Recorde de incêndios: queimadas na Amazônia, Pantanal e região Sudeste deixam país em alerta  

com informações da Agência Brasil

Os focos de incêndio têm batido recorde neste ano em regiões como a Amazônia, o Pantanal e o Sudeste. O problema se intensificou no interior de São Paulo nos últimos dias. Segundo dados do governo do estado de São Paulo, 21 cidades paulistas têm focos de incêndio ativo e 46 municípios estão em alerta máximo para o fogo. As regiões de Ribeirão Preto e de São José do Rio Preto estão entre as mais atingidas pelas queimadas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou que duas pessoas foram presas por serem suspeitas de atuar em incêndios criminosos. Segundo Freitas, um deles foi preso na região de São José do Rio Preto e o segundo foi detido em Batatais.

Fumaça em Brasília

A capital do país, Brasília, amanheceu nesta segunda-feira (26/08) coberta por fumaça proveniente de queimadas em outras regiões do país. O fenômeno, que também ocorreu no domingo (25/08), foi registrado ainda em outras capitais do Centro-Oeste, como Goiânia, e do Sudeste, como Belo Horizonte.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal, que analisou imagens de satélite, a densa fumaça, que encobriu prédios oficiais como o do Congresso Nacional, é intensificada pelas queimadas que ocorrem no estado de São Paulo, trazida por ventos favoráveis.

Nesta semana, imagens obtidas pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos mostram a concentração do monóxido de carbono sobre uma faixa que se estende do Norte do Brasil até as regiões Sul e Sudeste, passando sobre o Peru, Bolívia e Paraguai.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Investigação

O governo federal acionou a Polícia Federal (PF) para investigar a possível origem criminosa das queimadas que se espalharam pelo estado de São Paulo nesta semana. A informação foi confirmada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A ministra disse que o governo trabalha com a suspeita de uma ação criminosa similar ao “dia do fogo”, numa referência ao 10 de agosto de 2019, quando uma ação orquestrada de criminosos ateou fogo em mais de 470 propriedades rurais. “Há uma forte suspeita de que está acontecendo de novo”, afirmou.

“Nesse momento é uma verdadeira guerra contra o fogo e a criminalidade”, disse a ministra. “Tem uma situação atípica. Você começa a ter em uma semana, praticamente em dois dias, vários municípios queimando ao mesmo tempo. Isso não faz parte de nossa experiência de combate ao fogo.”

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a existência de 31 inquéritos para apurar condutas criminosas ligadas aos incêndios florestais na Amazônia e mais 20 relacionadas ao Pantanal, além de duas investigações abertas para apurar a situação em São Paulo. “Mobilizamos as nossas 15 delegacias espalhadas pelo interior [de SP] para que a gente possa identificar essa questão que envolve essas queimadas no estado”.

Pecuarista e ex-dirigente de futebol: morre o empresário Arni Spiering

com informações do Midia News

O empresário Arni Alberto Spiering, de 69 anos, morreu na manhã desta quinta (15/08) na queda de uma aeronave na zona rural do município de Apiacás, em Mato Grosso. Além de Spiering, morreram também dois netos dele, um funcionário e o piloto do avião.

O Serviço Regional de Investigação e Prevenção a Acidentes Aeronáuticos, da Força Aérea Brasileira, foi acionado para investigar as causas do acidente. A FAB informou que a situação do avião era regular e que a aeronave estava registrada no nome do empresário.

Biografia

Nascido no Rio Grande do Sul, o empresário mudou-se para Rondonópolis (MT) em 1978, quando fundou uma churrascaria. Ele também atuou como caminhoneiro. Em 1984 mudou de atividade profissional, estabelecendo-se no seguimento de combustíveis e transportes.

Spiering atuava também no setor agrícola de Mato Grosso, dedicando-se à sojicultura e pecuária, nas cidades de Porto dos Gaúchos, Juscimeira e Primavera do Leste.

Casado, era pai de dois filhos e de quatro netos. Dois deles também estavam na aeronave que caiu.

União Esporte Clube

Arni Spiering também foi presidente do União Esporte Clube, de Mato Grosso. Foi em sua gestão que o time conquistou o único título estadual de sua história, em 2010.

