Levantamento de grãos indica produção de 237,3 milhões de toneladas em 4ª estimativa

O 4º levantamento da safra de grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que a estimativa da produção de grãos para a safra 2018/19 é de 237,3 milhões de toneladas. Se comparado com a safra passada, o crescimento deverá ser de 9,5 milhões de t, o que representa um volume 4,2% superior. Já a área plantada está prevista em 62,5 milhões de hectares, um aumento de 1,2%, em relação com a safra 2017/18.

Entre os destaques do estudo estão a soja, com projeção de crescimento de 1,7% na área de plantio e redução de 0,4% na produção, atingindo 118,8 milhões de toneladas, e o milho primeira safra, que teve aumento de 0,4% na área a ser cultivada que deve resultar em uma produção de 27,5 milhões de t. Com este desempenho, a expectativa é que o produto tenha um desempenho 12,9% superior à obtida em 2017/18, registrando uma produção de 91,2 milhões de toneladas, quando somadas as duas safras do grão.

O algodão também é destaque na produção brasileira, com uma concentração do plantio em janeiro e um crescimento superior a 25,3% na área e 20,3% na produção. Outro bom resultado pode ser encontrado na primeira safra do amendoim, que pode chegar a 551,7 mil t, com um aumento de 10% em relação à safra passada.

Por outro lado, o arroz deve ter uma colheita 7,1% menor que a safra passada, ficando em 11,2 milhões de t, e o feijão primeira safra também apresenta uma queda de 7,7% na área em relação à safra passada e produção estimada em 1,1 milhão de t.

Safra de inverno – Com o fim da safra das culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), a Conab identificou resultados melhores do que na safra passada, mesmo com as adversidades climáticas nas principais regiões produtoras. A produção de trigo ficou 27,3% superior à safra anterior, chegando a 5,4 milhões de toneladas.

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Financiamento da produção aumentou 14% em relação ao semestre anterior

Nos primeiros seis meses de financiamento da produção agropecuária, os agricultores tomaram R$ 87,9 bilhões nas instituições financeiras do Sistema Nacional de Crédito Rural. A contratação do crédito rural teve incremento de 14% em comparação com igual período anterior.

Na linha de financiamento do custeio foi aplicado R$ 51,2 bilhões, alta de 15%. A industrialização cresceu 6%, totalizando R$ 3,7 bilhões, e a comercialização teve alta de 1% em relação à safra passada, somando R$ 14,7 bilhões. Os investimentos tiveram incremento de 28%, alcançando R$ 18,3 bilhões.

Quanto aos programas de investimento, o Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais) teve destaque no período analisado, com alta de 193%, representando aplicação de R$ 744 milhões. O Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para agregação de valor à produção agropecuária) também tem incremento favorável de 178%, com R$ 622 milhões.

O diretor de Crédito Rural da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antonio Luis de Moraes, destacou o bom resultado alcançado pelos programas prioritários de investimento, cujas contratações mantiveram forte expansão. Estes financiamentos se situaram em R$ 712 milhões, um aumento de 93%, no âmbito do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), em R$ 1,2 bilhão e 85% no Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC) e em R$ 691 ou 67% no Programa de Inovação Tecnológica na Propriedade (Inovagro).

O crédito para a atividade agrícola atingiu R$ 63,4 bilhões e a pecuária R$ 24,4 bilhões.

Quanto às fontes de recursos, a poupança rural controlada representou R$ 28,6 bilhões, com participação de 33% nas contratações do crédito rural. Em seguida, vem os Recursos Obrigatórios, com R$ 17,5 bilhões e participação de 20%.

Quanto aos recursos das Letras de Crédito do Agronegócio, as LCA’s registraram aplicação de R$ 15 bilhões, sendo que R$ 11,3 bilhões a taxas de juros favorecidas e R$ 3,7 bilhões a taxa livre de mercado.

Os números da contratação de julho a dezembro de 2018 constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da safra 2018/2019 divulgado pela Secretaria de Política Agrícola.

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Embrapa disponibiliza documento sobre melhoria da produção de tambaqui em tanques-rede

A publicação “Boas práticas para a produção de tambaqui em tanques-rede: da implantação à despesca”, lançada pela Embrapa Amapá, traz recomendações e dicas que abrangem desde a escolha do local de instalação, disposição dos tanques, infraestrutura da criação em tanques-rede, qualidade da água, cultivo, manejo alimentar e nutricional, manejo sanitário, até os cuidados a serem adotados durante a despesca.

