Imposto Territorial Rural: prazo de entrega da declaração termina no fim do mês

Proprietários, titulares do domínio útil e possuidores de propriedades rurais de todo o país têm até o dia 30 de setembro para enviar as declarações do Imposto Territorial Rural (ITR 2024). Neste ano, o Serpro, que desenvolve a tecnologia utilizada pela Receita Federal, trouxe inovações, como novas modalidades de pagamento por PIX e o impedimento automático do envio da declaração em caso de divergência entre a área declarada e a informada no Cadastro Imobiliário Brasileiro.

O programa gerador da declaração do ITR 2024 deve ser baixado no ambiente da Receita Federal, preenchido e enviado pela internet. A obrigação de entrega das declarações inclui os eventuais isentos e independe do tamanho ou da finalidade de uso das terras. Uma parte do dinheiro arrecadado fica com o Governo Federal e entra no Orçamento da União. A outra vai para as prefeituras dos municípios onde ficam os imóveis rurais.

Novidades

“Uma das novidades deste ano é que não é mais possível o envio da declaração enquanto houver divergência entre a área declarada e a área informada no Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB). Outra evolução importante é a inclusão de novas modalidades de pagamento por PIX”, complementa a diretora. Até o ano passado, o ITR podia ser pago via PIX somente através de QR Code.

Uma outra mudança é que, devido a uma alteração no Código Florestal ocorrida neste ano, não há mais a obrigatoriedade da apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) para conseguir a isenção do ITR sobre áreas como reserva legal ou áreas de preservação permanente (APPs). Essas partes da propriedade rural são legalmente isentas e, agora, os contribuintes podem comprovar a situação de isenção utilizando apenas o CAR, um registro obrigatório que contém todas as informações necessárias sobre a propriedade rural.

Cálculo

O imposto varia de acordo com o tamanho da propriedade e seu grau de utilização. Quanto maior a terra, maior o imposto a ser pago. No entanto, quanto mais utilizada a área, com atividades de agricultura ou pecuária, menor a tributação. São excluídas do cálculo do ITR as áreas com algum tipo de proteção ambiental e as cobertas por florestas. O ITR também não precisa ser pago quando incide sobre a propriedade de pequena gleba rural (desde que o proprietário não possua outro imóvel rural ou urbano) e de terrenos rurais de instituições sem fins lucrativos de educação e assistência social, quando utilizados na atividade-fim.

Também estão sujeitas à obrigação as pessoas físicas ou jurídicas que, entre 1º de janeiro de 2024 e a data da entrega do ITR 2024, perderam a posse do imóvel rural ou o direito de propriedade devido à transferência ou incorporação do imóvel rural ao patrimônio do expropriante. Quem não declara ou não paga o ITR não consegue vender o terreno rural nem obter financiamentos.

Foto: Nataliya Vaitkevich / Pexels.com

Diversificar culturas na sucessão entre milho e soja pode aumentar lucro do produtor em até 11%

com informações da Embrapa Soja e da Embrapa Trigo

Pesquisas realizadas ao longo de três anos – safras 2020/2021, 2021/2022 e 2022/2023 – no oeste e no centro-oeste do Paraná apontam que a diversificação de culturas agrícolas na sucessão entre a soja e o milho segunda safra aumenta o lucro de produtores em até 11%. Os experimentos, conduzidos em parceria entre a Embrapa e o Centro de Pesquisa Agrícola Copacol, identificaram três modelos de produção mais lucrativos, que incluem a braquiária, a aveia preta e o trigo no sistema produtivo. Os resultados estão compilados na publicação Modelos de produção intensificados para diversificação da matriz produtiva para além da sucessão milho 2ª safra/soja nas regiões centro-oeste e oeste do Paraná. 

De acordo com o pesquisador Alvadi Balbinot, da Embrapa Trigo, um dos autores da publicação, ao se introduzir a braquiária consorciada com o milho segunda safra, em sucessão à soja, por exemplo, houve um aumento significativo na produtividade da soja. “Nesse modelo, a rentabilidade observada foi 11% superior ao sistema padrão da região”, calcula Balbinot.