Em nota de pesar, o clube lamentou a morte do ex-dirigente e torcedor. “É com profundo pesar que a equipe do União Esporte Clube recebe a triste notícia do falecimento do senhor Arni Alberto Spiering, ex-presidente do nosso time. Expressamos nossas sinceras condolências à família e aos amigos neste momento de dor e luto”, declarou a assessoria do clube.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

5 lições de atletas de elite sobre motivação e estresse no trabalho

por Mladen Adamovic* / The Conversation

Nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024 em Paris, os espectadores podem ficar emocionados com os níveis extremos de força, velocidade, resistência e habilidade exibidos por milhares dos melhores atletas do mundo.

Mas, além de ficarmos impressionados com suas proezas físicas, podemos aprender lições valiosas desses super-humanos sobre nossas próprias vidas profissionais diárias — mesmo que elas não envolvam quadras de esporte ou pistas de corrida.

Rotina e hábitos

Para se tornarem atletas de elite, os atletas olímpicos precisam praticar. E praticar. E então praticar um pouco mais. Os melhores corredores, como os americanos Noah Lyles e Sha’Carri Richardson, realizam repetidamente os mesmos movimentos precisos, como largadas, exercícios de aceleração e exercícios de treinamento de força e core, incluindo agachamentos e levantamento.

Embora esse nível de repetição possa parecer chato, na verdade, ele ajuda os atletas a manter altos níveis de motivação e disciplina. Eles não desperdiçam energia cognitiva (poder cerebral) planejando seu tempo de forma diferente.

Treinar da mesma forma e comer as mesmas coisas se tornam hábitos diários que levam à eficiência e à intensidade, o que é algo a ter em mente quando você sentir que seu trabalho é monótono.

Encontrar motivação

O estabelecimento de metas é outra ferramenta motivacional importante para esses atletas. Metas de longo prazo obviamente incluem se classificar para as Olimpíadas e então ganhar uma medalha ou até mesmo quebrar um recorde.

A tenista japonesa Naomi Osaka disse que ganhar uma medalha olímpica era seu sonho de vida.

Há algo altamente motivacional em representar seu país, especialmente em 2024 para atletas da Ucrânia. A atleta de salto em altura Yaroslava Mahuchikh disse que estão lutando pelo povo e pelos soldados. “Queremos mostrar a cada pessoa no mundo que continuaremos lutando, que a guerra não acabou”, disse ela.

A motivação também vem de se importar com o que você faz. Andy Murray, duas vezes medalhista de ouro olímpico, que planeja se aposentar após representar o Reino Unido nessa Olimpíada, disse recentemente que gostaria de poder continuar jogando tênis para sempre porque ama muito o esporte.

Fazer um trabalho que você gosta é uma grande ajuda quando se trata de manter altos níveis de desempenho.

Foto: Willian Meira/MEsp

Gestão de estresse

É difícil para a maioria de nós imaginar o quão estressante deve ser ter que atuar no mais alto nível em um único momento enquanto o mundo todo está assistindo.

Para lidar com essa pressão intensa, alguns atletas tentam adotar uma “mentalidade de crescimento”, na qual fazem questão de aprender com as situações para reduzir o estresse.

Outros, como a ex-corredora de meia distância dos EUA Shannon Rowbury, adotam estratégias de enfrentamento que podem envolver coisas como se sentir grato por situações de alta pressão porque elas indicam sucesso.

Outra técnica, que poderia ser usada por qualquer um antes de fazer uma apresentação ou participar de uma reunião desafiadora, é tentar se preparar psicologicamente com antecedência.

O corredor dos EUA Grant Holloway explica: “Se você for capaz de visualizar sua corrida e ver o que vai fazer antes mesmo de acontecer, quando ela começar de fato, vai ser natural.”

Autonomia

A maioria dos atletas olímpicos desfruta de autonomia significativa em seu treinamento, e pesquisas mostram que isso pode melhorar o desempenho ao aumentar a motivação e o empoderamento.

Conceder mais autonomia aos funcionários provavelmente aumentará sua motivação também.

Mas também é importante que seus objetivos de longo prazo sejam claros – caso contrário, muita autonomia pode ser contraproducente. Pesquisas sugerem, por exemplo, que algumas pessoas acham difícil trabalhar em casa quando se trata de automotivação e senso de direção.

Resiliência

Esportes de elite são cheios de momentos de resiliência — a capacidade de um atleta de superar contratempos aparentemente impossíveis.

