Movimentação portuária cresce 2,7% em 2018

O setor portuário nacional (portos organizados + terminais privados) movimentou 1,117 bilhão de toneladas em 2018, o que representa um crescimento de 2,7% em relação a 2017. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ. A Agência destaca que entre 2010 e 2018 registrou-se um incremento de 33% na movimentação de cargas no país.

Conforme as estatísticas, os portos públicos movimentaram 374 milhões de toneladas em 2018, um aumento de 2,6% em comparação com 2017 (365 milhões de toneladas). Os terminais privados movimentaram 743 milhões de toneladas no ano passado, um crescimento de 2,8% em relação a 2017 (723 milhões de toneladas).

Em um ranking de movimentação nos portos públicos, Santos (SP) aparece na primeira posição, com 107,5 milhões de toneladas. Em segundo, está Itaguaí (RJ): 56,6 milhões de toneladas. No terceiro lugar, Paranaguá (PR): 48,5 milhões de toneladas. Depois aparecem Rio Grande (RS), com 27,2 milhões de toneladas movimentadas, e Suape (PE), que movimentou 23,4 milhões de toneladas.

Analisando os terminais privados, Ponta da Madeira (MA) liderou a movimentação em 2018, com 198,1 milhões de toneladas. Depois vem Tubarão (ES), com 103,9 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem Tebar (SP): 44,1 milhões de toneladas; Tebig (RJ): 42,9 milhões de toneladas; e Ilha Guaíba (RJ): 41,2 milhões de toneladas.

Em relação ao perfil de carga, portos e terminais movimentaram 712,8 milhões de toneladas de granel sólido, 2,4% a mais que em 2017; 235,1 milhões de toneladas de granel líquido (+1,9%); 112,8 milhões de toneladas de contêineres (+4,8%); e 56,7 milhões de toneladas de carga geral solta (+6,1%).

Entre as principais mercadorias movimentadas, destaque para o minério de ferro. O setor portuário movimentou 407 milhões de toneladas dessa carga em 2018. O minério de ferro, conforme os dados da ANTAQ, representa 36% do total movimentado por portos e terminais privados do país. Em seguida, aparecem os combustíveis, com 203 milhões de toneladas (18,2%). Na terceira posição, contêineres, com cerca de 113 milhões de toneladas (10,1%). Outro destaque é a soja: 102 milhões de toneladas (9,1%).

Contêineres (TEUs)

Conforme o levantamento da ANTAQ em relação aos contêineres, foram movimentados 10,041 milhões de TEUs em 2018, 7,2% a mais que em 2017. Apenas a Região Sudeste movimentou 4,7 milhões de TEUs. A Região Sul movimentou 3,4 milhões de TEUs. A Nordeste, 1,2 milhão de TEUs; e a Norte, com 0,8 milhão.

Navegação

Os dados mostram também a movimentação de cargas por navegação no Brasil. A navegação de longo curso transportou 823 milhões de toneladas, um crescimento de 32% entre 2010-2018. A cabotagem transportou 229 milhões de toneladas (+26%, no mesmo período). A navegação interior transportou 61 milhões de toneladas, crescimento de 105% (2010-2018).

2019

A Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ também apresentou a projeção de movimentação portuária para 2019. Conforme a agência, a expectativa é que portos e terminais movimentem 1,156 bilhão de toneladas, crescimento de 3,5%.

AIREST2

Safra de grãos mantém aumento de área e produção está em 234 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos do período 2018/2019, segundo o 5º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve alcançar 234,1 milhões de toneladas. Se comparado com a safra passada, o crescimento deverá ser de 6,5 milhões de t, o que representa um volume 2,8% superior. O incremento de 910,5 mil hectares, ou 1,5% a mais em relação com a safra 2017/18, também contribuiu para os 62,6 milhões de hectares estimados para a área plantada.

Segundo o levantamento, a produtividade supera a marca positiva anterior, mesmo em meio à falta ou ocorrência de chuvas pontuais, além da incidência de temperaturas elevadas em algumas regiões de maior produção. O grau de eficiência produtiva média do país deve passar dos 3.692 para 3.738 kg/ha.

O maior destaque do estudo, no entanto, é o algodão que registrou grande concentração de plantio em janeiro, em função do bom desempenho das cotações da pluma. Também novas áreas foram incorporadas ao processo produtivo em detrimento de outras culturas. A estimativa é de aumento de 27,9% na produção e 33% na área. Com isso, os números estão em 3,8 milhões toneladas e 1,6 milhão de hectares, respectivamente.

Já a soja, o milho primeira safra, o arroz e o feijão não tiveram o mesmo desempenho. A leguminosa deve reduzir 3,3%, atingindo 115,3 milhões de toneladas, mas com aumento na área de 1,9%. O fator responsável é a redução da produtividade, ocasionada por adversidades climáticas em alguns estados. O milho primeira safra também perde em produção, atingindo 26,5 milhões de toneladas e a área cultivada reduz 1,2%. Mas, se acrescida da segunda safra, a produção total poderá alcançar 91,7 milhões de toneladas, 13,6% a mais que em 2017/18.

