Pesquisa acadêmica vai mapear os hábitos de mídia das mulheres do agro

Em comemoração ao Dia da Mulher, neste 8 de março, uma nova pesquisa digital está sendo lançada para traçar o perfil das mulheres do agronegócio em relação aos hábitos de consumo de mídia. A pesquisa foi elaborada para fins acadêmicos e será utilizada no trabalho de conclusão do curso de MBA em Agronegócios da Esalq/USP pela jornalista Lilian Munhoz, sob orientação da economista Juliana Chini, mestre em gestão internacional e líder de inteligência de marketing da @tech.

A pesquisa traz perguntas sobre os hábitos das mulheres que atuam no agronegócio em relação à forma de se comunicar na internet, nas redes sociais, como utilizam os veículos de comunicação para estarem atualizadas, o que consomem via internet, entre outros. “O objetivo é mapear o perfil de produtoras rurais e profissionais que atuam nas mais diversas áreas do agronegócio, conhecer suas preferências e desenvolver conclusões a respeito de como se comunicam e se informam nos dias de hoje”, explica Lilian Munhoz, que também é editora e apresentadora da TV Terraviva, canal de agronegócios do Grupo Bandeirantes.

Pesquisas que destacam o aumento da participação de mulheres no agronegócio têm crescido a cada ano, mas o tema ainda é inédito. As pesquisas mais recentes são de 2017, que destacam o aumento da participação das mulheres em cargos de gestão e planejamento nas propriedades, mas ainda não há pesquisas que façam uma abrangência sobre os hábitos digitais delas. Além disso, nos dias de hoje, as novas tecnologias mudam constantemente, sendo necessária uma atualização frequente sobre a utilização das novas ferramentas digitais.

A pesquisa pode ser respondida por todas as mulheres acima de 18 anos que atuam com qualquer área relacionada ao agronegócio (Produção Rural, Comunicação, Marketing, Insumos, Logística, Advocacia, Governo, Ensino e Pesquisa, entre outras). São 28 questões de múltipla escolha e duas descritivas. A pesquisa vai estar disponível até o final de julho. Os dados serão divulgados no trabalho de conclusão de curso da jornalista no final de 2019.

Para ter acesso às perguntas e participar da pesquisa “Hábitos de Consumo de Mídia das Mulheres do Agronegócio”, clique aqui.

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Vacinação de bezerras contra brucelose deve ser feita até maio

com informações do Sistema Faeg / Senar

O sistema Faeg/Senar alerta os criadores de bovinos e bubalinos sobre a obrigatoriedade de vacinarem as fêmeas de três a oito meses de idade, contra a brucelose. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária faz o chamado conforme o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A previsão da Agrodefesa é que sejam imunizadas cerca de 1,2 milhão de animais até 31 de maio, quando encerra o prazo de vacinação do primeiro semestre. Já no segundo semestre, o período se encerra em 30 de novembro.

As vacinas indicadas são a B19 ou a RB51, que devem ser compradas em estabelecimentos registrados na Agência. Como se trata de vacina viva, existem riscos de contaminação, por isso aplicação exige cuidados que vão desde a refrigeração até o ato da imunização. Outro cuidado é aplicar a vacina em tempo hábil após seu preparo, já que não pode ser armazenada para uso posterior em razão do período específico de utilização.

A Analista Técnica do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Christiane Rossi, destaca que a vacinação deve ser feita por médico veterinário, também responsável por emitir a receita para compra da vacina e o qual precisa estar cadastrado junto à Agrodefesa. O cadastro tem periodicidade anual e fica disponível para consulta pelo produtor, nos escritórios locais do órgão de defesa”, explica.

É preciso reforçar que, quem tem fazendas em municípios diferentes terá que comprar as doses separadas para cada uma delas. Depois da imunização, os pecuaristas têm que apresentar na Agrodefesa o atestado de vacinação junto da Nota Fiscal o que pode ser feito por eles ou pelo veterinário responsável, dentro de 30 dias após a compra da vacina.

De acordo com a Agrodefesa, a não vacinação gera multas e punições como a restrição de venda de animais, inclusive adultos, na propriedade. A multa é de R$ 7,00, por cabeça de bezerra não vacinada, além da obrigatoriedade da vacinação assistida da Agrodefesa. E quem deixar de entregar o atestado de vacinação indicado, será multado em R$ 300,00.