O corredor britânico Ben Pattison, por exemplo, se classificou para os jogos de Paris apesar de ter passado por uma cirurgia cardíaca há alguns anos, enquanto a corredora de barreiras dos EUA Sydney McLaughlin-Levrone perdeu a temporada de 2023 devido a uma lesão, mas retornou com um recorde mundial em 2024.

No esporte, lesões e derrotas estão por toda parte. Fora do esporte, erros e contratempos no trabalho podem não ser tão dolorosos, mas ainda precisam ser superados.

Como o jogador de basquete vencedor da medalha de ouro olímpica Michael Jordan disse uma vez: “Eu errei mais de 9 mil arremessos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. Vinte e seis vezes me confiaram para dar o arremesso vencedor do jogo e errei. Eu falhei várias e várias vezes na minha vida. E é por isso que eu tenho sucesso.”

Dificilmente algum de nós se considerará tão bem-sucedido quanto Jordan – e talvez nunca sejamos tão rápidos, fortes ou habilidosos quanto os atletas olímpicos que assistimos em Paris neste verão.

Mas podemos tirar lições da abordagem que eles adotam em seu trabalho – para nos sentirmos motivados, disciplinados e fortalecidos em tudo o que fizermos.

*Professor de administração no King’s College London.

Este texto foi publicado originalmente no site de divulgação científica The Conversation e foi reproduzido aqui sob a licença Creative Commons. Leia aqui a versão original (em Inglês).

Ministério da Agricultura declara fim da emergência zoossanitária para gripe aviária no RS

com informações da Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 706 que declara o fim do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul, em função da detecção do vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causando sinais respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça nestes animais.

De notificação obrigatória pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), ela é causada pela infecção por vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial.

Considerando a manutenção das condições de vigilância epidemiológica mantidas em campo, o Mapa restringe, apenas à região ao redor de 10 quilômetros do foco da doença, a exportação de produtos avícolas e seu material genético.

Na área sob acompanhamento da fiscalização do serviço veterinário oficial, ainda estão mantidos os procedimentos especiais de fiscalização dos produtos destinados ao mercado doméstico, que podem incluir a necessidade de termoprocessamento, antes de sua comercialização no mercado doméstico.

A declaração do estado de emergência para a doença de Newcastle havia sido publicada no dia 19 de julho com validade de 90 dias, para que fossem realizadas ações de vigilância epidemiológica de forma mais ágil, com a aplicação dos procedimentos de erradicação do foco, já previstas no Plano de Contingência para a doença.

“A avaliação da condição epidemiológica e a ausência de novos casos com sintomatologia de doenças da síndrome respiratória e nervosa na região possibilitou a evolução na situação e a indicação da normalidade sanitária no estado do Rio Grande do Sul”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal, Marcelo Mota.

No dia 26 de julho, o Mapa notificou OMSA a conclusão dos trabalhos de limpeza e desinfecção do foco e na semana seguinte, 31 de julho, foram comunicados os resultados das ações de vigilância mantidas na área, que indicaram não haver novos casos suspeitos para a doença.

“Desde o início, tratamos o caso com total transparência, com o objetivo de tranquilizar tanto a nossa população quanto os países importadores sobre a segurança do nosso sistema de defesa agropecuária. A prontidão e o empenho das equipes de defesa agropecuária, tanto federal quanto estadual, foram fundamentais para que esse caso fosse resolvido de maneira rápida e eficiente”, destaca o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Foco confirmado

No dia 17 de julho, foi confirmado pelo Mapa o diagnóstico positivo para doença de Newcastle no município de Anta Gorda (RS). A análise foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, reconhecido pela OMSA como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença.

Qual o sistema de irrigação mais adequado para uma pequena propriedade rural?

por Jayme Vasconcellos*

A irrigação assume um papel crucial na agricultura moderna, garantindo a produtividade das lavouras e a sustentabilidade das culturas em um cenário cada vez mais desafiador, de mudanças climáticas e redução da oferta hídrica em diversas regiões.

A escolha do sistema de irrigação ideal para uma fazenda de pequena escala depende de uma série de fatores, incluindo o tamanho da área a ser irrigada, o tipo de cultura a ser cultivada, a disponibilidade de hídrica e o orçamento disponível. 