O arroz, com concentração maior no Sul do país, esteve mal situado no mês passado e também neste levantamento apresentou um percentual de 11,3% de perdas frente à safra anterior, ficando em 10,7 milhões de toneladas. O feijão primeira safra sofreu igualmente, com registro de 10,6% a menos, refletindo numa produção de 1 milhão de toneladas.

Safra de inverno

O início de plantio para os cultivos de aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale é a partir do mês de abril. O estudo deste mês estima uma produção dessas culturas superior em cerca de 6,9% à de 2018, podendo alcançar 6,9 milhões de toneladas.

Clique aqui para acessar o boletim.

safra31

Produtividade da agropecuária cresce 3,43% ao ano

A produtividade da agropecuária entre 1975 e 2017 tem impulsionado o setor, graças à evolução anual a uma taxa média de 3,43%, superior ao da agricultura americana, de 1,38% ao ano. Em período mais recente, de 2000 a 2017, a média brasileira alcançou 3,8 % ao ano.

De acordo José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, um dos autores do estudo, um conjunto de fatores influenciou a produtividade. Os mais importantes foram as políticas setoriais, o aumento de investimentos, o financiamento através do crédito rural, a abertura de mercados externos a produtos nacionais e a adoção de novos sistemas de produção.

Estados que lideram a produção agropecuária e as exportações são também os que apresentam as maiores taxas de crescimento de produtividade, como o Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia, entre outros.

O trabalho mostra ainda que a taxa média de crescimento da produção agropecuária foi entre 3,8 % e 4% entre 1975 e 2017. Essas taxas correspondem a um acréscimo de quase cinco vezes do produto agropecuário. O aumento foi decorrente do crescimento da quantidade produzida, e também da inclusão de produtos de maior valor agregado, como carnes, frutas, produtos do setor sucroalcooleiro e grãos. A mudança de composição na produção também foi responsável pelos ganhos de produtividade.

Em 42 anos, a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 237,8 milhões de toneladas. Os destaques são a cultura da soja e de milho 2ª safra. A produção de carne bovina passou de 1,8 milhão de toneladas para 7,7 milhões de toneladas. A quantidade de carne suína cresceu de 500 mil toneladas para 3,8 milhões de toneladas e, de frango, de 373 mil toneladas para 13,6 milhões de toneladas.

Entre os indicadores de produtividade (mão de obra, terra e capital), o maior crescimento do uso desses fatores tem ocorrido no capital, formado por tratores, fertilizantes e defensivos. Para Gasques, o resultado do estudo reflete que a qualificação do pessoal ocupado na agricultura ocorre de forma lenta. Mas a dotação de equipamentos para o trabalho, como o uso de tratores e colheitadeiras, foi decisivo para o desempenho observado.

O estudo teve a colaboração de servidores da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

trator_new_holland

Redução da dose da vacina contra aftosa valerá a partir de maio

A vacina contra a febre aftosa vai ter sua dose reduzida de 5 ml para 2 ml na primeira etapa de vacinação de bovinos e bubalinos, que será realizada a partir de maio, na maioria dos estados brasileiros. Diego Viali dos Santos, chefe da Divisão de Febre Aftosa e outras Doenças Vesiculares (Difa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lembra que nessa primeira etapa de vacinação do ano, a maior parte do país vai imunizar todo o rebanho, conforme calendário de vacinação disponível no site do Mapa.

Apenas no Acre, Espírito Santo e Paraná a dose será aplicada apenas em animais jovens (de até 24 meses de idade). O estado do Amapá, devidos a suas condições peculiares, realiza a vacinação anualmente somente no segundo semestre. A mudança da dose está prevista no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que deverá culminar com a retirada total da vacinação no país prevista até 2021.

A expectativa de Diego Viali dos Santos é de que com a redução da dosagem, ocorram menos reações nos animais (caroços, inchaço). Além disso, com frascos menores, as vacinas ocuparão menos espaço, facilitando o transporte e reduzindo o custo de refrigeração. “Os laboratórios produtores possuem estoque suficiente do novo produto para atender à demanda dos criadores”, afirmou.

O ministério preparou um manual para fiscalização do comércio de vacinas contra a febre aftosa, atualizando a publicação de 2005. A versão digital, contendo orientações aos Serviços Veterinários Estaduais e aos distribuidores sobre a qualidade exigida ao produto deverá ser disponibilizada nesta semana.

Cuidados com as vacinas

Compre as vacinas somente em lojas registradas.

Verifique se estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C.

Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.

Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação. Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.

Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação.

Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 2 ml.

O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma.

Lembre de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado juntamente com a nota fiscal de compra das vacinas.

189ad706dc444c5174ff2663f440c129
Com a mudança de 5 ml para 2 ml, a expectativa é de que diminua a ocorrência de reação nos animais. (Foto: Divulgação)

Conab publica edital para credenciamento de armazéns

Os interessados em armazenar estoques públicos e trabalhar com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já podem solicitar o credenciamento. Está disponível na página da Companhia na internet o edital para realizar a habilitação das unidades a fim de prestar serviço de armazenagem para guarda e conservação de produtos da propriedade da União, da Conab ou ainda vinculados a programas governamentais.

