Comércio eletrônico cresce 24% e passa dos R$ 260 bilhões em faturamento em 2022

Veja dicas para aprimorar as vendas no e-commerce

Pesquisa recente conduzida pela NielsenIQEbit revelou que o faturamento do comércio eletrônico no Brasil atingiu aproximadamente R$ 262,7 bilhões em 2022, registrando um aumento de 24% no número de consumidores nessa modalidade de vendas.

O crescimento no número de consumidores reflete a confiança no comércio eletrônico, impulsionada pela facilidade de compra, rapidez na entrega e confiabilidade dos marketplaces, como Shopee, Mercado Livre e Amazon, onde os produtos são disponibilizados. Além disso, o empreendedorismo no comércio eletrônico tornou-se mais acessível, não exigindo uma estrutura grande ou investimentos massivos.

“A facilidade com que uma pessoa pode iniciar a venda de produtos online hoje é significativa. Com o avanço da tecnologia e a crescente conectividade, basta ter um celular e determinação para colocar seus produtos na internet”, afirma Vitor Mateus Lima, CTO da Magis5, uma das principais integradoras de marketplaces do Brasil.

No cenário altamente competitivo do comércio eletrônico, as empresas de pequeno e médio porte enfrentam desafios únicos para sobreviver e prosperar. Com recursos limitados e uma presença online, é essencial que essas empresas aproveitem ao máximo cada oportunidade para atrair e reter clientes. Nesse sentido, o acompanhamento e a análise de dados desempenham um papel fundamental, permitindo que as empresas de e-commerce tomem decisões informadas, otimizem suas estratégias e impulsionem um crescimento sustentável.

É necessário prestar atenção em alguns detalhes com base nos dados extraídos de plataformas integradoras, como a desenvolvida pela Magis5, explica o especialista.

1 – Busque compreender o comportamento do cliente

O acompanhamento e a análise de dados permitem que as empresas de e-commerce obtenham insights valiosos sobre o comportamento de seus clientes. Ao rastrear as interações dos usuários em seus sites ou em quaisquer canais que vende, é possível entender quais páginas são mais visitadas, por quanto tempo os usuários permanecem nelas e quais produtos ou serviços despertam mais interesse. Essas informações auxiliam as empresas a adaptar suas ofertas, aprimorar a experiência do cliente e direcionar campanhas de marketing de maneira mais eficiente.

2 – Otimizar a estratégia de marketing pode fazer a diferença

Para as empresas de e-commerce de pequeno e médio porte, o orçamento de marketing é geralmente limitado. Ao acompanhar e analisar dados, essas empresas podem identificar quais canais de marketing estão gerando o maior retorno sobre o investimento. Isso permite ajustar as estratégias de marketing, concentrando recursos nas táticas mais eficazes e abandonando aquelas que não trazem resultados significativos. Além disso, a análise de dados ajuda a identificar segmentos de público-alvo mais promissores, permitindo campanhas personalizadas e direcionadas. “Um dos principais feedbacks que recebemos de nossos clientes é como nossa plataforma permite a geração de relatórios inteligentes sobre a lucratividade e os prejuízos, permitindo a ele identificar quais são os seus produtos mais vendidos, direcionando campanhas com um retorno muito maior e eficiência”, destaca Lima.

3 – Estude seu cliente e melhore a experiência de compra dele

Uma das vantagens do comércio eletrônico é a capacidade de coletar dados detalhados sobre os clientes. Ao analisar esses dados, as empresas podem identificar padrões de comportamento, preferências e necessidades individuais. Com essas informações, é possível personalizar a experiência do cliente, oferecendo recomendações de produtos relevantes, ofertas exclusivas e um atendimento ao cliente mais eficiente. A personalização fortalece o relacionamento com o cliente, aumenta a fidelidade e melhora as chances de recompra. “No passado, uma grande preocupação dos clientes era a garantia de entrega e devolução dos produtos por conta de erros operacionais. Através de nosso software, o lojista e sua equipe tem diversas opções de checkout para minimizar por completo erros de expedição, amenizando problemas com devolução, cancelamentos e trocas”, ressalta o especialista.