No segundo modelo considerado eficiente, o sistema de produção foi planejado com milho segunda safra, aveia preta, soja, milho segunda safra e soja. Nesse exemplo, a cada dois anos, a aveia é cultivada como cobertura vegetal do solo, na terceira safra. “Os resultados desse modelo produtivo mais intensificado apresentaram rentabilidade superior a 10% em relação ao sistema tradicional adotado nesta região”, ressalta o pesquisador.

No terceiro sistema produtivo avaliado como rentável, os pesquisadores introduziram o trigo, configurando-se o sistema assim: milho segunda safra, trigo terceira safra, soja, milho segunda safra e soja. “Nessa proposta, com a produção de trigo, obteve-se uma rentabilidade no sistema produtivo 6,6% superior à tradicional sucessão da soja com o milho segunda safra”, explica Balbinot.

O pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja,  reforça que a diversificação traz outros benefícios além da viabilidade econômica. Debiasi observa que a rotação do milho segunda safra, em cultivo solteiro ou consorciado à braquiária ruziziensis, com cereais de inverno como o trigo, representa uma alternativa para diversificar a matriz produtiva, pois proporciona redução dos custos de produção e aumento da produtividade da soja em relação ao modelo de sucessão tradicionalmente utilizado na região. “A cobertura e a melhoria da qualidade do solo se refletem em maiores produtividades e menores custos de produção para a soja, bem como desempenho mais elevado do milho segunda safra”, enfatiza.

Para o pesquisador, o uso de aveia preta ou do trigo nos sistemas produtivos paranaenses se constitui em processos agropecuários inovadores, pois aumentam a diversificação da matriz produtiva, a produção de fitomassa e a intensificação do uso da terra entre a colheita do milho segunda safra e a semeadura da soja. “Na próxima etapa de pesquisa vamos centrar esforços na validação dos resultados em propriedades rurais, assim como na transferência dessa tecnologia para os produtores da região”, complementa Debiasi.

Melhoria do sistema produtivo

Os resultados da pesquisa, que estimula a diversificação dos sistemas produtivos, apontam que o aumento da produtividade e a estabilidade de produção estão associados à adoção de tecnologias que aumentem a disponibilidade de água às plantas. Isso envolve a construção de um perfil de solo sem impedimentos físicos (compactação), químicos (acidez excessiva, com baixos teores de cálcio e presença de alumínio tóxico) e biológicos (ataque de nematoides e fungos fitopatogênicos) ao crescimento radicular. “A melhoria da estrutura do solo, além de favorecer o crescimento radicular, proporciona maior taxa de infiltração e armazenamento de água disponível às plantas, bem como otimiza os fluxos de água, oxigênio e nutrientes do solo para as raízes”, diz o pesquisador da Embrapa Júlio Franchini.

A intensificação da erosão hídrica tem preocupado produtores e técnicos do Paraná porque aumenta as perdas de solo e água, com consequências negativas à produção agrícola e ao meio ambiente. “A perda da camada mais fértil do solo diminui a produtividade das culturas, considerando apenas a reposição dos nutrientes perdidos e representa prejuízos financeiros”, ressalta Franchini.

Foto: Alvadi Balbinot / Embrapa Trigo / Divulgação

Recorde de incêndios: queimadas na Amazônia, Pantanal e região Sudeste deixam país em alerta  

com informações da Agência Brasil

Os focos de incêndio têm batido recorde neste ano em regiões como a Amazônia, o Pantanal e o Sudeste. O problema se intensificou no interior de São Paulo nos últimos dias. Segundo dados do governo do estado de São Paulo, 21 cidades paulistas têm focos de incêndio ativo e 46 municípios estão em alerta máximo para o fogo. As regiões de Ribeirão Preto e de São José do Rio Preto estão entre as mais atingidas pelas queimadas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou que duas pessoas foram presas por serem suspeitas de atuar em incêndios criminosos. Segundo Freitas, um deles foi preso na região de São José do Rio Preto e o segundo foi detido em Batatais.