Para estar apto a receber produtos agrícolas, inclusive estoques públicos, o armazém deve respeitar as condições técnicas e adequadas ao Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras (SNCUA), além de estar em situação regular junto à Administração Pública, estar isento de irregularidades no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), Sistema de Cadastramento de Fornecedores (Sicaf), entre outros.

O credenciamento é válido por um ano e conta a partir da assinatura do Contrato de Depósito e publicação do respectivo Extrato do Contrato no Diário Oficial da União – DOU, podendo ser prorrogado por 60 meses. Os pedidos devem ser realizados de segunda a sexta-feira, em horário comercial, em uma das Superintendências Regionais da Companhia localizadas nas capitais de todos os estados brasileiros.

Contrato de depósito – O modelo de Contrato de Depósito também pode ser encontrado no site da Companhia. O documento foi atualizado para se adequar à nova legislação vigente, a Lei número 13.303 publicada em 2016, também conhecida como Lei das Estatais.

1160a5fc3ff5da0faa8067add1dda80d

Banco do Nordeste: contratações com mini e pequenos produtores rurais crescem 16% em 2018

Os mini e pequenos produtores rurais fecharam 2018 com crescimento de 16% no volume de contratações com o Banco do Nordeste. Ao todo, foi aplicado R$ 1,3 bilhão para o segmento em 2018, valor superior ao montante de R$ 1,1 bilhão financiado em 2017. Os recursos são oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste.

Mais de seis mil contratos foram formalizados no período. O crédito contemplou empreendimentos rurais de pequeno porte, em todos os estados do Nordeste, norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ao todo, 53% das contratações foram destinadas a propriedades localizadas na região do Semiárido.

Entre as operações realizadas, o custeio representou 52% do valor total contratado, atendendo aos setores agrícola e pecuário. Os financiamentos incluíram itens como compra de vacinas, plantio, aquisição de ração, pagamento de mão de obra, entre outros.

Já as operações de investimento e comercialização responderam por 48% do montante aplicado. O crédito de longo prazo é utilizado na ampliação da produção e comercialização, compra de máquinas e equipamentos, reposição de peças e serviços de manutenção, expansão, modernização ou realocação de empreendimentos do seu agronegócio.

banco-do-nordeste

Conab: retorno de investimento para os produtores de soja, algodão e amendoim

Um novo estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a receita líquida para os produtores de soja no país para a safra 2017/18 chegou a R$ 45,4 bilhões. Este foi resultado obtido a partir da diferença entre a receita bruta da produção, de R$ 137,1 bilhões, e o custo operacional investido, de aproximadamente R$ 91,7 bilhões. Com isso, a rentabilidade no cultivo do grão geram retorno de 49,57% para o produtor.

A oleaginosa é um dos três itens analisados na publicação Receita Bruta e Líquida Operacional dos Produtores de Algodão, Amendoim e Soja, divulgada pela Companhia. Segundo o estudo, o bom resultado deste último pode ser explicado em parte pelo valor de comercialização do grão, comparado com a gestão dos custos. Se por um lado o produtor encarou um aumento na hora dos gastos com o plantio, por outro o preço da oleaginosa no mercado também esteve em patamares maiores. Assim, as despesas iniciais foram superadas pelos valores obtidos na hora da comercialização.

Com relação à colheita de algodão e amendoim na safra passada, os técnicos da Conab avaliaram que os resultados obtidos pelos agricultores, nos dois casos, também é positivo. O amendoim teve ainda uma rentabilidade um pouco melhor, com retorno de aproximadamente 42% do investimento inicial e uma receita líquida de R$ 226,3 mil, o que representa 29,52% da receita bruta.

O algodão, que tem apresentado números de safra cada vez maiores, apresenta um retorno baseado no investimento no plantio da pluma em tono de 38,7%, o que para o estudo ainda é considerado uma margem boa de rentabilidade. No entanto, o custo de produção é mais elevado, devido à alta tecnologia utilizada. Com isso, a receita líquida operacional deste cultivo fica em torno de R$ 3,9 bilhões, o que representa cerca de 27,9% do volume da receita bruta obtida, que é de R$ 14 bilhões.

A Conab publica todo ano as informações relativas à Receita Bruta dos Produtores Rurais Brasileiros desde a safra 2008/2009. Neste ano, foram implementadas duas novidades: a inclusão das informações sobre a receita líquida operacional dos cultivos e a divisão das culturas em grupos, abarcando alguns produtos selecionados para análise aos invés de todos em um mesmo estudo. Essa última inovação, visa trazer mais agilidade e transparência na divulgação das informações.

algodao-plantac3a7ao

Curtas: preço da uva, segurança hídrica, material genético, valor da produção e investimentos no Maranhão

1. Preço mínimo da uva terá reajuste de 12% na safra 2019. O valor pago para Isabel, utilizada como variedade referência, será de R$ 1,03. O índice tem vigência para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste e é válido até 31 de dezembro de 2019.