As bezerras de vacas e búfalas imunizadas com a vacina B-19 devem ser carimbadas do lado esquerdo da cara, com dígito do ano de vacinação. Agora se a opção for pela vacina RB51, a identificação é com a letra V também no lado esquerdo da cara.

“O Sistema Faeg Senar contribui para levar as informações aos produtores rurais através de suas vias de comunicação, da sua capilaridade nos municípios através dos Sindicatos Rurais, através da Assistência Técnica e Gerencial, qualificação dos trabalhadores e produtores rurais pelo Senar, entre outros. Também atua com sugestões para atualizar as legislações quando em consulta pública”, pontua a analista do IFAG.

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Foto: Divulgação

Liderança feminina no agronegócio

O Núcleo São Paulo de Mulheres do Agronegócio, em parceria com o Ipojur (Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas em Ciências Políticas e Jurídicas), realiza, no próximo dia 27/03, o 4º Encontro das Mulheres do Agronegócio, com foco em liderança feminina no setor. O objetivo do encontro é proporcionar às mulheres um espaço de troca de experiências a partir de cases de Mulheres que ocupam posições de liderança em suas respectivas áreas.

Com inscrições gratuitas, o evento contará com quatro painéis especiais sobre liderança de mulheres no agronegócio. O primeiro deles, com o tema “Liderança que inspira”, será ministrado por Teka Vendramini, Diretora do Departamento de Pecuária da Sociedade Rural Brasileira, a primeira mulher a integrar a Diretoria da entidade.

O segundo painel, com o tema “Mentoring: ferramenta de aprimoramento de lideranças femininas” terá à frente à advogada Ticiane Figueiredo, co-fundadora do Agro Carreira e idealizadora do encontro. “Lugar de mulher é em todo lugar, inclusive na liderança. Somos capazes de exercer uma profissão ‘tradicionalmente masculina’ com a mesma capacidade que a sociedade julga que um homem tenha e vice-versa. Queremos que os homens estejam abertos a desconstruir determinados preconceitos com relação às mulheres. No dia em que eles fizerem isso, irão se surpreender”, afirma Figueiredo, contando ainda que o evento não é exclusivo para mulheres. “Os homens são muito bem-vindos também”, diz.

As mulheres que atuam nas mais diversas áreas do agronegócio também terão conhecimentos, durante o Workshop, a respeito do tema “Arbitragem Internacional e Liderança Feminina na Advocacia”, tema do terceiro painel com uma palestra em inglês de Rebecca Armstrong, Diretora Jurídica do escritório de advocacia britânico Clyde&CoLLP. Para fechar o evento, o quarto painel destaca a “Inovação no Agronegócio”, com a CEO da Agrosmart, Mariana Vasconcelos, referência na América Latina em inovação no agronegócio.

Serviço:

4º Encontro das Mulheres do Agronegócio

Data: 27/03/19

Horário: 8h às 12h30

Local: Espaço Fit Eventos – R. Peixoto Gomide, 282 – Cerqueira César – São Paulo

Inscrições: https://ipojur.com.br/class/4o-encontro-do-nucleo-sao-paulo-das-mulheres-do-agronegocio/

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Profissionais do século XXI precisam pensar diferente

por Marília Cardoso*

“O que te trouxe aqui, não te levará até lá”. A célebre frase do coach norte-americano Marshall Goldsmith, que dá título a seu livro, sua como uma espécie de mantra que precisa ser recitado diariamente por todos os profissionais do século XXI. Contudo, a grande maioria parece preferir ignorar que as velhas receitas não têm mais surtido os mesmos efeitos. Estamos vivendo o século XXI com a mesma mentalidade do século XX.

Para entender melhor a necessidade latente de mudar a forma como pensamos, cabe refletirmos um pouco sobre a história da humanidade. A sociedade se organizou em grupos, trocando mercadorias que eram cultivadas por suas próprias famílias. Na era agrícola, que esteve vigente até 1750, tínhamos comunidades agrárias, que usava a terra como forma de sustento. Mais para o fim dessa era, foram criadas pequenas máquinas, onde o produtor possuía os meios de produção. Os artesãos conheciam todo o ciclo: da compra da matéria-prima até a venda. As famílias produziam juntas e as tradições eram transmitidas de geração para geração.

