Para impulsionar a agricultura digital no Brasil, Case IH lança Fazenda Conectada em região de alta produtividade de grãos

Liderando a revolução da agricultura digital, a Case IH, marca da CNH Industrial, apresenta a Fazenda Conectada Case IH. Localizada em Água Boa, região de alta produtividade agrícola do Mato Grosso, o local recebeu conexão 4G da TIM para reunir todas as soluções avançadas da marca e suas máquinas com conectividade. Toda a operação será monitorada pelo AFS Connect Center, o novo centro de monitoramento da marca, instalado na fábrica de Sorocaba (SP) e também em diversas concessionárias da Rede Case IH.

O objetivo é mostrar como a conectividade rural aumenta a produtividade no campo, mesmo em uma região que já apresenta alto rendimento safra após safra. No município, com 198 mil hectares plantados com soja, foram produzidos, na última safra, 160 mil toneladas da commodity, sendo que a produtividade média é de mais de 58 sacas de soja por hectare.

“A Case IH sempre ditou tendências, sendo reconhecida pelo seu DNA de inovação e pioneirismo. É a marca que introduziu as mais inéditas tecnologias para o agronegócio brasileiro e, agora, na era da revolução digital no campo, não seria diferente. Por meio de machine learning, as nossas máquinas inteligentes que aprendem e se auto ajustam; os dados gerados por nossos equipamentos e soluções, que usam Big Data e Data Analytics, mostram que nós já estamos inseridos na agricultura digital”, comenta Christian Gonzalez, vice-presidente da Case IH para a América Latina. “E tudo isso será demonstrado na prática em uma propriedade de mais de 3 mil hectares, a Fazenda Conectada Case IH, que reúne as mais avançadas tecnologias que o produtor brasileiro já teve acesso”, complementa.

 A conectividade estabelecida pela TIM, com duas antenas 4G LTE e em frequência de 700MHz, instaladas na fazenda e no centro de Água Boa, atendem às necessidades do campo e estão de acordo com um projeto de expansão da conectividade em áreas agrícolas liderado pela operadora, chamado 4G TIM no Campo. Na Fazenda Conectada Case IH, a nova geração de máquinas conectadas da empresa trabalha gerando e recebendo dados em tempo real.

“Democratizar o acesso a redes 4G, no campo ou nas cidades, é uma das prioridades da TIM. Levamos conectividade a mais de 6 milhões de hectares, impulsionando negócios com agricultura conectada e agora queremos chegar não só aos grandes, mas também aos produtores de menor porte que buscam tecnologia e soluções de conectividade para aumentar a produtividade e eficiência operacional. A parceria com a Case IH na Fazenda Conectada será importante para testarmos a expansão de projetos de conectividade para as demais regiões do país”, declara Paulo Humberto Gouvea, Head de Soluções Corporativas da TIM.

Lançados neste ano, os tratores Magnum e Steiger AFS Connect são exemplos dessa nova era de equipamentos com conectividade. Com o sistema AFS Connect embarcado de fábrica, os tratores são equipados com novo monitor, nova arquitetura eletrônica, sistema operacional, receptor e hardware totalmente redesenhado que permite a visualização remota e recursos de suporte à distância.

Além das máquinas conectadas, a Case IH também apresenta serviços e soluções em conectividade, como, por exemplo, as soluções da AgXtend, marca da CNH Industrial que oferece tecnologias para todas as etapas do ciclo da cultura, como radiografia de solo, geração de mapas e medição da qualidade dos grãos.

Com tantos recursos, a Case IH oferece o portal AFS Connect que centraliza todas as informações da frota, da propriedade e os dados agronômicos em uma única plataforma. Com ele, é possível gerenciar toda a operação agrícola e a sua frota, como se estivesse dentro da cabine, de qualquer local, além de transferir e compartilhar arquivos com parceiros.

Esses dados também podem ser administrados no AFS Connect Center, uma central de suporte que funciona 7 dias por semana e sempre disponibilizará especialistas para atender o cliente em tempo real. As 161 concessionárias espalhadas pelo Brasil (ao todo são 34 grupos que representam a Case IH) terão uma sala de controle desenvolvida especialmente para monitorar as máquinas agrícolas dos clientes.

“Com a conectividade, todas as máquinas e soluções avançadas da Case IH, o produtor se beneficia com o aumento da produtividade, assim como da capacidade de produção; há também a redução do consumo de água, a eficiência na logística e no armazenamento de estoque, melhoria da mão de obra e aumento da segurança da propriedade. No campo financeiro, há um crescimento do ROI (retorno sobre o investimento), otimização de custos, redução dos custos de insumos e despesas gerais, além da eficiência de dados”, comenta Rodrigo Alandia, gerente de   Marketing de Produto da Case IH para América Latina.

Propriedade rural em Água Boa-MT recebe conexão 4G da TIM Brasil e operação agrícola contará com máquinas e soluções conectadas, que serão monitoradas pelo AFS Connect Center (Foto: Case IH / Divulgação)

Benefícios sociais

O produtor rural não é o único que ganha com a chegada do sinal 4G. Mais de 16 mil pessoas, de comunidades ao entorno de Água Boa, 93 propriedades rurais, 21 escolas e mais de 6 mil alunos serão beneficiados com a conectividade.

“A internet melhora a mobilidade urbana, com o uso de GPS, aplicativos de delivery e transporte, traz inúmeros benefícios para a telemedicina, modalidade muito utilizada durante a pandemia e limitada a quem não tem acesso à internet, além de oferecer o ensino à distância para toda a sociedade, proporcionando mais oportunidades de capacitação de profissionais com treinamentos online”, afirma Eduardo Penha, diretor de Marketing e Comunicação América Latina.

Aquisições

Além da Fazenda Conectada, a Case IH conta com outras novidades que posicionam a marca como líder em soluções de agricultura digital. Nos últimos dois anos, a CNH Industrial anunciou importantes aquisições que aceleram a revolução digital no campo. A negociação com a Raven Industries, líder norte-americana em tecnologia de agricultura de precisão, é prova disso. A empresa é referência em sistemas autônomos.