Sistemas de irrigação por aspersão e microaspersão são mais eficientes em áreas grandes, enquanto sistemas de irrigação por gotejamento são mais eficientes em áreas pequenas. Outro ponto que necessita de consideração é o tipo de cultura a ser plantada. Algumas culturas, como as hortaliças, são mais sensíveis à falta de água do que outras, como as pastagens. A disponibilidade de água também é importante na equação. Se a água é escassa, sistemas de irrigação mais eficientes, como o gotejamento, são mais recomendados. E, por fim, a avaliação do orçamento disponível se faz imprescindível. Sistemas de irrigação mais complexos, como o gotejamento, geralmente são mais caros que sistemas mais simples, como o de aspersão.

Considerando os fatores expostos (tamanho da área, disponibilidade hídrica, cultura a ser plantada e orçamento), o sistema de irrigação que provavelmente dará os melhores resultados para uma fazenda de pequena escala é o gotejamento. Esse sistema é sustentável, eficiente em áreas pequenas, é adequado para uma variedade de culturas, é relativamente econômico e pode ser automatizado, o que economiza trabalho. Com uma escolha adequada, o sistema de irrigação pode ser um investimento valioso que ajudará a aumentar a produtividade da fazenda.

Chácara Bucãina

A Chácara Bucãina, localizada em Alexânia, Goiás, tem como atividade principal a plantação de pimentão. As sementes plantadas dão origem ao pimentão amarelo, verde e vermelho.

O principal sistema de irrigação utilizado na propriedade é o de gotejamento. Apesar do valor gasto para instalação ser mais elevado, o gotejamento foi escolhido por ser um sistema de irrigação localizado / direcionado para o “pé da planta”, o que aumenta consideravelmente a precisão da irrigação, diminuindo o desperdício do recurso hídrico e permitindo a fertirrigação (que é o processo de aplicação de fertilizantes via irrigação).

Canteiro de pimentão na Chácara Bucãina, em Alexânia – GO (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

No local, o sistema de irrigação é ligado duas vezes por dia, pela manhã e à tarde, durante 30 minutos em cada turno. Além da água, o sistema provê nutrientes / fertilizantes para as plantas, e também defensivos agrícolas (fertirrigação).

Importante ressaltar, contudo, que o sistema de a microaspersão também está instalado nos canteiros das estufas, e é utilizado – principalmente – para o controle da temperatura em dias muito quentes e secos.

*Jornalista, técnico em agronegócio e editor-chefe do Agricultura e Negócios.

Conteúdo originalmente apresentado como artigo científico no II Congresso Nacional de Sustentabilidade Online.

Morre o empresário José Plínio Romanini, fundador do Grupo Vittia de biofertilizantes

Morreu, de causas não divulgadas, José Plínio Romanini. O empresário fundou, em 1971, a BioSoja, empresa que deu origem ao Grupo Vittia. Em nota, a empresa lamentou a perda: “É com grande tristeza e profundo pesar que nos despedimos de José Plínio Romanini, patriarca da Família Romanini e fundador da BioSoja, que deu origem à Vittia S.A. Homem de valores sólidos e com o dom da comunicação, o sr. Plínio esteve à frente dos negócios até 2005, contribuindo para o desenvolvimento corporativo e do país a partir de uma cultura de cuidado e altruísmo. Pai e avô exemplar, amigo inestimável e profissional visionário, sua ausência será sentida por todos. As raízes dos valores ensinados pelo sr. Plínio seguirão sustentando e inspirando a todos. Seu legado de integridade e amor continuará a frutificar.”

Foto: Divulgação

Velório

Para aqueles que desejarem prestar suas homenagens, o velório é aberto ao público nesta quinta-feira (25/05), até às 17h, no Velório Municipal de Ituverava.

Grupo Vittia

O Grupo Vittia iniciou suas atividades como um dos primeiros produtores nacionais de fertilizantes biológicos, focado no mercado de soja. Hoje em dia, produz fertilizantes e biopesticidas por meio das empresas Biosoja, Samaritá, Granorte, Biovalens, Vitória Fertilizante e JB Biotecnologia. Atende 25% de toda a área de soja do Brasil e também possui atuação nas culturas de café, milho, citros, feijão, algodão, cana-de-açúcar, HF, cereais de inverno e pastagem. Em 2021, o grupo abriu o capital (IPO) na Bolsa de Valores (B3).

