2,78 milhões de toneladas. Para o arroz, a produção é estimada em 9,9 milhões de toneladas, 8,4% inferior ao volume produzido na safra passada devido à redução de área, aliada às condições climáticas adversas, sobretudo no Rio Grande do Sul, maior estado produtor. No caso do feijão, a Conab estima uma colheita de 2,92 milhões de toneladas, somando as três safras.

Mercado – Em relação ao mercado externo, a Companhia alterou os estoques finais para o algodão para 1,53 milhão de toneladas. A atualização ocorre diante do ajuste na expectativa da produção e a manutenção tanto do consumo como das exportações. O início de ano se mostra lento para as vendas ao mercado externo da pluma, como apontam os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Em fevereiro de 2023 foram exportadas 43,2 mil toneladas de algodão, um desempenho muito baixo ao se comparar com o mesmo período de 2022, quando foram exportadas 166,4 mil toneladas de algodão. Ainda assim, o setor continua confiante e vem trabalhando para ampliar as exportações, as quais devem chegar próximas de 2 milhões de toneladas.

Já para o milho as exportações seguem em ritmo acelerado, atingindo a marca de 2,28 milhões de toneladas exportadas, maior volume registrado para o mês desde 2016. A demanda chinesa, em conjunto com a quebra da safra argentina, influencia na maior procura pelo produto brasileiro. Diante da demanda aquecida, a Conab estima que 48 milhões de toneladas do cereal sairão do país via portos. Com isso, o estoque de milho em fevereiro de 2024, ou seja, ao fim do ano safra 2022/23, deverá ser de 7,3 milhões de toneladas – mesmo com o aumento da produção no país.

As demais culturas analisadas pela estatal apresentaram ajustes pontuais no quadro de suprimento.

A corrida por frete começou e embarcadores precisam se preparar

Com a chuva dando uma trégua em importantes regiões produtoras de grãos do País, os agricultores voltaram a atenção total para as lavouras para acelerarem a colheita da soja da atual temporada, a qual promete ser recorde. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos brasileira está estimada em 310,6 milhões de toneladas, um incremento de 38,2 mi/ton em relação à temporada anterior.

Com as colheitadeiras a todo vapor no campo (dia e noite), a demanda do transporte rodoviário também começa a aumentar e acende o sinal de alerta à classe produtora em relação aos custos. Portanto, aqueles que não tiverem planejamento pagarão mais caro para escoar a produção até os portos.

Baseado no índice goFlux de frete (IGFF), que traz o preço do deslocamento por tonelada por quilômetro (R$t/km), considerando para a base de cálculo as transações de fretes que ocorreram na plataforma da empresa, o avanço da colheita da soja em alguns municípios do estado de Mato Grosso, por exemplo, vem pressionando o preço. “Sobretudo na segunda quinzena de janeiro, o IGFF-MT considerando o transporte de soja e milho, fechou o primeiro mês do ano com a cotação de R$ 0,27 t/km, refletindo aumento de 2% nos preços do serviço, em comparação ao mês anterior. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o índice registrou alta de 7,8%”, destacou Tiago Scatena, especialista de mercado da logtech goFlux.

Ainda segundo o profissional, em janeiro, o IGFF-SP, considerando as informações de frete de açúcar, fechou o R$ 0,57t/km, queda de 12% em relação a dezembro, redução motivada pela fraca demanda do produto em São Paulo no início do ano. Já em relação a janeiro de 2022 houve aumento de 25% no preço do frete de t/km.

Tecnologia analítica

A goFlux possui uma ferramenta chamada goFlux View que mostra uma visão analítica sobre fretes do passado e do presente, e disponibiliza uma funcionalidade de predição de fretes que colabora para o melhor planejamento da operação logística dos seus usuários. A plataforma utiliza big data e algoritmos preditivos para ajudar empresas a precificar fretes futuros.

Estas informações são fundamentais no que tange o transporte na mesorregião Norte mato-grossense, com destinos ao Sudoeste do Pará e principais portos de escoamento de grãos, como também São Luiz e Porto Franco no Maranhão. “Isso é algo muito relevante em setores com preços de fretes voláteis como o agronegócio, auxiliando principalmente o embarcador na definição do preço a ser contratado com base numa amostragem exponencial do mercado”, finaliza Scatena.