2. Plano Nacional de Segurança Hídrica vai priorizar 114 obras para oferta de água. O Ministério do Desenvolvimento Regional prevê investimentos de R$ 25 bilhões em obras estruturantes para ampliar o abastecimento de água. Do total de projetos, 66 estão na região Nordeste, área que mais sofre com a seca.

3. Brasil vai exportar material genético bovino e bubalino para o Suriname. A confirmação foi feita após a aprovação, por parte do Suriname, do Certificado de Saúde Animal para exportação de sêmen e embriões bovinos e bubalinos in vivo e in vitro.

4. Valor Bruto da Produção fecha 2018 em R$ 569,8 bilhões. Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado.

5. Codevasf amplia fortalecimento de atividades produtivas em áreas rurais do Maranhão. Os investimentos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba somam mais de R$110 milhões. Famílias de aproximadamente 40 municípios da região foram beneficiadas em 2018, com a autorização de doações de equipamentos, cuja quantia ultrapassa R$7,3 milhões. Ainda em 2018, o valor destinado a aquisições, arrecadado pela Codevasf, por meio de emendas parlamentares, foi maior que R$65 milhões.

agricultura alternativa no amapá_wardsson lustrino borges
Foto: Divulgação / Codevasf

Exportações do agro em alta de quase 6% ultrapassam US$ 100 bilhões

As exportações do agronegócio atingiram o valor recorde nominal de US$ 101,69 bilhões em 2018, com crescimento de 5,9% em relação aos US$ 96,01 bilhões exportados em 2017. O recorde anual anterior ocorreu em 2013, quando o país exportou US$ 99,93 bilhões em produtos do setor.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas para a China explicam o comportamento da balança do agro. As exportações para o país aumentaram US$ 9 bilhões. O valor supera o aumento US$ 5,67 bilhões registrado no mercado externo de alimentos como um todo.

No complexo soja, o grão foi o principal produto exportado com volume recorde de 83,6 milhões de toneladas. Segundo o boletim da Secretaria, o incremento na quantidade exportada não ocorreria sem a forte demanda chinesa. O consumo chinês cresceu de 53,8 milhões de toneladas, em 2017, para 68,8 milhões de toneladas, em 2018, com aumento de 15 milhões de toneladas de soja em grãos.

Já o comércio de carne bovina in natura atingiu volume recorde na série histórica iniciada em 1997. No ano passado, foram exportadas 1,35 milhão de toneladas (+12,2%). Foram vendidas para a China 322,3 mil toneladas com acréscimo de 111,1 mil toneladas em relação a 2017.

Outro produto que teve desempenho favorável, nos últimos 12 meses, foi a celulose, dentro do segmento de produtos florestais. A celulose obteve valor recorde de US$ 8,35 bilhões (+31,5%), também, em quantidade, chegando a 15,3 milhões de toneladas (+10,6%). Também a demanda chinesa explica em grande parte esse incremento. O país asiático aumentou as aquisições para 6,5 milhões de toneladas de celulose em 2018 (+20%).

A participação do Agronegócio representou 42,4% do total das vendas externas brasileiras no ano. As importações do agro registraram retração de 0,8%, somando US$ 14 bilhões. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 87,6 bilhões (+7,1%).

exportacao-argentina-brasil-1
O valor é recorde, com destaque para as compras chinesas de soja em grão, carne bovina in natura e celulose. O recorde anual anterior ocorreu em 2013.

IBGE prevê safra de grãos 3,1% maior em 2019

O terceiro prognóstico para a safra 2019, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 233,4 milhões de toneladas, 3,1% acima da safra de 2018, o que representa 7,0 milhões de toneladas a mais. O crescimento deve-se, principalmente, às maiores estimativas de produções do milho (6,9 milhões de toneladas), caroço de algodão (199,7 mil toneladas) e soja (945,6 mil toneladas). Houve declínio da estimativa de produção de arroz (567,3 mil toneladas) e feijão (90,7 mil toneladas). A área a ser colhida foi prevista em 62,2 milhões de hectares, 2,1% maior que a atual safra. Tiveram variação positiva o algodão herbáceo em caroço (17,1%,) a soja em grão (2,1%) e o milho em grão (3,6%). O arroz em casca e o feijão apresentaram variação negativa de 6,2% e 1,8%, respectivamente.

Já a 12ª estimativa de 2018 totalizou 226,5 milhões de toneladas, 5,9% inferior à obtida em 2017 (14,2 milhões de toneladas a menos). A estimativa da área colhida (60,9 milhões de hectares) foi 248,3 mil hectares inferior a de 2017. O arroz, o milho e a soja representaram 93,1% da estimativa da produção e responderam por 87,1% da área colhida. Em relação a 2017, houve acréscimo de 2,9% na área da soja e reduções de 8,3% na área do milho e de 7,8% na área de arroz. Quanto à produção, ocorreram quedas de 18,3% para o milho, de 5,8% para o arroz e acréscimo de 2,5% para a soja.