Lista da Forbes

Wilson Fernando Romanini, um dos filhos do sr. José Plínio Romanini e atual CEO do Grupo Vittia, figura na lista de bilionários da Forbes (259º no ranking) com um patrimônio estimado de R$ 1,03 bilhão.

Ministério da Agricultura declara emergência no RS por surto da doença de Newcastle

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou estado de emergência zoossanitária no estado do Rio Grande do Sul devido à detecção do vírus patogênico da Doença de Newcastle (DN) em aves comerciais. A medida, publicada nesta sexta-feira (19/07), busca implementar uma vigilância epidemiológica mais ágil e aplicar procedimentos de erradicação estabelecidos no Plano de Contingência de Influenza Aviária e Doença de Newcastle. A emergência vale por 90 dias.

Impacto econômico e histórico da doença

A DN é considerada a mais devastadora entre as doenças que afetam a criação de aves, com elevados custos de erradicação, enfrentamento de surtos e perdas de mercado. O primeiro relato no Brasil ocorreu em 1953, nas cidades de Belém (PA) e Macapá (AP). Desde então, o país tem enfrentado esporadicamente novos casos, sendo os últimos confirmados em 2006 nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Medidas de controle e prevenção

O Plano de Contingência estabelece diversas ações para conter o surto. Estas incluem o sacrifício ou abate de todas as aves nos locais afetados, higienização e desinfecção do ambiente, implementação de protocolos de segurança sanitária, delimitação de áreas de proteção e vigilância em um raio de 10 km, bem como a criação de barreiras de controle. Tais medidas têm como objetivo erradicar o foco de contaminação e impedir a disseminação da enfermidade para outras regiões.

Confirmação do surto

No último dia 17 de julho, o Mapa confirmou o diagnóstico positivo para a DN no município de Anta Gorda (RS). A análise foi realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença. A investigação epidemiológica do caso foi conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi).

Segurança alimentar e recomendações ao consumidor

O Mapa reforçou que as pessoas não precisam interromper com o consumo de carne de frango e ovos, inclusive provenientes da região afetada. Os produtos avícolas passados pela inspeção do Serviço Veterinário Oficial (SVO) continuam seguros e sem restrições. As práticas de controle têm como objetivo assegurar que a Doença Newcastle não comprometa a qualidade dos alimentos destinados ao consumo.

Relevância econômica

No Brasil, o Rio Grande do Sul se destaca como o terceiro principal fornecedor de carne de frango. Durante os primeiros seis meses de 2024, a região enviou para o exterior 354.207 toneladas do produto, resultando em uma receita de US$ 630,1 milhões. Esses números correspondem a 13,82% da arrecadação total do país com a venda de carne de frango no mercado internacional, representando também 14,1% do volume total exportado pelo Brasil no período, conforme informações fornecidas pela Agrostat.

Romário Alves, CEO e fundador da Sonhagro, empresa de crédito que atua junto ao setor, comentou sobre a gravidade da situação: “Essa doença tem um impacto direto na produção, exportação e empregos do setor, além de afetar indiretamente outros segmentos, como o comércio varejista e atacadista. É essencial tomar medidas eficazes para conter a propagação da doença e minimizar os impactos econômicos negativos”.

Foto: Divulgação

Combustíveis mais caros: maiores preços estão na BR-101

De acordo com o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, no fechamento de junho, a Rodovia BR-101 foi a mais cara para os motoristas abastecerem. O preço do litro do diesel comum foi encontrado à média de R$ 5,90 nos postos de abastecimento da via, enquanto o S-10 a R$ 6,09, a gasolina a R$ 6,08 e o etanol a R$ 4,58. O IPTL considera o comparativo entre as rodovias BR-101, Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, que estão entre as maiores de todo o País.

Na Presidente Dutra, o diesel comum também foi comercializado a R$ 5,90, o S-10 a R$ 6 e o etanol a R$ 4,02. Porém, o preço da gasolina registrado na rodovia a R$ 5,75 foi o mais barato entre as demais.

As bombas de abastecimento da Fernão Dias ocuparam o topo do ranking das médias mais baixas para o diesel comum (R$ 5,67), o tipo S-10 (R$ 5,81) e o etanol, encontrado a R$ 3,93. Já a gasolina foi comercializada à média de R$ 5,77 na rodovia.