O investimento minoritário na Monarch Tractor, empresa de tecnologia agrícola com sede nos Estados Unidos irá acelerar a transformação da indústria agrícola em direção à autonomia e eletrificação, permitindo um agronegócio rentável e sustentável, com emissão zero.  Outra aquisição importante foi a AgDNA, líder em sistemas de informações de gerenciamento agrícola (FMIS). Ela permitirá que os clientes da Case IH se beneficiem das ferramentas de integração, mapeamento e análise de dados.

Conectividade 4G

O sinal 4G atende a todas as demandas e necessidades das atuais operações agrícolas. A conectividade fornece mais recursos de suporte remoto, reduzindo o tempo de inatividade e mantendo os operadores em campo, por exemplo. Além disso, permite aos produtores rurais trabalharem com dados gerados em tempo real.

Líder na cobertura 4G no campo, a TIM tem mais de 6 milhões de hectares conectados até o momento, beneficiando mais de 600 mil pessoas, em mais de 220 cidades e em oito estados diferentes em território rural, além de mais de 25 mil quilômetros de estradas e rodovias. Além disso, a operadora é líder em cobertura 4G no Brasil, e será a primeira a conectar todos os municípios do país com a rede de quarta geração até 2023.

Levar conectividade ao campo significa alavancar ações de inclusão digital, proporcionando inúmeros benefícios para a sociedade. O acesso à rede 4G irá facilitar o dia a dia da população rural, que contará com o sinal de internet no trabalho, na escola, para acessar os serviços públicos e de emergência e também nas estradas.  

Para este grande momento na história da Case IH, a marca conta com o apoio desses parceiros: TIM, líder em cobertura 4G no país e à frente do projeto 4G TIM no Campo; Banco CNH Industrial Capital, braço financeiro da CNH Industrial, com atuação há mais de 22 anos no Brasil financiando os segmentos agrícola, de construção, transportes e geração de energia; CASE Construction Equipment, marca irmã da Case IH, que produz, comercializa e dá suporte a uma linha completa de equipamentos de construção no Brasil e no mundo; Stellantis, uma das principais fabricantes de automóveis e fornecedoras de mobilidade orientada por uma visão clara: oferecer liberdade de movimentação com soluções de mobilidade distintas, econômicas e confiáveis; Aftermarket Solutions, unidade de negócios da CNH Industrial responsável pela estratégia comercial, marketing, serviços, customer care, product support, treinamento e distribuição logística de peças para as seis marcas do grupo; AGXTEND é a marca da CNH Industrial especializada em soluções inovadoras e sustentáveis em agricultura de precisão; IVECO, marca da CNH Industrial que projeta, fabrica e comercializa uma ampla gama de veículos para o transporte de carga, passageiros e veículos de defesa; FPT Industrial, marca CNH Industrial voltada ao design, produção e comercialização de sistemas de propulsão para veículos on road e off road, máquinas agrícolas e de construção e também aplicações marítimas e de geração de energia; Nokia, líder em tecnologia aberta e segura, promovendo a conectividade no campo e criando tecnologia que ajuda o mundo a agir em conjunto; Raven, líder em tecnologia de agricultura de precisão; PETRONAS, marca de lubrificantes automotivos e industriais de alta qualidade; Polaris, que desenvolve, produz e comercializa veículos off-road inovadores e de alta qualidade; A Highline constrói torres e outras soluções de infraestrutura para comunicações com investimento próprio, disponibilizando o uso em contratos de pagamentos mensais de longo prazo; Agropecuária Jerusalém, propriedade onde fica a Fazenda Conectada Case IH; e Prefeitura de Água Boa (MT).

Sobre a Case IH

A Case IH coloca a tecnologia ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e café, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores auto propelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da marca a melhor opção do plantio à colheita. A Case IH é uma marca da CNH industrial. Mais informações podem ser encontradas no site caseih.com.br.

Balança comercial atingiu superávit de US$ 57,44 bilhões no acumulado do ano

A balança comercial atingiu superávit de US$ 57,44 bilhões no acumulado do ano, até a terceira semana de novembro, com alta de 24,8% pela média diária, sobre o período de janeiro a novembro de 2020. Já a corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegou a US$ 441,48 bilhões, com crescimento de 37,1%.

As exportações em 2021 somam US$ 249,46 bilhões, com aumento de 35,5%, enquanto as importações subiram 39,1% e totalizam US$ 192,02 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No acumulado do mês, as exportações cresceram 31,2% e somaram US$ 13,66 bilhões, enquanto as importações subiram 65,1% e totalizaram US$ 14,72 bilhões. Dessa forma, a balança comercial registrou déficit de US$ 1,06 bilhão, e a corrente de comércio alcançou US$ 28,38 bilhões, subindo 46,9%.

Apenas na terceira semana de novembro, as exportações somaram US$ 4,112 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 4,931 bilhões, resultando em um déficit de US$ 819 milhões. A corrente de comércio foi de US$ 9,043 bilhões.

Foto: Divulgação / Mapa

Valor Bruto da Produção de 2021 é estimado em R$ 1,119 trilhão

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021 está estimado em R$ 1,119 trilhão, 9,9% maior em comparação ao do ano passado (R$ 1,019 trilhão). O valor foi calculado com base nas informações de outubro.

De acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, as lavouras cresceram 11% e a pecuária, 6,2%. As lavouras representam 68% do valor total e a pecuária, 32%.

Agricultura

Neste, os produtos com melhor desempenho são: algodão, arroz, café, cana de açúcar, milho e soja, que juntos somam 87% do VBP das lavouras.

“Um grupo de produtos composto por algodão, café, milho, soja e trigo, apresentam neste ano o maior valor do VBP desde 1989, 32 anos”, informa a nota técnica.

