16 milhões de toneladas: Conab projeta novo recorde na produção de carne de frango

As projeções de produção de carne de frango em 2024 apontam para um volume em torno de 16 milhões de toneladas. O resultado, caso confirmado, é um novo recorde para a série histórica, ultrapassando as 15,44 milhões de toneladas que deverão ser produzidas neste ano. Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O bom desempenho esperado influencia na expectativa da produção dos três principais tipos de carnes no país, estimada em 30,85 milhões de toneladas no próximo ano. “Mais uma vez temos a expectativa de um novo recorde na produção total de carnes no país, considerando bovinos, aves e suínos. A soma da redução dos insumos de produção, como o milho, e a ampliação da oferta de proteínas no país consolida a tendência de queda do preço da carne para os consumidores”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

A boa produção possibilita um aumento nas exportações sem que a disponibilidade do produto no mercado interno seja afetada. De acordo com o as estimativas da Conab, os embarques da carne de frango podem chegar a 5,25 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 3,6% em relação ao volume projetado em 2023. Já a disponibilidade interna deve passar de 10,37 milhões de toneladas para 10,78 milhões de toneladas, incremento de 3,9%.

“A demanda para a carne de frango está aquecida. Esta é a proteína mais acessível ao consumidor e com um ciclo de produção curto, o que permite respostas rápidas de acordo com o comportamento do mercado. Aliado a isso, a ocorrência de Influenza Aviária em importantes países produtores no mundo tem favorecido o Brasil, onde até agora não se constatou a contaminação em granjas comerciais – o que amplia a procura pelo produto brasileiro”, pondera o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.

Estimativa de produção recorde também para carne suína, saindo de 5,34 milhões de toneladas previstas neste ano para 5,5 milhões de toneladas em 2024. Com isso o panorama é semelhante ao encontrado para o setor de aves, com alta de 2,1% nas exportações, sendo estimadas em 1,24 milhão de toneladas, bem como incremento de 4,8% na quantidade ofertada no mercado doméstico, projetada em 4,34 milhões de toneladas do produto.

Já para a carne bovina, é esperado um cenário de estabilidade de produção e oferta. “Em 2024 há sinalização de início de reversão do processo do ciclo pecuário. Com a tendência de diminuição do ritmo de abate de fêmeas no ano que vem, espera-se que haja estabilidade na produção de carne, seguida de provável queda nos anos seguintes”, pondera Rabello.

Sistema Faeg apresenta análise de condições climáticas para safra 2023/2024

Na primeira semana após o fim do vazio sanitário, a maioria dos produtores ainda está precavida. A espera é por chuvas em maior volume para o início do plantio. O período chuvoso que se inicia em outubro, deve se intensificar após a segunda quinzena. No entanto, pode apresentar instabilidade por conta do El Niño. O fenômeno é responsável pelo aquecimento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico, influenciado por mudanças no fluxo das correntes de vento. Na região Centro-Oeste ele deve trazer calor, tempestades e veranicos mais longos.

Pra orientar os produtores sobre como agir nesse período de semeadura e desenvolvimento das lavouras, o Sistema Faeg/Senar/Ifag, realizou uma live com Alexandro Santos, coordenador técnico do Ifag, e André Amorim, gerente do Cimehgo, abordando o prognóstico climático para a Safra 23/24 em Goiás.

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Produção de grãos é estimada em 320,1 milhões de toneladas com ganhos de área e produtividade

A estimativa para a produção de grãos na safra 2022/23 é de 320,1 milhões de toneladas, um aumento de 17,4%, o que representa um volume de 47,4 milhões de toneladas a mais que o volume colhido no ciclo passado. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse resultado é reflexo da combinação dos ganhos de área e de produtividade das lavouras. Enquanto a área apresenta uma alta de 5% em relação à safra 2021/22, chegando a 78,3 milhões de hectares, a produtividade média registra uma elevação de 11,8%, saindo de 3.656 quilos por hectare para 4.086 kg/ha.

“Esse valor de 320,1 milhões de toneladas se deve, principalmente, ao avanço da colheita do milho segunda safra que vem apresentando produtividades superiores às inicialmente previstas, aliado ao melhor desempenho das culturas ainda em campo. Portanto, reforça o recorde da safra brasileira de grãos”, explica o presidente da Conab, Edegar Pretto.

A colheita do milho segunda safra segue avançando e ultrapassa 64,3% da área plantada, como indica o Progresso de Safra publicado pela estatal nesta semana. Se confirmado, o volume estimado para a segunda safra de milho ultrapassa as 100 milhões de toneladas, a maior produção já registrada na série histórica. Para a terceira safra, embora existam registros de pontos de estiagem em Alagoas e no nordeste da Bahia, as chuvas regulares de modo geral favorecem o bom desenvolvimento das lavouras. Com o bom desempenho, a colheita total do cereal está projetada em aproximadamente 130 milhões de toneladas, 16,8 milhões de toneladas a mais do que na temporada passada.

Para o algodão, a Conab prevê uma produção de 7,4 milhões para o produto em caroço, o equivalente a 3 milhões de toneladas de pluma. A colheita, iniciada em junho, fechou em julho com cerca de 30%, um atraso em relação à safra anterior, quando no mesmo período atingia 49,3%. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras, que apresentam um bom desenvolvimento.