Fumaça em Brasília

A capital do país, Brasília, amanheceu nesta segunda-feira (26/08) coberta por fumaça proveniente de queimadas em outras regiões do país. O fenômeno, que também ocorreu no domingo (25/08), foi registrado ainda em outras capitais do Centro-Oeste, como Goiânia, e do Sudeste, como Belo Horizonte.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal, que analisou imagens de satélite, a densa fumaça, que encobriu prédios oficiais como o do Congresso Nacional, é intensificada pelas queimadas que ocorrem no estado de São Paulo, trazida por ventos favoráveis.

Nesta semana, imagens obtidas pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos mostram a concentração do monóxido de carbono sobre uma faixa que se estende do Norte do Brasil até as regiões Sul e Sudeste, passando sobre o Peru, Bolívia e Paraguai.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Investigação

O governo federal acionou a Polícia Federal (PF) para investigar a possível origem criminosa das queimadas que se espalharam pelo estado de São Paulo nesta semana. A informação foi confirmada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A ministra disse que o governo trabalha com a suspeita de uma ação criminosa similar ao “dia do fogo”, numa referência ao 10 de agosto de 2019, quando uma ação orquestrada de criminosos ateou fogo em mais de 470 propriedades rurais. “Há uma forte suspeita de que está acontecendo de novo”, afirmou.

“Nesse momento é uma verdadeira guerra contra o fogo e a criminalidade”, disse a ministra. “Tem uma situação atípica. Você começa a ter em uma semana, praticamente em dois dias, vários municípios queimando ao mesmo tempo. Isso não faz parte de nossa experiência de combate ao fogo.”

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a existência de 31 inquéritos para apurar condutas criminosas ligadas aos incêndios florestais na Amazônia e mais 20 relacionadas ao Pantanal, além de duas investigações abertas para apurar a situação em São Paulo. “Mobilizamos as nossas 15 delegacias espalhadas pelo interior [de SP] para que a gente possa identificar essa questão que envolve essas queimadas no estado”.

Pecuarista e ex-dirigente de futebol: morre o empresário Arni Spiering

com informações do Midia News

O empresário Arni Alberto Spiering, de 69 anos, morreu na manhã desta quinta (15/08) na queda de uma aeronave na zona rural do município de Apiacás, em Mato Grosso. Além de Spiering, morreram também dois netos dele, um funcionário e o piloto do avião.

O Serviço Regional de Investigação e Prevenção a Acidentes Aeronáuticos, da Força Aérea Brasileira, foi acionado para investigar as causas do acidente. A FAB informou que a situação do avião era regular e que a aeronave estava registrada no nome do empresário.

Biografia

Nascido no Rio Grande do Sul, o empresário mudou-se para Rondonópolis (MT) em 1978, quando fundou uma churrascaria. Ele também atuou como caminhoneiro. Em 1984 mudou de atividade profissional, estabelecendo-se no seguimento de combustíveis e transportes.

Spiering atuava também no setor agrícola de Mato Grosso, dedicando-se à sojicultura e pecuária, nas cidades de Porto dos Gaúchos, Juscimeira e Primavera do Leste.

Casado, era pai de dois filhos e de quatro netos. Dois deles também estavam na aeronave que caiu.

União Esporte Clube

Arni Spiering também foi presidente do União Esporte Clube, de Mato Grosso. Foi em sua gestão que o time conquistou o único título estadual de sua história, em 2010.

Em nota de pesar, o clube lamentou a morte do ex-dirigente e torcedor. “É com profundo pesar que a equipe do União Esporte Clube recebe a triste notícia do falecimento do senhor Arni Alberto Spiering, ex-presidente do nosso time. Expressamos nossas sinceras condolências à família e aos amigos neste momento de dor e luto”, declarou a assessoria do clube.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

5 lições de atletas de elite sobre motivação e estresse no trabalho

por Mladen Adamovic* / The Conversation

Nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024 em Paris, os espectadores podem ficar emocionados com os níveis extremos de força, velocidade, resistência e habilidade exibidos por milhares dos melhores atletas do mundo.

Mas, além de ficarmos impressionados com suas proezas físicas, podemos aprender lições valiosas desses super-humanos sobre nossas próprias vidas profissionais diárias — mesmo que elas não envolvam quadras de esporte ou pistas de corrida.