O cultivo em tanque-rede é um sistema no qual os peixes são mantidos em estruturas flutuantes, compostas por uma armação rígida revestida por redes que devem ser adequadas de acordo com a quantidade de produção. Os tanques-rede podem ser utilizados para a produção de peixes nas fases de alevinagem, recria e engorda, e têm em média tamanhos que variam de 6 a 50 metros cúbicos. As estruturas permitem a livre circulação da água e podem ser instaladas em ambientes aquáticos como rios e lagos, por meio de flutuadores, em locais onde não há oscilação periódica no nível da água.

Com relação à escolha do local, é importante realizar um estudo da viabilidade técnica e econômica da atividade, além de um planejamento estratégico de produção, considerando fatores como tipo de produto e preço de comercialização (atacado e varejo); quantidade demandada pelo mercado; ciclo de cultivo e escala de produção) proximidade com o mercado consumidor (logística de escoamento da produção); capital de investimento e operacional (fonte de recursos); mão de obra qualificada (treinada). “A questão de segurança da propriedade precisa ser levada em consideração, para evitar perdas devido aos furtos de peixes. Outros fatores que podem onerar a produção são grandes distâncias do mercado consumidor, inexistência de linhas de crédito e, principalmente, o manejo alimentar dos peixes”, recomendam os autores do Comunicado Técnico.

A publicação é de autoria conjunta do pesquisador da Embrapa Amapá Marcos Tavares Dias e Carlos Alberto Silva, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE); Roselany de Oliveira Corrêa, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA); Heitor Martins Júnior, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA); Eliane Tie Oba Yoshioka, pesquisadora da Embrapa Amapá; Jamile da Costa Araújo, pesquisadora da Embrapa Amapá; Laurindo André Rodrigues, Zootecnista, pesquisador da Embrapa Meio-Norte (Parnaíba, PI); e Fabiola Helena dos Santos Fogaça, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ).

Tambaqui – O tambaqui é considerado o segundo maior peixe de escamas em água doce de da América do Sul, atrás apenas do pirarucu. Chega a medir 90 cm de comprimento e a pesar 30 kg. Muito apreciado pelas comunidades ribeirinhas e urbanas da Amazônia, nos últimos anos os estoques naturais sofreram redução e o cultivo da espécie tornou-se uma alternativa para a sobre-exploração. Atualmente, o tambaqui é a espécie nativa mais cultivada no Brasil, estando presente em 24 dos 27 estados do Brasil. Quando cultivado em tanques-rede, alcança boa produtividade, indicando que é uma atividade promissora para a criação do tambaqui em todo o País. No estado do Amapá, é recente a prática do cultivo de peixes em tanques-rede. O pesquisador Marcos Tavares Dias acredita que, no estado, o cultivo reduzido de tambaqui em tanques-rede é devido às reduzidas inovações tecnológicas disponíveis e falta de mão-de-obra adequada, além da ausência de políticas públicas para esse setor produtivo.

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Foto: Roselany Correa / Divulgação

Genetically modified houseplant cleans indoor air

The air in your home can affect your family’s health. Some airborne chemicals have been linked to cancer. These are called volatile organic carcinogens, or VOCs. VOCs can be released from common household products, furniture, and even cooking. The VOCs with the highest known cancer risk are formaldehyde, benzene, and chloroform.

Indoor plants can be used to help purify indoor air. Studies have suggested that common houseplants can remove VOCs from the air. However, there is disagreement about their effectiveness, and too many plants would be needed to clean the air of a typical room. To enhance their ability to remove VOCs, plants, including trees, have been genetically modified to produce cytochrome P450 2E1 (2E1), a key enzyme in mammals that helps clear toxins from the body. It normally helps break down toxins in the liver.

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Photo: Mark Stone / University of Washington

To test whether this gene could be used in indoor houseplants to more effectively purify indoor air for VOCs, a team led by Dr. Stuart E. Strand at the University of Washington genetically modified the common houseplant pothos ivy (Epipremnum aureum) to produce 2E1. The research was supported in part by NIH’s National Institute of Environmental Health Sciences (NIEHS). Results were published online on December 19, 2018, in Environmental Science & Technology.

The researchers spent years injecting a synthetic version of the gene for 2E1 into pothos ivy plants and cultivating new plant lines from those that incorporated the gene. They molecularly confirmed which plant lines contained the added gene.

