Agrishow 2024: robôs, máquinas agrícolas, soluções financeiras e muito mais para os quase 200 mil visitantes esperados

A 29ª edição da Agrishow, principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, ocorrerá entre os dias 29 de abril e 3 de maio, em Ribeirão Preto (SP), e será palco para inúmeras atividades.

Com uma área total de 520 mil metros quadrados, o equivalente a 21 quilômetros de ruas e avenidas, a Agrishow 2024 será vitrine para o lançamento e demonstração das mais recentes inovações para o agronegócio. Com mais de 800 marcas expositoras, tanto nacionais quanto internacionais, e uma expectativa de público de cerca de 195 mil visitantes, a feira conta com empresas que oferecerão desde soluções para a agricultura de precisão até equipamentos para pecuária, passando por armazenagem, implementos agrícolas, máquinas para construção, sementes, software e hardware e muito mais. O visitante poderá também contar com serviços financeiros.

“É preciso dizer que a tecnologia agrícola brasileira domina a produção de máquinas, implementos e diversos produtos para ambientes tropicais. É única e exclusiva no mundo, e serve também para agricultura em climas temperados”, diz João Marchesan, presidente da feira.

Como participar? Os ingressos para a feira estão sendo comercializados no site oficial do evento.

Serviço:

AGRISHOW 2024 – 29ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

Data: 29 de abril a 3 de maio

Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)

Horário: das 8h às 18h

Sobre a Agrishow: A Agrishow 2024 é uma iniciativa das principais entidades do agronegócio no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB – Sociedade Rural Brasileira, e é organizado pela Informa Markets, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

La Niña deve mudar os ventos do mercado no Brasil?

As chuvas voltaram com regularidade no Brasil. No Centro-Oeste, o clima favoreceu as pastagens e as lavouras de milho. Um alívio para quem teve uma safra verão conturbada, com preços em queda, “replantio” e ciclo pecuário em baixa.

No entanto, houve um período de seca forte, no final de março, em algumas regiões importantes para a agricultura, como Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Segundo avaliação da Consultoria Agromove, já é possível prever um potencial impacto negativo na produtividade das culturas. Apesar dessa perspectiva, o segundo semestre mostra mudanças em diversos segmentos no setor agropecuário – os novos rumos do mercado.

Apesar do milho no mercado físico estar apresentando queda nas cotações, os mapas climáticos apontam risco de falta de chuvas no Centro Oeste durante a fase de florescimento das lavouras. Esta é a fase de maior risco para a produção, pois é onde há a formação dos grãos nas espigas. Uma falta de chuvas nesta fase atingindo a maior região produtora da safrinha no país, pode trazer quebras significativas de produtividade.

“As estimativas de produção e estoques globais de soja e milho ainda estão em níveis elevados. No entanto, a redução na produção brasileira de milho e os riscos climáticos podem gerar estresse adicional no mercado. Algumas estratégias adotadas como compra de futuros para aproveitar possíveis movimentos de alta nos preços, especialmente considerando a incerteza em relação ao clima, são importantes nesse momento”, pontua o engenheiro agrônomo Alberto Pessina, da Consultoria Agromove,

Para a soja temos um mercado ofertado e uma estimativa de aumento na área de soja plantada nos EUA. No entanto, as cotações têm apresentado ligeira alta nas últimas semanas, devido a alguns fatores como: redução na produção de óleo de dendê que é um substituto do óleo de soja, auxiliando na correção dos preços; maior volatilidade cambial causada por aumento nos riscos geopolíticos, uma expectativa mais lenta para a queda nas taxas de juros americanos e riscos de não cumprimento das metas fiscais pelo atual governo. “Este aumento de volatilidade cambial, traz oportunidades para fixar um câmbio elevado para quem irá vender a soja em dólar em 2025”, alerta Pessina.

Foto: Fazenda Santa Eliza

Leite de camela, snacks e tâmaras: expositores árabes renovam confiança na Apas Show

حليب النوق والوجبات الخفيفة والتمور: العارضون العرب يجددون ثقتهم في معرض أباس، وهو حدث يقام في البرازيل

A delegação de expositores árabes participantes da feira supermercadista Apas Show 2024, em São Paulo, no Expo Center Norte, a partir do próximo dia 13 de maio, terá representantes de dezesseis empresas do Líbano, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Tunísia e Egito.