Rotina e hábitos

Para se tornarem atletas de elite, os atletas olímpicos precisam praticar. E praticar. E então praticar um pouco mais. Os melhores corredores, como os americanos Noah Lyles e Sha’Carri Richardson, realizam repetidamente os mesmos movimentos precisos, como largadas, exercícios de aceleração e exercícios de treinamento de força e core, incluindo agachamentos e levantamento.

Embora esse nível de repetição possa parecer chato, na verdade, ele ajuda os atletas a manter altos níveis de motivação e disciplina. Eles não desperdiçam energia cognitiva (poder cerebral) planejando seu tempo de forma diferente.

Treinar da mesma forma e comer as mesmas coisas se tornam hábitos diários que levam à eficiência e à intensidade, o que é algo a ter em mente quando você sentir que seu trabalho é monótono.

Encontrar motivação

O estabelecimento de metas é outra ferramenta motivacional importante para esses atletas. Metas de longo prazo obviamente incluem se classificar para as Olimpíadas e então ganhar uma medalha ou até mesmo quebrar um recorde.

A tenista japonesa Naomi Osaka disse que ganhar uma medalha olímpica era seu sonho de vida.

Há algo altamente motivacional em representar seu país, especialmente em 2024 para atletas da Ucrânia. A atleta de salto em altura Yaroslava Mahuchikh disse que estão lutando pelo povo e pelos soldados. “Queremos mostrar a cada pessoa no mundo que continuaremos lutando, que a guerra não acabou”, disse ela.

A motivação também vem de se importar com o que você faz. Andy Murray, duas vezes medalhista de ouro olímpico, que planeja se aposentar após representar o Reino Unido nessa Olimpíada, disse recentemente que gostaria de poder continuar jogando tênis para sempre porque ama muito o esporte.

Fazer um trabalho que você gosta é uma grande ajuda quando se trata de manter altos níveis de desempenho.

Foto: Willian Meira/MEsp

Gestão de estresse

É difícil para a maioria de nós imaginar o quão estressante deve ser ter que atuar no mais alto nível em um único momento enquanto o mundo todo está assistindo.

Para lidar com essa pressão intensa, alguns atletas tentam adotar uma “mentalidade de crescimento”, na qual fazem questão de aprender com as situações para reduzir o estresse.

Outros, como a ex-corredora de meia distância dos EUA Shannon Rowbury, adotam estratégias de enfrentamento que podem envolver coisas como se sentir grato por situações de alta pressão porque elas indicam sucesso.

Outra técnica, que poderia ser usada por qualquer um antes de fazer uma apresentação ou participar de uma reunião desafiadora, é tentar se preparar psicologicamente com antecedência.

O corredor dos EUA Grant Holloway explica: “Se você for capaz de visualizar sua corrida e ver o que vai fazer antes mesmo de acontecer, quando ela começar de fato, vai ser natural.”

Autonomia

A maioria dos atletas olímpicos desfruta de autonomia significativa em seu treinamento, e pesquisas mostram que isso pode melhorar o desempenho ao aumentar a motivação e o empoderamento.

Conceder mais autonomia aos funcionários provavelmente aumentará sua motivação também.

Mas também é importante que seus objetivos de longo prazo sejam claros – caso contrário, muita autonomia pode ser contraproducente. Pesquisas sugerem, por exemplo, que algumas pessoas acham difícil trabalhar em casa quando se trata de automotivação e senso de direção.

Resiliência

Esportes de elite são cheios de momentos de resiliência — a capacidade de um atleta de superar contratempos aparentemente impossíveis.

O corredor britânico Ben Pattison, por exemplo, se classificou para os jogos de Paris apesar de ter passado por uma cirurgia cardíaca há alguns anos, enquanto a corredora de barreiras dos EUA Sydney McLaughlin-Levrone perdeu a temporada de 2023 devido a uma lesão, mas retornou com um recorde mundial em 2024.

No esporte, lesões e derrotas estão por toda parte. Fora do esporte, erros e contratempos no trabalho podem não ser tão dolorosos, mas ainda precisam ser superados.

Como o jogador de basquete vencedor da medalha de ouro olímpica Michael Jordan disse uma vez: “Eu errei mais de 9 mil arremessos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. Vinte e seis vezes me confiaram para dar o arremesso vencedor do jogo e errei. Eu falhei várias e várias vezes na minha vida. E é por isso que eu tenho sucesso.”