Logo após esse período, em torno de 1750, a humanidade viveu a chamada Revolução Industrial, dando sequência a uma nova era. Com o desenvolvimento da energia elétrica e das máquinas à vapor, tivemos a segmentação do trabalho e a larga escala. Cada trabalhador passou a fazer apenas uma parte do processo, não tendo conhecimento do todo. Dessa forma, era necessário desenvolver um raciocínio linear, segmentado, repetitivo e previsível. Quem apertasse o maior número de parafusos no menor período de tempo, seria eleito o melhor funcionário da fábrica.

Com o avanço das tecnologias, na década de 1990, entramos na era digital, ou era da informação. As distâncias diminuíram e vimos o mundo se globalizar. Muitas profissões deixaram de existir e outras foram criadas. Tivemos acesso ao trabalho remoto e compartilhado, onde o escritório pode ser em qualquer lugar. O raciocínio passou a ser não-linear, conectado, multidisciplinar e imprevisível. Passamos a viver múltiplas experiências simultâneas, recebendo informações de vários canais de forma instantânea. Novos modelos de negócios surgiram e vimos o nosso cotidiano se modificar drasticamente.

Apesar das imensas transformações que já duram quase três décadas e mostram que a mudança e a liquidez são a nova constante, algo parece continuar intacto em todo esse processo. Por mais incrível que pareça, continuamos com o mesmo pensamento linear, segmentado, repetitivo e previsível que aprendemos na era industrial. Muito dessa questão deve-se ao fato de que, embora a nossa rotina tenha se transformado tanto, a nossa forma de aprender se manteve praticamente intacta.

Em pleno século XXI, nossas crianças ainda vão para as escolas uniformizadas, são classificadas por idade e não por aptidões e interesses, ouvem um alarme para sinalizar o horário da entrada, do intervalo ou da saída. Tudo perfeitamente preparado para que elas saiam dali e estejam aptas a trabalhar em uma fábrica. As escolas surgiram na era industrial justamente para facilitar esse trabalho massificado e escalável. Quanto mais “dentro da caixa” uma pessoa estivesse, mais lucro traria para o dono da fábrica.

O fato é que hoje o mundo não funciona mais desse jeito. O setor de serviços só cresce. As novas tecnologias estão possibilitando a criação de negócios que seriam impossíveis em outros tempos. Sendo assim, fazer carreira em uma fábrica não é mais a única opção para um profissional. Existe um universo de possibilidades e, por mais que muitos temam que os robôs roubem nossos empregos, creio que eles vão apenas criar novas oportunidades de trabalho.

Agora, estamos entrando em uma nova era, a chamada GNR (Genética, Nanotecnologia e Robótica). Vamos ver cada vez mais novidades que vão impactar a nossa saúde, o nosso trabalho, as nossas relações sociais e o nosso jeito de viver. E, acredite, isso é muito bom! Quem teme um universo de escassez, onde a inteligência artificial dominará o mundo, está pensando de forma linear, com um olhar para o passado e não para o futuro. Sair da zona de conforto incomoda, dói, dá trabalho. Mas, se pensarmos bem, vamos ver que a humanidade só progrediu até hoje. As máquinas aliviaram o trabalho do homem e possibilitaram um mundo de descobertas.

Não imagino que pessoas que tinham como trabalho ascender lampiões no século XVII, tenham morrido de fome quando foi inventada a lâmpada, por Thomas Edison. O mesmo não deve ter acontecido com os cocheiros quando houve a substituição das charretes pelos automóveis. O que dizer então dos ascensoristas, que até pouco tempo atrás passavam a vida subindo e descendo de elevador entre os andares de um prédio? Por mais digna que todas essas profissões tenham sido, hoje elas não são mais necessárias. Muitas outras foram criadas. Tenha em mente que todo trabalho que a máquina faz melhor que o humano, é um trabalho desumano.