Já o feijão deve ter uma colheita 2,6% superior ao resultado obtido no ciclo 2021/22, estimada em 3,07 milhões de toneladas. Na terceira safra, as condições climáticas vêm favorecendo o desenvolvimento das lavouras, onde prevalecem os estádios de floração, enchimento de grãos e maturação.

Produtos da safra de verão, soja e arroz têm produção estimada em 154,6 milhões de toneladas e 10,03 milhões de toneladas, respectivamente. No caso da oleaginosa, destaques para o Mato Grosso, maior produtor do grão no país, com 45,6 milhões de toneladas, e para a Bahia, estado com a com a maior produtividade com 4.020 kg/ha, resultado do bom pacote tecnológico e condições climáticas extremamente favoráveis. Para o arroz, mesmo com o clima mais favorável, a redução observada na produção se deve ao plantio de uma área 8,5% inferior.

Dentre os produtos de inverno, a semeadura das culturas foi praticamente finalizada em julho. Principal cultura cultivada, o trigo registra um crescimento na área plantada de 11,2%, chegando a 3,4 milhões de hectares. Com isso, a produção está estimada em 10,4 milhões de toneladas, volume semelhante ao obtido na safra anterior.

Mercado – Neste levantamento, a Conab mantém a projeção de exportações recordes não só para soja em grãos, mas também para farelo e óleo. Para o produto em grão é esperado que sejam embarcadas aproximadamente 95,64 milhões de toneladas, 17 milhões a mais que em 2022. As estimativas também apontam que 21,83 milhões de farelo e 2,60 de óleo tenham como destino o mercado internacional. Diante deste cenário, os estoques finais da oleaginosa devem ficar em torno de 7,17 milhões de toneladas.

Estimativa recorde também para as exportações de milho. Com a demanda externa pelo cereal brasileiro aquecida, a projeção é que 50 milhões de toneladas sairão do país. Confirmado o resultado, o volume exportado pelos agricultores brasileiros na safra 2022/23 será maior que as exportações realizadas pelos Estados Unidos. Ainda assim, a produção recorde do grão permite que haja uma recuperação de 30% nos estoques ao fim do atual ano safra, sendo estimados em 10,5 milhões de toneladas.

Com mais de 70% da safra de algodão comercializada, é esperada que as vendas da pluma ao mercado externo cheguem a 1,7 milhão de toneladas. Em julho deste ano, as exportações do produto atingiram 72,6 mil toneladas, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse volume só é inferior a 2020, quando foram exportadas 77,3 mil toneladas. Para o estoque final da atual safra, a expectativa da Conab é ficar em torno de 1,95 milhão de toneladas, crescimento de 49,4% em relação à temporada anterior.

Comércio eletrônico cresce 24% e passa dos R$ 260 bilhões em faturamento em 2022

Veja dicas para aprimorar as vendas no e-commerce

Pesquisa recente conduzida pela NielsenIQEbit revelou que o faturamento do comércio eletrônico no Brasil atingiu aproximadamente R$ 262,7 bilhões em 2022, registrando um aumento de 24% no número de consumidores nessa modalidade de vendas.

O crescimento no número de consumidores reflete a confiança no comércio eletrônico, impulsionada pela facilidade de compra, rapidez na entrega e confiabilidade dos marketplaces, como Shopee, Mercado Livre e Amazon, onde os produtos são disponibilizados. Além disso, o empreendedorismo no comércio eletrônico tornou-se mais acessível, não exigindo uma estrutura grande ou investimentos massivos.

“A facilidade com que uma pessoa pode iniciar a venda de produtos online hoje é significativa. Com o avanço da tecnologia e a crescente conectividade, basta ter um celular e determinação para colocar seus produtos na internet”, afirma Vitor Mateus Lima, CTO da Magis5, uma das principais integradoras de marketplaces do Brasil.

No cenário altamente competitivo do comércio eletrônico, as empresas de pequeno e médio porte enfrentam desafios únicos para sobreviver e prosperar. Com recursos limitados e uma presença online, é essencial que essas empresas aproveitem ao máximo cada oportunidade para atrair e reter clientes. Nesse sentido, o acompanhamento e a análise de dados desempenham um papel fundamental, permitindo que as empresas de e-commerce tomem decisões informadas, otimizem suas estratégias e impulsionem um crescimento sustentável.

É necessário prestar atenção em alguns detalhes com base nos dados extraídos de plataformas integradoras, como a desenvolvida pela Magis5, explica o especialista.

1 – Busque compreender o comportamento do cliente

O acompanhamento e a análise de dados permitem que as empresas de e-commerce obtenham insights valiosos sobre o comportamento de seus clientes. Ao rastrear as interações dos usuários em seus sites ou em quaisquer canais que vende, é possível entender quais páginas são mais visitadas, por quanto tempo os usuários permanecem nelas e quais produtos ou serviços despertam mais interesse. Essas informações auxiliam as empresas a adaptar suas ofertas, aprimorar a experiência do cliente e direcionar campanhas de marketing de maneira mais eficiente.

