A Plug and Play, terceira investidora de capital de risco mais ativa do mundo em 2024, segundo o Pitchbook, anunciou a estruturação de um fundo de investimentos dedicado à América Latina, priorizando o Brasil. A meta é levantar US$ 50 milhões por meio de fundos e family offices que já têm histórico com a aceleradora.
A gestora de venture capital pretende concentrar seus aportes em três frentes estratégicas – energia, fintechs e agronegócio – o que explica um olhar especial para o Brasil. De acordo com a casa, cerca de 70% do capital do fundo deve ser destinado ao mercado brasileiro. “O Brasil tem uma das maiores fontes de energia limpa do mundo e tem chances de ser o hub global do agro. Além disso, o país está super avançado em fintechs, e vai continuar. Tudo isso torna o país muito competitivo para estrangeiros. O dinheiro está curto para todo mundo atualmente, mas o Brasil está barato para investimento em dólar”, afirma Igor Mazaki, CEO da Plug and Play no Brasil.
Serão escolhidas startups nos estágios iniciais (pré-seed, seed e série A), que devem receber cheques entre US$ 50 mil e US$ 2 milhões cada uma. As agrotechs ganham mais chances por estimularem um mercado competitivo e de alto crescimento. “O Brasil já se destaca no agro, seja por suas vantagens naturais, seja pelos avanços tecnológicos e inovações dos últimos anos”, comenta Mazaki.
O histórico da companhia no país iniciou em 2016, com o investimento na Rappi e, posteriormente, na CloudWalk, que se tornou unicórnio em 2021. Um escritório local da aceleradora foi aberto em 2019 e, desde então, a aceleradora já investiu em 39 startups na América Latina, 11 delas brasileiras. Agora, a expectativa é realizar 10 investimentos anuais no Brasil.
A plataforma atua em inovação aberta estruturada em três pilares principais: investimentos e venture capital, inovação corporativa e aceleração de startups. No primeiro, a Plug and Play trabalha com a seleção, captação e investimento em startups, conectando-as com grandes empresas nacionais e internacionais. Em inovação corporativa, a empresa auxilia grandes corporações na identificação real de problemas, conectando-as com startups alinhadas técnica e culturalmente para prover soluções, além de oferecer treinamentos de equipe e suporte na implementação de inovações. Já na aceleração de startups, ela oferece o preparo de empreendedores para escalar seus negócios globalmente, proporcionando acesso a uma rede de mentores, parceiros estratégicos e investidores.
A atenção para o Brasil vem da resiliência do mercado, o que se aplica fortemente ao agronegócio. “Vamos olhar para agrotechs que resolvam problemas em todas as áreas do agro. Há um ecossistema enorme nesse setor e, por isso mesmo, muitos gargalos e oportunidades. Esperamos encontrar soluções criadas para otimizar processos, gerar economia, aumentar a sustentabilidade, enfim, inovar da melhor maneira possível”, conclui Igor.