Estamos vivendo a era do propósito. O sentido do trabalho vai muito além de pagar as contas. Aliás, a vida como um todo precisa de sentidos mais profundos. Não tem muita lógica vivermos 60, 70, 80 anos trabalhando para pagar boletos e fazendo dietas para emagrecer. Precisamos ir em busca de significados e prazeres que vão muito além de estar em dia com as contas e a balança. Queremos construir uma história. Queremos ser protagonistas e não meros coadjuvantes. Queremos criar e não apenas consumir.

Nesse sentido, precisamos repensar nossas vidas e nossas carreiras. Mas, se fizermos isso usando a mesma cartilha que tivemos até aqui, entraremos em desespero e sofrimento, receosos pelo futuro. Como disse Goldsmith, o que nos trouxe até aqui não será suficiente para nos levar adiante. É hora de agradecer ao passado, aproveitar o que faz sentido e recomeçar. Estamos entrando em um momento onde é necessário divergir para convergir. Descontruir para reconstruir. Pode parecer estranho e muito desconfortável no começo, e de fato é mesmo, mas com o tempo isso se tornará um hábito. Logo, você estará pensando de uma forma diferente, muito mais coerente com os dias atuais.

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Carl Jung, um dos maiores psiquiatras da história, disse que “todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Quando crianças, somos espontâneos, inocentes e não nos preocupamos com as convenções sociais. Somos criativos, leves, fluidos. Mas, nossos pais logo tratam de nos moldar, impondo regras e ensinando boas maneiras. Depois, vamos para as escolas e o trabalho de formatação em caixas sólidas, rígidas e inflexíveis é concluído com maestria. Quando recebemos nossos diplomas, nos sentimos prontos para o mundo. Só que esse mundo simplesmente já não existe mais.

Num contexto em que a tecnologia terá ainda mais aplicações, eliminando o trabalho do homem, teremos que nos superar, sendo muito melhores naquilo que eles jamais conseguirão fazer. O Diretor do departamento de Educação e Competências em Educação da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Andreas Schleicher, diz que “a escola tem de conseguir produzir humanos de primeira, não pode continuar a originar robôs de segunda”.

Aquele velho dilema dos alunos decorarem dezenas de fórmulas, sem saber o verdadeiro sentido de suas aplicações, parece finalmente estar sendo questionado. Avaliações que levam em consideração apenas o erro e o acerto, deixando de lado conceitos como a estratégia, o esforço e o progresso de cada estudante começam a perder lugar. Uma educação focada em preparar pessoas para o vestibular e não para a vida, não faz mais o menor sentido na era GNR.

O século XXI requer o desenvolvimento das competências comportamentais, sociais e principalmente emocionais. Precisamos criar seres originais, inventivos, criativos e autênticos. Chega de retroalimentar aquele velho ciclo de trabalhar mais do que deve, para comprar o que não precisa, com um dinheiro que não tem, a fim de impressionar quem a gente nem gosta. É hora de recriar a nossa existência. Para isso, precisamos, antes de mais nada, buscar novas formas de pensar, projetadas para o futuro e não para o passado. Andar para a frente olhando apenas o retrovisor certamente não vai nos levar “até lá”.

*Jornalista, com pós-graduação em comunicação empresarial e MBA em Marketing. É empreendedora, além de coach, facilitadora em processos de Design Thinking, consultora e professora de inovação. Ama aprender e é adepta do Growth Mindset.

Pescador artesanal: autorização temporária é renovada

A autorização temporária do pescador profissional artesanal foi renovada automaticamente e valerá até 31 de dezembro deste ano, prazo previsto para a finalização do recadastramento do Registro Geral de Atividade Pesqueira. A autorização é válida mediante a apresentação do protocolo de cadastramento já realizado por pescadores dessa categoria da atividade.

A revalidação foi feita por meio da Portaria 24 , da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa). Com a medida, são validados os protocolos de solicitação de Registro Inicial para a Licença de Pescador Profissional Artesanal, entregues a partir de 2014. A renovação se estende aos protocolos de entrega de Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) como documentos de regularização de Licenças suspensas. Esse caso se refere ao cumprimento do artigo 9º da Instrução Normativa nº 6/2012, que exigia apresentação de documentos por parte dos pescadores.

O secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, observou que pescadores artesanais que deram entrada na documentação e que estão, portanto, com o protocolo podem exercer a atividade e têm direito à inclusão para recebimento do seguro defeso.