Regionalmente, o volume da produção apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 101,0 milhões de toneladas; Sul, 74,5 milhões de toneladas, Sudeste, 22,9 milhões de toneladas; Nordeste, 19,1 milhões de toneladas e Norte, 8,9 milhões de toneladas. Em relação à safra passada, houve aumentos de 7,0% no Nordeste e de 0,4% no Norte, e decréscimos de 4,6% no Centro-Oeste, de 11,3% no Sul e de 4,4% no Sudeste. O Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 26,9%, seguido pelo Paraná (15,5%) e Rio Grande do Sul (14,6%), que, somados, representaram 57,0% do total nacional.

Estimativa de dezembro para 2018 226,5 milhões de toneladas

Variação dezembro 2018 / novembro 2018 -0,4%

Variação safra 2018 / safra 2017 -5,9%

Terceira estimativa para safra 2019 233,4 milhões de toneladas

Variação safra 2019 / safra 2018 3,1%

Para 2019, o terceiro prognóstico estima safra 3,1% maior que a de 2018

Neste terceiro prognóstico, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 233,4 milhões de toneladas, aumento de 3,1% em relação ao ano anterior, o que representa 7,0 milhões de toneladas a mais. O crescimento deve-se, principalmente, às maiores estimativas de produções do milho (6,9 milhões de toneladas), caroço de algodão (199,7 mil toneladas) e soja (945,6 mil toneladas). Houve declínio da estimativa de produção de arroz (567,3 mil toneladas) e feijão (90,7 mil toneladas).

Analisando-se os cinco produtos de maior importância para a próxima safra, o arroz (4,8%) e feijão (3,0%) devem ter variações negativas na produção em relação a 2018. Já para a soja, caroço de algodão e milho em grão foram estimados crescimentos de 0,8%, 6,6% e 8,4%, respectivamente. Com relação à área prevista, apresentam variação positiva o algodão herbáceo em caroço (17,1%,) a soja em grão (2,1%) e o milho em grão (3,6%). O arroz em casca e o feijão estão com variação negativa de 6,2% e 1,8%, respectivamente.

Algodão herbáceo (em caroço) – O terceiro prognóstico da safra de algodão em 2019 estimou uma produção de 5,3 milhões de toneladas, 6,6% maior que a de 2018. A área plantada (1,3 milhão de hectares) cresceu 17,1%. O Mato Grosso estimou uma produção de 3,6 milhões de toneladas, acréscimo de 13,7% em relação à safra 2018, devendo responder por 68,9% da produção nacional. Grandes áreas disponíveis, especialização e elevada tecnologia nos cultivos, bem como clima mais estável no bioma Cerrado da Região Centro-Oeste, comparativamente a outras regiões, transformaram o Mato Grosso no principal estado cotonicultor do país.

Arroz (em casca) – A terceira estimativa para 2019 é de uma produção de 11,2 milhões de toneladas e rendimento médio de 6 369 kg/ha, declínio de 4,8% e aumento de 1,4%, respectivamente, em relação a 2018. O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do país, deve participar com 71,1% do total a ser colhido em 2019. A produção gaúcha foi estimada em 7,9 milhões de toneladas. Santa Catarina, segundo produtor nacional, estimou uma produção de 1,1 milhão de toneladas, e um rendimento médio de 7 663 kg/ha, praticamente mantendo-se o obtido na safra de 2018.

No Centro-Oeste, o Mato Grosso estimou uma produção de 466,7 mil toneladas, declínio de 7,1% em relação ao ano anterior. Para Goiás, a produção estimada foi de 103,3 mil toneladas, queda de 12,4% e, para o Mato Grosso do Sul, produção de 60,1 mil toneladas, redução de 10,0%. No Nordeste, Maranhão e Piauí estimaram produção de 182,2 e 79,1 mil toneladas, respectivamente, portanto, menores em 12,0% e 27,7% que em 2018. No Norte, Tocantins estimou uma produção de 652,8 mil toneladas, declínio de 1,1% em relação ao ano anterior. Pará, com 104,0 mil toneladas, Roraima, com 54,5 mil toneladas e Rondônia, com 119,1 mil toneladas, completam o grupo de estados rizicultores mais importantes dessa região