Já os produtos com queda são: amendoim, banana, batata-inglesa, feijão, laranja e mandioca.

Pecuária

Os setores de carne bovina e frango foram os que mais apresentaram crescimento, em razão dos bons resultados no mercado interno e nas exportações. Até outubro, as vendas externas de carne bovina resultaram em um faturamento de US$ 16,89 bilhões. E a carne de frango, US$ 6,2 bilhões.

Suínos e ovos apresentaram redução do VBP.

Estados

Entre os estados, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul lideram o VBP deste ano. Os cinco estados respondem 62,6% do VBP geral. Santa Catarina, Bahia e Pará também têm bom desempenho.

Prognóstico de 2022

Em relação ao prognóstico de 2022, as regiões produtoras devem ter normalidade, clima favorável e preços atrativos. A estimativa é de R$ 1,169 trilhão, 4,4% acima do valor projetado para este ano.

VBP

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é um indicador de desempenho da agropecuária. É considerado também um indicador do faturamento. Com atualizações mensais, seu cálculo é feito para os estados e regiões, com dados de 21 produtos de lavouras e cinco atividades da pecuária. 

O VBP é obtido pela multiplicação da quantidade produzida pelo preço recebido pelo produtor. Como as estimativas de safras divulgadas mensalmente referem-se à previsão para o ano, a estimativa do VBP também é anual. Na pecuária, como as informações do IBGE são trimestrais, a cada três meses, são atualizadas as informações de quantidades.

A fonte de dados de produção é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE. Para os produtos da pecuária, a fonte também é o IBGE. Os preços são da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e CEPEA – USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), órgão da Universidade de São Paulo. Os valores reais são obtidos com o uso do IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas. 

Previsão climática do Inmet mostra como ficarão as chuvas e temperaturas até abril de 2022

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apresentou, pela primeira vez, a previsão climática com tendências de chuvas e temperaturas para os próximos seis meses. A previsão, que inicia no final de novembro de 2021 e se estende até abril de 2022, é baseada na observação de dados passados e no comportamento da atmosfera, sendo diferencial para a tomada de decisão do produtor rural, para o planejamento da geração hídrica e a viabilidade do transporte nas principais bacias hidrográficas do país.

Os dados foram apresentados durante live de comemoração dos 112 anos do Inmet. “A previsão de seis meses dará ao produtor rural a possibilidade de se planejar, em termos de meteorologia, para todo um ciclo de safra. Isso pode garantir maior produtividade desde que se faça uma gestão climática da produção rural”, explica o diretor do Inmet, Miguel Ivan Lacerda. 

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, disse que a previsão climática antecipada é fundamental para a agricultura, para a defesa civil e para toda a sociedade. “O que se está lançando hoje aqui é o sonho do agro, que se sente hoje absolutamente contemplado”, comentou.   

“As mudanças do clima estão aí e precisamos aprimorar os nossos avanços em previsões climáticas e meteorológicas para poder suportar o agronegócio brasileiro”, completou o secretário adjunto da SDI, Cléber Soares. 

Há mais de dez anos o Inmet já fornece a previsão climática de 3 meses com o Prognóstico Climático Trimestral.

Previsão de Chuva para os próximos 6 meses 

Novembro tem se mostrado um mês com muita chuva na faixa centro-norte do Brasil e, o resultado do modelo de previsão do Inmet indica que até o final do mês esse padrão será mantido. Além disso, são previstas chuvas abaixo da média para a Região Sul. 

A previsão para dezembro indica chuvas abaixo da média (entre 10 e 50mm) no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, norte de Minas Gerais, Acre, sudoeste do Amazonas e em áreas do Matopiba (região que abrange áreas dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Nas demais áreas, as chuvas deverão ficar próximas ou ligeiramente acima da média. 

Em janeiro são previstas chuvas abaixo da média em Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Espírito Santo e no centro do Mato Grosso do Sul, sul e leste de Tocantins, sul do Piauí e na Bahia (exceto no leste do Estado). A Região Sul poderá ter chuvas ligeiramente acima da média, assim como o Estado de São Paulo e a faixa norte do Brasil. 

Fevereiro poderá ter chuvas irregulares em praticamente toda a região central e o Sul do País. Destaque para áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina onde o modelo indica, novamente, chuvas abaixo da climatologia (média). 

No início do Outono (meses de março e abril), o modelo de previsão climática do Inmet indica chuvas abaixo da média na Região Sul e também no Mato Grosso do Sul e no sul do Mato Grosso. Em março de 2022, a tendência é de chuva acima da média no Amazonas, Roraima, Pará, Piauí e centro e sul do Ceará. Também há uma tendência de chuva acima da média no sul de Minas Gerais e norte de São Paulo, região de reservatórios importantes para o setor elétrico.

Temperatura Média nos próximos 6 meses 

De modo geral, as temperaturas deverão ficar acima da média (até 1°C) na área central do Brasil entre os meses de dezembro de 2021 e fevereiro de 2022. Na Região Sul, as temperaturas deverão ficar próximas à média durante esse mesmo período. 

Os resultados do modelo do Inmet para os meses de março e abril de 2022 indicam temperaturas de normal a acima da média para praticamente toda a Região Sul. Esse pode ser um sinal de que ainda não haja formação de geadas no início do outono. 

Essas previsões são atualizadas mensalmente e que há um aprimoramento contínuo dos resultados.

Brasil já desenvolve técnicas para reduzir emissão de metano na pecuária

O Brasil já vem trabalhando com estratégias para reduzir a emissão de metano na pecuária do país. O tema foi abordado em coletiva de imprensa realizada com o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Camargo, e o presidente da Embrapa, Celso Moretti. Na última semana, o Brasil foi uma das nações que aderiram ao compromisso global para redução das emissões de metano durante a COP 26, em Glasgow. 