Dificilmente algum de nós se considerará tão bem-sucedido quanto Jordan – e talvez nunca sejamos tão rápidos, fortes ou habilidosos quanto os atletas olímpicos que assistimos em Paris neste verão.

Mas podemos tirar lições da abordagem que eles adotam em seu trabalho – para nos sentirmos motivados, disciplinados e fortalecidos em tudo o que fizermos.

*Professor de administração no King’s College London.

Este texto foi publicado originalmente no site de divulgação científica The Conversation e foi reproduzido aqui sob a licença Creative Commons. Leia aqui a versão original (em Inglês).

Ministério da Agricultura declara fim da emergência zoossanitária para gripe aviária no RS

com informações da Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 706 que declara o fim do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul, em função da detecção do vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causando sinais respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça nestes animais.

De notificação obrigatória pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), ela é causada pela infecção por vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial.

Considerando a manutenção das condições de vigilância epidemiológica mantidas em campo, o Mapa restringe, apenas à região ao redor de 10 quilômetros do foco da doença, a exportação de produtos avícolas e seu material genético.

Na área sob acompanhamento da fiscalização do serviço veterinário oficial, ainda estão mantidos os procedimentos especiais de fiscalização dos produtos destinados ao mercado doméstico, que podem incluir a necessidade de termoprocessamento, antes de sua comercialização no mercado doméstico.

A declaração do estado de emergência para a doença de Newcastle havia sido publicada no dia 19 de julho com validade de 90 dias, para que fossem realizadas ações de vigilância epidemiológica de forma mais ágil, com a aplicação dos procedimentos de erradicação do foco, já previstas no Plano de Contingência para a doença.

“A avaliação da condição epidemiológica e a ausência de novos casos com sintomatologia de doenças da síndrome respiratória e nervosa na região possibilitou a evolução na situação e a indicação da normalidade sanitária no estado do Rio Grande do Sul”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal, Marcelo Mota.

No dia 26 de julho, o Mapa notificou OMSA a conclusão dos trabalhos de limpeza e desinfecção do foco e na semana seguinte, 31 de julho, foram comunicados os resultados das ações de vigilância mantidas na área, que indicaram não haver novos casos suspeitos para a doença.

“Desde o início, tratamos o caso com total transparência, com o objetivo de tranquilizar tanto a nossa população quanto os países importadores sobre a segurança do nosso sistema de defesa agropecuária. A prontidão e o empenho das equipes de defesa agropecuária, tanto federal quanto estadual, foram fundamentais para que esse caso fosse resolvido de maneira rápida e eficiente”, destaca o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Foco confirmado

No dia 17 de julho, foi confirmado pelo Mapa o diagnóstico positivo para doença de Newcastle no município de Anta Gorda (RS). A análise foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, reconhecido pela OMSA como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença.

Qual o sistema de irrigação mais adequado para uma pequena propriedade rural?

por Jayme Vasconcellos*

A irrigação assume um papel crucial na agricultura moderna, garantindo a produtividade das lavouras e a sustentabilidade das culturas em um cenário cada vez mais desafiador, de mudanças climáticas e redução da oferta hídrica em diversas regiões.

A escolha do sistema de irrigação ideal para uma fazenda de pequena escala depende de uma série de fatores, incluindo o tamanho da área a ser irrigada, o tipo de cultura a ser cultivada, a disponibilidade de hídrica e o orçamento disponível. 

Sistemas de irrigação por aspersão e microaspersão são mais eficientes em áreas grandes, enquanto sistemas de irrigação por gotejamento são mais eficientes em áreas pequenas. Outro ponto que necessita de consideração é o tipo de cultura a ser plantada. Algumas culturas, como as hortaliças, são mais sensíveis à falta de água do que outras, como as pastagens. A disponibilidade de água também é importante na equação. Se a água é escassa, sistemas de irrigação mais eficientes, como o gotejamento, são mais recomendados. E, por fim, a avaliação do orçamento disponível se faz imprescindível. Sistemas de irrigação mais complexos, como o gotejamento, geralmente são mais caros que sistemas mais simples, como o de aspersão.