Sobre – Sediada em São Paulo, capital, a goFlux é uma startup que surgiu em 2018 fruto da expertise de fundadores experientes em logística que desenvolveram uma plataforma totalmente digital para cotação, negociação, contratação e gestão de fretes rodoviários. A solução vem revolucionando a forma de contratar fretes e impulsionando a competitividade no segmento de transportes, principalmente do agronegócio. Mais em goflux.com.br, view.goflux.com.br e naconta.goflux.com.br.

Período chuvoso é ideal para manutenção de pivôs centrais

Há um bom tempo a irrigação já se consolidou como uma das principais responsáveis pelas consecutivas quebras de recordes nas safras brasileiras. Para se ter uma ideia, mesmo ocupando apenas 7% da área agricultável do Brasil, a agricultura irrigada responde por cerca de 40% do valor gerado pela produção agrícola no País, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os modernos sistemas de irrigação possibilitam o cultivo em regiões com escassez mais acentuada de água, como o semiárido brasileiro, ou em locais com extensos períodos de estiagem, como a região central do Brasil.

A irrigação por pivô central é hoje a mais usada no Brasil, presente em mais de 55% das áreas de agricultura irrigada no país, conforme números da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Mas, para assegurar toda essa produtividade por muito mais tempo, é necessário saber quando fazer a manutenção desses equipamentos.

Segundo o gerente corporativo de montagem do Grupo Pivot, Júnior Moreira, o período chuvoso é o momento ideal para a revisão do sistema de pivô central, justamente para que no tempo de seca ele esteja pronto para funcionar e não comprometer o ritmo de produtividade. “Neste período de muita chuva é indicada a revisão do pivô, devido não ter necessidade de utilizá-lo. Revisamos agora para que, no tempo de seca, o equipamento esteja com maior disponibilidade”, explica.

Ainda sobre a manutenção dos sistemas de irrigação por pivô central, Júnior Moreira chama a atenção para os componentes elétricos e rastos do pivô. “Durante a época de chuva é preciso ficar atento à parte elétrica do equipamento, especialmente devido às descargas elétricas que são mais frequentes nesse período. Outra parte para a qual se deve ter atenção são os rastros feitos pelo pivô. É recomendável verificar se eles não estão deixando uma marca muito funda no solo, pois isso pode interferir no funcionamento da máquina”, orienta.

Aferição

O gerente corporativo da Pivot também ressalta a importância de aferir periodicamente o sistema de irrigação da máquina. “A uniformidade de distribuição de água é avaliada através das lâminas de irrigação, que servem para avaliar a qualidade de distribuição de água pelo sistema. O que pode variar de acordo com cada cultura. Por isso, é necessário fazer essa averiguação com antecedência’, informa.

Júnior explica que a uniformidade de distribuição de água é avaliada por meio de ensaios de campo chamados de ensaios de lâmina de irrigação ou “ensaios de canecas”. “A medição desses índices serve para avaliar a qualidade de distribuição de água pelo sistema, que quanto maior for a mesma, melhor será o desempenho da irrigação instalada”, esclarece.

Complementação hídrica

Apesar de serem mais exigidos nos períodos de seca, os pivôs centrais também ajudam durante a época de chuva, especialmente quando os índices pluviométricos ficam abaixo da expectativa ou para complementar as necessidades hídricas de alguns tipos de lavouras. “Como há lavouras que exigem alguns milímetros de água, independente de chover o suficiente ou não, o pivô central pode ser usado como complemento para não ter perdas de lavouras”, esclarece Júnior Moreira.

Segundo dados do Programa Nacional de Agricultura Irrigada (Irriga+Brasil) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realizado em 2022, Goiás possui mais de 511 mil hectares de área irrigada, a quarta maior entre os estados. À frente dos goianos estão a Bahia, com 525 mil ha, Minas Gerais com 961 mil ha e Rio Grande do Sul com 1 milhão e 163 mil (ha).

Um milhão de mulheres no comando: dados comprovam força da presença feminina no agro brasileiro

O agronegócio brasileiro tem sido tradicionalmente liderado por homens, mas, nas últimas décadas, a representatividade feminina vem ganhando cada vez mais espaço no setor. De acordo com o estudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em conjunto com a Embrapa e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente as mulheres administram mais de 30 milhões de hectares – equivalente a 8,4% das áreas rurais do país. Segundo levantamento do SEBRAE, são cerca de 1 milhão de representantes femininas comandando propriedades do agronegócio no Brasil.

Além de liderar propriedades, as mulheres têm ocupado posições de destaque em empresas, indústrias e cooperativas. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), elas representam cerca de 30% dos profissionais do setor.