The team next tested whether these genetically modified plants could remove two VOCs, benzene and chloroform. They placed modified plants and unmodified (wild-type) plants in glass containers that were filled with one of these chemicals for eleven days.

They found that the genetically modified plants cleared out 4.7 times more benzene than the wild-type plants. The genetically modified plants also decreased the concentration of chloroform by 82% during the first 3 days and almost completely after 6 days. In contrast, the wild-type plants did not clear any chloroform from the air.

“These are all stable compounds, so it’s really hard to get rid of them,” Strand says. “Without proteins to break down these molecules, we’d have to use high-energy processes to do it. It’s so much simpler and more sustainable to put these proteins all together in a houseplant.”

Strand says that 2E1 can be beneficial for the plant, too, as it turns chloroform into carbon dioxide and chloride ions, and benzene into a chemical called phenol. “Plants use carbon dioxide to make their food, and they use phenol to help make components of their cell walls,” he explains.

The team is now testing ways to combine this gene modification with other modifications that can clear out formaldehyde. Pothos ivy doesn’t normally flower, so these genetic modifications won’t be able to spread via pollen.

Tianna Hicklin, Ph.D.

Source: https://www.nih.gov/news-events/nih-research-matters/genetically-modified-houseplant-cleans-indoor-air

Municípios do agronegócio lideram crescimento do PIB

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referentes ao PIB (Produto Interno Bruto) Municipal de mais de 5 mil municípios mostram forte crescimento nas principais regiões agrícolas. Levantamento com base no valor nominal do PIB de 2016 revelou que 82% dos municípios brasileiros classificados como os maiores produtores do agro tiveram crescimento nominal superior à taxa anual do PIB do país, que foi de 4,4 % entre 2014 e 2016.

Quando isolados os 100 maiores produtores agrícolas, o crescimento médio foi de 9,81%, no período. Esses municípios respondem por 7,2% do PIB do país, e por 27,5% do Valor Bruto da Produção (VBP Lavouras).

O levantamento de acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, combina as informações do PIB Municipal com as da Produção Agrícola Municipal (PAM), referentes às lavouras permanentes e temporárias em 2017. “Trabalho semelhante a este, foi feito em 2016, quando verificou-se que as regiões produtoras agrícolas cresceram entre 2010 e 2013, o dobro da média do país”, lembrou Gasques.

“Em diversos municípios do Nordeste, o valor da produção agropecuária teve acentuada redução em 2017. Isso ocorreu muito fortemente entre os que integram a região chamada Matopiba, considerada importante área de expansão da fronteira agrícola”, disse Gasques.

“Nos estados da Bahia, Piauí e Maranhão, muito afetados pelas secas ocorridas nos últimos anos, a redução de safras foi muito forte ocasionando redução do valor da produção”, afirmou.

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Cem maiores municípios com atividade agropecuária respondem por 7,2% do PIB do país, e por 27,5% do Valor Bruto da Produção (VBP Lavoura)

Apoio da Conab ao setor produtivo do arroz totaliza prêmios no valor de R$ 31 milhões em 2018

Em 2018 a Superintendência de Operações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ofertou apoio à comercialização de 543 mil toneladas de arroz por meio do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), onde foram negociadas 390,7 mil t. O valor do prêmio foi de R$ 22 milhões. Além disso, outras 368 mil t do produto foram negociadas por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro). Deste total, a quantidade negociada foi 109 mil t, com previsão de R$ 8,8 milhões a serem pagos. O cereal teve um valor total em prêmios de R$ 31 milhões, com um total de oferta e negociação de 912 mil t e 500 mil t respectivamente.

No mesmo período, a Conab realizou também a venda de 288 mil t de milho em grãos, recebendo um valor total de R$ 95 milhões e de 11 mil t de trigo, arrecadando R$ 7 milhões. A superintendência também realizou compras de produtos para a formação de cestas, atendendo à demanda do antigo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Foram adquiridas ao longo de todo o ano 590 t de açúcar cristal, 3,8 mil t de arroz, 413 t de farinha de mandioca, 17,9 t de farinha de milho, 217 t de farinha de trigo, 1,2 mil t de feijão, 179 t de flocos de milho, 92 t de fubá, 263 t de leite em pó, 299 t de macarrão espaguete e 304 mil unidades de óleo de soja.