Café (em grão) – A estimativa da produção de café em 2019 é de 3,2 milhões de toneladas, ou 53,4 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 10,8% em relação à safra 2018. Para o café arábica, a produção estimada é de 2,3 milhões de toneladas, ou 38,2 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 14,9%. A área plantada (1,7 milhão de hectares) apresenta redução de 0,2%. A área a ser colhida (1,5 milhão de hectares) apresenta aumento de 0,3% e o rendimento médio (1.541 kg/ha) foi estimado com retração de 15,1%, em decorrência da bienalidade negativa da safra, pois esta espécie alterna ano de alta com ano de baixa produção. O ano de 2018 caracterizou-se como de elevada produção. Minas Gerais, maior produtor de café arábica do país, com 70,1% do total nacional, estima colher 1,6 milhão de toneladas, ou 27,3 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 13,4% em relação ao ano anterior. Outros produtores importantes, como São Paulo e Espírito Santo, também estão apresentando estimativas de produção inferiores às de 2018, com 271,4 e 177,6 mil toneladas, respectivamente. Para São Paulo, estimou-se declínio de 27,4% e no Espírito Santo, 21,2%. Para o café canephora (conillon) foi estimada uma produção de 913,4 mil toneladas, aumento de 1,5% em relação ao ano anterior. A estimativa de produção do Espírito Santo, de 606,9 mil toneladas, apresenta aumento de 2,6%, com o rendimento médio devendo crescer 2,3%. Para Rondônia, a estimativa da produção foi de 143,7 mil toneladas, ou 2,4 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior. Na Bahia, outro importante produtor do café conillon, a estimativa da produção encontra-se em 129,6 mil toneladas, ou 2,2 milhões de sacas de 60 kg.

Feijão (em grão) – A terceira estimativa da produção de feijão para a safra 2019 é de 2,9 milhões de toneladas, retração de 3,0% em relação a 2018. A 1ª safra deve produzir 1,4 milhão de toneladas; a 2ª safra uma produção de 1,1 milhão de toneladas e a 3ª safra, 467,4 mil toneladas. A área a ser colhida na safra de verão (1ª safra) deve ser reduzida em 4,7%, comparativamente a de 2018, ou seja, menos 74,7 mil hectares, devendo alcançar 1,6 milhão de hectares, enquanto o rendimento médio deve apresentar declínio de 6,4%, registrando 820 kg/ha. A produção estimada de feijão, na safra de verão, deve ser 10,8% menor que a obtida nesta mesma época em 2018. As áreas de plantio de feijão 2ª e 3ª safras dependem muito dos preços do produto e do clima, visto as lavouras serem muito sensíveis às condições hídricas, notadamente nas fases fenológicas mais importantes, como é o caso do florescimento e enchimento dos grãos. Devido ao ciclo mais curto do feijoeiro, as estiagens e veranicos costumam afetar drasticamente a produção dessa leguminosa.

Milho (em grão) – O terceiro prognóstico de milho em grão, para 2019, estimou uma produção de 88,2 milhões de toneladas, crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior, o que representou um aumento de 6,9 milhões de toneladas. Para a 1ª safra de milho, a previsão é de 26,4 milhões de toneladas, 2,7% maior que no mês anterior (2º prognóstico), crescendo 2,6% em relação ao mesmo período de 2018. Apesar dos preços atuais encontrarem-se em patamares superiores aos praticados na época da decisão de plantio da 1ª safra em 2018, os produtores não devem aumentar muito os investimentos nas lavouras do cereal na safra verão, uma vez que a prioridade de cultivo deve ser a soja, em função da maior expectativa de rentabilidade para a leguminosa. Para o milho 2ª safra, a estimativa da produção é de 61,8 milhões de toneladas, crescimento de 11,1% em relação a 2018.

Soja (em grão) – A terceira estimativa de produção para 2019 soma 118,8 milhões de toneladas, aumento de 0,9% em relação ao 2º prognóstico, em novembro, e crescimento de 0,8% em relação a 2018. A área a ser plantada com a leguminosa é de 35,6 milhões de hectares, aumento de 0,5% em relação ao mês anterior e aumento de 1,9% em relação a 2018. Na região Centro-Oeste, o Mato Grosso, que em 2019 deve responder por 26,8% do total a ser produzido pelo país, estima colher 31,8 milhões de toneladas, crescimento de 0,6% em relação a 2018, apesar de aumento de 1,9% na área a ser plantada. Goiás, com estimativa de produção de 11,2 milhões de toneladas, aguarda declínio de 1,4%, enquanto que o Mato Grosso do Sul, com 10,2 milhões de toneladas, estimou aumento de 3,6% na produção. Na Região Sul, o Paraná, segundo maior produtor e responsável por 16,3% do total nacional, estima produzir 19,3 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor da leguminosa, estimou uma produção de 18,6 milhões de toneladas, crescimento de 6,1% em relação a 2018, e 0,3% em relação ao mês anterior. Na Região Sudeste, Minas Gerais, com 5,4 milhões de toneladas, estimou queda de 0,1% em relação ao ano anterior, enquanto em São Paulo, a estimativa da produção, de 3,5 milhões de toneladas, encontra-se 1,6% maior. Na Região Nordeste, destaques para a produção da Bahia, Maranhão e Piauí, estados que, juntamente com o Tocantins (Região Norte), integram o “MATOPIBA”, uma região de acelerada expansão agrícola em decorrência de abertura de novas áreas de plantio no bioma Cerrado desses estados. Bahia, com 4,9 milhões de toneladas, estimou declínio de 20,8%. Maranhão, com uma produção estimada de 3,1 milhões de toneladas, tem aumento de 12,1% em relação a 2018, enquanto que o Piauí, com uma produção estimada de 2,6 milhões de toneladas, tem aumento de 4,1%. Na Região Norte, os destaques foram o Tocantins, Rondônia e Pará, que estimaram produções de 2,7, 0,9 e 1,8 milhão de toneladas, respectivamente.