4 – Baseie suas decisões em informações 

No mundo do comércio eletrônico, decisões baseadas em intuição e suposições são arriscadas. Em vez disso, as empresas de e-commerce desde pequeno e médio porte até as maiores, podem basear suas estratégias de negócios em dados concretos. A análise de dados fornece uma visão clara do desempenho dos produtos, eficácia das campanhas de marketing, fluxo de caixa e outras métricas importantes. Essas informações permitem que os gestores tomem decisões informadas, identifiquem áreas de melhoria e capitalizem oportunidades. “Quem não estiver atento aos detalhes que a tecnologia proporciona corre o risco de ver seu negócio naufragar e perder espaço para aqueles que se atentam às melhorias e aos dados fornecidos por plataformas como a da Magis5”, enfatiza o CTO da empresa.

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Inverno e El Niño: agricultura busca soluções para enfrentar desafios climáticos

Uso da inteligência artificial e machine learning na previsão do clima são recursos tecnológicos que podem trazer mais segurança para os produtores

No Brasil, o inverno trouxe não apenas baixas temperaturas, mas também o El Niño, que pode persistir até março de 2024 e com forte intensidade (56%), de acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Com o fenômeno, são esperadas secas severas nas regiões Norte e Nordeste e grandes volumes de chuva no Sul do País. Essas variações abruptas afetam diretamente a produção agrícola, gerando incertezas e impactos na segurança alimentar. Mas o fenômeno que antes parecia imprevisível para os agricultores hoje pode ser antecipado com maior precisão, graças ao avanço tecnológico.

A preocupação com o clima está no topo dos investimentos do agronegócio. Segundo pesquisa recente realizada pela EY Decarbonization Framework, as mudanças climáticas são apontadas como o principal risco para o setor entre 47% dos investidores. “Por esta razão, a previsibilidade é fundamental para o agronegócio e a tecnologia tem desempenhado um papel fundamental nesse cenário”, afirma o especialista em tecnologia para o agronegócio, Bruno Barros.

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De acordo com ele, a agricultura de precisão surge como uma das soluções mais promissoras. “Por meio de sensores, drones, imagens de satélite e sistemas de monitoramento, os agricultores podem coletar dados em tempo real sobre as condições do solo, clima e culturas. Essas informações são analisadas por algoritmos de inteligência artificial e machine learning, proporcionando insights valiosos para a tomada de decisões assertivas. Além disso, há também questões ligadas a sustentabilidade da prática, pois ao adotar a agricultura de precisão, os produtores podem otimizar recursos, como água e fertilizantes, evitando desperdícios e reduzindo os impactos ambientais, bem como a segurança, pois a aplicação precisa de insumos agrícolas, como defensivos e fertilizantes, pode ser realizada de forma mais eficiente”.

Outro avanço tecnológico relevante é o aprimoramento das previsões climáticas baseadas em modelos matemáticos e computacionais. Os sistemas de previsão do clima têm evoluído constantemente, considerando diversos fatores, como pressão atmosférica, temperatura, umidade e circulação oceânica. “Com o auxílio de supercomputadores e algoritmos avançados, esses modelos podem simular cenários climáticos futuros, permitindo que os agricultores se preparem antecipadamente para condições adversas, além de terem informações precisas sobre o momento adequado para o plantio, o manejo de irrigação, a aplicação de defensivos agrícolas e a colheita”, ressaltou Barros, que também é account manager da dataRain para o agronegócio.