Com relação às operações de compra e venda simultâneas, foram recebidas 1 mil t de arroz beneficiado e entregues 2,8 mil t de arroz em casca e, visando atender a estudos na área de armazenagem, houve a troca de 1,7 mil t de trigo da safra 2014 por 2,5 mil t do produto da safra 2017. Finalmente, as operações de venda de terceiros envolveram a negociação de 8,4 t de café, 302 t de milho em grãos, 1 mil t de soja, 300 t de sorgo e 10 t de trigo. Isso representou uma arrecadação total de R$ 1,5 mi.

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Exportações em 2018 alcançam o maior valor dos últimos 5 anos

A corrente de comércio brasileira, que é a soma das exportações e importações, cresceu 13,7% em 2018. As exportações alcançaram US$ 239,5 bilhões enquanto as importações registraram US$ 181,2 bilhões. O saldo comercial, que é a diferença entre as duas operações, ficou em US$ 58,3 bilhões, segundo melhor desempenho registrado desde 1989. Os dados foram publicados pelo Ministério da Economia, órgão que seguirá com a divulgação periódica das estatísticas oficiais do comércio exterior brasileiro.

No ano de 2018, as exportações cresceram 9,6% e registraram a maior cifra dos últimos cinco anos. As importações aumentaram 19,7% e atingiram o maior valor desde 2014. A corrente de comércio foi de US$ 420,7 bilhões, superando em US$ 52 bilhões o resultado de 2017 e atingindo o maior valor desde 2014, quando somou US$ 454 bilhões.

Exportações

O aumento das exportações se deu pelo segundo ano consecutivo após sucessivas quedas entre 2012 e 2016. O valor de US$ 239,5 bilhões exportado em 2018 retoma os níveis de 2013, quando foram exportados US$ 242 bilhões.

Por fator agregado, houve crescimento das exportações de produtos básicos (17,2%, para US$ 118,9 bilhões) e manufaturados (7,4%, para US$ 86,6 bilhões), enquanto os produtos semimanufaturados registraram redução de 3,1% (para US$ 30,6 bilhões).

O crescimento das exportações é consequência tanto do aumento dos volumes embarcados (4,1% no índice de quantum), quanto dos preços (5,1%). As exportações de produtos básicos influenciaram o desempenho do índice quantum. Somente essa categoria de produtos cresceu 9,8% no volume embarcado, de acordo com o índice. Pelo mesmo critério, os produtos manufaturados aumentaram 2,6% e os semimanufaturados recuaram 4,6%. Vale ressaltar que o desempenho das exportações de semimanufaturados foi impactado pela forte queda de 40,6% (-22% em quantidade e -23,8% em preço) nas vendas externas de açúcar em bruto, na comparação com 2017, ano em que foram registrados volumes recordes (23,3 milhões de toneladas).

Os principais mercados de destino das exportações brasileiras tiveram desempenho positivo: China (US$ 66,6 bilhões, com alta de 32,2%); União Europeia (US$ 42,1 bilhões, +20,1%); e Estados Unidos (US$ 28,8 bilhões, +6,6%). A Argentina segue como principal parceiro comercial do Brasil na América Latina mas as exportações para aquele destino (US$ 14,9 bilhões em 2018) caíram 15,5% na comparação com 2017. A redução nas exportações de produtos do setor automotivo foi a que mais impactou a queda geral nas exportações para a Argentina.

Para a China, os destaques foram as exportações de commodities agrícolas e minerais: soja, petróleo em bruto, minério de ferro, celulose, carne bovina, ferro ligas, carne de frango, algodão em bruto, entre outros. Para a União Europeia também houve destaque para produtos básicos: farelo de soja, minério de ferro, celulose, café em grão, petróleo em bruto, soja, minério de cobre, entre outros. Já para os Estados Unidos, o aumento de 6,6% das exportações foi influenciado pelo crescimento das vendas de aço semimanufaturado, petróleo bruto, partes de motores de aviões, máquinas e aparelhos para terraplanagem. As exportações brasileiras para os EUA, em 2018, foram majoritariamente de bens manufaturados (cerca de 60%). Com isso o mercado norte-americano se consolida como o maior destino de produtos industrializados do Brasil.

Importações

As vendas externas brasileiras no total de US$ 181,2 bilhões em 2018 representaram um incremento de 19,7% em relação a 2017. O aumento se deu pelo segundo ano consecutivo, após quedas acentuadas de mais de 20% em 2015 e 2016, decorrentes da contração da demanda interna, principalmente da indústria. Em relação ao desempenho dos anos anteriores, o resultado de 2018 supera o registrado em 2015, quando foram importados US$ 171,5 bilhões.