“O protocolo servirá como comprovante a partir de agora, para fins de recebimento dos benefícios previdenciários e terá validade até 31 de dezembro de 2019. A SAP notificará os órgãos de fiscalização e de pagamento de benefício de que eles servirão como documentos comprobatórios da regularidade do exercício da pesca”, disse Seif.

O seguro é concedido aos pescadores como compensação financeira durante o período de defeso, em que a pesca para fins comerciais é proibida devido à reprodução dos peixes.

A emissão de carteiras de pesca estão suspensas, conforme explicou Seif, por recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU), devido a irregularidades e suspeitas de fraude no cadastro de trabalhadores da pesca.

Profissionais de todas as categorias de pescadores do país serão recadastrados em sistema interligado a todos os órgãos fiscais, de acompanhamento e controle governamentais, para cruzamento de informações com o objetivo de impedir novas irregularidades.

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Investimentos do Plano Agrícola e Pecuário têm crédito adicional de R$ 791 milhões

Os produtores rurais terão mais R$ 791 milhões para seus investimentos no Plano Agrícola e Pecuário 2018/19, com a autorização de remanejamento de verbas, dada pelo BNDES, por solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A medida é destinada a atender a demanda por empréstimos que superou os R$ 40 bilhões (somadas todas as fontes de recursos além do BNDES) que estavam programados para os investimentos nesta safra.

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O Moderfrota receberá o maior volume de recursos com injeção de R$ 470 milhões (R$ 390 milhões com juros de 7,5% ao ano e R$ 80 milhões com taxas de 9,5% anuais). O segundo maior beneficiado foi o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) demais finalidades com R$ 95 milhões; Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) com R$ 76 milhões; o Prodecoop com R$ 43 milhões; Moderagro, R$ R$ 29 milhões; Pronamp Investimento, Moderinfra e Inovagro R$ 26 milhões para cada um.

Os juros aplicados as linhas são de 5,25% e 6% anuais no PCA; 6% a/a no Pronamp, ABC e Inovagro; 7% no Moderinfra, Moderagro e Prodecoop. O prazo de carência médio é de três anos.

Segundo o diretor do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, Wilson Vaz, “a medida concede fôlego adicional ao crédito de investimento, principalmente para o Moderfrota, cuja expectativa de contratações é alta, por ocasião das próximas feiras agropecuárias, que intensificam a venda de máquinas e implementos agrícolas”.

A divisão dos recursos ficou da seguinte forma:

• Pronamp Investimento: R$ 26 milhões

• Moderagro: R$ 29 milhões

• Moderfrota à taxa de 7,5% a.a.: R$ 390 milhões

• Moderfrota à taxa de 9,5% a.a.: R$ 80 milhões

• Prodecoop: R$ 43 milhões

• Programa ABC demais finalidades: R$ 95 milhões

• Inovagro: R$ 26 milhões

• PCA: R$ 76 milhões

• Moderinfra: R$ 26 milhões

Identificação de feromônio da praga do coco pode levar ao controle biológico

O coco é uma das principais fruteiras brasileiras, com importância social e econômica devido à diversidade de produtos derivados úteis à agroindústria, como, por exemplo, água de coco, leite de coco, madeira, fibras, biocombustível, ração animal e óleos, entre outros. O desafio é controlar os insetos-praga, que causam perdas significativas para a sua comercialização em nível mundial. Após vários anos de pesquisa, finalmente esse problema pode estar perto de uma solução eficiente e ambientalmente correta.

Cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) identificaram feromônios de agregação da principal praga do côco no Brasil – o besouro Homalinotus depressus (Coleoptera: Curculionidae). A pesquisa, desenvolvida pelo Laboratório de Semioquímicos do Departamento de Química da UFPR, está descrita no artigo Isophorone derivatives as a new structural motif of aggregation pheromones in Curculionidae (“Derivados de isoforona como nova classe estrutural de feromônios de agregação em Curculionidae”, em tradução livre), publicado na revista Scientific Report, do grupo Nature, em 28 de janeiro.