Presentes na feira desde 2016, a missão organizada pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, entidade dedicada à promoção do comércio entre o Brasil e os países da Liga Árabe, é composta por empresas de perfil variado, com fabricantes e exportadores de alimentos básicos, processados e até derivados de leite de camela.

“A maioria das empresas é de organizações que já conhecem a feira e mantêm negócios recorrentes com importadores brasileiros”, descreve Karen Mizuta, head de consultoria internacional da Câmara Árabe. “São empresas que estão renovando a confiança no mercado brasileiro e veem na feira um ambiente seguro para fortalecer a relação com atuais clientes e prospectar novas parcerias no varejo nacional”, prossegue.

As empresas são a distribuidora libanesa Taybe (atuante com geleias, pimentas, tâmaras, doces, derivados de leite de camela e alimentos pré-prontos), a iraquiana Great Foods (snacks), a emirática Agthia Company-Al Foah (derivados de tâmaras), as tunisianas Golden Export, CBF, Nouri, Al Jazira, I3C+ e Fit (tâmaras, azeite e tomate seco) e as egípcias Oriental Fruits, Frosty Foods, Mima Foods, EGCT Frozen, Delta, ElSwedy e Dalsa (todas elas com frutas e vegetais, frescos e congelados).

Além da participação na feira, a Câmara Árabe também está programando visitas a supermercados para que os executivos das empresas conheçam um pouco da realidade do varejo brasileiro e possam estudar o comportamento do consumidor. Os expositores árabes também terão reuniões com importadores e varejistas pré-mapeados pela Câmara Árabe. A expectativa é que as reuniões possam gerar negócios no decorrer da feira, favorecendo a inserção de novos produtos árabes no varejo alimentar brasileiro.

Foto: Divulgação / Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

Atraso na safra e queda no preço do diesel puxaram o preço do frete para baixo

O atraso na safra de grãos e o comportamento de recuo no preço do litro do diesel estão entre os principais fatores da baixa no preço médio do frete por quilômetro rodado em março, de acordo com dados da mais recente análise do Índice de Frete Edenred Repom (IFR). A média nacional foi de R$ 6,20 em redução de 1,4% ante fevereiro.

“Fechamos o primeiro trimestre de 2024 com uma queda acumulada de 2,5% no preço médio do frete por quilômetro rodado. Já no comparativo com março de 2023, quando o valor estava a R$ 7,97, a redução no preço chega a 22%”, destaca Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Repom.

De acordo com pesquisa realizada no início de abril pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), há uma projeção de que poucos produtores de soja do estado consigam cobrir os custos com a lavoura. O Centro-Oeste foi a região brasileira mais afetada pelas altas temperaturas e estiagem, que impactou diretamente o setor agro.

O preço do diesel, item que compõe uma grande fatia do preço do frete, também segue tendência de redução no País. Segundo a análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o tipo comum fechou março a R$ 5,96 e o S-10 a R$ 6,07, ambos com redução de 1%, em relação a fevereiro. Já no acumulado do trimestre, o comportamento de preço do combustível registrou pequenas oscilações percentuais, entre recuos e altas.

“Nos próximos meses, as variações no valor do frete devem continuar refletindo o desempenho de determinados setores da economia, principalmente o agronegócio, além de fatores como preço do combustível, que segue em defasagem com o mercado internacional”, reforça Fernandes.

O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição, levantado com base nas 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom. A Edenred Repom, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, há 30 anos é especializada na gestão e pagamento de despesas para o mercado de transporte rodoviário de carga, líder no segmento de pagamento de frete e vale-pedágio com 8 milhões de transações anuais e mais de 1 milhão de caminhoneiros atendidos em todo o Brasil.

Aplicações de Inteligência Artificial movimentam mais de US$ 40 bilhões e devem atingir US$ 1.3 trilhões até 2032

A adoção de agentes virtuais criados a partir de Inteligência Artificial – como o ChatGPT, YouChat, Jasper, Gemini, etc – tem sido cada vez mais frequente em diversos setores visando otimização de tarefas e atualização dos processos. As aplicações não estão sendo benéficas somente para as indústrias, mas também para o mercado, que está aquecido com as movimentações que a IA tem gerado.