Destaques da estimativa de dezembro de 2018 em relação a novembro

Em dezembro, destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção, em comparação a novembro: sorgo (10,9%), uva (9,7%), batata-inglesa 3ª safra (3,4%), batata-inglesa 2ª safra (3,0%), café canephora (1,2%), soja (-0,1%), milho 1ª safra (-0,5%), milho 2ª safra (-0,6%), mandioca (-2,5%), trigo (-6,7%) e batata-inglesa 1ª safra (-8,0%). Com relação à variação absoluta, os destaques positivos ficaram com o sorgo (220.901 t), a uva (141.106 t), a batata-inglesa 2ª safra (34.879 t), a batata-inglesa 3ª safra (34.100 t), e o café canephora (10.896 t). Os destaques negativos foram soja (-94.014 t), milho 1ª safra (-125.165 t), batata-inglesa 1ª safra (141.804 t), milho 2ª safra (-363.231 t), trigo (-378.959 t) e mandioca (-500.066 t).

Batata-inglesa – A estimativa da produção brasileira foi de 3,8 milhões de toneladas, redução de 1,9% em relação ao mês anterior. A 1ª safra produziu 1,6 milhão de toneladas, declínio de 8,0%. Minas Gerais, responsável por 25,2% da produção desta safra, reavaliou suas estimativas este mês, informando uma produção de 411,7 mil toneladas, declínio de 25,6% em relação ao mês anterior. Para as 2ª e 3ª safras, a produção estimada alcançou 1,2 e 1,0 milhão de toneladas, respectivamente, havendo aumento de 3,0% e 3,4% em relação ao mês anterior. Contudo, em relação a 2017, houve declínio de 4,1% e 4,6%, respectivamente. Em relação ao ano anterior, a produção brasileira da batata-inglesa apresentou queda de 10,1%. Houve declínio de 9,5% na área plantada e na área colhida, e redução de 0,7% no rendimento médio.

Café (em grão) – A produção brasileira de café, este ano, foi mais um recorde da série histórica do IBGE. Ao todo, o país produziu 3,6 milhões de toneladas, ou 59,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 0,5% em relação ao mês anterior. Em relação a 2017, a produção brasileira de café cresceu 29,4%, em decorrência do aumento de 31,6% na produtividade das lavouras. Clima mais benéfico, aumento nos investimentos em tratos culturais e tecnologia e a bienalidade positiva da safra do café arábica foram os responsáveis pela excelente produção de café em 2018. Com relação ao café arábica, a produção estimada foi de 2,7 milhões de toneladas, ou 44,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior. Em relação a 2017, a produção do café arábica cresceu 28,6%, em decorrência do acréscimo de 30,2% no rendimento médio.

Em dezembro, São Paulo elevou sua estimativa de produção em 2,6%, acréscimo de 9,5 mil toneladas ao informado no mês anterior. A produção mineira deve alcançar 1,9 milhão de toneladas, ou 31,5 milhões de sacas de 60 kg, figurando como maior produtor do país, com participação de 70,1% do total produzido. O Espírito Santo, terceiro maior produtor, estimou uma redução de 1,2% em sua produção em dezembro. Outros estados importantes na produção do café arábica, Bahia e Paraná, estimaram produção de 108,8 e 56,7 mil toneladas, respectivamente. Para o café canéphora, a produção estimada, de 899,5 mil toneladas, ou 15,0 milhões de sacas de 60 kg, encontra-se 1,2% maior que a do mês anterior. Em dezembro, houve reavaliação da produção do Espírito Santo, sendo estimado um crescimento de 2,0% em relação ao mês anterior. A produção capixaba foi de 591,5 mil toneladas, ou 9,9 milhões de sacas de 60 kg. O estado é responsável por 65,8% da produção nacional. Em relação ao ano anterior, a produção do café conillon apresentou crescimento de 32,0%, sendo que os aumentos mais consideráveis foram informados pelo Espírito Santo (56,0%) e pela Bahia (15,7%). A produção desses estados vem se recuperando nos últimos anos, após ter sofrido drástica redução, em decorrência de longo período de estiagem.

Mandioca (raiz) – A estimativa da produção de mandioca foi de 19,4 milhões de toneladas, declínio de 2,5% em relação ao mês anterior. Minas Gerais reavaliou negativamente sua estimativa de produção, com redução de 40,5%. A produção mineira foi estimada em 487,3 mil toneladas. Face aos preços pouco compensadores da mandioca, muitos dos produtores optam por deixar as plantas por mais tempo nas lavouras. Outros estados importantes na produção da mandioca, Paraná (17,9% de participação no total nacional), São Paulo (5,5%) e Rio Grande do Sul (5,0%), também informaram declínios nas estimativas da produção, comparativamente ao mês anterior. No Paraná, a redução foi de 2,5%, sendo estimada uma produção de 3,5 milhões de toneladas. Em São Paulo, houve redução de 1,2%, devendo ser produzidas 1,1 milhão de toneladas. Para o Rio Grande do Sul, a produção estimada foi de 964,3 mil toneladas, declínio de 1,1%. Em relação a 2017, a produção de mandioca declinou 5,9%, em decorrência das reduções de 2,4% da área plantada, de 2,8% da área colhida e de 3,2% no rendimento médio.