2 – Otimizar a estratégia de marketing pode fazer a diferença

Para as empresas de e-commerce de pequeno e médio porte, o orçamento de marketing é geralmente limitado. Ao acompanhar e analisar dados, essas empresas podem identificar quais canais de marketing estão gerando o maior retorno sobre o investimento. Isso permite ajustar as estratégias de marketing, concentrando recursos nas táticas mais eficazes e abandonando aquelas que não trazem resultados significativos. Além disso, a análise de dados ajuda a identificar segmentos de público-alvo mais promissores, permitindo campanhas personalizadas e direcionadas. “Um dos principais feedbacks que recebemos de nossos clientes é como nossa plataforma permite a geração de relatórios inteligentes sobre a lucratividade e os prejuízos, permitindo a ele identificar quais são os seus produtos mais vendidos, direcionando campanhas com um retorno muito maior e eficiência”, destaca Lima.

3 – Estude seu cliente e melhore a experiência de compra dele

Uma das vantagens do comércio eletrônico é a capacidade de coletar dados detalhados sobre os clientes. Ao analisar esses dados, as empresas podem identificar padrões de comportamento, preferências e necessidades individuais. Com essas informações, é possível personalizar a experiência do cliente, oferecendo recomendações de produtos relevantes, ofertas exclusivas e um atendimento ao cliente mais eficiente. A personalização fortalece o relacionamento com o cliente, aumenta a fidelidade e melhora as chances de recompra. “No passado, uma grande preocupação dos clientes era a garantia de entrega e devolução dos produtos por conta de erros operacionais. Através de nosso software, o lojista e sua equipe tem diversas opções de checkout para minimizar por completo erros de expedição, amenizando problemas com devolução, cancelamentos e trocas”, ressalta o especialista.

4 – Baseie suas decisões em informações 

No mundo do comércio eletrônico, decisões baseadas em intuição e suposições são arriscadas. Em vez disso, as empresas de e-commerce desde pequeno e médio porte até as maiores, podem basear suas estratégias de negócios em dados concretos. A análise de dados fornece uma visão clara do desempenho dos produtos, eficácia das campanhas de marketing, fluxo de caixa e outras métricas importantes. Essas informações permitem que os gestores tomem decisões informadas, identifiquem áreas de melhoria e capitalizem oportunidades. “Quem não estiver atento aos detalhes que a tecnologia proporciona corre o risco de ver seu negócio naufragar e perder espaço para aqueles que se atentam às melhorias e aos dados fornecidos por plataformas como a da Magis5”, enfatiza o CTO da empresa.

Foto: Negative Space / Pexels.com

Inverno e El Niño: agricultura busca soluções para enfrentar desafios climáticos

Uso da inteligência artificial e machine learning na previsão do clima são recursos tecnológicos que podem trazer mais segurança para os produtores

No Brasil, o inverno trouxe não apenas baixas temperaturas, mas também o El Niño, que pode persistir até março de 2024 e com forte intensidade (56%), de acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Com o fenômeno, são esperadas secas severas nas regiões Norte e Nordeste e grandes volumes de chuva no Sul do País. Essas variações abruptas afetam diretamente a produção agrícola, gerando incertezas e impactos na segurança alimentar. Mas o fenômeno que antes parecia imprevisível para os agricultores hoje pode ser antecipado com maior precisão, graças ao avanço tecnológico.

A preocupação com o clima está no topo dos investimentos do agronegócio. Segundo pesquisa recente realizada pela EY Decarbonization Framework, as mudanças climáticas são apontadas como o principal risco para o setor entre 47% dos investidores. “Por esta razão, a previsibilidade é fundamental para o agronegócio e a tecnologia tem desempenhado um papel fundamental nesse cenário”, afirma o especialista em tecnologia para o agronegócio, Bruno Barros.

Foto: Iurii Laimin / Pexels.com

De acordo com ele, a agricultura de precisão surge como uma das soluções mais promissoras. “Por meio de sensores, drones, imagens de satélite e sistemas de monitoramento, os agricultores podem coletar dados em tempo real sobre as condições do solo, clima e culturas. Essas informações são analisadas por algoritmos de inteligência artificial e machine learning, proporcionando insights valiosos para a tomada de decisões assertivas. Além disso, há também questões ligadas a sustentabilidade da prática, pois ao adotar a agricultura de precisão, os produtores podem otimizar recursos, como água e fertilizantes, evitando desperdícios e reduzindo os impactos ambientais, bem como a segurança, pois a aplicação precisa de insumos agrícolas, como defensivos e fertilizantes, pode ser realizada de forma mais eficiente”.

Outro avanço tecnológico relevante é o aprimoramento das previsões climáticas baseadas em modelos matemáticos e computacionais. Os sistemas de previsão do clima têm evoluído constantemente, considerando diversos fatores, como pressão atmosférica, temperatura, umidade e circulação oceânica. “Com o auxílio de supercomputadores e algoritmos avançados, esses modelos podem simular cenários climáticos futuros, permitindo que os agricultores se preparem antecipadamente para condições adversas, além de terem informações precisas sobre o momento adequado para o plantio, o manejo de irrigação, a aplicação de defensivos agrícolas e a colheita”, ressaltou Barros, que também é account manager da dataRain para o agronegócio.

Para o executivo, tecnologias avançadas, como a internet das coisas (IoT) e a análise de dados, desempenham um papel fundamental. Por meio de sensores espalhados por diferentes regiões agrícolas é possível coletar informações em tempo real sobre temperatura, umidade, radiação solar e velocidade do vento. “Esses dados são transmitidos para centros de análise, onde são processados e utilizados para atualizar e aprimorar os modelos climáticos existentes, o que auxilia ainda no aperfeiçoamento das soluções. É preciso continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento, pois os desafios no setor ainda são bastante complexos”, finalizou.