O artigo é resultado de pesquisa coordenada pelo Prof. Paulo Henrique Zarbin, bolsista de Produtividade em Pesquisa 1C do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), assinado, também, pelos pesquisadores Diogo Montes Vidal (autor da tese de doutorado, no qual foi bolsista do CNPq), Marcos Antonio Barbosa Moreira e Miryan Denise Araujo Coracini (pós-dutorandos). O Laboratório de Semioquímicos, ao qual todos os autores estavam vinculados à época do estudo, integra o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Semioquímicos na Agricultura.

Pesquisa

Feromônios são moléculas responsáveis pela comunicação química entre os insetos, e vários comportamentos biológicos estão a eles associados. Existem vários tipos desempenhando diferentes funções. Os de agregação permitem que os insetos sejam atraídos por outros, inicialmente para uma fonte de alimentação, e, depois, quando se encontram agregados nessa fonte, desenvolvem um potencial muito menor de sofrer ataques de ‘inimigos’ naturais.

Os pesquisadores coletaram voláteis emitidos por machos e fêmeas da espécie Homalinotus depressus e, quando testaram no olfatômetro (sistema fechado, que estuda o comportamento de insetos, quando eles captam algum cheiro), constataram que o estrato do macho apresentou atividade de agregação não encontrada no da fêmea. Concluiu-se que havia moléculas responsáveis por esse comportamento e, posteriormente, notaram que essas moléculas são derivadas da isoforona.

O ‘pulo do gato’ foi a síntese dessas moléculas em laboratório, chegando a um composto capaz de simular o código de comunicação que o próprio inseto emite. “No estudo de campo, empregando a molécula sintética, colocamos o liberador em armadilhas e percebemos que os insetos foram atraídos da mesma forma que são pelo feronômio natural. Com isso, temos perspectiva de desenvolver metodologias de controle da praga a partir de um composto produzido pelo próprio inseto”, explica Zarbin.

Os surtos de praga são favorecidos por fatores intrínsecos da planta, como a produção contínua de folhas e inflorescências, ou fatores extrínsecos, incluindo temperatura, umidade, relações culturais mal conduzidas e uso excessivo de pesticidas, levando à redução da população de inimigos naturais. No caso do coco, as larvas de Homalinotus depressus constroem galerias dentro de coqueiros, pedúnculo floral e estipe, interrompendo assim o fluxo de seiva e promovendo a falha de flores e frutos.

De acordo com o pesquisador, os feromônios sintetizados têm a grande vantagem de ser totalmente específicos para esse tipo de praga e não permitem resistência dos insetos (devido ao simulacro do código emitido por eles). Além disso, não afetam inimigos naturais e nem insetos benéficos à plantação, e, principalmente, não causam nenhum dano ambiental, como contaminação ou resíduos químicos, provocados pelo uso de defensivos agrícolas. “Daí a importância desse achado, que, além de tudo, é ambientalmente correto”, destaca Zarbin.

O meio de controle mais comumente usado para combater o Homalinotus depressus ainda são os inseticidas, mas, segundo Zarbin, a eficácia é limitada por conta do comportamento do inseto, que se desenvolve no interior da planta, inviabilizando o seu alcance de forma efetiva. “Esse estudo abre as portas para que, finalmente, consigamos, em curto prazo, desenvolver uma metodologia eficaz para o controle desta praga agrícola, haja vista que nenhuma metodologia tem mostrado eficiência”.

Metodologia

A pesquisa utilizou-se de pupas e adultos de Homalinotus depressus coletados em uma fazenda comercial de coco, a Fazenda Sococo, situada no município de Mojú, a 61 quilômetros de Belém, no Pará. Os insetos coletados foram enviados para o Laboratório de Semioquímicos da UFPR. Os adultos foram identificados por sexo e mantidos em condições de laboratório, a 28° C, 85% de umidade relativa, 12h na luz e 12h no escuro. Eles foram alimentados com cana-de-açúcar, que foi substituída a cada 72 horas.

Os voláteis foram coletados pelo método de aeração. Cinco insetos de cada sexo foram condicionados separadamente dentro de câmaras cilíndricas de 30cm de comprimento e 12cm (diâmetro interno) contendo cana como fonte de alimentação. Os voláteis liberados foram coletados em polímeros adsorventes e posteriormente extraídos com hexano, a cada 24 horas. O olfatômetro consistia de um tubo de vidro em forma de Y com dois braços de 20 cm cada. As fontes de odores – pedaços de papel de filtro impregnados com os compostos sintéticos, extratos naturais ou hexano (para controle) – foram colocadas nas extremidades dos braços.