Em 2018, houve aumento de importações em todas as grandes categorias econômicas: bens de capital (US$ 28,6 bilhões, +76,5%); bens intermediários (US$ 104,9 bilhões, +11,6%); bens de consumo (US$ 25,5 bilhões, +9,1%); e combustíveis e lubrificantes (US$ 22,0 bilhões, +24,9%). No ano, as importações foram majoritariamente (85%) compostas por combustíveis, insumos e bens de capital.

Os índices de quantidade e preço também influenciaram o desempenho anual das importações. O índice de quantum cresceu 13,5% enquanto que os preços aumentaram, em média, 5,7%. Os percentuais de crescimento das quantidades e dos preços são superiores aos de 2017 (quantum +6,4% e preço +4,0%). Em 2018, houve aumento do índice de quantum das importações de todas as categorias: bens de capital (82,7%); bens intermediários (5,2%); bens de consumo (9,1%); e combustíveis e lubrificantes (3,2%).

Os principais parceiros comerciais brasileiros nas importações correspondem aos das exportações: China (US$ 35,5 bilhões, +26,6%); União Europeia (US$ 34,8 bilhões, +7,9%); Estados Unidos (US$ 28,9 bilhões, +16,1%); e Argentina (US$ 11,1 bilhões, +16,7%).

Nas compras originadas da China destacam-se: insumos eletroeletrônicos, produtos químicos, fertilizantes e máquinas e equipamentos. Nas originadas da União Europeia ressaltam-se: medicamentos, autopeças, produtos químicos, automóveis de passageiros, derivados de petróleo, e máquinas e equipamentos. Os principais produtos adquiridos dos Estados Unidos foram: derivados de petróleo, medicamentos, produtos químicos e fertilizantes. Por fim, da Argentina, as maiores compras foram: veículos de carga, automóveis de passageiros, trigo em grãos, produtos químicos, autopeças, naftas, malte, leite, creme de leite e cevada.

Saldo

Em 2018, o Brasil registrou o segundo maior superávit comercial, US$ 58,3 bilhões. Ressalta-se que, embora o superávit tenha sido menor do que o de 2017 (US$ 67 bilhões), o desempenho geral do comércio exterior brasileiro supera o do ano passado, em razão do crescimento tanto das exportações como das importações. O aumento da corrente de comércio de 13,7% correspondeu a um crescimento nominal de aproximadamente US$ 52 bilhões – ou seja, de US$ 368,5 bilhões, em 2017, para US$ 420,7 bilhões, em 2018. Com isso, houve contribuição maior do comércio exterior na geração de renda e empregos no Brasil em 2018 que no ano de 2017.

Destaques

O desempenho favorável das exportações em 2018 representou recordes, em quantidade e valor, dos seguintes produtos: soja (83,8 milhões de tonelada e US$ 33,3 bilhões), óleos brutos de petróleo (58,7 milhões de toneladas e US$ 24,7 bilhões) e celulose (15,3 milhões de toneladas e US$ 8,4 bilhões). Destacam-se, ainda, os recordes em quantidades exportadas de: minério de ferro (389,8 milhões de toneladas e US$20,1 bilhões), farelo de soja (16,8 milhões de toneladas e US$ 6,7 bilhões), e suco de laranja (2 milhões de toneladas e US$ 1,3 bilhão).

Na chamada conta petróleo, que reflete o desempenho das exportações e importações de petróleo e derivados, observou-se em 2018 um superávit recorde de US$ 9,3 bilhões. Trata-se de crescimento significativo na comparação com o resultado de 2017: US$ 3,7 bilhões, recorde anterior. As exportações de petróleo e derivados cresceram em 47,1% (para US$ 31,3 bilhões), e as importações em 25,1% (para US$ 21,9 bilhões).

Em 2018, as exportações brasileiras de produtos manufaturados cresceram 7,4% (para US$ 86,6 bilhões). Este foi o terceiro ano consecutivo de alta das exportações dessa categoria de produtos.

Do lado da importação, merece destaque o aumento das aquisições de bens de capital, que cresceram 76,5% (para US$ 28,6 bilhões).