Sobre a dataRain: A dataRain, membro premiado da AWS Partner Network (APN), é uma empresa 100% orientada à computação em nuvem com experiência real, com foco em inovação e transformação digital. Atua nos setores de Serviços Financeiros, Saúde, Farma, Biotecnologia, Educação e Pesquisa, Governo, Energia e Utilities e Agronegócio. Ostenta cerca de 200 certificações oficiais AWS entre os membros da equipe. Com segurança, confiabilidade, inovação, agilidade e escalabilidade, a dataRain é reconhecida por seu compromisso com o sucesso e o crescimento dos seus clientes e pela excelência técnica de seus serviços.

Dia do Agricultor: a importância do profissional para a economia do país

Setor agropecuário obteve crescimento de 21,6% no primeiro trimestre de 2023

Estabelecido em 1960 pelo presidente Juscelino Kubitschek, em 28 de julho é comemorado o Dia do Agricultor. A data é uma alusão ao centenário da criação do Ministério da Agricultura, realizada por Dom Pedro II, e celebra a importância dos agricultores para a sociedade e para o crescimento econômico do Brasil.

O agricultor é quem proporciona a produção de alimentos para consumo e matéria-prima na fabricação de importantes produtos à sociedade. Esta profissão é considerada uma das mais antigas e atua diretamente na movimentação do setor.

Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, uma das maiores indústrias de fertilizantes do país, a comemoração é extremamente importante para destacar o papel do agricultor no desenvolvimento do agronegócio nacional: “O Brasil é considerado um dos maiores produtores de alimentos do mundo e isso se deve ao grande trabalho desenvolvido por estes profissionais que, além de ajudarem a alimentar a população brasileira, impulsionam a riqueza do país”.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil aumentou, em comparação ao trimestre anterior: 1,9% no primeiro trimestre de 2023, totalizando R$ 2,6 trilhões no período. Este resultado foi estimulado pelo setor agropecuário, que cresceu 21,6%, a maior alta desde o quarto trimestre de 1996.

Estima-se que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023, de acordo com as informações da safra do último mês, seja de R$1,148 trilhão, valor 2,6% superior ao do ano passado. O crescimento está relacionado principalmente ao recorde da safra de grãos e ganhos de produtividade, com um aumento de 4,9% motivado pelas lavouras. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ainda estima que, em 2027, a produção de grãos vai superar os 290 milhões de toneladas.

Sodré destaca que o trabalho do agricultor tem se modificado progressivamente, aumentando a produtividade e a otimização da produção agropecuária: “Há um maior protagonismo das especialidades e técnicas, gerando resultados que impactam na nossa visibilidade agronômica no mercado mundial. O agricultor é um dos maiores responsáveis por estes resultados e contribui diretamente nos recordes de cada ciclo”, finaliza.

A agricultura é responsável por geração de empregos em toda a cadeia produtiva. Desde o funcionário de uma fábrica de roupas até os controladores de máquinas de precisão na lavoura, o que proporciona crescimento econômico. No último ano, por exemplo, o setor agropecuário fechou com saldo positivo de geração de empregos: cerca de 3,4 mil postos de trabalho. Hoje, o mercado agrícola é responsável por mais de 20% do PIB e move 38% dos empregos no país, sendo o setor que mais movimenta a economia.

E, se o produtor rural não existisse, dificilmente você teria alimento em sua mesa. Parece clichê, mas essa frase faz sentido. As fazendas brasileiras produzem o suficiente para alimentar quatro vezes a nossa população, ou mais de 850 milhões de pessoas ao redor do mundo.

Foto: Reprodução / Internet

AgroBrasília: New Holland e Unapel levam soluções de telemetria para família de tratores TL5 e T6

A New Holland Agriculture e a Unapel estão apresentando na AgroBrasília 2023, feira de tecnologia e negócios (que termina neste sábado, 27 de maio em Brasília – DF), soluções de telemetria para a família de tratores TL5 e T6, pensando especialmente nos pequenos e médios produtores. A marca da CNH Industrial também tem em seu estande a mais completa linha de produtos e serviços voltados para a agricultura digital, como a Central de Inteligência e máquinas 100% conectadas, entre elas o trator T8 PLM Intelligence.

“A New Holland trouxe o que há de mais moderno em soluções voltadas à agricultura digital, pensando em todos os perfis de agricultores, do pequeno ao grande, independentemente do tamanho da operação. Nossa expectativa é de bons negócios para a marca e os concessionários, apresentando ao produtor soluções que possibilitem reduzir custos operacionais, otimizar a produção e aumentar a produtividade”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América Latina.

A principal novidade para a AgroBrasília deste ano foi a telemetria para tratores da família TL5 e T6, que está em desenvolvimento, para tratores cabinados e plataformados. Com essa solução, o cliente poderá conferir as informações da máquina no aplicativo de gestão de frota, o MYPLMCONNECT. “Neste pacote tecnológico, o agricultor poderá ter acesso a funcionalidades como visualização do histórico de localização, ou seja, é possível ver o rastro de uma ou mais máquinas dentro de um período de 24 horas. Será possível também personalizar notificações e recebê-las via SMS, como por exemplo, quando se ultrapassa o limite do talhão ou os parâmetros não conformes, como exceder a velocidade determinada”, explica Flávio Mazetto, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América Latina.