Segundo relatório da Bloomberg Intelligence, apenas entre 2023 e 2022, as aplicações de inteligência artificial voltadas para o usuário final movimentaram US$ 40 bilhões. A expectativa é que até 2032 a IA alcance US$ 1.3 trilhões com as movimentações de mercado. O estudo ainda aponta que a taxa de crescimento de IA na próxima década deve ser de 42% ao ano – quase dobrando seu alcance anualmente.

O impacto econômico positivo com o uso de IA é exemplificado na automação de tarefas, criação de novos modelos de negócios, redução de custos operacionais, melhoria na experiência do cliente e inovação na indústria. A tendência é que, aplicada no mercado de trabalho, a tecnologia movimente a economia.

“O mercado já entende a força que a tecnologia tem em movimentar a economia, gerar mais rentabilidade e auxiliar no dia a dia para que as demandas sejam entregues com cada vez mais rapidez e assertividade. A aplicação de agentes inteligentes no mercado de trabalho não é mais uma tendência, é uma necessidade e essa evolução não volta atrás”, aponta Thiago Oliveira, CEO e fundador da Monest, empresa de recuperação de ativos através da cobrança de débitos por uma agente virtual conectada por inteligência artificial.

A Monest opera aplicações de IA em um dos setores que a tecnologia tem se mostrado mais promissora – o setor de pagamentos e cobranças de débito, no qual é necessário um constante contato com o público. Os impulsos para crescimento do setor vêm principalmente da demanda por mais agilidade nos processos e assertividade nos resultados. Com as inserções de IA, a empresa apresenta pelo menos 30% de economia nas operações, além do aumento na qualidade de atendimento e padronização do relacionamento com os clientes, resultando em mais assertividade e resultados positivos.

A tendência é que em 2024 surjam outras áreas de aplicação de forma a ramificar o uso de IA, como: IA conversacional para atendimento ao cliente, proporcionando experiências mais gratificantes e eficazes, reduzindo o tempo de espera e resolvendo consultas de maneira precisa; deep learning, ou aprendizado aprofundado, uma técnica de IA que permite aos computadores aprenderem tarefas complexas sem programação explícita, apenas através de comparação de dados; aumento da cibersegurança, IA está emergindo como uma ferramenta crucial para combater ameaças cibernéticas; entre outras evoluções.

“Com certeza essa é uma tecnologia que vai auxiliar em todos os setores – pagamentos, medicina, comunicação, indústria… todos aqueles que entendem a eficácia de se ter um agente virtual como auxiliador do dia a dia a um clique, terão com certeza mais sucesso, e isso vale tanto para as empresas quanto para o consumidor final”, finaliza Oliveira.

DET: entenda o que muda para as empresas agora que a utilização do Domicílio Eletrônico Trabalhista passa a ser obrigatória

A partir de maio de 2024, a utilização do Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) se tornará obrigatória para as empresas. Empresas e entidades pertencentes aos grupos 1 (faturamento anual superior a R$ 78 milhões) e 2 (faturamento no ano de 2016, de até R$ 78 milhões, e que não sejam optantes do Simples Nacional) do e-Social estão obrigadas, desde de 1º de março de 2024, a aderir e utilizar o DET, como instrumento oficial de comunicação e de prestação de serviços digitais pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Para as empresas e entidades pertencentes aos grupos 3 (empregadores pessoa física, exceto doméstico; produtor rural pessoa física) e 4 (órgãos públicos e organizações públicas) do e-Social, bem como os empregadores domésticos, a utilização do DET passará a ser obrigatória a partir de 1º de maio de 2024.

Segundo João Guilherme Walski de Almeida, advogado do departamento trabalhista da Andersen Ballão Advocacia, o  DET é um sistema do Governo Federal criado para cientificar o empregador de quaisquer atos administrativos, procedimentos fiscais, intimações, notificações, decisões proferidas em processos administrativos; para receber do empregador a documentação eletrônica exigida no curso das ações de fiscalização trabalhistas; e para o empregador apresentar defesas e recursos no âmbito de processos administrativos do Ministério do Trabalho.