Para o executivo, tecnologias avançadas, como a internet das coisas (IoT) e a análise de dados, desempenham um papel fundamental. Por meio de sensores espalhados por diferentes regiões agrícolas é possível coletar informações em tempo real sobre temperatura, umidade, radiação solar e velocidade do vento. “Esses dados são transmitidos para centros de análise, onde são processados e utilizados para atualizar e aprimorar os modelos climáticos existentes, o que auxilia ainda no aperfeiçoamento das soluções. É preciso continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento, pois os desafios no setor ainda são bastante complexos”, finalizou.

Sobre a dataRain: A dataRain, membro premiado da AWS Partner Network (APN), é uma empresa 100% orientada à computação em nuvem com experiência real, com foco em inovação e transformação digital. Atua nos setores de Serviços Financeiros, Saúde, Farma, Biotecnologia, Educação e Pesquisa, Governo, Energia e Utilities e Agronegócio. Ostenta cerca de 200 certificações oficiais AWS entre os membros da equipe. Com segurança, confiabilidade, inovação, agilidade e escalabilidade, a dataRain é reconhecida por seu compromisso com o sucesso e o crescimento dos seus clientes e pela excelência técnica de seus serviços.

Dia do Agricultor: a importância do profissional para a economia do país

Setor agropecuário obteve crescimento de 21,6% no primeiro trimestre de 2023

Estabelecido em 1960 pelo presidente Juscelino Kubitschek, em 28 de julho é comemorado o Dia do Agricultor. A data é uma alusão ao centenário da criação do Ministério da Agricultura, realizada por Dom Pedro II, e celebra a importância dos agricultores para a sociedade e para o crescimento econômico do Brasil.

O agricultor é quem proporciona a produção de alimentos para consumo e matéria-prima na fabricação de importantes produtos à sociedade. Esta profissão é considerada uma das mais antigas e atua diretamente na movimentação do setor.

Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, uma das maiores indústrias de fertilizantes do país, a comemoração é extremamente importante para destacar o papel do agricultor no desenvolvimento do agronegócio nacional: “O Brasil é considerado um dos maiores produtores de alimentos do mundo e isso se deve ao grande trabalho desenvolvido por estes profissionais que, além de ajudarem a alimentar a população brasileira, impulsionam a riqueza do país”.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil aumentou, em comparação ao trimestre anterior: 1,9% no primeiro trimestre de 2023, totalizando R$ 2,6 trilhões no período. Este resultado foi estimulado pelo setor agropecuário, que cresceu 21,6%, a maior alta desde o quarto trimestre de 1996.

Estima-se que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023, de acordo com as informações da safra do último mês, seja de R$1,148 trilhão, valor 2,6% superior ao do ano passado. O crescimento está relacionado principalmente ao recorde da safra de grãos e ganhos de produtividade, com um aumento de 4,9% motivado pelas lavouras. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ainda estima que, em 2027, a produção de grãos vai superar os 290 milhões de toneladas.

Sodré destaca que o trabalho do agricultor tem se modificado progressivamente, aumentando a produtividade e a otimização da produção agropecuária: “Há um maior protagonismo das especialidades e técnicas, gerando resultados que impactam na nossa visibilidade agronômica no mercado mundial. O agricultor é um dos maiores responsáveis por estes resultados e contribui diretamente nos recordes de cada ciclo”, finaliza.

A agricultura é responsável por geração de empregos em toda a cadeia produtiva. Desde o funcionário de uma fábrica de roupas até os controladores de máquinas de precisão na lavoura, o que proporciona crescimento econômico. No último ano, por exemplo, o setor agropecuário fechou com saldo positivo de geração de empregos: cerca de 3,4 mil postos de trabalho. Hoje, o mercado agrícola é responsável por mais de 20% do PIB e move 38% dos empregos no país, sendo o setor que mais movimenta a economia.

E, se o produtor rural não existisse, dificilmente você teria alimento em sua mesa. Parece clichê, mas essa frase faz sentido. As fazendas brasileiras produzem o suficiente para alimentar quatro vezes a nossa população, ou mais de 850 milhões de pessoas ao redor do mundo.

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