Outras informações, como o status da operação, ou seja, o tempo que a máquina realmente esteve operando, também poderão ser conferidas pelo agricultor. “O agro está cada vez mais conectado e ágil na tomada de decisão baseada na análise de dados”, pontua Mazetto.

Quem visitou o estande da marca na feira também encontrou o Espaço de Agricultura Digital, onde foi possível observar o funcionamento da Central de Inteligência. Esta Central é destinada ao monitoramento a distância das máquinas agrícolas em campo, antecipando eventuais problemas que possam ocorrer nos equipamentos e fazer atualizações de softwares sem a necessidade de deslocamentos. A Central de Inteligência dará suporte ao cliente no dia a dia, otimizando a operação e reduzindo o tempo de máquina parada.

“O objetivo da Central de Inteligência é aumentar a disponibilidade da máquina em campo, evitando problemas que poderiam ocorrer se a máquina não estivesse conectada e sendo monitorada. O envio dos alertas e dados gerados em campo fornece informação sobre a saúde e performance da máquina, o que ajuda o produtor rural e o especialista da Central de Inteligência na rápida tomada de decisão”, explica Mazetto.

T8 PLM Intelligence

Na linha de tratores de alta potência, o destaque da New Holland na AbroBrasília é o T8 PLM Intelligence, que conta com uma arquitetura eletrônica embarcada de fábrica totalmente remodelada e voltada para a agricultura digital, conectada e de alta performance. O T8 PLM Intelligence traz um novo conceito que busca melhorar a eficiência, entregando maior produtividade com menor custo operacional.

O PLM (Precison Land Management) Intelligence traz, entre outros benefícios, um conjunto de alta tecnologia e capacidade para atender a demanda por agricultura de precisão do campo. A conectividade total destes tratores possibilita, por exemplo, uma melhor gestão da frota, seu controle e suporte nas operações agrícolas, já que estarão totalmente conectadas com os novos portais da marca, o MYNEWHOLLAND, de suporte e treinamento, e o MYPLMCONNECT, de telemetria.

Com essa tecnologia 100% conectada, o produtor rural vai economizar em sementes, defensivos químicos, combustível e, ao mesmo tempo, aprimorar a gestão da frota de máquinas, otimizando assim o tempo das operações agrícolas e da mão de obra, tendo sempre em mãos informações importantes que vão ajudá-lo a fazer a tomada de decisão em tempo real e gerir da melhor forma possível a propriedade.

Com dois oceanos para explorar, Panamá é destino certo para quem pratica pesca esportiva

Líder na manutenção da sustentabilidade e conservação, o Panamá é um um destino de pesca esportiva que abriga as mais diversas e procuradas espécies de peixe consideradas “troféus” – que são aqueles mais raros em espécie, tamanho e peso. Assim, as costas dos Oceanos Atlântico e Pacífico servem como porta de entrada para viajantes e entusiastas da pesca, que podem aproveitar a temporada de marlim e peixe-vela (também conhecido como agulhão-bandeira ou agulhão-de-vela), que dura até agosto.

De acordo com o Banco Mundial, a pesca esportiva movimenta hoje em torno de 700 bilhões de dólares e, no Brasil, segundo a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), cerca de oito milhões de pessoas têm o hábito de pescar. Além disso, a atividade contribui para a criação de empregos no setor gastronômico, hoteleiro, indústria náutica e metalúrgica, além de criadores de iscas, entre vários outros.

Mesmo tendo os regulamentos de pesca mais rígidos de todos os países da América Central, o Panamá oferece pesca durante todo o ano sem necessidade de licença. Por lei, é proibida por lá a matança de qualquer peixe de bico, incluindo marlim-preto, marlim-azul, marlim-listrado, marlim-branco, peixe-espada e peixe-vela, mantendo-os reservados apenas para captura incidental e soltura da pesca esportiva.

Onde pescar

A proibição da pesca comercial e outras medidas governamentais do Panamá fizeram com que os recursos marinhos do entorno não se esgotassem por pesca predatória, poluição ou desenvolvimento costeiro. Confira abaixo uma lista com os melhores destinos de pesca no país:

Bahía de Piñas, Darién: Indiscutivelmente um dos pontos de pesca mais incríveis do Panamá, a Bahía de Piñas, localizada na província de Darién, detém mais de 300 recordes mundiais de pesca em alto mar, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. A maioria dos recordes estabelecidos foi para o marlim e o peixe-vela do Pacífico, embora os pescadores esportivos encontrem uma abundância de peixe-galo, peixe-espada, peixe-agulha, atum, dourado, pargo, robalo, peixe-golfinho, cavala-wahoo (também conhecido como cavala-aipim ou guarapicu), barracuda, marlins listrados, azuis e pretos.

Golfo do Panamá: Com uma extensão de 250 quilômetros a 220 de profundidade, é a única rota marítima que liga o Oceano Pacífico ao Canal do Panamá, abrigando vários golfos e baías menores, como a Baía do Panamá, o Golfo do Parita e o Golfo de San Miguel. Localizado no centro do Golfo do Panamá, o arquipélago das Ilhas das Pérolas consiste em mais de 200 ilhas desabitadas e ilhotas para pesca premium durante todo o ano.

Golfo de Chiriquí: Oferece abundante vegetação, charmosas ilhas de areia branca e um dos maiores recifes de corais do Pacífico, tornando-o um dos melhores destinos para pesca esportiva, mergulho e snorkeling.