Esse sistema, de acordo com o advogado, pode trazer benefícios, mas es empresas devem permanecer atentas: “Para as empresas, o Domicílio Eletrônica Trabalhista facilitará o recebimento de comunicações e intimações do Ministério do Trabalho, bem como facilitará o envio da documentação eventualmente exigida pela Auditoria Fiscal do Trabalho. Para os empregados, o benefício está numa fiscalização mais rápida e eficaz por parte da Auditoria Fiscal do Trabalho, o que pode corrigir eventuais erros de natureza trabalhista do empregador, caso a empresa esteja em desacordo com a legislação. No entanto, é necessário que as empresas ajustem as suas rotinas, para verificar seu Domicílio Eletrônico Trabalhista, e atentar para a existência de novos procedimentos administrativas, intimações ou avisos do Ministério do Trabalho, ” afirma Walski

A orientação nesse momento é que as empresas se cadastrem no DET no prazo legal, que monitorem constantemente o sistema e que informem aos seus advogados quaisquer notificações e intimações recebidas.

Vale ressaltar que o DET não se confunde com o Domicílio Judicial Eletrônico (DJE), plataforma que promoverá, de forma eletrônica e unificada, as notificações, intimações e citações expedidas pelos tribunais brasileiros em processos judiciais, inclusive trabalhistas.

Conheça os dez principais produtos exportados pelo Brasil

O mercado brasileiro de exportação está em crescimento. De janeiro a dezembro de 2023, o país registrou um recorde de exportações no valor de US$ 339,7 bilhões, ou seja, um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior.

De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO e fundador da Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, o Brasil tem cerca de 28.500 empresas exportadoras. “Elas contribuem para o crescimento econômico ao gerar divisas estrangeiras e impulsionar a produção e o emprego local”, explica.

Confira os dez principais produtos exportados pelo Brasil:

1) Soja – Como o maior produtor mundial de soja, o país exporta para mercados como a China (destino de 73% das exportações) e a Argentina (com participação equivalente a 3,8%). Em 2023, entre janeiro e dezembro, foram exportados US$ 53,2 bilhões deste grão.

2) Óleos brutos de petróleo – Entre janeiro e dezembro de 2023, o insumo totalizou US$ 42,5 bilhões em vendas para o exterior. No mercado internacional o Brasil se destaca com o petróleo, representando 3% do mercado global.

3) Minério de ferro e seus concentrados – O produto tem grande importância para a economia brasileira, tendo sido exportados US$ 30,5 bilhões do insumo em 2023. Cerca de 57,9% das exportações são destinadas à China.

4) Açúcares e melaços – O açúcar é o principal produto exportado no setor sucroalcooleiro. São considerados como outros açúcares lactose, maltose, glicose e frutose. De janeiro a dezembro de 2023, o país exportou 27 milhões de toneladas destes açúcares.

5) Milho não moído, exceto milho doce – Foram US$ 13,6 bilhões exportados para destinos como China, Japão e Vietnã. Atualmente o Brasil é o 3º maior produtor da commodity.

6) Farelos de soja e outros alimentos para animais – A produção do insumo ocorre a partir da moagem de flocos de soja descascada e desengordurada. Até dezembro de 2023 haviam sido exportados aproximadamente US$12,2 bilhões desse produto.

7) Óleos combustíveis de petróleo – Totalizando US$ 11,3 bilhões em exportações, têm como destinos países como Singapura, Estados Unidos e Países Baixos.

8) Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada – O Brasil lidera como principal exportador de carne bovina no cenário mundial, tendo exportado 286,64 mil toneladas de carne in natura só no primeiro trimestre de 2023. A China segue como o principal destino das exportações, seguida pelo Chile e pelos Estados Unidos.

9) Carnes de aves – Até dezembro de 2023, as exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas haviam totalizado aproximadamente US$ 9 bilhões.

10) Demais produtos — indústria de transformação – Os produtos da indústria da transformação — produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço – acumulou o valor de de US$ 9 bilhões exportados, fazendo parte da lista dos principais produtos exportados pelo Brasil.