Na Régis Bittencourt, os motoristas encontraram o diesel comum a R$ 5,72, o tipo S-10 a R$ 5,87, a gasolina a R$ 6,04 e o etanol a R$ 4,06. 

“O semestre se encerra com a BR-101 registrando as médias mais altas para os combustíveis, mesma tendência identificada ao longo do ano. Em contraponto, os postos de abastecimento da Fernão Dias continuam se destacando entre as rodovias com as médias mais baixas”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

IPTL

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.

Foto: Divulgação

Monitoramento de florestas: Eldorado Brasil reduz áreas de queimadas em 88,5%

A Eldorado Brasil Celulose reduziu em 88,5% as áreas com focos de incêndios em sua base total. Essa redução, registrada em 2023, abrange os 285 mil hectares de florestas plantadas de eucaliptos e os 121 mil hectares de áreas destinadas à conservação ambiental.

O resultado é consequência do aprimoramento no uso de diferentes tecnologias: monitoramento 24 horas, cobertura via satélite e por inteligência artificial, além de equipes capacitadas para prevenir e combater focos de incêndio. A estrutura de combate a incêndios florestais da Eldorado Brasil conta com mais de 1.800 itens, incluindo mais de 70 caminhões-pipa. No monitoramento, são 26 torres equipadas com câmeras que monitoram aproximadamente 70% da área florestal da companhia, além de auxiliarem no acompanhamento das condições climáticas por meio de estações meteorológicas.

Entre os principais benefícios da diminuição estão a proteção da biodiversidade e o aumento do bem-estar das comunidades, pois a manutenção da qualidade do ar ajuda a prevenir doenças respiratórias. “Estamos aptos a dar uma rápida resposta em caso de incêndio. E vale destacar que todo o trabalho de prevenção nos traz resultados positivos, mantendo a conservação das áreas, da biodiversidade, e consequentemente, da nossa produtividade, sensibilizando e capacitando cada vez mais as comunidades a atuarem junto conosco”, reforça Fábio de Paula, gerente de Sustentabilidade da Eldorado Brasil.

Denúncias

A Eldorado Brasil possui canais abertos para denúncias de focos de incêndios em florestas. O número de telefone é o 0800 727 9906 (ligação gratuita). Para envio de mensagens, o número do WhatsApp é (67) 9.9839.5353.

Torre de monitoramento em plantação de eucaliptos (Foto: Eldorado Brasil / Divulgação)

Livro sobre Ciências Agrárias traz reflexões sobre liderança, meio ambiente e inovação no setor

A obra Ciências Agrárias: práticas e inovações, da Atena Editora, reúne trabalhos científicos que abordam a temática da sustentabilidade na agricultura, com foco nas inovações tecnológicas e na responsabilidade humana na preservação do meio ambiente.

Entre os tópicos principais, destacam-se:

Problemática Ambiental: aborda os desafios ambientais enfrentados pela agricultura e a importância da sustentabilidade.

Ciências Agrárias: enfatiza o papel das Ciências Agrárias na busca por soluções inovadoras para a produção de alimentos e o manejo dos recursos naturais.

Inovações Tecnológicas: destaca o uso de biotecnologia, inteligência artificial, ciência de dados e nanotecnologia para o desenvolvimento da agricultura sustentável.

A obra, que apresenta pesquisas e relatos de casos que demonstram a viabilidade da agricultura sustentável como ferramenta para o crescimento e a preservação ambiental, é fruto de um convite da Atena Editora para pesquisadores e cientistas da área de Ciências Agrárias.

O conteúdo está publicado em formato digital e pode ser baixado aqui.

Liderança de sucesso: o perfil do gestor no agronegócio

Um dos capítulos da obra foi escrito pelo editor-chefe do site Agricultura e Negócios. O jornalista e radialista Jayme Vasconcellos, que é técnico em Agronegócio e pós-graduado em Comunicação e Marketing, trouxe reflexões sobre a liderança e o papel do líder no contexto do agronegócio.

“O artigo explora conceitos de liderança e o perfil do gestor de sucesso no contexto das empresas agrárias. É leitura obrigatória para o gestor agrícola que é líder nesse cenário tão volátil em que vivemos”, afirma Vasconcellos.

Para acessar o conteúdo do artigo, clique aqui.