Entre as estratégias que já são utilizadas para reduzir a emissão de metano na pecuária brasileira estão o melhoramento genético de pastagens para desenvolver alimentos mais digestíveis para os animais e o melhoramento genético dos animais, que permite o abate precoce. Também está em estudo a utilização de aditivos que podem ser agregados na alimentação animal, com substâncias como taninos e óleos essenciais. 

“Nos últimos 10 anos, o Brasil reduziu de 48 para 36 meses o tempo de abate. Quando o animal fica menos tempo no campo, ele vai produzir menos metano”, explicou o presidente da Embrapa. Além da redução da emissão, o Brasil já trabalha na compensação de emissões, como  os sistemas Integrados de Lavoura-Pecuária e Floresta (ILPF) que hoje ocupa 17 milhões de hectares.  

Para o secretário Camargo, o acordo vem em boa hora e é importante que o Brasil não esteja fora dessa iniciativa. “O Brasil é parte da solução, e temos que estar engajados em todas essas iniciativas para que que consigamos manter 1,5ºC de crescimento de temperatura em relação aos níveis pré industriais, por isso que assinamos esse importante pacto”, disse, lembrando que técnicas como a terminação intensiva e manejo de dejetos de animais já estão contempladas no  Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, chamado de ABC+

Entre as metas do ABC+ até 2030 estão a adoção de tecnologias sustentáveis em mais de 72 milhões de hectares de áreas degradadas e a mitigação de 1,1 bilhão de toneladas de CO² equivalente, superando o recorde alcançado pela fase anterior do plano ABC.

Camargo esclareceu que o acordo assinado em Glasgow prevê uma meta global de 30% de redução de emissões de metano até 2030, e cada país irá avaliar, de acordo com suas possibilidades, as ambições que serão possíveis de alcançar. Além da emissão da pecuária, outras áreas como os lixões urbanos e a extração de petróleo também devem ser avaliadas. 

Para Moretti, o Brasil mostrou na COP26 vem fazendo o seu dever de casa na produção agropecuária. “O Brasil mostrou dados, informações e mapas demonstrando claramente que a nossa agricultura há mais de três décadas é sustentável, vem percorrendo um caminho de descarbonização e a tecnologia está no centro de toda essa evolução”, disse o presidente da Embrapa.  

Acesso às tecnologias

Na conversa com a imprensa, os representantes do Mapa e da Embrapa também falaram sobre as formas de incentivo e acesso dos produtores brasileiros a essas tecnologias modernas e sustentáveis. Camargo disse que o grande desafio é fazer com que todos os produtores rurais brasileiros, inclusive os pequenos, tenham acesso a essas novidades. “Para isso, precisamos do apoio da iniciativa privada, do terceiro setor, de várias entidades que levam a tecnologia ao campo”. 

Ele também lembrou que o Plano Safra já elevou neste ano os recursos disponíveis para financiar tecnologias sustentáveis, especialmente dentro do Plano ABC. “Tenho certeza de que o Plano Safra do ano que vem será absolutamente verde Vai ter muito recurso para boas práticas agropecuárias e vamos nos organizar para fazer com que esse recurso não falte lá na ponta”, lembrando que também poderá haver recursos internacionais para implementação de pesquisas nesta área.

COP26 debate sustentabilidade na agropecuária, energia alternativa e rastreabilidade

Os painéis do Pavilhão Brasileiro na 26ª edição da Conferência das Partes (COP26) debateram temas sobre a agropecuária sustentável, como a sustentabilidade na pecuária e na agricultura, energia alternativa, efeito poupa-terra e rastreabilidade nas cadeias produtivas. A programação contou com apresentações híbridas, feitas a partir do estande de Glasgow (Escócia), sede da COP26, e do espaço montado em Brasília, com transmissão pelo canal do Ministério do Meio Ambiente no YouTube. Participaram dos debates representantes do Mapa, Embrapa, assistência técnica e das diversas cadeias produtivas do agronegócio.

Pecuária Sustentável: estudo mostra que pastagem sequestra carbono

No primeiro painel do dia, foram apresentados dados que mostram o investimento do pecuarista brasileiro na criação sustentável de animais. De acordo com o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Muni Lourenço, os produtores rurais já contrataram mais de R$ 20 bilhões, desde 2013/2014, por meio do Programa ABC (que faz parte do Plano Safra), para investimento em práticas agrícolas de baixo carbono. “A cada R$ 1 colocado pelo Estado, o produtor investe R$ 7 na agricultura de baixo carbono”, destacou Lourenço.

A diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini, ressaltou que o “produtor precisa apenas dos incentivos corretos, como assistência técnica”. Prova disto, segundo a diretora, é que o Plano ABC alcançou a marca de implantação de técnicas de baixa emissão de carbono em 52 milhões de hectares em dez anos, sendo 27 milhões de recuperação de pastagens degradadas.

O professor e matemático da Universidade de Edimburgo, Rafael Silva, apresentou artigo que mostra que a demanda por carne bovina contribui para a menor emissão de gases de efeito estufa. De acordo com o pesquisador, se a demanda por carne bovina crescer 30% em 2030, as emissões de gases de efeito estufa devem ser 10% menores em razão do sequestro de carbono. Desta forma, com maior demanda, o produtor investe no pasto. Com mais pasto, cresce o sequestro de carbono, conforme Rafael Silva.

“As pastagens sequestram muito carbono estável, que fica embaixo do solo. A parte aérea [do carbono] é consumida pelos animais. A maioria dos estudos não consideram esse carbono [no solo] por dificuldade do cálculo matemático dos modelos. No Brasil, é importante por causa das pastagens. Em outros sistemas produtivos, baseados no confinamento, não têm esse benefício. (…) Se a demanda for mais baixa, vai ter menos animais, menos metano, no entanto, vai haver uma redução do estoque de carbono no solo. Se, ao contrário disso, temos uma demanda mais alta com controle eficiente do desmatamento, embora aumente as emissões de metano, haverá uma compensação pelo sequestro de carbono, porque a recuperação de pastagens aumenta significativamente as taxas de sequestro de carbono”, explicou. O artigo, em parceria com a Embrapa, foi publicado no jornal científico Nature Climate Change.