Milho (em grão) – Em relação a novembro, a estimativa da produção declinou em 488,4 mil toneladas, ou 0,6%, tendo totalizado 81,4 milhões de toneladas. Em relação a 2017, a estimativa da produção encontra-se 18,3% menor. Em 2017, a produção de milho do Brasil foi recorde da série histórica do IBGE, quando, então, foram produzidas 99,5 milhões de toneladas. Na 1ª safra de milho, a produção alcançou 25,7 milhões de toneladas. Em relação ao ano anterior, a produção foi 17,1% menor. Preços pouco compensadores, durante a época de plantio, influenciaram os produtores a ampliar as áreas de plantio de soja em detrimento do milho de verão. Em dezembro, Goiás reavaliou sua estimativa de produção. A produção, de 1,6 milhão de toneladas, declinou 7,1%. Na maioria das unidades da federação, houve atraso no plantio do milho 2ª safra, pois a colheita das safras de verão atrasou. Com isso, as lavouras ficaram mais expostas aos períodos de estiagem, sobretudo no Centro-Sul do País. A produção foi estimada em 55,6 milhões de toneladas, cultivadas em 11,6 milhões de hectares. A variação mensal caiu 0,6% na estimativa da produção, em relação ao mês anterior. Os principais ajustes negativos, em termos de volume de produção, vieram de São Paulo (8,1%) e Mato Grosso do Sul (3,6%). Em relação ao ano anterior, a produção de milho 2ª safra encontra-se 18,8% menor.

Soja (em grão) – Em dezembro, a estimativa da produção caiu 0,1%, resultado de pequenos reajustes nas produções de Tocantins (2,6%), Maranhão (0,1%), Minas Gerais (0,2%) e Goiás (-1,5%). A produção brasileira de soja totalizou 117,8 milhões de toneladas, aumento de 2,5% em relação ao ano anterior. Houve atraso das chuvas, por ocasião da época de plantio da safra verão. Contudo, após sua chegada, as mesmas se firmaram na maioria das regiões produtoras, com exceção da Sul, onde houve restrição das mesmas ao final do ciclo, comprometendo a produtividade das lavouras e, consequentemente, a produção, que caiu 4,5%. Os preços da soja, apesar de retração em dezembro, ainda se encontram firmes, em face da crescente demanda chinesa. Além disso, a desvalorização do Real aumentou a competitividade da soja brasileira.

Sorgo (em grão) – A estimativa da produção alcançou 2,3 milhões de toneladas, aumento de 10,9% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área colhida apresentaram aumento de 3,8%, enquanto o rendimento cresceu 6,8%. Em Minas Gerais, segundo maior produtor nacional do cereal, com participação de 35,7% do total produzido, a estimativa aumentou 34,0%. Em relação ao ano anterior, a produção do sorgo cresceu 4,8%.

Trigo (em grão) – A estimativa da produção brasileira foi de 5,3 milhões de toneladas, declínio de 6,7% em relação ao mês anterior. O Paraná produziu, em 2018, 2,8 milhões de toneladas, considerada uma produção boa, apesar da ocorrência de estiagens durante o ciclo e das chuvas durante a colheita. O Rio Grande do Sul produziu 1,8 milhão de toneladas, redução de 16,7%, em relação ao mês anterior. Os produtores também enfrentaram problemas climáticos. Juntos, Paraná e Rio Grande do Sul responderam por 86,2% do total produzido. Em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, as estimativas recuaram 9,1% e 7,8%, respectivamente, também em decorrência do clima adverso. Preços pouco atrativos, baixa liquidez e problemas climáticos têm frequentemente afetado a produção do trigo no país. Ainda assim, a estimativa da produção de 2018 está 25,1% maior quando comparada à safra de 2017, ano que o clima desfavorável prejudicou mais fortemente a produção gaúcha e paranaense.

Uva – A estimativa da produção brasileira de uva alcançou 1,6 milhão de toneladas, aumento de 9,7% em relação ao mês anterior. Em dezembro, Bahia e Pernambuco reavaliaram suas estimativas de produção. Na Bahia, o crescimento foi de 63,4%, comparativamente ao mês anterior. A produção baiana de uvas alcançou 75,4 mil toneladas, alçando à quarta posição nacional. Em Pernambuco, segundo maior produtor, a estimativa cresceu para 423,4 mil toneladas, aumento de 34,5% em relação ao mês anterior. Em relação ao ano anterior, a produção de uvas apresenta declínio de 5,2%. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional da fruta, a produção declinou 14,0% em face do clima que, em 2018, não foi tão bom quanto em 2017.

Milhorutyerwt