“Um inseto foi introduzido na base do olfatômetro e o comportamento do inseto foi observado durante 10 minutos. Um inseto andando contra o fluxo de ar em direção à fonte de odor por mais de 5cm em qualquer um dos braços e permanecendo no braço por mais de 2 minutos foi considerado uma resposta. Um inseto que permanece no tubo principal foi considerado sem resposta. Cada inseto foi testado apenas uma vez, representando um experimento replicado. A fonte de odores foi substituída após cada teste”, descrevem os pesquisadores.

As experiências foram realizadas entre a quarta e a sexta horas da escotofase (fase escura ou da noite de um ciclo de claro/escuro), a hora do dia da maior liberação de feromônio. Insetos que não escolheram nenhum dos braços foram excluídos da análise estatística. Quatro experimentos de resposta comportamental foram realizados: as respostas de machos a odores de machos, machos a odores de fêmeas, fêmeas a odores de machos e fêmeas a odores de fêmeas. “Então constatamos a diferença na atividade de agregação entre macho e fêmea”, reitera Zarbin.

Novos parâmetros

Mas as “descobertas” não param por aí. Para a surpresa dos pesquisadores, os estudos revelaram ainda que as moléculas envolvidas nessa comunicação são estruturas químicas totalmente inéditas e que fogem completamente do padrão que vinha até então sendo descrito para esta família de insetos denominada Curculionidae. “Todas as moléculas já identificadas como feromônios de agregação para insetos da família Curculionidae apresentam um padrão estrutural bastante característico, que serve como referência para os trabalhos de identificação”, explica Zarbin.

Como, nesse estudo, verificou-se que o padrão não estava presente nessas moléculas, os pesquisadores tiveram que partir do zero e realizar um conjunto bastante grande de complexas análises e derivações estruturais do próprio produto natural para que pudessem chegar a estrutura correta. “Com essa nova descoberta, os pesquisadores que vierem futuramente a trabalhar com esta família de inseto terão, a partir de agora, um novo conjunto de referências estruturais para nortear os trabalhos”, ressalta.

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Boletim Prohort: clima quente mantém tomate campeão de preços baixos

O tomate está com preços cada vez mais chamativos para o consumidor na cotação das Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O 2º Boletim Prohort registrou que o produto está 34,66% mais barato em Curitiba, 33,82% no Rio de Janeiro e 25,59% em Belo Horizonte.

“Com o clima quente, que é característico do verão, a maturação acelerada do fruto obrigou o produtor a colocar sua mercadoria à venda, pressionando os preços para baixo e beneficiando o consumidor na hora da compra”, esclarece a gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Regina Santos. “Essa é uma forma de minimizar as perdas e evitar o prejuízo aos agricultores, que eventualmente se veem forçados a vender rapidamente o produto devido às imposições do clima”.

De acordo com o Boletim, outras hortaliças não seguiram a mesma linha, como no caso da cebola e da batata, que tiveram os preços elevados em quase todas as centrais. A exceção foi a queda na Ceagesp de 3,74% para a cebola e de 2,79% para a batata. Já alface e cenoura, apenas a primeira teve queda de preços em algumas centrais. Houve queda expressiva em Recife (34,76%) e Goiânia (11,11%) e com menor percentual em Belo Horizonte e Fortaleza. No entanto, em São Paulo (50,50%) e Curitiba (48,86%) os preços dispararam.

Frutas

Quanto às frutas, o estudo não traz muitas reduções de preços para banana, laranja, maçã, mamão e melancia. A maçã esteve melhor em Curitiba (6,45%) e Goiânia (4,96%), enquanto que a banana teve queda em São Paulo (12,02%) e Vitória (9,83%) e o mamão diminuiu no Rio de Janeiro (10,20%) e Goiânia (6,75%).

A melhor participação fora do enfoque do boletim foi o quesito das exportações de frutas. O estudo apurou que melancia, manga e melão tiveram um bom desempenho. O melão, por exemplo, aumentou de 28 mil toneladas para mais de 43 mil, só neste início de ano.

A pesquisa foi realizada nas Ceasas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco, Paraná e Goiás.