Agricultura Sustentável: 30% do algodão sustentável do mundo é brasileiro

O painel trouxe casos de sucesso de agricultura sustentável no Brasil. Um deles foi apresentado pelo consultor técnico da CNA e produtor rural, Ricardo Arioli. Em sua propriedade, Arioli adota práticas conservacionistas, como plantio direto, sistemas integrados e segunda safra. “A segunda safra protege as florestas. Acabamos de plantar soja em outubro. Em janeiro e fevereiro, vamos colher a soja e plantar o milho. Plantamos o milho junto com o capim. Em maio e junho, colhemos o milho. De julho a outubro, colocamos o pasto, que é o boi safrinha. Temos uma terceira safra de produção de carnes”, explica o produtor rural, acrescentando em Mato Grosso, estado onde produz soja, a produção da oleaginosa cresceu 213%, enquanto a área aumento 163% nos últimos anos.

Outro caso é na cadeia produtiva do algodão. Segundo o presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA), Paulo Sérgio Aguiar, apenas 23 países têm a Certificação BCI, que credencia a produção sustentável de algodão. O Brasil é uma das nações certificadas e responde por 30% da produção mundial de algodão sustentável. Aguiar diz que a conquista é resultado do compromisso dos produtores rurais brasileiros com a sustentabilidade. “É a consciência do produtor de trabalhar com a legislação trabalhista, com a legislação ambiental e olhando para a viabilidade econômica”.

Energias Alternativas: Brasil tem grande potencial para biogás

No painel, foi debatido o potencial do biogás como solução de descarbonização no Brasil. O biogás é o aproveitamento de dejetos da criação de animais ou outros substratos produzidos pela atividade rural e urbana para geração de energia, como elétrica e combustível. O país tem capacidade de alcançar uma produção de 120 milhões de metros cúbicos/dia de biogás a partir de resíduos, sendo 38,9 milhões de metros cúbicos/dia na cadeia de proteína animal e 18,2 milhões de metros cúbicos/dia no segmento agrícola.

De acordo com a Gerente Executiva da ABiogás, Tamar Roitman, o biometano (biocombustível gasoso obtido a partir do processamento do biogás), por exemplo, pode reduzir emissões de gases do efeito estufa em 300%. “Além de reduzir as emissões, ele captura o metano”.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo, destacou que o Brasil tem uma vantagem em relação a outros países na produção de biogás. “Na Alemanha, é usado milho, uma matéria-prima dedicada, para produção de biogás. No Brasil, não precisamos, podemos fazer a partir dos resíduos”.

Efeito poupa-terra: maior produtividade com menos área

O painel debateu o efeito poupa-terra na agricultura brasileira, que possibilita maior produtividade com menos extensão de terra. O presidente da Embrapa, Celso Moretti, disse que o Brasil se tornou uma potência agroambiental porque investiu de forma consistente e intensa em pesquisa e tecnologia ao longo dos últimos 50 anos. “Isso possibilitou que, só na cadeia da soja, nós poupássemos uma área equivalente à superfície da Irlanda e da Itália. Se nós não tivéssemos utilizado o sistema de plantio direto, integração Lavoura-Pecuária e Floresta, fixação biológica de nitrogênio, tratamento de dejetos dentre outros, nós teríamos que usar o triplo da área que nós temos hoje”

O secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, Cleber Soares, lembrou que nesses 50 anos a área agricultável do Brasil cresceu em torno de 50% e, em termos de produtividade, houve um aumento de mais de 300%. “A agricultura brasileira é adaptativa, resiliente, sustentável e descarbonizante. Ao longo dos últimos 50 anos, o Brasil saiu de importador líquido de quase tudo que nós consumíamos para hoje sermos uma potência agrícola sustentável. E isso se deu em cima de muita ciência, muita tecnologia e com muita assistência técnica e extensão rural”.

Abordagem Integrada da Paisagem: eficiência produtiva com olhar para biomas

A coordenadora-geral de Mudanças Climáticas, Florestas Plantadas e Agropecuária Conservacionista do Mapa, Fabiana Villa Alves, destacou que a abordagem integrada da paisagem das áreas produtivas é o foco principal do ABC+, que tem como meta reduzir a emissão de carbono equivalente em 1,1 bilhão de toneladas no setor agropecuário até 2030.

A abordagem integrada consiste em olhar a propriedade não apenas como produtora de alimentos, mas levando em considerações toda a paisagem ao redor de forma sistêmica com o cumprimento ao Código Florestal; a saúde do solo; a conservação de água e de toda a biodiversidade. Assim, a abordagem integrada possibilita a valoração econômica dos serviços ambientais gerados pelos ecossistemas durante a produção agropecuária e também se presta ao equacionamento do entendimento do ambiente rural, especialmente em relação ao ordenamento do território.

A abordagem ocorre por meio do uso de técnicas agrícolas sustentáveis, como terminação intensiva e plantio direto, que permitem o uso adequado dos recursos naturais e o aumento da produção por hectare. “Quando intensificamos a produção por área, agrícola ou pecuária, estamos, na verdade, liberando outras áreas para serem reflorestadas, pois nós melhoramos a eficiência produtiva. Isso é o cerne da abordagem integrada da paisagem”, afirmou.

Já o diretor de Regularização Ambiental do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), João Adrien, ressaltou que o “conceito da paisagem integrada permite identificar as áreas com aptidão agrícola para que possam continuar exercendo as atividades e aquelas áreas com relevância ambiental, para que possam prestar os serviços ambientais na recuperação das áreas degradadas”.