Considerando os fatores expostos (tamanho da área, disponibilidade hídrica, cultura a ser plantada e orçamento), o sistema de irrigação que provavelmente dará os melhores resultados para uma fazenda de pequena escala é o gotejamento. Esse sistema é sustentável, eficiente em áreas pequenas, é adequado para uma variedade de culturas, é relativamente econômico e pode ser automatizado, o que economiza trabalho. Com uma escolha adequada, o sistema de irrigação pode ser um investimento valioso que ajudará a aumentar a produtividade da fazenda.

Chácara Bucãina

A Chácara Bucãina, localizada em Alexânia, Goiás, tem como atividade principal a plantação de pimentão. As sementes plantadas dão origem ao pimentão amarelo, verde e vermelho.

O principal sistema de irrigação utilizado na propriedade é o de gotejamento. Apesar do valor gasto para instalação ser mais elevado, o gotejamento foi escolhido por ser um sistema de irrigação localizado / direcionado para o “pé da planta”, o que aumenta consideravelmente a precisão da irrigação, diminuindo o desperdício do recurso hídrico e permitindo a fertirrigação (que é o processo de aplicação de fertilizantes via irrigação).

Canteiro de pimentão na Chácara Bucãina, em Alexânia – GO (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

No local, o sistema de irrigação é ligado duas vezes por dia, pela manhã e à tarde, durante 30 minutos em cada turno. Além da água, o sistema provê nutrientes / fertilizantes para as plantas, e também defensivos agrícolas (fertirrigação).

Importante ressaltar, contudo, que o sistema de a microaspersão também está instalado nos canteiros das estufas, e é utilizado – principalmente – para o controle da temperatura em dias muito quentes e secos.

*Jornalista, técnico em agronegócio e editor-chefe do Agricultura e Negócios.

Conteúdo originalmente apresentado como artigo científico no II Congresso Nacional de Sustentabilidade Online.

Morre o empresário José Plínio Romanini, fundador do Grupo Vittia de biofertilizantes

Morreu, de causas não divulgadas, José Plínio Romanini. O empresário fundou, em 1971, a BioSoja, empresa que deu origem ao Grupo Vittia. Em nota, a empresa lamentou a perda: “É com grande tristeza e profundo pesar que nos despedimos de José Plínio Romanini, patriarca da Família Romanini e fundador da BioSoja, que deu origem à Vittia S.A. Homem de valores sólidos e com o dom da comunicação, o sr. Plínio esteve à frente dos negócios até 2005, contribuindo para o desenvolvimento corporativo e do país a partir de uma cultura de cuidado e altruísmo. Pai e avô exemplar, amigo inestimável e profissional visionário, sua ausência será sentida por todos. As raízes dos valores ensinados pelo sr. Plínio seguirão sustentando e inspirando a todos. Seu legado de integridade e amor continuará a frutificar.”

Foto: Divulgação

Velório

Para aqueles que desejarem prestar suas homenagens, o velório é aberto ao público nesta quinta-feira (25/05), até às 17h, no Velório Municipal de Ituverava.

Grupo Vittia

O Grupo Vittia iniciou suas atividades como um dos primeiros produtores nacionais de fertilizantes biológicos, focado no mercado de soja. Hoje em dia, produz fertilizantes e biopesticidas por meio das empresas Biosoja, Samaritá, Granorte, Biovalens, Vitória Fertilizante e JB Biotecnologia. Atende 25% de toda a área de soja do Brasil e também possui atuação nas culturas de café, milho, citros, feijão, algodão, cana-de-açúcar, HF, cereais de inverno e pastagem. Em 2021, o grupo abriu o capital (IPO) na Bolsa de Valores (B3).

Lista da Forbes

Wilson Fernando Romanini, um dos filhos do sr. José Plínio Romanini e atual CEO do Grupo Vittia, figura na lista de bilionários da Forbes (259º no ranking) com um patrimônio estimado de R$ 1,03 bilhão.

Ministério da Agricultura declara emergência no RS por surto da doença de Newcastle

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou estado de emergência zoossanitária no estado do Rio Grande do Sul devido à detecção do vírus patogênico da Doença de Newcastle (DN) em aves comerciais. A medida, publicada nesta sexta-feira (19/07), busca implementar uma vigilância epidemiológica mais ágil e aplicar procedimentos de erradicação estabelecidos no Plano de Contingência de Influenza Aviária e Doença de Newcastle. A emergência vale por 90 dias.