Hannibal Bank: É um dos locais de pesca mais exclusivos do mundo para grandes temporadas. É o maior monte submarino que se ergue no extremo sul do Golfo de Chiriquí. A área de alimentação é de 15 milhas quadradas, resultando em uma abundância de atum albacora, marlins azuis e pretos e veleiros do Pacífico.

Isla Montuosa: É uma ilha rochosa conhecida por seus enormes peixes de bico e cardumes de atum – onde os entusiastas da pesca encontrarão quase 70 quilos de atum albacora. É uma excelente fonte de garoupa, pargo tainha, enquanto marlins pretos e azuis também patrulham a área.

Isla Parida: É um local de pesca que oferece oportunidades excepcionais para pescar peixes-galo. A ilha é cercada por manguezais exuberantes, oferecendo não apenas uma vista pitoresca, mas também um santuário subaquático para tartarugas e vida marinha. A cavala cero e o cavala-wahoo também podem ser pescados nessas águas férteis.

Península Azuero: Inclui a costa leste da província de Los Santos e a costa oeste da província de Veraguas. A costa de Los Santos, ao longo das cidades de Pedasi, Venao e Cambutal, ganhou o nome de “Costa do Atum”. Nesta região específica, entre maio e julho, os viajantes podem pescar um enorme atum, também conhecido como “atum de vaca”, pesando mais de 90 quilos.

Atividades aquáticas

Além do potencial de diversão para os amantes da pesca, os oceanos que abraçam o Panamá também são o destino certo para quem quer aproveitar as águas salgadas também sem um carretel na mão. Confira algumas atividades para quem prefira esportes radicais ou quem aprecie a natureza em aventuras mais calmas:

Mergulho + Snorkeling: Coiba Marine Park possui uma das maiores diversidades biológicas. Um destino de mergulho mundialmente conhecido no mesmo corredor das Ilhas Galápagos, Coiba oferece acesso ao Bahia Damas Reef, o maior recife da costa oeste do continente americano, com a oportunidade de ver arraias, baleias e tubarões-martelo. Se estiver indo para Los Santos, os entusiastas do mergulho vão querer visitar o Isla Iguana Wildlife Refuge para ver mais de perto a natureza da região – o mergulho com snorkel também está disponível para aqueles que procuram uma experiência mais voltada para o lazer.

Surfe: Santa Catalina, na província de Veraguas, tornou-se um dos pontos de surfe mais populares da última década, com um dos maiores beach-breaks (ondas que quebram sobre um banco de areia) da América Central até outubro. É possível seguir para la Punta para ondas de 20 a 30 pés ou fazer uma caminhada de 30 minutos a sudeste até Punta Brava, onde as ondas esquerdas dobram de tamanho em relação às de Santa Catalina. Para o surfista iniciante, Playa Estero conta com várias escolas de surfe e tem ondas menores para levar mais conforto a quem ainda não tem muita segurança para enfrentar o mar.

Foto: Divulgação / Promtur Panamá

3º Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio reforçou a importância da segurança jurídica para a competitividade do setor

A 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), organizada pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio – IBDA, debateu os temas mais relevantes para a competitividade do setor e mostrou a importância da segurança jurídica para que o agro siga com sua vocação de produtor e exportador de alimentos, fibras e bioenergia.

O ex-Ministro Roberto Rodrigues, presidente da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas (ABCA), fez no encerramento do evento um breve resumo de cada painel, começando pela questão do mercado de carbono. “O agronegócio precisa estudar rigorosamente esse tema e analisar bem as métricas, pois não pode admitir a importação de regras internacionais”, disse.

Sobre a reforma tributária, Rodrigues trouxe três conclusões. A primeira é que a inverdade de que o produtor não paga imposto precisa ser combatida com números e estudos muitos claros, enquanto a segunda é que não se pode tratar setores diferentes com as mesmas medidas. “Por fim, é melhor reformar por partes, evoluindo aos poucos, porque não vai ser possível virar a chave de uma vez”. 

Ele comentou também que os investimentos são afetados pela insegurança jurídica no país e que ainda se vê uma falta de previsibilidade em relações às decisões de processos jurídicos. Além disso, é preciso se criar câmaras de arbitragem para acelerar a decisão de alguns tipos de processos.

Em termos de bioeconomia, Rodrigues avaliou que o desenvolvimento desse mercado é promissor. “O Congresso me trouxe esperança e otimismo pela tecnologia, pelo sinal novo e verde no Brasil, mostrando que nós podemos liderar mais uma vez a revolução no mundo. Contudo, o que me preocupa é a insegurança jurídica”.

Outro ponto tratada por ele foi a homenagem do IBDA ao engenheiro agrônomo Decio Zylbersztajn, professor titular da Universidade de São Paulo, por sua contribuição ao agro nacional. A saudação da homenagem foi feita pelo Renato Buranello, presidente do IBDA, Arnaldo Jardim, deputado federal, e por Rodrigues.

Brasil é líder na utilização de biológicos

O setor de biológicos pode alcançar o montante de US$ 8 bilhões no Brasil até 2030, segundo estimativas de Antônio Carlos Zem, CEO da Biotrop. Atualmente, o mercado gira em torno de US$ 1,2 bilhão. “O mercado está crescendo e as pesquisas mostram um aumento de cerca de 55% ao ano no setor, mas nossos cálculos são maiores, de aproximadamente 65%. O agricultor brasileiro busca novidades tecnológicas e os biológicos estão sendo usados em orgânicos, mas também em soja, milho, cana e algodão”, disse Zem no painel Bioeconomia e o Futuro das Cadeias Agroindustriais durante a 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA).