Tanto o desempenho das exportações de manufaturados quanto o das importações de bens de capital sofreram a influência de transações envolvendo plataformas de petróleo, ao amparo do REPETRO. Em todo caso, mesmo excluindo as operações de plataformas de petróleo, ambas as exportações de manufaturados e as importações de bens de capital seguem crescendo, respectivamente, +1,5% (para US$ 80,8 bilhões) e +25,0% (para US$ 18,9 bilhões).

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Exportações somaram US$ 239,5 bilhões e importações US$ 181,2 bilhões. Fluxo de comércio cresceu 13,7% no ano e chegou a US$ 420,7 bilhões.

Cadastro Ambiental Rural pode ser feito até o fim de 2019

com informações da Agência Brasil

O prazo para a inscrição de propriedades e posses rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi prorrogado. O Diário Oficial de hoje (27/12) traz a Medida Provisória (MP) 867/18, que prorroga até 31 de dezembro de 2019 o prazo para requerer inscrição no cadastro, condição obrigatória para a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). O prazo terminaria no próximo dia 31.

Em maio, o presidente Michel Temer havia assinado o Decreto nº 9.395, estabelecendo o dia 31 de dezembro de 2018 como data limite para os agricultores se inscreverem no CAR. A MP altera a o novo Código Florestal, que estabeleceu a inscrição no CAR como “condição obrigatória” para adesão ao PRA, que regulamenta a adequação de Áreas de Proteção Permanente e de Reserva Legal de propriedades rurais por meio de recuperação ou compensação.

O CAR é um monitoramento dos imóveis rurais do país. Ele traz informações sobre a preservação desses imóveis. A existência de nascentes e a área de vegetação preservada também precisam ser declarados.

De acordo com a MP, o objetivo é “integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento”.

Com a adesão ao programa, é possível regularizar os passivos ambientais e/ou infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008, relativas à supressão irregular de vegetação nessas áreas. Ou seja, os produtores rurais regularizados passam a ter benefícios previstos no novo Código Florestal.

Aqueles que não aderirem ao CAR, podem ficar sem acesso ao financiamento rural, além de não poder solicitar licença ambiental ou fazer qualquer negociação com o imóvel rural.

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Codevasf distribui cerca de 270 mil alevinos para piscicultores de 12 municípios do Médio São Francisco baiano

A piscicultura familiar e artesanal no Médio São Francisco baiano segue fortalecida por ações da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Neste mês de dezembro, foram entregues cerca de 270 mil alevinos de tilápia, tambaqui e tambacu para associações comunitárias, piscicultores e prefeituras de 12 municípios da região. A ação visa o oferecimento de alternativa de trabalho e renda às comunidades rurais que convivem com a seca prolongada.

Cerca de 900 famílias de 70 comunidades serão beneficiadas pela ação nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Candiba, Ibotirama, Igaporã, Macaúbas, Matina, Paratinga, Riacho de Santana, Palmas de Monte Alto, Santa Maria da Vitória, Serra do Ramalho e Sítio do Mato.

“Passei mais de 15 anos trabalhando com peixes, mas apenas como revendedor. De três anos para cá, com o apoio da Codevasf, passei a criar os peixes que eu vendo. Isso, sem dúvida, dá um estímulo ainda maior para o trabalho e melhorou a condição financeira também”, diz Edilson Lima, da comunidade Canto do Umbuzeiro, um dos beneficiados pela ação.

Do total de alevinos entregues, cerca de 70 mil foram produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura (2ª/CIRPA), localizado em Xique-Xique, no Médio São Francisco baiano, que é ligado à Superintendência Regional da Codevasf, sediada em Bom Jesus da Lapa.

Os outros 200 mil alevinos foram fruto de parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), por meio da Bahia Pesca. Os alevinos foram produzidos na estação da empresa.

“A distribuição desses peixes tem uma importância muito grande, pois promove alternativa de alimento e renda para muita gente que vive principalmente nas zonas rurais. É interessante e gratificante acompanhar que muitos já conseguiram se estruturar e mudar a própria condição de vida graças a esse tipo de ação”, diz Isabel Denis, técnica da Unidade de Desenvolvimento Territorial da Codevasf em Bom Jesus da Lapa.

Um milhão e meio – No ano de 2018, foram entregues 454 mil alevinos no Médio São Francisco baiano, na área de atuação da Superintendência Regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa, beneficiando 13 municípios: Bom Jesus da Lapa, Candiba, Correntina, Ibotirama, Igaporã, Macaúbas, Matina, Palmas de Monte Alto, Paratinga, Santa Maria da Vitória, Sebastião Laranjeiras, Serra do Ramalho e Sítio do Mato.