Impacto econômico e histórico da doença

A DN é considerada a mais devastadora entre as doenças que afetam a criação de aves, com elevados custos de erradicação, enfrentamento de surtos e perdas de mercado. O primeiro relato no Brasil ocorreu em 1953, nas cidades de Belém (PA) e Macapá (AP). Desde então, o país tem enfrentado esporadicamente novos casos, sendo os últimos confirmados em 2006 nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Medidas de controle e prevenção

O Plano de Contingência estabelece diversas ações para conter o surto. Estas incluem o sacrifício ou abate de todas as aves nos locais afetados, higienização e desinfecção do ambiente, implementação de protocolos de segurança sanitária, delimitação de áreas de proteção e vigilância em um raio de 10 km, bem como a criação de barreiras de controle. Tais medidas têm como objetivo erradicar o foco de contaminação e impedir a disseminação da enfermidade para outras regiões.

Confirmação do surto

No último dia 17 de julho, o Mapa confirmou o diagnóstico positivo para a DN no município de Anta Gorda (RS). A análise foi realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença. A investigação epidemiológica do caso foi conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi).

Segurança alimentar e recomendações ao consumidor

O Mapa reforçou que as pessoas não precisam interromper com o consumo de carne de frango e ovos, inclusive provenientes da região afetada. Os produtos avícolas passados pela inspeção do Serviço Veterinário Oficial (SVO) continuam seguros e sem restrições. As práticas de controle têm como objetivo assegurar que a Doença Newcastle não comprometa a qualidade dos alimentos destinados ao consumo.

Relevância econômica

No Brasil, o Rio Grande do Sul se destaca como o terceiro principal fornecedor de carne de frango. Durante os primeiros seis meses de 2024, a região enviou para o exterior 354.207 toneladas do produto, resultando em uma receita de US$ 630,1 milhões. Esses números correspondem a 13,82% da arrecadação total do país com a venda de carne de frango no mercado internacional, representando também 14,1% do volume total exportado pelo Brasil no período, conforme informações fornecidas pela Agrostat.

Romário Alves, CEO e fundador da Sonhagro, empresa de crédito que atua junto ao setor, comentou sobre a gravidade da situação: “Essa doença tem um impacto direto na produção, exportação e empregos do setor, além de afetar indiretamente outros segmentos, como o comércio varejista e atacadista. É essencial tomar medidas eficazes para conter a propagação da doença e minimizar os impactos econômicos negativos”.

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Combustíveis mais caros: maiores preços estão na BR-101

De acordo com o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, no fechamento de junho, a Rodovia BR-101 foi a mais cara para os motoristas abastecerem. O preço do litro do diesel comum foi encontrado à média de R$ 5,90 nos postos de abastecimento da via, enquanto o S-10 a R$ 6,09, a gasolina a R$ 6,08 e o etanol a R$ 4,58. O IPTL considera o comparativo entre as rodovias BR-101, Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, que estão entre as maiores de todo o País.

Na Presidente Dutra, o diesel comum também foi comercializado a R$ 5,90, o S-10 a R$ 6 e o etanol a R$ 4,02. Porém, o preço da gasolina registrado na rodovia a R$ 5,75 foi o mais barato entre as demais.

As bombas de abastecimento da Fernão Dias ocuparam o topo do ranking das médias mais baixas para o diesel comum (R$ 5,67), o tipo S-10 (R$ 5,81) e o etanol, encontrado a R$ 3,93. Já a gasolina foi comercializada à média de R$ 5,77 na rodovia.

Na Régis Bittencourt, os motoristas encontraram o diesel comum a R$ 5,72, o tipo S-10 a R$ 5,87, a gasolina a R$ 6,04 e o etanol a R$ 4,06. 

“O semestre se encerra com a BR-101 registrando as médias mais altas para os combustíveis, mesma tendência identificada ao longo do ano. Em contraponto, os postos de abastecimento da Fernão Dias continuam se destacando entre as rodovias com as médias mais baixas”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

IPTL

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.

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