Em sua análise, o país está vendo o nascedouro de uma indústria, que faz parte da bieconomia. “É um mercado dinâmico, que tem evoluído rapidamente e com rentabilidade e competitividade. Com isso, conseguimos financiar a inovação e pesquisa”, explicou. Para ele, o Brasil tem a oportunidade de exportar biológicos. Mas, precisa enfrentar desafios como acelera a criação de novos produtos, ter tecnologia sempre com qualidade e preço acessível ao produtor e ampliar a capacidade instalada. A seu ver, o maior concorrente do biológico é o não usuário do produto.

Nesse ponto, Amália Borsari, diretora de Biológicos da CropLife Brasil, comentou que os biológicos não têm fórmula pronta e a técnica de fermentação está ligada à eficácia desses produtos, por isso o mercado sempre está à procura de profissionais no setor. “O produto biológico é o processo e não só o ativo”, pontuou.

De acordo com Amália, o mercado está em franco crescimento porque os produtos são eficientes e estáveis, pois a adição da engenharia genética contribuiu para que os micro-organismos fossem trabalhados para atender as demandas do produtor brasileiro. “O Brasil é o país que mais utiliza produtos biológicos em larga escala, porque uniu a biologia às técnicas de formulação, criando micro-organismos de forma protegida para ter eficácia no campo”, acrescentou. Também comentou que o setor possui gargalos na parte regulatória, uma vez que a tecnologia avançou e precisam ser discutidas as questões de padronização e requerimentos dessas tecnologias.

Foto: Paulo Negreiros / Divulgação / CBDA

O painel, moderado por Diogo Souto Maior, Professor do IBDA, contou com a participação de Guilherme Bastos, membro do Conselho da Embrapa, que avaliou que as questões das métricas são importantes quando se trata da bioeconomia. “É importante ter uma política de pagamentos de serviços ambientais, mas como esses ativos serão tangibilizados. Então, a necessidade da articulação do governo com as linhas de pesquisa da Embrapa para acelerar esses processos”.

Ele ressaltou também a importância de se realizar um mapeamento das diversas atividades do agronegócio para se ter dados e informações, refletindo, dessa forma, nas políticas públicos. “Sem dados, não se tem a matéria básica. Ninguém duvida das informações publicadas pela USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Assim, o Ministério da Agricultura precisa se apropriar dos dados do setor no país”.

Natascha Trennepohl, sócia do Trennepohl Advogados, falou sobre a evolução das regulamentações ambientais no Brasil e que, atualmente, o bem ambiental passou a ser valorizado. A tendência pra os próximos anos é buscar investimentos e fomento para o ativo ambiental, sendo que nos dias de hoje já se vê esse movimento, como os green bons e a CPR Verde.

Segurança jurídica, direito a propriedade e investimentos

O Brasil precisa de segurança jurídica e estabilidade nas decisões administrativas ou judiciais para trazer o capital estrangeiro ou nacional, uma vez que os investidores precisam de previsibilidade, o que significa calculabilidade dos riscos. Guilherme Rodrigues da Cunha, CEO da Ceres Investimentos, afirmou que o agronegócio é demandador de crédito. “Cerca de 70% do volume de produção vem do crédito, então, precisamos fechar esse valor. O governo não é mais o carro chefe na alocação de recursos, pois não é capaz de cobrir todos os setores e os recursos internos privados podem não ser suficientes. Por isso, é preciso atrair o capital externo para dentro do mercado brasileiro de forma estruturada”, disse o palestrante do painel Direito de Propriedade, Segurança Jurídica e Investimentos, moderado por Fabio Medina Osório, sócio do Medina Osório Advogados.

Desse modo, para ele, a celeridade nas decisões jurídicas quando se há um problema é um fato importante para os investidores, assim como é preciso ter uma uniformidade de decisões para que se tenha uma garantia de que aquele crédito no agronegócio vai retornar. “Dificuldades regulatórias impedem a vinda de investimentos externos mais baratos e melhor alocados”, ponderou Cunha.

Nesse sentido, Rudy Ferraz, Diretor Jurídico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), avaliou na 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), que a discussão do processo de demarcação de terras indígenas é fundamental para o agronegócio brasileiro. “É um pilar que vai dar toda a garantia ao direito de propriedade no Brasil. Atualmente, há 430 reinvindicações de novas áreas, situadas no Centro-Sul do país, onde há uma grande produção agrícola”. A seu ver, é necessário ter balizamento sobre o que é ou não terra indígena, para diminuir a judicialização e dar previsibilidade, condição primária para a garantia de propriedade. Segundo Ferraz, nesses casos, todos são vítimas, tanto o produtor como a comunidade indígena e ambos podem sair prejudicados. “O marco temporal busca uma solução para o conflito”, pontuou.

Para o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é importante que o agronegócio se mobilize para informar o funcionamento do seu mercado, para diminuir a desjudicialização no setor, implantando outras ferramentas eficientes para decidir conflitos, como câmaras de commodities, de arbitragem e de mediação. Também reforçou a importância de se ações coordenadas para criação de regras para que não haja decisões erráticas.