Transparência e Conformidade nas Cadeias Produtivas

O painel abordou a questão da rastreabilidade nos setores do agronegócio. Um setor que tem investidos na rastreabilidade é a fruticultura, que deve alcançar a marca de US$ 1 bilhão de exportação de frutas este ano. “Podemos identificar hoje facilmente em uma caixa de uva quem embalou, quais os bioinsumos utilizados, de qual fazenda veio a fruta”, contou Guilherme Cruz de Souza Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

O monitoramento do processo produtivo está presente também nas concessões florestais. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) dispõe do Sistema de Cadeia de Custódia (SCC), que controla e faz o rastreamento da produção da madeira. O SCC garante, por exemplo, que o comprador de madeira, em qualquer parte do mundo, tenha a possibilidade de rastrear todo o processo de manejo, extração e beneficiamento, acompanhando o caminho da madeira desde da floresta até o produto final.

“O sistema promove a condição do empresário, do público interessado, da sociedade brasileira e internacional de conferirem com assertividade e com total rigor a origem de cada peça de produtor madeireira tanto no pátio da empresa, na loja de móveis ou na nossa casa”.

O diretor comercial da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), João Gilberto Bento, disse que o setor já dispõe de uma plataforma estruturada de rastreabilidade. O passo agora é levar esse modelo para os criadores. “As indústrias exportadoras já criaram alguns modelos de exigência de informações dos fornecedores de animais. Essa rastreabilidade tem que chegar até a fazenda que produz o bezerro”.

Dados de rastreamento por satélite das embarcações de pesca brasileiras são compartilhados com Global Fishing Watch

Os dados de rastreamento por satélite das embarcações de pesca brasileiras estão disponíveis na plataforma da Organização Não Governamental americana Global Fishing Watch. Segundo a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o compartilhamento das informações demonstra o comprometimento brasileiro com a transparência de dados e a governança dos oceanos, além de promover a melhoria na gestão pesqueira, a sustentabilidade dos estoques pesqueiros e dirimir a pesca ilegal.

Atualmente, estão disponíveis os dados de 1,4 mil embarcações ativas no Programa de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS), operando em águas sob jurisdição brasileira, que compreende 7.367 quilômetros de zona costeira. “A parceria com a Global Fishing Watch é uma grande oportunidade para o setor pesqueiro brasileiro mostrar seu potencial para o mundo, assim como nossa intenção de promover a modernização da gestão das pescas na nossa Zona Econômica Exclusiva (ZEE), tomar decisões com base em evidências e alavancar a transparência”, destaca o Secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior.

A diretora do Departamento de Registro, Monitoramento e Fomento da Aquicultura e Pesca, Natali Piccolo, diz que a abertura dos dados de monitoramento dos navios de pesca do país apoiará o avanço da ciência e da gestão da pesca no Brasil, fortalecerá o controle da pesca e promoverá a responsabilidade em toda a pesca industrial e comercial no Atlântico Sul.

 Apoio ao Brasil

O trabalho conjunto com a Global Fishing Watch ajuda o país a se alinhar com a tendência global de melhorar a gestão da pesca. Também fortalece seu sistema atual de monitoramento de embarcações e reforça a conformidade com os regulamentos em suas águas. A salvaguarda da sustentabilidade dos recursos marinhos é essencial para o Brasil, uma vez que aproximadamente 3,5 milhões de pessoas – metade delas mulheres – dependem direta e indiretamente da pesca e da aquicultura no país.

Com a plataforma Global Fishing Watch, será possível entender melhor o comportamento das embarcações da frota nacional e oferecer uma visão mais completa do que está acontecendo no mar. Como parte do compromisso de colaboração e apoio, será oferecido treinamento e capacitação a funcionários públicos que atuam no manejo pesqueiro. Este trabalho reforçará o monitoramento de embarcações como ferramenta prioritária de controle e fiscalização, além do desenvolvimento de análises e investigações.

Foto: Divulgação / TamoiosNews

Com alta de 37%, contratação de crédito rural chega a R$ 97,75 bilhões em três meses do Plano Safra

Nos três primeiros meses de operação do Plano Safra 2021/2022, os produtores rurais, cooperativas e agroindústria contrataram R$ 97,75 bilhões para financiar a atividade agropecuária, florestal, aquícola e pesqueira. O valor representou incremento de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior, distribuídos em mais de 668 mil contratos (+3%).

Os números estão no balanço do crédito rural divulgado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os financiamentos em investimentos registraram o maior crescimento em relação ao mesmo período do plano anterior (59%), com R$ 29,49 bilhões e 329 mil contratos firmados. Com maior valor liberado, as operações de custeio alcançaram perto de R$ 52,69 bilhões e 333 mil contratos, incremento de 27% e 6%, respectivamente.

Nas outras finalidades, há procura por financiamentos de comercialização (+34% ou R$ 8,28 bilhões) e industrialização (+42% ou R$ 7,2 bilhões).

Regiões do país

De acordo com o estudo da SPA, os produtores rurais da Região Sul, historicamente, são os que mais contratam financiamentos. Até o momento, foram R$ 36,90 bilhões e mais de 277 mil contratos, o que representa, respectivamente, 38% e 42% do total nacional.

O balanço do crédito rural mostra a forte demanda por financiamentos rurais na Região Norte (aumento de 64% no valor e de 46% no número de contratos) e Nordeste, 34% no valor, embora a quantidade de contratos tenha sofrido redução de 5%.

Programas de investimento

Entre os programas de investimentos na atual safra, o Moderfrota alcançou a maior parcela dos recursos programados (66%), seguido do Procap-Agro (50%) e de outras linhas/programas (45%).

O diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destaca que não há escassez de recursos de investimento na atual safra e o saldo disponível desses recursos, no conjunto das instituições financeiras, é de 60%.

Fontes de recursos

As fontes de recursos mais utilizadas pelas instituições financeiras na contratação do crédito aos produtores e às suas cooperativas de produção, entre julho a setembro, foram os Recursos Obrigatórios (R$ 28,63 bilhões, alta de 71%), a Poupança Rural Controlada (R$ 21,97 bilhões ou +5%) e a Poupança Rural Livre (R$ 17,91 bilhões ou +129%). Essas fontes somaram 69% de participação no valor dos financiamentos rurais.

A LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), com recursos não controlados, foi a única fonte que teve um decréscimo no valor (-46%) das liberações comparativamente à safra passada, o que representou R$ 4,03 bilhões.

Brasil é o maior exportador de comida halal no mundo

com informações da Agência Brasil

Halal (حلال) é uma palavra árabe que significa lícito, permitido. Mais do que isso, é um conceito que permeia a alimentação e o uso de produtos cosméticos e farmacêuticos por muçulmanos em todo o mundo. Pela sharia, o código de leis islâmico, os seguidores da fé de Maomé só podem consumir produtos que se encaixem nessa categoria porque seriam aqueles permitidos por Deus.

No judaísmo, há uma categoria semelhante: o kosher. Um exemplo é a proibição de consumo de carne de porco, de álcool etílico, sangue e animais de presas longas, considerados haram, ou seja, não permitidos. As carnes de boi, frango, caprinos e ovinos podem ser consumidas, desde que o abate seja feito de forma adequada, em um ritual halal.

A restrição é ligada não apenas a esses itens, mas a qualquer produto que contenha esses ingredientes em sua composição ou que tenha contato com eles. Um carimbo usado em uma carne, por exemplo, não pode ter glicerina de origem suína.

Como isso é levado muito a sério pelos muçulmanos, é preciso garantir que os produtos consumidos realmente tenham sido processados da forma correta. Por isso, as empresas interessadas em servir ao consumidor islâmico precisam ser certificadas.

“Hoje, 1,9 bilhão de consumidores no mundo são muçulmanos. E as estimativas para 2060 é que uma, em cada três pessoas, seja muçulmana. Então você tem um mercado gigantesco, um potencial enorme a ser explorado. Além disso, os consumidores muçulmanos são muito fiéis. Uma vez que eles identificam uma marca certificada, que traz um produto de qualidade, acabam se fidelizando àquela marca”, explica Elaine Franco de Carvalho, coordenadora de qualidade da Fambras Halal, uma das principais certificadoras halal do Brasil.

É um mercado concentrado não apenas no Oriente Médio e norte da África, mas também em países como o próprio Brasil. Na Indonésia, por exemplo, que tem grande população muçulmana e é o maior mercado consumidor de comida halal, a certificação é obrigatória para os exportadores. “Uma vez que a empresa estiver certificada, ela vai atender a alguns países que antes ela não atendia, por ter a certificação halal como requisito [para exportação] ou por ter a certificação halal com diferencial”, afirma Elaine.

Segundo dados do último Relatório Global do Estado da Economia Islâmica, antes da pandemia o Brasil era o maior exportador mundial de comida halal. Em 2019, o país exportou US$ 16,2 bilhões nesse tipo de produto, 12% a mais do que o segundo colocado, a Índia, que negociou US$ 4,4 bilhões.

Certificação

Segundo Elaine, o processo de certificação envolve inicialmente uma avaliação documental da empresa, na qual se verifica, por exemplo, os ingredientes e materiais usados na fabricação ou beneficiamento do produto e sua origem. “A gente precisa garantir que se aquela empresa usa uma queratina de origem animal, por exemplo, que ela tenha vindo de um animal abatido de acordo com o ritual islâmico”, conta.

A certificadora, então, envia um auditor com conhecimentos técnicos na área de atuação da empresa (que pode ser um veterinário, um engenheiro agrônomo entre outros) e autoridades religiosas para verificar se tudo é feito dentro dos preceitos do islamismo.

No caso do abate bovino, por exemplo, Elaine explica que é preciso que tudo seja feito de acordo com um ritual, que começa com a declamação das palavras Bismillah, Allahu Akbar (“em nome de Deus, Deus é o maior”) e termina com a drenagem do sangue do animal por três minutos.

A faca deve ser bem afiada para seccionar as principais artérias do pescoço em único corte e garantir a morte instantânea do animal. “É um requisito do abate halal que você minimize o sofrimento do animal”, diz Elaine.

O abate deve ser feito por um muçulmano, mas se não houver ninguém disponível, poderá ser executado por um judeu ou um cristão. Já o supervisor do abate precisa ser um seguidor do Islã.

Depois de aprovada, a empresa pode receber uma certificação para todos os lotes de seu produto, com validade de três anos, ou pode receber certificações por lotes. Cerca de 450 empresas brasileiras são certificadas apenas pela Fambras Halal.

Fábrica da empresa brasileira BRF em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Com produtos presentes no Oriente Médio desde a década de 1970, a indústria alimentícia brasileira BRF decidiu dar um passo adiante, em 2014, de olho no gigantesco mercado halal, ao instalar uma fábrica nos Emirados Árabes Unidos. Localizada na zona industrial de Abu Dhabi, capital do país, a planta processa principalmente produtos de frango e também hambúrguer bovino.

É a primeira indústria alimentícia brasileira a instalar uma fábrica no país e, se depender do governo dos Emirados Árabes, não será a última. Recentemente, a ministra de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente da nação árabe, Mariam Almheiri, convidou empresas do Brasil a seguir o exemplo da BRF.

Segundo ela, seu país proporciona vantagens como a avançada infraestrutura de transportes e proximidade com o mercado consumidor árabe e asiático. Segundo o vice-presidente de Mercado Internacional da BRF, Patrício Rohner, o mercado halal (ou seja, produtos processados de acordo com as leis islâmicas) representa hoje 25% de todas as vendas da empresa e metade da comercialização no exterior.

Uma das marcas da BRF, a Sadia é uma das líderes em seu segmento nos Emirados Árabes. “Quando você vê um mercado como Kuwait, o Catar, os Emirados Árabes ou a Arábia Saudita, o reconhecimento da marca é maior do que no Brasil”, disse Rohner.