Desde 2014, já foram entregues cerca de 1,5 milhão de alevinos, atendendo a 396 comunidades e beneficiando aproximadamente 6 mil famílias de 19 municípios do Médio São Francisco baiano: Bom Jesus da Lapa, Caetité, Candiba, Carinhanha, Correntina, Guanambi, Ibotirama, Igaporã, Macaúbas, Malhada, Matina, Palmas de Monte Alto, Paratinga, Riacho de Santana, Santa Maria da Vitória, Sebastião Laranjeiras, Serra do Ramalho, Sítio do Mato e Urandi.

“Era um sonho antigo de meu pai trabalhar com isso. Nosso vizinho também já cria e o exemplo acabou nos incentivando. Fizemos uns tanques e agora ele está realizando esse sonho. Vamos começar o trabalho e ver como é. Eu não sabia nem para onde ia, mas participei de uma capacitação dada pela Codevasf e representou um belo treinamento. Já sei bastante coisa” diz Cecília Oliveira, da comunidade Recanto do Sol Nascente, de Bom Jesus da Lapa.

Cecília foi uma das participantes da 1ª Capacitação de Aquicultura do Médio São Francisco baiano, realizada em novembro deste ano pela Codevasf. O treinamento contou com representantes de 11 municípios da região, entre produtores que já atuam na área e pessoas interessadas na atividade. O evento contou com palestras e depoimentos práticos de quem já atua na área.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Baixa concentração de boro no solo afeta produtividade da lavoura

com informações da Moglia Comunicação

A influência do boro no desenvolvimento das diferentes culturas é tão grande que, nos últimos quatro anos, tornou-se o nutriente mais pesquisado no mundo. Acompanhando esta tendência, as empresas voltadas à pesquisa e oferta de soluções para nutrição vegetal também têm o boro como elemento relevante no portfólio dos seus produtos. O gerente de pesquisa da Satis, Aedyl Lauar, afirma que as suas propriedades são importantes tanto para a parte reprodutiva das plantas quanto para o enchimento de grãos. “É um elemento que não tem substituto”, complementa.

Trabalho realizado pelo departamento técnico da Satis mostra que o teor ideal de boro no solo é de 0,7 a 1,0 mg/dm3, mas os solos cultivados brasileiros apresentam um nível crítico, que chega a -0,5 mg/dm3. A disponibilidade de boro no solo é afetada por fatores como temperatura, umidade, acidez, textura e deposição de matéria orgânica. Por isto, solos arenosos são mais carentes do que os argilosos.

Esse tema é tão preocupante entre os produtores que levou à criação de um fórum específico. É o Boron Day Brazil, cuja segunda edição ocorreu em outubro, em Piracicaba (SP), numa iniciativa da Esalq, Escola de Agricultura da USP, reunindo pesquisadores de vários países. O objetivo é difundir a importância do boro na nutrição vegetal e animal e promover a atualização técnico-científica. O boro é fundamental porque sem ele tanto as novas brotações como o crescimento de novas raízes são paralisados. Na cultura da soja, o boro tem impacto na germinação do grão de pólen e no crescimento do tubo polínico.

Para contribuir na correção desses problemas, a aposta da Satis é o Humicbor. Por suas propriedades, o Humicbor foi o produto que mais cresceu em vendas na empresa, com um salto de mais de 170% no ano passado e um desempenho acima da média também em 2018. É um fertilizante de quarta geração que, além de suprir as baixas concentrações de boro no solo, é altamente solúvel e possibilita maior enraizamento e crescimento das plantas. “Ele é móvel por toda a planta e não se perde no solo”, destaca Lauar.

De acordo com ele, as carências de boro devem ser 75% supridas até a fase de florescimento e 25% na etapa de enchimento dos grãos. “A planta sem boro tem desestabilidade, fica mais frágil à ocorrência de pragas e às variações de clima”. No caso do milho, por exemplo, as espigas ficam mais perfeitas quando a nutrição é adequada. Nas lavouras de soja no Sul, se o plantio está atrasado, ainda é possível fazer a correção para garantir o desenvolvimento da raiz e da parte aérea para que tenham um florescimento perfeito. Com isto, há melhora na produtividade e maior número de vagens.

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