Tamanho protagonismo se reflete, também, em eventos. Um dos mais expressivos é o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), o maior evento da América Latina de mulheres do agro. Diante do sucesso da última edição em 2022, que bateu recorde de público com mais de 2,5 mil congressistas, nos dias 25 e 26 de outubro ocorre sua 8ª edição.

O estudo de perfil, realizado após o evento, mostrou que os três Estados com maior presença foram São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Os setores de atuação mais presentes foram soja, carne, milho, leite, hortifruti, cana, café, algodão e arroz. Dentre os TOP 5 principais cargos estavam proprietárias, gerentes e diretoras.

Para a diretora executiva da ABAG e membro do conselho de conteúdo do 8º CNMA, Gislaine Balbinot, dentro dos centros urbanos “as mulheres têm atuado no agro de forma direta ou indireta, como gestoras, consultoras e diretoras. Já dentro da porteira, fazem a gestão das propriedades, lideram os negócios, além de muitas que se especializam e prestam serviços dentro das fazendas, como agrônomas, veterinárias, microbiologistas, entre outros. Então, temos as mulheres presentes em todas as cadeias produtivas do setor”.

Segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), em 2020, cerca de 53% dos alunos que fizeram os cursos oferecidos pela instituição eram mulheres.

E por falar em conhecimento, elas também vêm se destacando em pesquisas e no meio acadêmico. A chefe geral de Meio Ambiente da Embrapa e membro do conselho de conteúdo do 8º CNMA, Ana Paula Packer, conta que “hoje, é muito perceptível o aumento da presença feminina em faculdades de agronomia e, consequentemente, a maior inserção nos diferentes ‘braços’ de pesquisas”, diz.

Mas, para que esse cenário continue crescendo, políticas públicas mais inclusivas e uma comunicação mais integrada também são importantes. “Essa inserção de liderança feminina em grandes empresas públicas, por exemplo, é um movimento recente. Eu sou a primeira mulher a ocupar meu atual cargo. Esses últimos 50 anos foram disruptivos de várias formas, então estamos favorecidas neste ponto de mostrarmos nosso potencial, nossas pesquisas, e colocar isso pra fora, comunicar nossos esforços, o que estamos fazendo”, explica.

O Brasil (muito bem) representado por elas

Para levar ao congresso a força feminina do agro nacional, as embaixadoras, nomeadas pelo segundo ano consecutivo, representarão as cinco regiões do País, trazendo a perspectiva de cada uma e compartilhando seus conhecimentos sobre o setor.

Edineia Becker, embaixadora representante da região Sul, explica que o CNMA cria conexões valiosas entre as participantes e as empresas, o que gera uma rede ainda mais unificada e sólida. “Independentemente do segmento em que trabalham, todas as mulheres devem sempre buscar novas conexões com outras mulheres, para expandir nosso protagonismo no agro”, diz.

Para Sônia Bonato, embaixadora representante do Centro-Oeste, o Congresso tem uma grande relevância para as produtoras rurais. “É o reflexo da nossa contribuição e o reconhecimento do nosso trabalho. Nós estamos presentes em toda a cadeia do setor, porque sabemos que alimentar pessoas é responsabilidade de manter vidas”, relata.

Já a representante da região Norte, Renata Salatini, compartilha que ser nomeada como embaixadora foi um misto de emoções e desafios. “É uma oportunidade excelente para alavancar o profissional de cada participante e permite que diversas regiões do Brasil se encontrem por meio de um networking incrível. Cada mulher retorna para sua realidade renovada e cheia de ideias para colocar em prática.”

“Acredito que uma mulher forte do agro faz progresso onde quer que esteja, pois esse setor que nos integra também alavanca todo o seu entorno, promovendo educação, desenvolvimento e gerando emprego, com equilíbrio social e ambiental”, compartilha Ani Sanders, embaixadora que representa o Nordeste.

“Trocamos o salto por uma botina, em busca do desenvolvimento de uma produção agropecuária sustentável, com segurança de rebanhos, e uma agricultura de precisão, aliada ao campo digital. Somos do agro e temos um mega orgulho disso”, ressalta Chris Morais, embaixadora representante do Sudeste.

E, em celebração ao Dia da Mulher, o CNMA inicia hoje as vendas do 1º lote de inscrições, com preço promocional. Participantes podem realizar a compra pelo site.

8º edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio

Local: Transamerica Expo Center (SP) – Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro, São Paulo

Data: 25 e 26 de outubro de 2023

Inscrições: mulheresdoagro.com.br/inscricoes-2023/