Ele explicou ainda que a segurança jurídica está associada ao direito, que tem por função primordial estabilizar as questões normativas para que os agentes econômicos e a sociedade possam adquirir, alienar, e negociar os direitos. “Esse tema é bastante explorado no direito tributário, que é suscetível em meio as mudanças contínuas”, disse.

Sobre o IBDA

O Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) nasceu da vocação de estudar os Sistemas Agroindustriais e sua regulação sob o prisma de Direito & Economia. Traz um novo modelo de difusão do conhecimento, formando um observatório para a formulação de políticas públicas e melhor interpretação do conjunto de normas que regulam o setor. Mais informações: www.direitoagro.com / https://congressodireitoagro.com.br/

Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio: “Estabilidade na jurisprudência atrai investidores para o país”, afirma ministro Fux

Um país com jurisprudência estável atrai investidores, pois eles conhecem o que pode ou não ser feito. E, o Brasil está percorrendo esse caminho, por meio dos precedentes judiciais. Para o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), os investidores precisam de previsibilidade para o resgate célere de seu crédito. “A previsibilidade confere ao investidor a segurança jurídica, o que significa segurança legal e das jurisprudências”, disse o ministro na palestra inaugural “Análise Econômica do Direito e Agronegócio”, da 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), organizada pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio – IBDA.

Em sua apresentação, Fux ressaltou a importância da análise econômica do direito, que se baseia na simplificação de processos, inexistência de prodigalidade de processos e na diminuição da litigiosidade prolongada, pois todos os cidadãos possuem o direito de que seu processo tenha uma duração razoável. Sobre o agronegócio, o ministro lembrou que o setor possui uma peculiaridade: o conjunto de títulos de crédito. “No Brasil, há um processo de execução de título extrajudicial, um processo rápido, que visa satisfazer o que consta do título, ou seja, se é crédito vai buscar o crédito”, explicou. Contudo, o processo pode levar mais tempo porque existem fases que precisam ser executadas.

Mas, existe a Tutela dos Direitos Evidentes (Tutela de Evidência), que possibilita que o produtor rural apresente uma prova inequívoca de seu direito, solicitando a tutela de evidência para que se execute a ação. “O agronegócio e a justiça andam pari passu. A justiça sacia aquele que tem sede e fome de justiça. Já o agro sacia as pessoas que têm fome. Nós caminhamos juntos, o agro, o direito e a justiça”, finalizou.

Solenidade de Abertura

Na solenidade de abertura do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), Renato Buranello, presidente do IBDA, reiterou que o funcionamento eficiente de um setor passa por um equilibrado ambiente de negócios e de segurança jurídica. “O agronegócio é um conjunto de atividades econômicas, e possui modelos de negócios específicos, por isso é fundamental ter uma visão dinâmica, que cria riqueza, que movimenta o país e que gera desenvolvimento social”, disse ele.  Ele afirmou que o direito e a economia têm ampla aplicação nos sistemas agroindustriais, desde o desenho de políticas públicas, a coordenação dos negócios, a formulação de estratégicas de desenvolvimento e de crescimento.

Luiz Rodrigues, Secretário Executivo Adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, falou sobre a importância da programação do evento e ponderou sobre a segurança jurídica ser pilar basilar para o desenvolvimento econômico, para dar tranquilidade aos investimentos, para a sociedade democrática e para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Comentou ainda que os operadores do direito precisam se debruçar nos conceitos relacionados à bioeconomia e que o mercado do carbono é fundamental para alavancar nas propriedades rurais a recomposição de ativos ambientais, oferecendo recursos para manter as florestas.

Em seu discurso, o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, afirmou que o agronegócio brasileiro se uniu por isso a FPA conta com um bancada numerosa, de quase 350 parlamentares, com a responsabilidade de representar um setor que precisa continuar competitivo para alimentar o mundo. “O Brasil é uma potência ambiental, industrial e agrícola, e enfrenta concorrência como qualquer setor. Quem quer macular nossa imagem são nossos maiores concorrentes”.

Na avaliação de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a bioeconomia é importante porque pode contribuir para que o Brasil siga em seu papel de protagonismo em nível global. “A discussão da bieconomia é a do futuro do país”, pontuou. Para ele, a reglobalização geopolítica traz uma série de dúvidas, pressões e riscos devido ao unilateralismo. “A Organização Mundial do Comércio está esquecida e os países estão olhando somente para seus interesses”, acrescentou.

Para Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), o agronegócio gera condições de sustentabilidade econômica, social e ambiental no Brasil e tem travado uma luta intensa em defesa de sua importância e atividade para o país. Já Ana Frazão, Professora Doutora da Universidade de Brasília (UnB), reforçou a importância do direito para a atividade econômica. “Quanto mais o agro se torna mais sofisticado, mais precisa reflexão jurídica para enfrentar os desafios”.

Sobre o IBDA

O Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) nasceu da vocação de estudar os Sistemas Agroindustriais e sua regulação sob o prisma de Direito & Economia. Traz um novo modelo de difusão do conhecimento, formando um observatório para a formulação de políticas públicas e melhor interpretação do conjunto de normas que regulam o setor. Mais informações: www.direitoagro.com

Mais informações sobre o III Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio em https://congressodireitoagro.com.br/

Especialistas discutem reforma tributária durante o III Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)