Produtos processados no Brasil

A decisão de montar uma fábrica nos Emirados Árabes, depois de anos exportando produtos processados no Brasil, surgiu ao perceber que os alimentos produzidos no país árabe poderiam estar mais próximos do paladar dos consumidores da região. “Para desenvolver produtos para o sabor local, não tem nada melhor do que estar próximo ao consumidor. Quando você tenta encontrar os ingredientes que as pessoas se acostumaram a comer ou aprenderam a comer desde pequenas, é muito difícil fazer isso de fora”, explicou Rohner.

Os animais são criados e abatidos no Brasil, onde recebem certificação halal. Só depois, a carne é exportada para os Emirados Árabes, onde é processada (por exemplo, transformada em nuggets, hambúrgueres ou tenderizada e empacotada). Segundo Rohner, financeiramente é mais viável criar os animais no Brasil, porque o país tem a estrutura para atender ao mercado nacional e ao internacional, além de abundância de grãos (para alimentação dos rebanhos) e de água.

Além da fábrica em Abu Dhabi, a BRF opera outras três unidades processadoras de alimentos no Oriente Médio, uma na Arábia Saudita e duas na Turquia.

Há outras empresas alimentícias que ainda não têm fábrica nos Emirados Árabes, mas que já marcam presença ali, como a JBS, concorrente da BRF, que mantém um escritório comercial no país, e a Tropicool Açaí, rede varejista que oferece produtos da fruta amazônica. Ela tem lojas em Dubai.

Monitoramento remoto do silo: tecnologia proporciona redução de custos e aumento da produtividade

com informações da Somos Assessoria

O Smartfeed traz informação do monitoramento do consumo e peso do silo 24 horas por dia, sete dias por semana. São dados precisos, na hora certa, uma solução fácil e inteligente. Todas as informações que o setor produtivo quer na palma da mão em tempo real. Uma tecnologia que pode ampliar os ganhos, por meio de monitoramento em tempo real e acessados de forma remota. Essa é a solução para monitorar o consumo e demanda de resultados imediatos.

O Smartfeed, desenvolvido e oferecido pela PecSmart, leva ao homem do campo o modelo de economia de tempo e redução dos custos com a alimentação.

De acordo com o engenheiro agrônomo e fundador da PecSmart, Diego Kurtz, o nível e o ritmo de consumo de ração são atualizados a cada hora em tempo real. São informações como: o consumo diário médio, consumos abaixo ou acima do esperado, alertas de pedidos, entre outros. “Nosso principal objetivo é tornar a produção mais inteligente a partir da gestão ágil da informação, obtida de forma automática, sem a necessidade de alimentar os sistemas ou planilhas com dados coletados manualmente,” ressalta Kurtz.

Os equipamentos são práticos para instalação e tem mais de 95% de precisão. Abrange principalmente a produção animal de aves, suínos e confinamento de bovinos. Em apenas duas horas de trabalho o sistema está funcionando e instalado, sem precisar parar a produção ou ter que fazer grandes mudanças. Com valores acessíveis, entre quatro ou cinco vezes menor do que as soluções convencionais de pesagem por balança ou célula de carga.

Sem esse método de monitoramento preciso, os resultados nem sempre são extraídos em sua melhor capacidade de ganho. A maior parte dos custos de produção de suínos e aves está associada à nutrição e sanidade, esse número chega a 80%. A suinocultura e avicultura vem passando por fortes pressões sobre os custos de produção e constantes reduções das margens de comercialização, prejudicando a continuidade das atividades nas propriedades que não conseguem intensificar e incrementar a produtividade. Os modelos atuais se baseiam no “retrovisor”, com a análise do desempenho após o abate dos lotes.

Hoje a maior parte do monitoramento sobre o consumo, ainda ocorre de forma perceptiva, quando o produtor sobe nos silos, ou por estimativas baseadas em séries históricas. Nesse caso, por meio de expedição da fábrica de rações. Os principais problemas do modelo atual estão associados à baixa precisão do que ocorre durante o alojamento, à necessidade de intensa mão de obra dentro da granja e ao lento timing e integração da informação para tomar decisões, reduzir custos, otimizar a logística e estabelecer modelos preditivos.

Com o Smartfeed é possível estratificar os dados para identificação do ritmo de consumo, conversão alimentar e resposta às distintas estratégias nutricionais e de manejo. Picos e eventuais anomalias, alertas de pedidos, estão disponíveis o tempo todo, sete dias da semana, não importa onde você esteja. Assim qualquer pequeno erro ou anomalia pode ser corrigido de forma imediata. Esses indicadores refletem na sustentabilidade financeira do negócio e da produção. O monitoramento do consumo auxilia na identificação do momento ideal de abate.

De acordo com o engenheiro agrônomo, o segredo para uma boa conversão alimentar está em fatores básicos de manejos dos animais como genética e ambiência, consumo, qualidade da água e da ração, controle sanitário e bem estar. “O consumo é o espelho da saúde da produção e com o monitoramento do silo é possível identificar e antecipar problemas e, agindo de forma correta, evitar as perdas que, via de regra, estão atreladas a um lote de baixo desempenho,” ressalta Diego Kurtz.

PecSmart

A empresa atua em pequenas, médias e grandes produções rurais e passeia nos mais diversos setores do agro. São inúmeras tecnologias oferecidas para o homem do campo e agroindústria que precisa ter resultados rápidos e tudo de forma automatizada, acompanhado e desenvolvido por quem entende do dia-a-dia da produção rural. Profissionais técnicos, engenheiros agrônomos e veterinários especializados em gestão da informação, tecnologia e sistemas de informação, sistemas produtivos e gestão de custos. Chega de perder tempo em alimentar os sistemas ou planilhas com dados coletados manualmente. Acesse o site pecsmart.com.br e saiba mais sobre as soluções que podem beneficiar a produção.

Foto: Divulgação