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BRF recolhe lotes de frango por suspeita de contaminação por bactéria

A empresa BRF comunicou ao Ministério da Agricultura (Mapa) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que está recolhendo de forma voluntária 464 toneladas de carne de frango por suspeita de presença da bactéria Salmonella enteritidis. No mercado doméstico estão sendo recolhidas 164,7 toneladas de frango in natura, em 13 estados. Outras 299,6 toneladas destinadas ao mercado internacional também serão recolhidas como medida preventiva, pelo mesmo motivo.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, “foi correto o procedimento adotado pela empresa na identificação do problema, no recolhimento voluntário do produto e na comunicação ao ministério e à Anvisa”.

O Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Mapa está acompanhando o recolhimento, assim como a destinação correta do produto em estoque e o que retornará à indústria.

Produzidos nos dias 30 de outubro e 5, 6, 7, 9, 10 e 12 de novembro de 2018, na unidade de Dourados (MS), os produtos foram comercializados, no mercado doméstico, nos seguintes estados: Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. No total, o “recall” nacional representa quantidade inferior a 0,1% de toda a produção mensal de frango da BRF no país.

A BRF explicou que, “caso esses alimentos não sejam completamente fritos, cozidos, assados ou manuseados conforme descrito nas embalagens, a Salmonella enteritidis representa risco à saúde”. A companhia comunicou ainda, que destacou grupo de especialistas para investigar as origens deste único caso, com o objetivo de garantir a adoção das medidas apropriadas para evitar a recorrência do problema.

A empresa está coletando os produtos de todos os lotes envolvidos. Para isso, é importante que o consumidor siga a identificação das embalagens, para checar nome, peso, marca, data de fabricação e origem dos produtos. Uma vez identificado o produto com suspeita de Salmonella, o consumidor deve entrar em contato por meio do e-mail recolhimento.sac@brf-br.com ou ligar gratuitamente para o telefone 0800 031 1315. Para a realização dos procedimentos de substituição, devolução ou ressarcimento, será necessária a apresentação física do produto.

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Foto: Divulgação / AEN

Banco do Brasil prorroga operações rurais em Brumadinho

O Banco do Brasil aprovou medida emergencial que permite prorrogar por um ano o vencimento de operações de crédito rural dos produtores de Brumadinho (MG). Foram contemplados produtores e cooperativas com empreendimentos na cidade que possuam operações vencidas ou a vencer entre 25 de janeiro e 31 de dezembro deste ano.

Para as operações de custeio, além da carência de doze meses, os produtores poderão dividir o saldo em três parcelas anuais.

Os produtores interessados em prorrogar o vencimento das operações devem procurar as agências do Banco do Brasil nos próximos 90 dias. Neste período as dívidas não serão consideradas vencidas.

A carteira de crédito rural do Banco do Brasil no município de Brumadinho é composta, em sua maioria, por agricultores familiares. São 174 clientes que mantém R$ 5,3 milhões em operações de crédito.

Reforço no atendimento aos clientes

O Banco do Brasil reforçou o atendimento local em Brumadinho, com envio de uma agência móvel que complementa o atendimento de sua unidade no município.

A equipe também foi reforçada com mais cinco funcionários para atendimento, além de consultor de seguros e analista técnico rural, que prestam orientações aos clientes e avaliam, a cada caso, a concessão de novas condições negociais em produtos e serviços. O objetivo é apoiar a população local e minimizar os prejuízos causados pelo rompimento da barragem.

BB Seguros

A BB Seguros reduziu o tempo de resgate dos planos de previdência para o mínimo legal. No caso dos títulos de capitalização, permitiu aos clientes da área afetada o resgate antecipado com devolução integral do valor pago.

Conta SOS Brumadinho arrecada R$ 3 milhões

Até a última terça-feira, 12/02, a conta corrente SOS Brumadinho recebeu 78 mil doações, com arrecadação de mais de R$ 3 milhões. Os recursos serão utilizados pela prefeitura de Brumadinho em ações emergenciais, com acompanhamento do Ministério Público.

A conta corrente segue aberta para recebimento das doações: agência 1669-1, conta 200-3 (SOS Brumadinho), CNPJ 18.363.929/0001-40.

Michael Melo/Metrópoles